INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO AMAPÁ IFAP PATOLOGIA DAS CONTRUÇOES NATASHA COSTA TRINCAS E FISSURAS NAS CONSTRUÇÕES ADLER GABRIEL ALVES PEREIRA EDINALDO JOSÉ FÁRO BARROS SOUZA DA CRUZ JOÃO VITOR SILVA DO ROSÁRIO RENAN WILLIAM SÉCÇU WORREL MACAPÁ-AP 2014
ADLER GABRIEL ALVES PEREIRA EDINALDO JOSÉ FÁRO BARROS SOUZA DA CRUZ JOÃO VITOR SILVA DO ROSÁRIO RENAN WILLIAM SÉCÇU WORREL TRINCAS E FISSURAS NAS CONSTRUÇÕES Trabalho apresentado à disciplina de patologia das construções do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá, da turma do 4 ano, do curso técnico Edificações integrado ao Ensino Médio, sob a orientação da professora: M. Sc. Natasha Costa. MACAPÁ-AP 2014
RESUMO Este Trabalho abordará o tema Trincas e Fissuras, estas anomalias surgem nas estruturas a partir de agentes internos ou externos ao material, tais como: Chuva, Ventos Litorâneos, Movimentos Higroscópicos, Recalques de fundação, Movimentações Térmicas, Oscilação de Temperatura, Fadiga. Por Fissuras entende-se: Apresentam-se como aberturas finas e compridas, mas de pouca profundidade. Com espessura de até 0,5 milímetros. Normalmente são superficiais atingindo a massa corrida ou a pintura. Portanto inofensivas. Apesar disto, nada bonitas ou agradáveis. Por Trincas entende-se: É mais acentuada e profunda provocando a separação das partes. Apresenta espessura de até 1,0 milímetros. O que pode vir a ser indicativo de que algo grave pode estar ocorrendo. Por isso requer um estado de atenção. Como soluções têm-se as técnicas: Dependendo do tipo de fissura, a sua solução pode ser simples ou complexa. Tudo começa com uma fissura, por isso, é bom acompanhar para ver se ela estabiliza ou não. Caso a fissura evolua, deve-se procurar alguém com experiência, pois as trincas e rachaduras precisam de uma investigação minuciosa, para melhor preservação da edificação, é ideal chamar um Engenheiro Civil e solicitar um Laudo Técnico. Palavras chave: Agentes Internos ou Externos, Trincas, Fissuras, Patologia, Estrutura, Edificação e Laudo Técnico. INTRODUÇÃO Desenvolvimentos de novos de estudos sobre formação de ações patológicas vêm a facilitar a encontrar a cura pra determinada patologia, no qual o trabalho aborda trincas e fissuras, que de fato vem ser bem comum nas edificações, mas que não devia, já que a origem da patologia em média vem da má execução.
FATORES DE ORIGEM DE TRINCAS E FISSURAS Os componentes de uma construção estão sujeitos a variações de temperatura ocorrida pelo período ocupacional, essas variações repercutem numa variação dimensional dos materiais de construção de uma alvenaria por exemplo. Movimentos de dilatação e contração acontecem durante o período útil da obra, por estes motivos, tensões poderão provocar o aparecimentos de fissuras e trincas. Essas movimentações estão relacionadas com as propriedades físicas e com a intensidade da variação de temperatura, desencadeando a dilatação e rachaduras em revestimento cerâmico. PROPRIEDADES TÉRMICAS DOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Todos os materiais empregados na construção civil estão sujeitos à dilatação com o aumento de temperatura e a contração com a diminuição da mesma. A intensidade desta variação dimensional, para uma dada variação de temperatura, varia de material para material podendo-se considerar que as movimentações térmicas dos materiais de construção são praticamente as mesmas em todas as direções. FORMAÇÃO DAS FISSURAS Mudanças higroscópicas provocam variações dimensionais nos materiais porosos que integram os elementos e componentes da construção. O aumento do teor de umidade produz uma expansão do material enquanto que a diminuição desse teor provoca uma contração. No caso da existência de vínculos que impeçam ou restrinjam essas movimentações poderão ocorrer fissuras nos elementos e componentes do sistema construtivo. A umidade pode ter acesso aos materiais de construção através de várias vias: Umidade resultante da produção dos componentes:
Na fabricação de componentes construtivos a base de ligantes hidráulicos emprega-se geralmente uma quantidade de agua superior à necessária para que ocorram as reações químicas de hidratação. A água em excesso permanece em estado livre no interior do componente e, ao se evaporar, provoca a contração do material. Figura 1- trinca vertical proveniente de um ensaio de corpo de prova. Umidade proveniente da execução da obra: É usual umedecerem-se componentes de alvenaria no processo de assentamento, esta prática é correta, pois visa impedir a retirada brusca de água das argamassas, que viria prejudicar a aderência com os componentes de alvenaria ou mesmo as reações de hidratação do cimento. Com mesmo teor de água e a umidade dos componentes de alvenaria que são acima da umidade higroscópica de equilíbrio, originando-se uma expansão do material. A porosidade e a absorção de agua são fatores determinantes para a realização de uma precaução de eventos dos mesmos.
