Parte II Teoria da Firma

Documentos relacionados
Parte II Teoria da Firma

Minimização de custos

Parte II Teoria da Firma

Parte II Teoria da Firma

Custos de produção. Roberto Guena. 18dejunhode2010 USP. Roberto Guena (USP) Custos 18 de junho de / 1

Parte II Teoria da Firma

Parte II Teoria da Firma

Parte III: Construindo a Curva de Oferta. Marta Lemme - IE/UFRJ

L Q PMe L PMg L / / / / / /7-2

UFAM/FES/DEA = $1, P L

Pós-Economia Custos Prof - Isnard Martins

Introdução à Microeconomia

Microeconomia. UNIDADE 7 Aula 6.1

MICROECONOMIA Resolução

Produção Parte Produção com Dois Insumos Variáveis 4. Rendimentos de Escala

TEORIA MICROECONÔMICA I N

Universidade Federal de Roraima Departamento de Economia

Lista 6 Gabarito. Capítulo 7. canto, onde L = 4 e K = 0. Nesse ponto, o custo total é $88. Isoquanta para Q = 1

INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO PORTO MICROECONOMIA. EXAME ÉPOCA DE RECURSO 28 DE JULHO DE 2008 Duração: 2 horas.

Parte III: Construindo a Curva de Oferta. Marta Lemme - IE/UFRJ

MICROECONOMIA II. Resolução

MICROECONOMIA PARA ADM* MARIA ISABEL BUSATO

Fundamentos de Microeconomia

Conteúdo Programático

Teoria Microeconômica I

TEORIA DA FIRMA PRODUÇÃO E CUSTOS

MICROECONOMIA II. EXAME ÉPOCA ESPECIAL 18 DE SETEMBRO DE 2004 Duração: 2 horas. Resolução

Capítulo 7. O custo de produção 25/09/2015. O custo de produção. Custos fixos e custos variáveis. Custos econômicos versus custos contábeis

Matemática Aplicada à Economia I Lista 3 Cálculo a Várias Variáveis. 1) Use o método das fatias para esboçar os gráficos das seguintes funções:

Custos de Produção. Copyright 2004 South-Western

Introdução à Microeconomia

Microeconomia 1 - Teoria da Firma

Aula IE. Prof. Eziquiel Guerreiro. Teoria da Firma 94

TEORIA DA PRODUÇÃO E DOS CUSTOS

INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO PORTO MICROECONOMIA. EXAME ÉPOCA ESPECIAL 12 DE SETEMBRO DE 2008 Duração: 2 horas.

EXAME MODELO 11 DE JUNHO DE 2008 Duração: 2 horas. Grupo I [10 valores]

Sumário. Prefácio, xiii

ECONOMIA DAS ORGANIZAÇÕES EXERCÍCIOS DE PROVAS ANTERIORES TMST L.

Prova de Microeconomia

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA. Microeconomia

LISTA DE EXERCÍCIOS V TEORIA DA FIRMA, PRODUÇÃO E OS CUSTOS DE PRODUÇÃO

TEORIA DA PRODUÇÃO. Rafael V. X. Ferreira Abril de 2017

Teoria da Firma. Discriminação de preços tarifa em duas partes e concorrência monopolística. Roberto Guena de Oliveira USP. 28 de julho de 2014

MATERIAL DE APOIO À TURMA TP3

Podemos ter rendimentos crescentes, decrescentes ou constantes de escala.

Microeconomia. UNIDADE 5 Aula 5.1

Capítulo 4 Teoria da Produção

Teoria do Consumidor:

MICROECONOMIA II ( ) João Correia da Silva

Módulo 9 Análises de Curto e Longo Prazo Análise de Curto Prazo

Teoria do Consumidor: Demanda

Capítulo 6. Produção 25/09/2015. As decisões empresariais sobre a produção. As empresas e suas decisões de produção

Definir e explicar as variáveis utilizadas para medir custos em economia e a relação presente entre elas, bem como seus usos e importância.

