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Projecto Habitação e Saúde Divisão de Saúde Ambiental Direcção ão-geral da Saúde Ministério da Saúde 12 Dezembro 2007 claudiaweigert@dgs.pt www.dgs.pt 1

Evidências chave em Habitação e Saúde 2

Evidências chave em Habitação e Saúde Aspectos Físicos: F Temperaturas interiores: cardiovasculares, respiratórios, rios, excesso mortalidade Eficiência Energética : aspectos sócio-económicos Radão: cancro Ruído: hipertensão, distúrbios no sono, mal estar diário Iluminação: saúde mental, quedas 3

Evidências chave em Habitação e Saúde Aspectos Químicos: Ventilação, ar interior: efeitos respiratórios rios e alérgicos COV: efeitos respiratórios, rios, cardiovasculares e alérgicos Fumo de tabaco: efeitos respiratórios rios e alérgicos, asma, função pulmonar, pneumonia, problemas na gravidez Produtos químicos e pesticidas: envenenamento, efeitos respiratórios rios Chumbo: envenenamento por chumbo (pintura, pó, p água potável) Amianto: asbestoses,, cancro dos pulmões 4

Evidências chave em Habitação e Saúde Aspectos Biológicos: Pragas, ácaros e animais domésticos: efeitos respiratórios rios e alérgicos Condições higrotérmicas rmicas: humidade, bolor exposição a ácaros Aspectos Construtivos: Edifício e equipamentos: acidentes domésticos, problemas sociais Higiene: problemas físicos f de saúde 5

Evidências chave em Habitação e Saúde Aspectos Sociais: Condições sociais da habitação: problemas sociais, saúde mental Percepção de segurança a e medo de crime: problemas sociais, saúde mental Pobreza e exclusão social: problemas económicos e sociais Sobrelotação, habitação multi-familiar familiar: privacidade, ruído Viver em andares altos: saúde mental Habitação e ambiente residencial: obesidade, acidentes, saúde mental 6

Antecedentes que levaram ao desenvolvimento dos PLAHS (Planos Locais de Acção em Habitação e Saúde) LARES Large Analysis and Review of European housing and health Status Estudo realizado pela OMS entre 2002 e 2003 para apresentação dos resultados na Conferência de Budapeste realizada em Junho de 2004 Portugal participou neste estudo com um inquérito em Ferreira do Alentejo 7

LARES - Horas fora de casa No estudo LARES, verificou-se que: As pessoas passam a maior parte da sua vida em casa Nos dias úteis, passam em média m 8,1h por dia fora de casa Nos fins de semana passam de 1h a 7,1h por dia fora de casa Em geral jovens adultos passam mais tempo fora de casa Apenas ¼ da população inquirida pratica actividades físicas f e 42% não faz qualquer exercício cio 8

LARES - Horas fora de casa 9

LARES - Ambiente envolvente Actividades sociais e percepção de segurança 30% dos inquiridos afirmaram não haver suficientes áreas recreativas ou locais para sentar e relaxar no ambiente imediatamente envolvente à habitação A falta de áreas recreativas aparece em vários v grupos etários, principalmente nos adolescentes 10

LARES - Ambiente envolvente 11

LARES - Obesidade Resultados do LARES: 13,2% obesos 33,4% acima do peso Obesos e acima do peso são menos numerosos em grupos sócio-económicos mais elevados Existe uma probabilidade 4 vezes maior de obesos não praticarem desporto do que não obesos 60% dos obesos passam a maior parte do tempo em casa durante os dias úteis 15% dos obesos vivem longe de um jardim público p ou área verde 12

LARES - Obesidade 13

Declaração da Conferência de Budapeste 14

Declaração da Conferência de Budapeste Desenvolver políticas de habitação saudáveis e sustentáveis: habitação existente, estilos de vida, ambiente envolvente, condições sociais. Exposição ambiental interior e exterior ligadas a habitações inadequadas. Desenvolvimento Sustentável: água, condições sanitárias e instalações (planeamento urbano e manutenção, higiene nas habitações e condições de vida). Incluir saúde e ambiente nas políticas de habitação e manter condições saudáveis nas habitações existentes. Contribuir para o desenvolvimento de políticas de habitação que tenham em conta as necessidades específicas dos pobres e mais desfavorecidos. Ajudar autoridades nacionais e locais a integrar preocupações de saúde e ambiente nas políticas de habitação. 15

Portugal Municípios envolvidos Ferreira Mira Amarante Seixal 16

Mapa Amarante Mira Seixal Ferreira 17

Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável Desenvolvimento económico Protecção do ambiente Coesão social 18

ENDS 2005-2015 2015 Desenvolvimento económico Meios de financiamento das habitações Meios de financiamento para obras de melhoramento das habitações Estudo do impacto económico das doenças associadas à habitação Coesão social Estimular a coesão da família e dos vizinhos Desenvolver estratégias de ajuda aos mais desfavorecidos Protecção do ambiente Protocolo de Quioto 2008-2012 2012 contribuir para a redução das emissões dos gases com efeito de estufa em 5% (ciclovias( ciclovias) Aproveitamento das águas da chuva e águas cinzentas Energias renováveis veis Orientação solar / materiais próprios prios de cada região 19