Figura 2 alvenaria, reboco e revestimento fissurados por expansão da matéria. Umidade do Ar ou Fenômenos Meteorológicos: O material poderá absorver água pluvial antes mesmo de ser utilizado na obra, durante o transporte até a obra por armazenagem desprotegida no canteiro de obra. Também a umidade presente no ar pode ser absorvida pelos materiais de construção. Figura 3 acúmulo de liquido pluvial e sobrecarga por falta de revestimento. UMIDADE DO SOLO Água presente no solo poderá ascender por capilaridade a base da construção desde que os diâmetros dos poros capilares e o nível do lençol freático d água assim o permitam. Não havendo impermeabilização eficiente entre o solo e a base da construção a umidade terá acesso aos seus componentes acarretando sérios inconvenientes problemas a pisos e paredes do andar térreo. A infiltração de água pelas juntas de assentamento podem acontecer por falhas na argamassa, acontece com a retração hidráulica da argamassa quando a argamassa é excessivamente rígida.
Figura 4 umidade do solo infiltrou na parede ocasionando dilatação da matéria. FISSURAS CAUSADAS PELA ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS Sobrecargas pode produzir a fissuração de componentes estruturais tais como pilares vigas e paredes. Essas sobrecargas atuantes podem ter sido estruturadas no projeto estrutural, caso em que a falha decorre da execução da peça ou do próprio calculo estrutural, como pode também estar ocorrendo a solicitação da peça por uma sobrecarga superior em componentes sem função estrutural. A atuação de sobrecargas submetidas à flexão, prevista ou não em projeto, pode produzir o fissuramento de componentes estruturais em concreto armado. Figura 5 - sobrecargas na laje de um estacionamento causa fissuras de depois queda de material.
Prevenção Em construções que não disponham de estrutura de concreto armado, aço ou madeira, as próprias paredes suportam as cargas representadas pelo peso do telhado e das lajes. Tais cargas são então, através da alvenaria, conduzidas para os alicerces e daí para o solo. Quando se executam na parede aberturas de portas e janelas as cargas são dirigidas para as laterais dessas aberturas provocando, caso não tenham sido tomados os cuidados adequados, fissuras, trincas. Infelizmente, tais ocorrências são bastante comuns e todos as conhecemos. O problema torna-se ainda mais grave em paredes externas, pois, através das fissuras e trincas poderá haver a infiltração de água de chuva o que acarretará sérios danos ao edifício além dos riscos à saúde dos moradores. Caso os fatores anteriores aconteçam, fazse a seguinte metodologia: Com a aplicação de uma malha de fibra plástica na fissura ou trinca e em seguida a aplicação de uma camada de argamassa. Ou a aplicação de argamassa específica para fissuras e trincas;. Figura 6 malha de assentamento e massa específica para trincas.
CONCLUSÃO Origina-se patologias de trincas e fissuras de fatores da má execução ou/e da desconsideração dos agentes internos e externos, então a importância da prevenção, caso contrário buscar a provável solução para a patiologia. Referências TECNOLOGIA das construções. REGO. Nádia Vilela de Almeida: Imperial novo milênio. MANUAL de construção. Trad.Torriede.Guimarães: Hemus livraria Editora. AZEVEDO, Hélio Alves de. O edifício até sua cobertura. São Paulo: Edgard Blucher, 1997. Disponível em: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=36&cod=287. em 01 de jun. 2014. Acesso Disponível em: http://petropolis.iizbrasil.com/trinca-na-parede-lajes-fissurasmadeiras-furos-.em-galvanizados-viii-51428-compravenda. Acesso em 01 de jun. 2014. Disponível em: http://blogdopetcivil.com/tag/desabamento/. Acesso em 01 de jun. 2014.
Disponível http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=9&cod=990. em 01 de jun. 2014. em: Acesso