QUESTÕES ANPEC CÁLCULO A VÁRIAS VARIÁVEIS. 5. Em cada opção assinale se falsa ou verdadeira:

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Fiscal Economia do Trabalho Demanda e Oferta por Mão de Obra Fábio Lobo

TP007 Microeconomia 07/10/2009 AULA 13 Bibliografia: PINDYCK - CAPÍTULO 6

Microeconomia. Tópicos para Discussão. Introdução. Tópicos para Discussão. Introdução. Tecnologia da Produção. O Processo Produtivo

PRODUÇÃO. Introdução a Economia

Estrutura de Mercado e Tomada de Decisão

Produção: decisões de curto e de longo prazo

Economia do Trabalho DEMANDA POR TRABALHO. CAP. 4 Borjas

MICROECONOMIA II. EXAME ÉPOCA ESPECIAL 7 DE SETEMBRO DE 2005 Duração: 2 horas. Resolução

Microeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

MICROECONOMIA MICRO PARA ADM*

Teoria do Consumidor: Equilíbrio do Consumidor

Função de utilidade indireta. Minimização de gastos e funções de dispêndio e demanda compensada

LES 101 Introdução à Economia

Teoria do Consumidor:Revisão

Capítulo 13. Introdução à Economia Mankiw, N.G. Copyright 2001 by Harcourt, Inc.

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais. Microeconomia

Função de produção com dois fatores de produção

Mestrado em Finanças e Economia Empresarial Microeconomia - 6 a Lista de Exercícios Prof.: Carlos Eugênio Monitora:Amanda Schutze

Teoria do Consumidor: Preferências e Utilidade. Roberto Guena de Oliveira 7 de Março de 2017

Custos de Produção. Introdução Custos de Curto Prazo Custos de Longo Prazo Maximização do Lucro Total

Teoria da firma: produção e custos de. produção. Técnico em Logística. 05_Sistemas Econômicos_Teoria da Produção e Custos

UNIVERSIDADE DO PORTO FACULDADE DE ECONOMIA LICENCIATURA EM ECONOMIA MICROECONOMIA II

2004 / 5 1º semestre Bibliografia: Lipsey & Chrystal cap.8, 9 Samuelson cap. 6,7

Curvas de Custos. Varian - Cap. 21

Vamos desenvolver a teoria de comportamento do produtor ou teoria da firma por um outro caminho, considerando os custos de produção e a receita da

Monopólio. Roberto Guena de Oliveira. 11 de outubro de 2013 USP. Roberto Guena de Oliveira (USP) Monopólio 11 de outubro de / 39

Lista 4. Esta lista, de entrega facultativa, tem três partes e seus exercícios versam sobre séries, funções contínuas e funções diferenciáveis em R.

1 Diferenciabilidade e derivadas direcionais

Lista de exercícios 5 Microeconomia 1

Este Fundamentos de Microeconomia é um texto cuidadosamente elaborado por professores com muitos anos de experiência no ensino de graduação

FOLHAS DE PROBLEMAS DE MATEMÁTICA II CURSO DE ERGONOMIA PEDRO FREITAS

Economia dos Custos de Produção

Microeconomia. 3. Produção: decisões de curto e de longo prazo; desenvolvimento tecnológico. Francisco Lima

MICR ECONOMIA EXAME ÉPOCA DE RECURSO 15 DE JULHO DE 2013 Duração: 2 horas

EAE Microeconomia 1 (2018) Provinha 2 Prof. José R. N. Chiappin

Correção do exame de microeconomia da ANPEC 2017

Universidade Portucalense Infante D. Henrique

MICROECONOMIA II. Exame 1ª época 25/06/2007. Licenciatura em Economia LEC106

Transcrição:

Parte II Teoria da Firma Custos Roberto Guena de Oliveira 8 de maio de 2017 USP 1

Sumário 1 Conceitos básicos 2 A função de custo O caso de um único fator variável Custos com um mais de um fator variável 3 Medidas de custo unitário 4 Curto e longo prazos 5 Tópicos adicionais 6 Exercícios ANPEC 2

Conceitos básicos

Custos econômicos e custos contábeis Custos contábeis são os custos medidos em termos de valores pagos por uma firma na aquisição de seus insumos de produção. Custos econômicos ou custos de oportunidade são os custos medidos em termos do ganho advindo do melhor uso alternativo dos insumos de produção. As diferenças entre custos contábeis e econômicos envolvem: Os custos contábeis são baseados em valores no momento da aquisição dos bens, os custos econômicos são baseados nos valores atuais. Custos contábeis não incluem custos implícitos, custos econômicos, sim. Talvez o mais importante dos custos implícitos seja o custo de oportunidade do capital. 3

A função de custo

A função de custo A função de custo é uma função que associa a cada cada quantidade de produto, o custo total (CT) mínimo no qual a firma deve incorrer para produzir essa quantidade. Evidentemente, esse custo depende, além da quantidade produzida, dos preços dos insumos de produção. Assim, no caso em que há apenas dois insumos de produção, x 1 e x 2, com preços ω 1 e ω 2, a função de custo terá a forma CT = c(ω 1, ω 2,). 4

