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Transcrição:

Faculdades SENAC Análise e Desenvolvimento de Sistemas 1 de agosto de 2009

Introdução Um Modelo Arquiteturial dene o modo no qual os componentes de sistemas interagem e o modo no qual eles são mapeados sobre uma rede de computadores. A estrutura em camadas do software de SDs e o modelos arquiteturiais principais que determinam as localizações e as interações dos componentes

Introdução Variantes do modelo Cliente/Servidor, incluindo aqueles devido ao uso de código móvel. As características de um SD para o qual dispositivos móveis podem ser adicionados ou removidos convenientemente. Requisitos de projeto gerais para SDs.

Variações sobre o Modelo Cliente/Servidor Código Móvel Agentes Móveis Thin Clients Dispositivos móveis e redes espontâneas

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Spontaneous networking in a hotel Pequenos dispositivos de computação portáteis: laptops, handheld (PDAs), fones móveis, cameras digitais, relógios inteligentes e dispositivos embutidos em máquinas domésticas. Muitos destes dispositivos funcionam em redes sem o, metropolitanas ou redes maiores (GSM, CDPD), em centenas de metros (WaveLAN) ou em poucos metros (Blue Tooth, infra-vermelho, HomeRF). Redes mais curtas tem largura de banda em torno de 10 Megabits/segundo e GSM, na ordem de centenas de kilobits/segundo.

Interfaces e Objetos Denições de Interfaces O conjunto de funções disponíveis para invocação em um processo ou objeto. C++, Java Java RMI, CORBA

Requisitos de Projeto para arquiteturas distribuídas Questões de Performance Responsiveness: a velocidade na qual a resposta é gerada é determinada, não apenas pela carga e performance do servidor e a rede, mas também pelo atraso em todos os componentes de software envolvidos. Throughtput: a taxa (número de requests que um servidor suporta numa unidade de tempo) na qual o trabalho computacional é feito.

Requisitos de Projeto para arquiteturas distribuídas Qualidade de Serviço Usuários devem ser providos com a funcionalidade que eles requerem de um serviço. Cache e Replicação Dependability (Conança de funcionamento): Correção, Segurança e Tolerância a Falhas. Proposta de uma Terminologia em Português http: //www.cs.kent.ac.uk/people/staff/rdl/cof/inesc.html

Modelos Funcionais Modelos: Em geral, um modelo contém somente os ingredientes essenciais que necessitamos no sentido de entender e raciocinar sobre alguns aspectos do comportamento de um sistema. Um modelo objetiva responder as seguintes questões: 1 Quais são as principais entidades no sistema? 2 Como elas interagem? 3 Quais são as características que afetam seu comportamento?

Modelos Funcionais O propósito de um modelo é: 1 Tornar explícito todas as hipóteses relevantes do sistema que está se modelando. 2 Fazer generalizações concernentes ao que é possível ou impossível, dados aquelas hipóteses. As generalizações podem tomar a forma de algoritmos de propósitos gerais ou propriedades desejáveis que devem ser garantidas. Essas garantias são dependentes de análise lógica e, onde for apropriada, deve-se usar prova matemática.

Modelos Funcionais Os aspectos de SDs que desejamos capturar nos modelos fundamentais são voltados para auxiliar na discussão e raciocínio sobre: Interação Falhas Segurança

Modelos de Interação Dois fatores signicantes afetando processos interagindo em um SD: 1 Performance de comunicação é frequentemente uma característica limitante. 2 É impossível manter um única noção global de tempo.

Performance de Comunicação Comunicação sobre uma rede tem as características de performance relacionadas a: Latência: O atraso entre o início da transmissão de uma mensagem a partir de um processo e o início de sua recepção por um outro processo. Latência inclui: Tempo tomado por uma string de bits, o atraso no acesso à rede e o tempo tomado nos sistemas operacionais

Performance de Comunicação Largura de Banda de uma rede: quantidade total de informação que pode ser transmitida sobre a rede em um dado intervalo de tempo. Canais compartilhando um mesmo meio de transmissão têm de compartilhar a largura de banda disponível. Jitter : Variação no tempo tomado para entregar uma série de mensagens. Relevante em SDs Multimídia: se uma amostra consecutiva de dados de áudio são escutados com diferentes intervalos de tempo, então o som escutado aparece distorcido.

Clocks de Computadores e Temporização de Eventos Cada computador em um SD tem seu próprio clock interno, o qual pode ser usado por processos locais para obterem o valor do tempo corrente. Portanto, dois processos rodando sobre diferentes computadores podem associar timestamps (rótulos de tempo) com seus eventos (temporização de eventos). Contudo, se dois processos lêem seus clocks ao mesmo tempo, seus clocks locais podem fornecer diferentes valores de tempo. Isto é porque clocks de computadores drift (diferem do tempo perfeito) e, mais importante, suas drift rates diferem uma da outra.

Clocks de Computadores e Temporização de Eventos O termo drift rate refere-se à quantidade relativa que um clock de computador difere de um clock de referência perfeita. Mesmo se os clocks sobre todos os computadores em um SD são estabelecidos a um mesmo tempo, inicialmente, seus clocks eventualmente variarão signicativamente, a menos que correções sejam aplicadas. Existem diversas abordagens para corrigir os tempos sobre clocks de computadores. Por exemplo, computadores podem usar receptores de rádio para receber o tempo de GPS (Global Positioning System) com uma precisão em torno de 1 microsegundo.

Clocks de Computadores e Temporização de Eventos Mas, receptores GPS não operam dentro de edifícios, e nem mesmo o custo pode ser justicado para todo computador. Ao invés disso, um computador que tem uma fonte de tempo precisa, tal como GPS, poderia enviar mensagens para outros computadores numa rede. O acordo resultante entre os tempos sobre os clocks locais, contudo, poderiam ser afetados pela variável atraso das mensagens (message delays).

Dois Variantes do Modelo de Interação Em SDs é difícil estabelecer limites de tempo sobre o tempo tomado para execução de processos, entrega de mensagens ou clocks's drifts. Duas posições extremas, opostas, proporcionam um par de modelos simples: o primeiro, tendo uma forte hipótese sobre o tempo e o segundo, não fazendo nenhuma hipótese sobre o mesmo. Síncronos Assíncronos