Paulo do Nascimento Junior

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Transcrição:

Circulação Ex xtracorpórea Cirurgia de Aor rta Ascendente Paulo do Nascimento Junior Departamento de Anestesiologia da Facu uldade de Medicina de Botucatu, UNESP

Curiosidades 1952 1ª ressecção de aneurisma de Ao (AAo) ascendente sem CEC (ressecção lateral e aortorrafia) Cooley & DeBakey 1953 1ª CEC Dr. John Gibbon Jr 1956 1ª ressecção de AAo ascendente com CEC Cooley & DeBakey

Epidemiologia AAo 13ª causa de morte nos EUA AAo abdominal 21 casoss / 100.000 pessoas / ano AAo abdominal 60% dos casos (90% são infra-renais) AAo torácica 6 casos / 100.000 pessoas / ano AAo torácica AAo ascendente > A arco Ao

Epidemiologia homens:mulheress = 4:1 idade no diagnóstico: 60 a 70 anos

Causas e Fatores de Risco tabagismo hipertensão arterial aterosclerose síndrome de Marfan síndrome de Ehlers-Danlos valvulopatias infecção (aneurisma inflamatório (arterite trauma bacteriano/micótico) de Takayasu)

História Natural AAo torácica 72 pacientes diagnosticados entre 1952 e 1980 e não operados 74% dos casos: ruptura esperada % de sobrevida observada não dissecção total dissecção anos após o diagnóstico

AAo torácica dissecção/ruptura versus tamanho nº de pacientes diâmetro da aorta torácica (cm)

Lei de Laplace ruptura de aneurismas P pressão interna vaso cilíndrico T = P.R

AAo torácica taxa anual de complicações vs. tamanho taxa anual média em período de 5 anos ruptura dissecção ruptura ou morte ruptura/dissecção dissecção morte

Apresentação Clínica assintomático diagnóstico ocasional dor torácica 25 a 75% estase jugular desconforto respiratório rouquidão hemoptise exame físico pobre dor intensa rompimento 75%

Aneurismas Classificação DeBakey I (30%) DeBakey II (20%) DeBakey III (50%) Stanford A Proximal Stanford B Distal

Aneurismas Ao ascendente Cirurgias

Aneurismas Ao ascendente Cirurgias perfusão perfusão

Aneurismas Ao ascendente Cirurgias

Aneurismas Ao ascendente Cirurgias

CEC Princípios Básicos cessação do fluxo cardíaco e pulmonar perfusão e oxigenação artificial PAM fluxo não pulsátil hipotermia anticoagulação

filtro reservatório filtro oxigenador permutador de calor filtro cata bolhas

CEC Cânula Arterial perfusão anterógrada: 10.mL.kg -1.min -1

CEC Cânula Arterial reserv atório permutador de calor reserv atório permutador de calor 30% 20% 50% bomba filtro bomba filtro oxigenador oxigenador perfusão retrógrada: 200 a 300 ml.min -1

Hipotermia proteção miocárdica e cerebral taxa metabólica, liberação de neurotransmissores CEC: 27 32ºC VO 2 : 5 7% para cada 1ºC Cardioplegia: 12 15ºC temperatura: solubilidade

Consumo de Oxigênio pelo Miocárdio Consumo de Oxigênio (ml.min -1.100 g -1 tecido) 37ºC 32ºC 28ºC 22ºC batendo, vazio 5 5 4 3 FV, vazio 6 3,8 3 2 cardioplegia (K + ) 1 0,8 0,6 0,3

Parada Circulatóriaa Hipotérmica Perfusão Cerebral seletiva fluxo: 10 ml.kg -1.min -1 PAM: 40 a 60 mmhg Ht: 20 a 30% temperatura da perfusão: 15 a 20ºC CEC: 30 a 40 minutos

Resultados sangramento e reoperação: 2,5 a 11% AVC: 2 a 6% assistência ventilatória prolongada: 10 a 20% suporte vasoativo prolongado: 18 a 25% IAM: 2,5%

Mortalidade Perioperatória 2 a 17% falência cardíaca, AVC, sangramento, insuficiência respiratória fatores de risco paraa mortalidade cirurgia de urgência dissecção ou ruptura ICC cirurgia cardíaca prévia revascularização simultâne ea

Sobrevida (%) Ascendente 1 ano 81-95 3 anos 5 anos 73-92 10 anos 60-73 12-14 anos 48-67 Aorta Arco 75 73 61 Toracoabdominal 60

Reoperação % de não reoperados síndrome de Marfan + outras causas anos após a cirurgia

http://cardiacsurgery.ctsnetbooks.org