VANGUARDAS EUROPÉIAS
VANGUARDA Em seu sentido literal, vanguarda (vem do francês Avant Garde, guarda avante ) faz referência ao batalhão militar que precede as tropas em ataque durante uma batalha.daí deduz-se que vanguarda é aquilo que está à frente. É a transformação e representação da arte. Em seu tempo presente, a arte sempre é considerada vanguarda. A produção de vanguarda geralmente apresenta expressões ainda desconhecidas e, por isso, provoca diversas reações
CARACTERÍSTICAS GERAIS Movimento que investe no interesse ideológico das artes. Subversão radical da cultura e costumes sociais. Negação do passado. Estilo ousado e técnico. Tem início nas artes plásticas (pintura e escultura), repercutindo também na Literatura. Presença do espírito de renovação artística; Valorização do novo, rompendo com a estética tradicional nas artes. PRINCIPAIS MOVIMENTOS: Expressionismo Fauvismo Cubismo Dadaísmo Surrealismo Futurismo
EXPRESSIONISMO O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, expressando sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deformase a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artística concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930. Principais características: Pesquisa no domínio psicológico; Cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas; Dinamismo improvisado, abrupto, inesperado; Pasta grossa, martelada, áspera; Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões; Preferência pelo patético, trágico e sombrio.
PINTORES Vincent van Gogh (1853-1890), empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza através da cor, que para ele era o elemento fundamental da pintura. Foi uma pessoa solitária. Apaixonou-se então pelas cores intensas e puras, sem nenhuma matização, pois elas tinham para ele a função de representar emoções. Edvard Munch (1863-1944) foi um dos primeiros artistas do século XX que conseguiu conceder às cores um valor simbólico e subjetivo, longe das representações realistas. Uma de suas obras mais importantes é O Grito (1889). O Grito é um exemplo dos temas que sensibilizaram os artistas ligados a essa tendência. Munch foi um artista determinado a criar pessoas vivas, que respiram e sentem, sofrem e amam. Recusou o banal, as cenas interiores pacíficas, comuns na sua época. A dor e o trágico permeiam seus quadros.
Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais, mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. As linhas sinuosas do céu e da água, e a linha diagonal da ponte, conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador.
Os expressionistas são deformadores sistemáticos da realidade, pois desejam expressar com a maior veemência possível seu pessimismo em relação ao mundo. Assim, realizam uma pintura que foge às regras tradicionais de equilíbrio da composição, da regularidade da forma e da harmonia das cores. Por isso é considerada por alguns como uma pintura feia. Contribui para essa visão negativa a amargura com que às vezes o homem e a natureza são retratados. Graça Proença
FAUVISMO Em 1905, em Paris, durante a realização do Salão de Outono, alguns jovens pintores foram chamados pelo crítico Louis Vauxcelles de fauves, que em português significa "feras", por causa da intensidade com que usavam as cores puras, sem misturá-las Em razão das mudanças e dos acontecimentos de sua época. Há um novo propósito: pintar as sensações que despertam o estado de espírito no livre curso dos impulsos interiores. Os princípios deste movimento artístico são: Criar em arte não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos; Criar é seguir os impulsos do instinto, as sensações primárias; A cor pura deve ser exaltada; As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares, no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens.
Características da pintura: Simplificação das formas, não há busca pela perspectiva; Pincelada violenta, espontânea e definitiva; Ausência de pinturas ao ar livre; Colorido brutal, pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva, não correspondendo à realidade; Uso exclusivo das cores puras, assim como saem das bisnagas, há pouca ou nenhuma gradação entre os matizes; Pintura por manchas largas, formando grandes planos; Impulsividade e experimentação, em vez de exaustivos estudos preparatórios. Henri Matisse (1869-1954), pintor francês, nas suas pinturas ele não se preocupa com o realismo, tanto das figuras como das suas cores. O que interessa é a composição e não as figuras em si, como de pessoas ou de naturezas-mortas. Abandonou assim a perspectiva, as técnicas do desenho e o efeito de claro-escuro para tratar a cor como valor em si mesma.