BC Fenômenos Mecânicos. Experimento 1 - Roteiro

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Transcrição:

BC 0208 - Fenômenos Mecânicos Experimento 1 - Roteiro Movimento Retilíneo Uniforme (MRU) Professor: Turma: Data: / /2015 Introdução e Objetivos Na disciplina de Fenômenos Mecânicos estamos interessados em estudar o movimento de corpos materiais numa situação idealizada livre de forças de atrito. Para se aproximar dessa situação idealizada utilizamos um equipamento denominado trilho (ou colchão) de ar. Esse equipamento é projetado para minimizar as forças de atrito. O corpo que flutua sobre o colchão de ar é denominado carrinho. Nesse experimento introdutório o objetivo é estudar o movimento livre do carrinho após este adquirir uma determinada velocidade inicial. Iremos medir diretamente intervalos de espaço L e tempo t avaliando as incertezas envolvidas nessas medidas diretas L e t. Para a construção do gráfico de posição x em função do tempo t será necessário utilizarmos as regras de propagação de erros para o cálculo das incertezas x e t. Através do coeficiente angular desse gráfico seremos capazes de obter a taxa de variação da posição com o tempo (a velocidade) no percurso total e comparar esse dado experimental com as velocidades médias em cada intervalo. Materiais Trilho de ar Gerador de fluxo de ar Carrinho deslizante Régua Chave inversora Cronômetro digital Sensores fotoelétricos

Advertências Para não produzir arranhões na superfície do trilho de ar nunca movimente os carrinhos sobre o mesmo sem que o gerador de fluxo de ar esteja funcionando. Verifique se a pista e a parte inferior do carrinho se encontram bem limpas; caso contrário limpe-as com um pano úmido. Evite choques mecânicos fortes entre o carrinho e o trilho. Tenha cuidado com o equipamento. Uma queda de alguns centímetros pode inutilizar o carrinho por completo. Procedimento Experimental 1. Identifique todos os componentes do conjunto experimental. 2. Como mostrado na Figura 1 sobre o trilho de ar estão dispostos cinco módulos de detecção que registram o momento da passagem do carrinho e definem quatro intervalos espaciais bem definidos L I L II L III e L IV. 3. Com o auxílio de uma régua determine os intervalos entre os módulos de detecção medindo a distância entre os fotodetectores. Note que estes últimos têm uma dimensão finita a qual deve ser levada em conta ao se medir a distância entre eles. Para tanto efetue três medidas considerando: Medida 1: distância centro a centro de cada módulo; Medida 2: distância entre seus extremos mais distantes e Medida 3: distância entre seus extremos mais próximos. 4. Anote os dados na Tabela 1. LI LII LIII LIV 1 2 3 4 5 Figura 1. Diagrama esquemático do trilho de ar do carrinho e dos suportes dos detectores de passagem. 5. Posicione o carrinho no centro do trilho e ligue o gerador de fluxo de ar. Ajuste o fluxo para que o carrinho deslize livremente isto é sem atrito sobre o trilho. Não é necessário utilizar a potência máxima do gerador! Isso é até desaconselhável pois a potência máxima pode provocar trepidações. 6. Verifique o nivelamento do trilho de ar. Posicione o carrinho no centro do mesmo procurando mantê-lo parado sem ter que apoiá-lo. Caso ele tenda a deslizar sozinho sempre para o mesmo lado isso indica que o trilho está desnivelado. Se necessário ajuste os pés do trilho.