A função de custo de curto prazo Caso um ou mais fatores de produção sejam fixos (curto prazo), a função de custo também terá por argumento a quantidade do fator de produção que é mantido fixo. Por exemplo, caso x 2 seja mantido fixo em x 2, então a função de custo (de curto prazo) terá a forma CT = c(ω 1, ω 2,,x 2 ). 5

Custos fixo e variável O custo total (CT) de uma empresa pode ser dividido em Custo Variável (CV (ω 1,)) trata-se da parcela do custo correspondente à contratação de fatores variáveis. Custo Fixo (CF) trata-se da parcela do custo correspondente à contratação de fatores fixos. Caso todos os fatores de produção sejam variáveis, então o custo fixo será nulo e o custo total coincidirá com o custo variável. Portanto temos, CT = CV +CF 6

A função de custo com apenas um fator variável Suponha uma firma que produza empregando apenas dois insumos de produção, x 1 e x 2, sendo que o segundo insumo é empregado em quantidade fixa x 2 = x 2. Seja = f (x 1,x 2 ) a sua função de produção. Então a função de custo de curto prazo dessa empresa será dada por c(ω 1, ω 2,,x 2 ) = ω 1 x 1 (,x 2 ) + ω 2 x 2 na qual x 1 (,x 2 ) é uma função definida por f (x 1 (,x 2 ),x 2 ) =. ω 1 x 1 (,x 2 ) é o custo variável. ω 2 x 2 é o custo fixo. 7

Obtenção da função de custo de curto prazo 1 Inverta a função de produção f (x 1,x 2 ) para encontrar a função x 1 (,x 2 ). 2 CV = ω 1 x 1 (,x 2 ). 3 CF = ω 2 x 2. 4 CT = c(ω 1, ω 2,,x 2 ) = ω 2 x 2 + ω 1 x 1 (,x 2 ) x 1 Custos f (x 1,x f (x 21 ),x 2 ) CV = ω 1 x 1 (,x 2 ) 45 CT = CF +CV CF = ω 2 x 2 x 1 (,x 2 ) x 1 8

Exemplo: função de produção Cobb-Douglas = Ax α 1x β 2. ( ) 1 α x 1 (,x 2 ) = Ax β. 2 ( ) 1 α CV (ω 1,,x 2 ) = w 1. CF = ω 2 x 2, ( c(ω 1, ω 2,,x 2 ) = ω 1 Ax β 2 Ax β 2 ) 1 α + ω 2 x 2. 9

O problema de minimização de custos mais de um fator variável No caso geral com mais de um fator variável, a função de custo é obtida através da solução do seguinte problema: notas min x 1,...,x n ω 1 x 1 + ω 2 x 2 +... + ω n x n tal que f (x 1,...,x n ) As quantidades dos insumos que resolvem esse problema são chamadas demandas condicionadas ou contingentes desses insumos, sendo notadas por x c i (ω 1,..., ω n,). A função de custo será dada por c(ω 1,..., ω n,) = ω 1 x c 1 (ω 1,..., ω n,) +... + ω n x c n (ω 1,..., ω n,) 10

Solução gráfica: dois insumos variáveis Curvas de isocusto x 2 Solução x 2 ω1x 1 + ω 2 x 2 = c 0 ω1x 1 + ω 2 x 2 = c 1 ω1x 1 + ω 2x 2 = c 2 x c 2 TMST = ω 1 ω 2 f (x 1,x 2 ) = tan = ω 1 ω 2 x 1 x c 1 x 1 11

Minimização de custos: solução matemática O problema min x 1,...,x n ω 1 x 1 + ω 2 x 2 +... + ω n x n tal que f (x 1,...,x n ) e x 1,...x n 0 O lagrangeano L = ω 1 x 1 + ω 2 x 2 + + ω n x n λ(f (x 1,...,x n ) ) 12

Minimização de custos: solução matemática ω i λ f (x [ 1,...,x n ) e x i ω i λ f (x ] 1,...,x n ) = 0 x i x i Se, na solução, x i > 0, teremos, então λ = ω i PMg i. ω i /PMg i é o custo marginal da variação no produto atráves do emprego do insumo i. 13

Minimização de custos: solução matemática Se, na solução, x i,x j > 0, ω i PMg i = λ = ω j PMg j. Portanto, o custo marginal da variação da produção através do emprego do insumo i é igual ao custo marginal da variação da produção através do emprego do insumo j, desde que os dois sejam empregados positivamente. Chamaremos esse custo, λ, de, simplesmente, custo marginal. No caso de um insumo com emprego nulo na solução de custo mínimo, o custo marginal de aumentar a produção será maior ou igual a λ. 14

