Contagem de Ciclistas. Viaduto Eufrásio de Toleto (Viaduto da Duque) - Bauru Terça feira, 3 de junho de 2014.
Local: que liga a Zona Oeste e Noroeste da cidade de Bauru ao Centro (Vide Mapa). Para conferir o movimento de bicicletas no local, o grupo Pedala Bauru realizou na terça feira, dia 3 de junho de 2014 uma contagem de ciclistas aliado à fotografia, via moldes de contagens realizadas pela Organização Transporte Ativo do Rio de Janeiro, com o objetivo de investigar o número de ciclistas que fazem esse trajeto e observação da dinâmica das ruas, intencionando fazer uso desses dados como apoio à futuros projetos no local, pautando-se na demanda e na necessidade de adequação da via local frente a esse público. Os resultados serão levados à Secretaria de Transporte e outros órgãos da prefeitura, permitindo assim, uma melhor avaliação da área. A contagem com auxílio de fotografias nos permite a contagem, recontagem, revisão de diferentes itens correspondentes ao deslocamento por bicicletas, bem como respaldar os dados levantados, comparando dados e particularidade dos ciclistas 1. Em gráficos O gráfico 1, apresenta o destino dos ciclistas, em que, 49% locomovem-se do bairro em direção ao centro, e 51% no sentido contrário - centro em direção ao bairro. Grafico 1 Destino ciclistas
O gráfico 2 baseia-se na divisão de horários, sendo evidente que o maior fluxo concentra-se nos horários das 6 às 8 horas da manhã e do fim da tarde das 17 as 19 horas, o que faz supor a utilização da bicicleta como meio de transporte para o trabalho, dado a correspondencia de horário com o início e término do horário comercial. Gráfico 2 Contagem de ciclistas por hora O gráfico 3 representa a contagem dos ciclistas com divisão por idade, para saber o perfil desses usuários. O gráfico demonstra que a maior parte dos ciclistas (76%) que usam a
bicicleta como transporte são adultos, possuindo entre 18 a 40 anos e destaca-se também uma parcela de 17% de adultos com mais de 40 anos. Gráfico 3 Contagem de ciclistas por idade O Gráfico 4, representa a separação por sexo entre os ciclistas. O gráfico demonstra que nesse trecho, poucas mulheres fazem uso da bicicleta como meio de transporte, contabilizando apenas 2% do total. Gráfico 4 Separação por sexo
Durante a observação, também foi contabilizado a preferência de alguns usuários em andar na contramão da via, gráficos 5, prática que desrespeita o Art. 58 do Código de Trânsito assim como, fazer o trajeto pela calçada, gráfico 6. Pode-se supor que infrações de ciclistas possam contribuir para o número de acidentes, porém, não se deve descartar a deficiência em relação a esse espaço frente à demanda que se apresenta - alta velocidade dos motoristas, espaço não adaptado ao ciclista, deficiência da sinalização. Tal situação de não compartilhamento do espaço de forma segura remete a uma situação de perigo à vida de quem está se deslocando, dado que a mecânica de deslocamento de um automóvel é muito diferente da bicicleta ou à pé. Segundo Oliveira (2012), tal comportamento infrator pode estar relacionado a uma tentativa (ainda que errônea) de proteger-se de acidentes, podendo ser adotado como uma possível via de resolução a educação dos motoristas e ciclistas, assim como a sinalização adequada e adaptação do espaço podem contribuir para amenizar esse comportamento. De acordo com pesquisas já realizadas por cicloativistas da Organização Vá de Bike o fato de pedalar sobre as calçadas é reflexo da insegurança do ciclista em pedalar na rua e quando estas se tornarem seguras, eles tenderão a naturalmente deixar de cometer tal irregularidade. Quanto aos ciclistas que trafegam na contramão também o fazem pela ilusória sensação de segurança, em que, pensam que podem se desviar dos carros quando estes se aproximam, pois se estivessem vindo por trás não haveria oportunidade de reação Gráfico 5 Rotas preferenciais Gráfico 6 Conflito de fluxo
Dentre as bicicletas contabilizadas, a grande maioria (89%) eram bicicletas consideradas normais (tipo mountain bike, speed, urbana), 5% de ciclomotor (bicicletas motorizadas, elétricas ou a gasolina), 5% de bicicletas de serviço (cargueiras, ou com algum equipamento acoplado para cargas) e 1% de outras que não se adequavam as descrições acima, gráfico 7. Gráfico 7 Tipos de bicicletas O Gráfico 8 demonstra a utilização de equipamento de segurança, no caso o capacete em específico entre os ciclistas contabilizados. Dentre eles apenas 5% utilizavam capacetes.
Gráfico 8 Equipamento de segurança 2. Em fotografias 3. Apenas números: 243 ciclistas em 13 horas Média de 18,7 ciclistas por hora 120 indo sentido Bairro - Centro 49 % 123 indo sentido Centro - Bairro 51 % 237 homens 98 % 6 mulheres 2 % 0 crianças em cadeirinhas ou na garupa. 0 até 12 anos, 0% 17 de 12 até 18 anos, 7% 185 de 18 até 40 anos, 17% 41 acima de 40 anos, 76% 1ªh 34 ciclistas 6 às 7 2ªh 31 ciclistas 7 às 8 3ªh 15 ciclistas 8 às 9 4ªh 08 ciclistas 9 às 10 5ªh 15 ciclistas 10 às 11
6ªh 11 ciclistas 11 às 12 7ª h 13 ciclistas 12 às 13 8ª h 14 ciclistas 13 às 14 9ª h 12 ciclistas 14 às 15 10ª h 17 ciclistas 15 às 16 11ª h 14 ciclistas 16 às 17 12ª h 35 ciclistas 17 às 18 13ª h 24 ciclistas 18 às 19 59 Total pela calçada 24 % 184 Total pela rua 76 % 06 Pela rua na contra mão, 3 % dos que iam pela rua / 2% do total 87 normais 77% do total 27 serviço 11% do total 13 ciclomotor 5% do total 16 outros tipos 7% do total x serviço na contra mão x serviço na calçada x % dos que estavam na contra mão x % dos que estavam na calçada 12 de capacete 5% Bibliografia Brasil. (1997) Lei 9.503 de 23 de Setembro de 1997. Código de Trânsito Brasileiro. Oliveira, J. M. D. (2012). Identificação de fatores que contribuem para o uso da bicicleta como transporte urbano. http://vadebike.org/