Comunicado Técnico 08



Documentos relacionados
3 - Quadro de Comando - Sistema de Irrigação

Manual do instalador Box Output DC Rev Figura 01 Apresentação do Box Output DC.

Afinal, o que Gerenciamento de Energia tem a ver com Automação Industrial?

IW10. Rev.: 02. Especificações Técnicas

BERMAD BRASIL SANEAMENTO. Válvulas redutoras de pressão e suas aplicações no controle de perdas

SÃO LEOPOLDO - RS SEMINÁRIO TÉCNICO DE AUTOMAÇÃO PARA SISTEMAS DE ÁGUA E ESGOTO AUTOMAÇÃO PARA SISTEMAS DE ÁGUA E ESGOTO

Bancada de Testes Hidrostáticos e Pneumáticos

Inversores de Freqüência na Refrigeração Industrial

ABERTURA E FECHAMENTO DE COFRES, PORTAS E GUARITAS VIA SATÉLITE E GPRS

Canhão Monitor Controle Remoto Modelo Conquest 3678

GT COFRE VIA GSM GT COFRE VIA SATÉLITE ABERTURA E TRAVAMENTO DE PORTAS E COFRES

GDE4000. Controlador de Demanda

INFORMATIVO DE PRODUTO

Sistema de Telemetria para Hidrômetros e Medidores Aquisição de Dados Móvel e Fixa por Radio Freqüência

Manual de Instalação... 2 RECURSOS DESTE RELÓGIO REGISTRANDO O ACESSO Acesso através de cartão de código de barras:...

GDE4000. Gerenciador de Energia

Manual do instalador Box Output AC Rev Figura 01 Apresentação do Box Output AC.

LEIA TODO O CONTEÚDO DESTE MANUAL ANTES DE INICIAR A INSTALAÇÃO

Manual de Instruções. C o n t r o l a d o r D i f e r e n c i a l T e m p o r i z a d o. Rev. C

BLOCKGAS. Sistema de Monitoração e Alarme de vazamento de gás SB330. Este módulo é parte integrante do sistema de detecção de gás SB330.

PARA SUA SEGURANÇA 1- DISPLAY. - Indica aparelho em "espera" ( Stand - By) DISPLAY NORMAL- Indica o número do canal, frequência, etc.

Comunicado Técnico 06

Comm5 Tecnologia Manual de utilização da família MI. Manual de Utilização. Família MI

Linha. Booster. Soluções em Bombeamento

INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO

ELIPSE E3 REDUZ AS DESPESAS DA COGERH COM MANUTENÇÃO E CONSUMO DE ÁGUA

INFORMATIVO DE PRODUTO

1.3 Conectando a rede de alimentação das válvulas solenóides

COMO EVITAR O DESPERDÍCIO

para cargas críticas.

PROCESSO SELETIVO 001/2011 SENAI-DR-RN/CTGÁS-ER PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS. CARGO: INSTRUTOR DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLOGIAS I Nível O

MANUAL DE OPERAÇÃO CAIXA DE CALIBRAÇÃO DE RELÉS MODELO: HMCCR-100

Projeto de controle e Automação de Antena

* Acesso à programação protegido por senha; * Alimentação: 90 a 240Vca (Fonte chaveada).

0932 INF 01/12. Pág. 1 de 8

T O M e P U L S O. Disca em linhas ECONÔMICAS. Discadora Telefônica

TECNOLOGIA INOVADORA DA GCTBIO APOIADA PELA FINEP EMPREGA SISTEMA SUPERVISÓRIO DA ELIPSE

REDE FAST. Descrição:

BOTÃO DE TOQUE POR PROXIMIDADE

Manual do instalador Box Input Rev Figura 01 Apresentação do Box Input.

FAPERJ & PIUES/PUC-Rio FÍSICA E MATEMÁTICA DO ENSINO MÉDIO APLICADAS A SISTEMAS DE ENGENHARIA

Equipamentos e sistemas para fertirrigação

INTERLOCK. INTERTRAVAMENTO Para Portões Automáticos Fechaduras Magnéticas e Elétricas. Manual de instalação e configuração

IMPLANTAÇÃO ENGENHARIA IND. E COM. LTDA. Q R , folha 1 de 5.