Exemplo: função de produção Cobb-Douglas Função de produção: f (x 1,x 2 ) = Ax α 1 xβ 2 Condições de primeira ordem: f (x 1,x 2 ) = Ax1 α xβ 2 = TMST = ω 1 α x 2 = ω 1 ω 2 β x 1 ω 2 15

Exemplo: função de produção Cobb-Douglas As demandas condicionais: x 1 (ω 1, ω 2,) = x 2 (ω 1, ω 2,) = ( 1 ( α+β α A) β ( A) 1 α+β ( β α ω 2 ω 1 ω 1 ω 2 ) β α+β ) α α+β A função de custo: c(ω 1, ω 2,) = ω 1 x 1 (ω 1, ω 2,) + ω 2 x 2 (ω 1, ω 2,) [ ( ω1 ) ( ) ] 1 α β α+β ω2 = (α + β) A α β 16

Propriedades: O multiplicador de Lagrange associado ao problema de minimização de custo pode ser interpretado como o custo marginal, isto é λ = c(ω 1,..., ω 2,) A função de custo é não decrescente em relação aos preços dos insumos e em relação ao produto. A função de custo é côncava em relação aos preços dos insumos Caso a função de custo seja diferenciável em relação ao preço do insumo i, teremos c(ω 1,..., ω 2,) ω i = x c i (ω 1,..., ω 2,) 17

Nota: Quando se supõe os preços dos fatores de produção são mantidos inalterados, é comum notar a função de custo simplesmente por c(). De modo análogo, as funções de demanda condicionais pelos insumos de produção são notadas por ou ainda, simplesmente, x c 1 () e x c 2 () x 1 () e x 2 () 18

Caminho de expansão e curva de custo x 2 Custo ω 1x 1(2) + ω 2x 2(2) Caminho de expansão ω 1x 1() + ω 2x 2() x 2(2) x 2() = 2 = Curva de custo x 1() x 1(2) x 1 2 19

Medidas de custo unitário

Custos unitários Custo Médio (CM) CM = CT Custo Variável Médio (CVM) CVM = CV Custo Fixo Médio (CFM) Custo Marginal (CMg) CFM = CF CMg = CT = CV 20

A geometria dos custos: inclinações CT c() CV () CMg() CVM() CM() CF() 21

As curvas de custo marginal e médio CT c() CVM, CMg CM() CMg() 0 1 0 1 22

As curvas de custo marginal e variável médio CT c() CVM, CMg CMg() CVM() 0 2 0 2 23

As curvas de custo unitário Custos unitários CMg() CM() CVM() CFM() 24

Relações entre custos médios e custo marginal Custo médio e custo marginal Inclinação da curva de custo médio: dcm() d = d CT() d = CMg CT 2 = CMg() CM() Custo variável médio e custo marginal Inclinação da curva de custo variável médio: dcvm() d = d CV () d = CMg CV 2 = CMg() CVM(). Valor do custo variável médio quando produção é nula: CV () CV () CV (0) limcvm = lim = lim = CMg 0 0 0 0 25

Geometria dos custos:áreas Custos unitários CMg() CM() CVM() CT() CFM() 26

Geometria dos custos:áreas Custos unitários CMg() CM() CVM() CV () CFM() 27

Geometria dos custos:áreas Custos unitários CMg() CM() CVM() CV () CFM() 28

Geometria dos custos:áreas Custos unitários CMg() CM() CVM() CV () CFM() 29

Curto e longo prazos

Curto e longo prazos Curto prazo Um ou mais fatores são fixos e, portanto, parte do custo é fixa. Custo total e custo variável são diferentes, mesmo ocorrendo com os custos médio e variável médio. Longo prazo Não há fatores fixos: todos os custos são variáveis. Custo total e custo variável são iguais, mesmo ocorrendo com os custos médio e variável médio. 30

Economias de escala Diz-se que uma função de custo de longo prazo apresenta economias de escala caso o custo médio seja decrescente em relação à produção. Custos unitários CMg() CM() Economias de escala Deseconomias de escala 31

Elasticidade produto do custo ε c, Trata-se de uma medida pontual para economias de escala definida por ε c, = dc() d c() = CMg() CM(). É possível mostrar que ε c, = [ PMg1 + PMg ] 1 2 PM 1 PM 2 32