7. Posicione o carrinho na extremidade do trilho onde está localizado o eletroímã travando-o magneticamente na posição inicial. 8. Familiarize-se com os controles do cronômetro digital. Verifique se o mesmo está funcionando. Para isso zere o cronômetro e em seguida obstrua os detectores com a mão em sequência um a um. Efetuados os testes zere o cronômetro novamente. Casa haja algum problema chame o técnico do laboratório. 9. Acione a chave inversora para liberar o carrinho e ao mesmo tempo dar a ele uma determinada velocidade inicial. Sempre que acionar a chave mantenha-a pressionada por pelo menos um segundo. Anote na Tabela 1 os quatro intervalos de tempo t It II t III t IV mostrados no cronômetro essa é a Medida 1. 10. Volte o carrinho para a sua posição inicial zere o cronômetro e repita o passo 9 para fazer a Medida 2. 11. Repita o passo 10 para obter os dados da Medida 3. Tratamento e Análise dos Dados Experimentais Cálculo da velocidade média de cada intervalo Conhecendo-se o intervalo de tempo t i e o intervalo de espaço entre o respectivo par de sensores ou seja a distância entre dois sensores L i pode-se determinar a velocidade média em cada trecho i do percurso pela fórmula experimental L i e t i. v L i i (1) ti com i = I a IV Como a velocidade média é uma grandeza determinada de forma indireta para determinarmos sua incerteza v i é necessário fazermos a propagação de erro considerando as incertezas na determinação direta de Método gráfico para obtenção da velocidade média Quando um objeto efetua um Movimento Retilíneo Uniforme (MRU) podemos descrever a evolução temporal de sua posição pela seguinte equação: x(t) = x 0 + v t (2) Para determinar se o carrinho que flutua sobre o trilho de ar efetua um MRU devemos verificar se os dados experimentais satisfazem a relação linear expressa pela Equação (2). Note que o que medimos de fato são os intervalos espaciais L i (ou x i) e temporais t i e não a posição x e o tempo t que aparecem nessa equação. Assim o próximo passo é conectar esses intervalos com x e t. Vamos considerar a posição do detector 1 como a origem do eixo x (x 0 = 0) e a origem do tempo (t 0 = 0) como o instante em que o carrinho passa por esse detector. Dessa forma as posições x i e os respectivos tempos t i são determinados por:

x 1 x 2 + L II x 3 + L II + L III (3) x 4 + L II + L III + L IV e t 1 t 2 + Dt II t 3 + Dt II + Dt III (4) t 4 + Dt II + Dt III + Dt IV Observação: Considerar a média das 3 medidas de Li e de t i conforme calculado na Tabela 1. O gráfico de x versus t pode assim ser traçado utilizando os dados obtidos das relações (3) e (4). Procedimento de análise de dados 1. Faça o tratamento estatístico dos dados de espaço calculando os valores médios L i e as incertezas Li usando a fórmula do desvio padrão da média. 2. Faça o mesmo tratamento estatístico dos dados de tempo. 3. Calcule e anote na Tabela 1 as velocidades médias de cada intervalo e suas respectivas incertezas usando a equação (1) e as regras de propagação de erro apropriadas. 4. Considerando as relações (3) e (4) bem como as regras de propagação de erro apropriadas preencha a Tabela 2. 5. No papel milimetrado trace um gráfico de posição X (eixo vertical) versus tempo t (eixo horizontal) utilizando todos os dados disponíveis na Tabela 2. Utilize escalas otimizadas em ambos os eixos não esquecendo o rótulo/nome de cada eixo e a respectiva unidade de medida. 6. Após esboçar os pontos experimentais com as barras de erro correspondentes trace a reta que melhor se ajusta visualmente a esses pontos. 7. Obtenha então o coeficiente angular dessa reta. 8. Trace as retas mínima e máxima para determinar a incerteza dos coeficientes angular e linear.

QUESTÃO 1 QUESTÕES Qual é a fórmula prática utilizada no cálculo da incerteza da velocidade de cada intervalo? QUESTÃO 2 Considerando a Eq.(2) qual a interpretação do coeficiente angular da reta obtida no gráfico de x versus t? QUESTÃO 3 Qual o valor da velocidade média do carrinho determinado pelo método gráfico? Mostre explicitamente os cálculos utilizados para chegar ao resultado (se necessário use o verso). QUESTÃO 4 Compare os valores da velocidade média em cada trecho com o valor da velocidade média encontrada pelo método gráfico. Levando em consideração as incertezas de todas essas medidas o que seu experimento permite concluir?

Tabela 1. Dados das medições de intervalos de espaço e tempo do experimento de MRU relativos aos quatro trechos do trilho de ar. Intervalo I II III IV Medida # LI (cm) ti (s) LII (cm) tii (s) LIII (cm) tiii (s) LIV (cm) tiv (s) 1 2 3 Média Incerteza v (cm/s) σ v (cm/s) Tabela 2. Posição do carrinho ao passar por um sensor em função do tempo. Sensor # X (cm) σ X (cm) t (s) σ t (s) 1 0 0 0 0 2 3 4 5 v.1 2015 6