CARACTERÍSTICAS E MODOS DE FUNCIONAMENTO MODOS DE OPERAÇÃO DOS BOTÕES PROTEÇÃO ANTIESMAGAMENTO MODO FAIL

LINHA VOLT/X-POWER. Catalogo Produto VA. Engetron Engenharia Eletrônica Ind. e Com. Ltda

INFORMATIVO DE PRODUTO

CEP - DA. Controle Estatístico do Processo

MANUTENÇÃO DOS MÓDULOS QUADRO DE IRRIGAÇÃO

SOFTWARES DA ELIPSE SÃO UTILIZADOS NOS PROCESSOS DE REDUÇÃO DE PERDAS DE ÁGUA E EFICIENTIZAÇÃO ENERGÉTICA DA ÁGUAS GUARIROBA

Amboretto Skids. Soluções e manuseio de fluidos para indústria de óleo, gás, papel e água

Peça com o cilindro antes de ser cromado

Automação Hidráulica

SISTEMA DE DETECÇÃO DE RELÂMPAGOS. (11)

SISTEMA START & STOP SENSOR IBS

INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL - DEFINIÇÕES

Armadilha Eletrônica

Softwares da Elipse são utilizados nos processos de redução de perdas de água e eficientização energética da Águas Guariroba

Central de Alarme de Oito Zonas

SISTEMA DE MONITORAMENTO DE CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

MANUAL DO USUÁRIO. Calibrador Eletrônico de Pneus Arfox Júnior. Rev.0

Comunicado Técnico 13

ELABORAÇÃO: DIRETORIA DE ENGENHARIA GERÊNCIA DE NORMATIZAÇÃO E TECNOLOGIA GRNT FEVEREIRO DE 2011

Eng. José Roberto Muratori

SISTEMA HIDRAULICO PARA ELEVADORES CONFORTO TOTAL ACESSIBILIDADE TOTAL

QAS 55/85/105/140/170 ENERGIA PORTÁTIL

MANUAL DE OPERAÇÃO E SEGURANÇA. Todos os direitos reservados. Proibida reprodução total ou parcial sem autorização Locatec GUINCHO VELOX e HUCK

Manual de Instruções. C o n t r o l a d o r D i f e r e n c i a l para P i s c i n a. Rev. B

APLICAÇÃO DO SOFTWARE ELIPSE E3 PARA AUTOMATIZAR O CENTRO DE OPERAÇÃO DA GERAÇÃO (COG) QUE CONTROLA 17 USINAS HIDRELÉTRICAS DO GRUPO CPFL ENERGIA

CR20C. Manual do Usuário

A ESCOLHA CERTA EM COMUNICAÇÕES WIRELESS

PAINEL ELETRÔNICO PIVÔ

GUIA DE TELAS IHM Delta ARVTi 2000

Solução EF-ENERGY + Solução WEG para Armazenagem de Grãos

PLANO DE CONTINGËNCIA LOCAL CURVELO/MG SAA

KA-039 Equipamento de Limpeza e Teste de Injetores com teste de motor de passo, atuadores bosch 2, 3 e 4 fios e atuador zetec

Manual de Instalação e Operações

Aplicação do software Elipse E3 na Estação de Tratamento de Esgoto ABC ETEABC, em São Paulo


APLICAÇÕES DO SOFTWARE ELIPSE E3 PARA SUPERVISIONAR DIFERENTES AUTOMAÇÕES DO PARQUE FABRIL DA RANDON

Seminário: Transmissão de Energia Elétrica a Longa Distância

SISTEMA DE MONITORAMENTO DIGITAL

ÍNDICE. 11. Instalação do CONTROLADOR ELETRO ELETRÔNICO E SENSORES Capa TÉRMICA...33

ELIPSE POWER AUTOMATIZA A SUBESTAÇÃO CRUZ ALTA DA CPFL, UTILIZANDO OS PROTOCOLOS IEC E DNP3

Permite a coleta de dados em tempo real dos processos de produção, possuindo, também, interfaces para a transferência dos dados para os sistemas

SOBRE NoBreak s Perguntas e respostas. Você e sua empresa Podem tirar dúvidas antes de sua aquisição. Contulte-nos. = gsrio@gsrio.com.

IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA AUTOMÁTICO DE CONTROLE DE BOMBEAMENTO NO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO SAAE DE GUARULHOS-SP

O Sistema de Monitoramento Hidrológico dos Reservatórios Hidrelétricos Brasileiros

SMART GRID EM ESPAÇOS POPULARES: DESAFIOS E POSSIBILIDADES. Bolsista do PET EEEC/UFG engenheiralaura1@hotmail.com.

INTRODUÇÃO. Parabéns pela sua escolha.

APLICAÇÃO DO SOFTWARE ELIPSE E3 NO INSTITUTO DE PESQUISAS HIDRÁULICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)

SERVIÇO DE ÁGUA, ESGOTO E MEIO AMBIENTE DO MUNICÍPIO DE ARARAS

INFORMATIVO DE PRODUTO

Tutorial de Utilização do CellControl SMS 200 em rede DXNET com CLP Dexter µdx série 200

Transcrição:

Comunicado Técnico 08 ISSN 2177-854X Setembro. 2010 Uberaba - MG Automação em Sistemas de Irrigação Responsáveis: Ana Paula P.M.Guirra E-mail: anappmg_irrig@yahoo.com.br Tecnóloga em Irrigação e Drenagem; Pós-graduanda pela FCAV/Unesp Jaboticabal Elcides Rodrigues da Silva E-mail: rodagro@hotmail.com Engenheiro Agrônomo; MSC. Produção Vegetal; Professor FAZU.

INTRODUÇÃO Devido ao potencial em aumentar as eficiências do uso da água e energia, possibilidade de controlar a aplicação de produtos químicos, redução da mão-de-obra, e principalmente da necessidade de incrementar a produção agrícola, cresce o interesse do produtor nacional na automatização da operação e consequentemente do manejo de irrigação. Sistemas automáticos de controle de irrigação se tornaram uma ferramenta essencial para a aplicação de água na quantidade necessária e no devido tempo, contribuindo para a manutenção da produção agrícola e, também, para a utilização eficiente dos recursos hídricos. A automação além de controlar a aplicação de água, permite também o controle das operações de fertirrigação, retrolavagem de sistemas e que o acionamento de conjuntos moto-bomba sejam realizados à distância. O processo de automatizar um projeto de maneira bem simplificada se resume à emissão de sinais elétricos feitos pelo controlador central, os quais são recebidos por acessórios, válvulas elétricas e relês com função de acionar um motor ou abrir e fechar válvulas, por exemplo. Para dimensionar e viabilizar a automação de um sistema de irrigação é necessário que seja realizado em todo o projeto a aferição e levantamento de dados hidráulicos e de equipamentos instalados, servindo como subsídio para a identificação, análise e determinação da melhor estratégia de controle e para a escolha dos recursos de hardware e/ou software necessários para a aplicação. Entretanto, devemos considerar alguns fatores importantes na escolha do nível tecnológico a ser oferecido, objetivando atender a necessidade do projeto: I. Custo/Benefício; II. Demanda do projeto de Irrigação; III. Cliente ou operador do sistema de automação. A automação agrícola tornou-se um processo irreversível e tem mudado as atividades exercidas pelo operador, antes atuando diretamente nos processos produtivos e agora se dedicando mais à supervisão e monitoramento dos mesmos. Em estufas agrícolas a automação do sistema de injeção e controle de fertilizantes tornou-se praticamente indispensável. Neste ambiente freqüentemente são encontradas parcelas com necessidades de fertilizantes e vazões de irrigação variáveis. Desta forma fica inviável o operador regular manualmente o injetor de fertilizantes a cada diferente necessidade. Aí entra em ação, as válvulas e controladores. ELEMENTOS DO SISTEMA DE AUTOMAÇÃO 1. Válvula de Controle Elétrico A sua abertura ou fechamento é controlado por uma válvula solenóide, ativada por corrente elétrica ou por pulsos elétricos. Normalmente a tensão de acionamento dos solenóides é de 24 VAC (voltagem em corrente alternada), apresentando uma corrente de atracação e outra de retenção, que variam em função do fabricante (Figura 1).