Planos Locais de Acção em Habitação e Saúde Desenvolvimento Económico 20

Domínio desenvolvimento económico Meios de financiamento para aquisição de habitações Meios de financiamento para obras de melhoramento das habitações Meios de financiamento para obras municipais Estudo do impacto económico das doenças associadas à habitação Equilíbrio entre riscos para a saúde e custos económicos da prevenção Análise custo-benef benefício da implementação de medidas que beneficiarão o ambiente e a saúde 21

Planos Locais de Acção em Habitação e Saúde Coesão Social 22

Domínio Social / Comunitário Nível Pessoal promover sensação de bem-estar estar na casa / edifício / vizinhança a / cidade estimular cuidado a ter com a casa e espaço o envolvente para se sentir melhor solidão / sobrelotação / saúde mental Nível Família estimular a coesão da família, respeito pelo espaço o individual e espaços comuns problemas de violência doméstica / comportamento humano Nível Vizinhos problemas: : ruído, uso abusivo do espaço o comum, estacionamento desregrado, desrespeito pelo espaço o envolvente estimular: : redes de vizinhança, a, coesão entre vizinhos, apoio quando necessário, convívio vio com respeito pela privacidade, acções comunitárias de desenvolvimento da envolvente da habitação, organização de encontros, festas, passeios, etc. 23

Domínio Social / Comunitário Organizações: Câmara/Freguesia organizar passeios, encontros, festas, concursos, de modo a permitir o convívio vio entre as pessoas banco de tempo aulas de dança, a, pintura, cerâmica, música, m informática, culinária, etc. Comunicação/informa ão/informação divulgar estas acções através s de jornal da Câmara, site, panfletos, etc. Nível empresarial sensibilizar para a adopção de medidas ambientalmente mais saudáveis 24

Domínio Social / Comunitário Intercâmbio com os diversos agentes públicos: p Saúde Ambiente Segurança a social Protecção civil Educação Cultura Turismo Justiça Estimular acções conjuntas para benefício de todos 25

Planos Locais de Acção em Habitação e Saúde Protecção do Ambiente 26

Domínio Espaço o Construído Incentivar a construção de habitações mais saudáveis e sustentáveis, através s de alerta para os seguintes pontos a ter em atenção: Necessidades específicas de populações mais vulneráveis, veis, como crianças, as, idosos, doentes e pessoas com mobilidade condicionada Selecção de materiais de construção não tóxicost Cuidados a ter com construções que contenham materiais com amianto, chumbo, etc. Construções em locais onde exista radão 27

Domínio Espaço o Construído Campos electro-magn magnéticos Qualidade do ar interior / ventilação (CO2, tabaco, ácaros) Qualidade da água, canalizações, reaproveitamento Higiene (I.S. cozinha) Temperatura (manter níveis n de conforto) Energia (incentivar as energias renováveis) veis) Acidentes domésticos (queda, corte, incêndio, envenenamento, intoxicação) Segurança a contra incêndios 28

Domínio Espaço o Construído Ruído (vizinhos e exterior) Resíduos (proximidade, incentivar a separação) Infestações Animais domésticos Condições para a criação de humidades e bolor Iluminação natural e artificial Espaço o interior e exterior Acessibilidade para pessoas com mobilidade condicionada 29

Domínio Espaço o Construído Planeamento Urbano: Transportes / ciclovias (estacionamento de bicicletas) Segurança Espaços verdes, ruas arborizadas, jardins, praças, as, anfiteatros Zonas de convívio vio para: crianças as (brinquedos), adolescentes (campos de jogos), adultos (jardins com zonas de internet), idosos (locais para se encontrarem, com espaço o para jogos). Pequeno comércio próximo a zonas de habitação 30

Domínio Espaço o Construído Práticas Sustentáveis: Orientação solar Materiais próprios prios de cada região Utilização de materiais naturais Técnicas construtivas que permitem conforto ambiental sem dispêndio de energia Aproveitamento da água das chuvas e águas cinzentas Energias renováveis veis 31

Planos Locais de Acção em Habitação e Saúde Implementação dos PLAHS 32

Resultados esperados Divulgação, a nível n nacional, do documento guia que permitirá a todos os municípios desenvolverem um processo de definição de prioridades. Implementação dos Planos Locais de Acção em Habitação e Saúde (PLAHS) que permita às s autoridades locais influenciarem as suas políticas de planeamento urbano de forma a reduzir as ameaças as da habitação à saúde e apoiar condições de vida saudáveis através s de adequadas condições habitacionais. Melhorar as condições de habitação das populações com o objectivo de melhorar a sua qualidade de vida e reduzir os seus problemas de saúde. 33

Produtos desejados: Nível Local: Políticas de habitação com benefícios na saúde das populações Nível Nacional: Guidelines nacionais para os municípios criarem os seus planos locais de acção em habitação e saúde Nível International: Contribuição para os compromissos de Budapeste 34