Figura 1 - Válvulas solenóides ativadas por corrente elétrica. 2. Válvula de Controle Hidráulico Este tipo de válvula tem sua abertura ou fechamento à partir de um comando de pressão, conduzido por tubos de controle, de um controlador eletrônico que gerencia a abertura ou fechamento das válvulas no campo (Figura 2). Figura 2 - Válvulas hidráulicas de abertura e fechamento de setores irrigados. 3. Válvula Reguladora de Pressão Esta válvula mantém a pressão de saída constante, independentemente da flutuação da pressão de entrada e/ou da vazão. Além dessa válvula própria para regular pressão, existem as válvulas piloto que, quando acopladas em determinadas válvulas, proporcionam a estas a característica de reguladora de pressão (Figura 3).

Figura 3 - Esquema geral de uma válvula hidráulica e em detalhes as duas válvulas pilotos reguladoras de pressão. 4. Válvula de Alívio A válvula atua abrindo-se quando a pressão na rede ultrapassa o nível de segurança, aliviando, desta forma, o excesso de pressão na rede. Quando a pressão volta ao normal, a válvula volta a se fechar (Figura 4). Figura 4 - Válvula de alívio mantendo a segurança do sistema quanto à sob pressão. 5. Válvula de Controle de Vazão Esta válvula é utilizada para limitar a vazão a um nível presente, independentemente das variações de pressão na rede (Figura 5).

Figura 5 - Válvula Hidráulica reguladora de vazão. 6. Válvula de Controle de Retrolavagem É uma válvula selecionadora, ativada pela pressão da rede, que fecha a entrada do filtro e abre a saída do fluxo de lavagem, causando um fluxo reverso no filtro (Figura 6). Figura 6 - Válvulas de retrolavagem utilizadas em filtros de areais.

7. Wireless (Manual e Controle Remoto) São controladores que são conectados diretamente em válvulas, dispensando cabos elétricos, podendo ser programados manualmente ou por controle remoto. A fonte de energia normalmente é proveniente de uma bateria alcalina de 9 V (volts), acoplada ao controlador. Nas válvulas tipo "wireless" (sem fio) de programação manual, existe seletores acoplados que possibilitam programar o início da irrigação, a duração da irrigação e o horário, porém a faixa de programação é restrita. Já os de programação por controle remoto possuem uma faixa mais ampla de programação, além de possuir outros recursos, tal como desligamento automático (modalidade chuva). 8. Controladores Eletrônicos O controlador eletrônico em um sistema de irrigação é considerado o "gerente" da irrigação. É ele que armazena e processa todas as informações nele embutidas. Portanto, basta saber lançar as informações e deixar por conta dele. Em geral os controladores apresentam uma fonte de alimentação de 110 ou 220 V (volts), com saída para as válvulas de 24 VAC (voltagem em corrente alternada), possuem de 2 a 4 programas independentes, programação dos dias da semana, 3 a 16 horários de partida ("start"), tempo programado em minutos e horas, mantém a hora, data e programação em caso de queda de energia utilizando pilha alcalina 9 volts, programação individual semi-automática ou manual e admitem o acoplamento de sensor de chuva, ou outros sensores de controle da irrigação (Figuras 7 e 8). Figuras 7 e 8 - Esquema geral de controladores de irrigação e válvulas solenóides.

REFERÊNCIAS GOMIDE. R.L. Seleção do sistemas de irrigação. In: Curso de Uso e Manejo de Irrigação, 8, Sete Lagoas, 1993 Apostila...Sete Lagoas: EMBRAPA-CNPMS, 1993. TURNER, J. H. Planning for an irrigation system. Athens: American Association for Vocational Instructional Material: Soil Conservation Service, 1971. 107 p. WOLTERS, W. Influences on the efficiency of irrigation water use. Wageninger: ILRI, 1992. 150 p. (Publication, 51). O sucesso do seu negócio depende de uma boa orientação técnica. CONSULTE UM AGRÔNOMO. Laboratório de Análise de Solo Laboratório de Análise de Nutrição Animal Laboratório de Análise Microbiológica de água e alimentos Laboratório de Análise Físico-Química de alimentos Av. do Tutuna. nº 720. Bairro Tutunas CEP: 38061-500. Uberaba-MG (34) 3318.4188. 0800 34 30 33