As curvas de custo de longo e de curto prazos Custos c c (,x 2 ( 2 )) c c (,x 2 ( 1 )) c l () c c (,x 2 ( 0 )) Custos Médios CM c CMg c CMg l CM l 0 1 2 0 1 2 33

Fatores e custos quase fixos Um fator de produção, i, é dito quase fixo em um intervalo de produção ( 0, 1 ) caso 1 x i (0) = 0; e 2 ( 0, 1 ) x i () = x f i, em que x f i é uma constante. O custo de aquisição do fator fixo é chamado custo quase fixo. 34

Tópicos adicionais

Economias de escopo Seja c(q 1,q 2 ) a função que descreve o custo de uma empresa em relação às quantidades obtidas de seus dois produtos, q 1 e q 2. Dizemos que essa empresa apresenta economias de escopo caso, para q 1 > 0 e q 2 > 0 tivermos c(q 1,0) +c(0,q 2 ) > c(q 1,q 2 ) 35

Elasticidade de substituição σ Definição σ = d x 2 x 1 TMST d TMST x 2 x 1 Interpretação Em que percentual deve variar a relação x 2 ()/x 1 () caso o preço relativo ω 1 /ω 2 varie 1%. De quanto porcento varia a razão x 2 /x 1 quando caminhamos ao longo da isoquanta até que a TMST varie em 1%? 36

Exemplos gráficos σ baixa x 2 σ elevada x 2 x 1 x 1 37

Exemplo: função de produção Cobb-Douglas f (x 1,x 2 ) = x1 α xβ 2 TMST = α x 2 β x 1 x 2 = β x 1 α TMST Usando as regras da função identidade e do produto por uma constante para o cálculo da elasticidade, obtemos σ = 1. 38

Exemplo: função de produção CES f (x 1,x 2 ) = A [ ax ρ 1 + (1 ] γ a)xρ ρ 2 TMST = a 1 a ( 1 a x 2 x 1 = a ( ) 1 ρ x2 x 1 ) 1 1 ρ TMST 1 1 ρ. Usandos as regras do produto por uma constante e da potência para o cálculo da elasticidade, obtemos σ = 1 1 ρ. 39

Exercícios ANPEC

Questão 7 ANPEC 2017 Uma firma apresenta função de produção dada por Y (K,L) = AK α L β. Julgue as afirmativas, considerando constantes os preços do produto e dos insumos: 0 Se A = 1, α = β = 0,25, então o produto marginal do trabalho será decrescente e a curva de custo total de longo prazo será convexa em relação à origem; V 1 Se A = 2, α = β = 0,5, então qualquer plano radial que corta a função de produção, mantendo-se qualquer proporção capital-trabalho constante, resultará em cortes que são linhas retas; V 2 Se A = 1, α = β = 0,75, então a curva de custo total no curto prazo será côncava em relação à origem, como também a função custo total no longo prazo; F 40

Questão 7 ANPEC 2017 Uma firma apresenta função de produção dada por Y (K,L) = AK α L β. Julgue as afirmativas, considerando constantes os preços do produto e dos insumos: 3 Se A = α = β = 1, então o custo marginal do capital no curto prazo será linear e a curva de custo médio de longo prazo será decrescente; 4 Se A = 1 e α = β = 1,25, então o custo marginal no curto prazo será crescente e as curvas de isoquantas não serão convexas. F F 41

Questão 5 ANPEC 2016 Em relação à teoria da produção, é correta afirmar que: 0 A elasticidade de substituição para uma função de produção Q = AL a K b é a/b. F 1 Uma função de produção do tipo Q = (L p +K p ) 1/p, com p > 0, apresenta no limite uma taxa marginal de substituição igual a K/L, quando p tende a zero; V 2 Quando a função de produção da empresa consegue produzir mais do que antes, com a quantidade de insumos na mesma proporção, diz-se que ela experimentou progresso técnico neutro; F (difere do gabarito) 42

Questão 5 ANPEC 2016 Em relação à teoria da produção, é correto afirmar que: 3 Uma função de produção do tipo Q = (L p +K p ) 1/p, com p>0, no limite tende a uma Cobb-Douglas, quando p tende a zero; V 4 Uma função de produção do tipo Q = (L p +K p ) 1/p, com p>0, apresenta uma elasticidade de substituição infinita, quando p = 1. V. 43

Questão 6 ANPEC 2016 Com relação à teoria dos custos, é correto afirmar que: 0 Um imposto específico de $10 por unidade desloca tanto a curva de custo marginal, quando a curva de custo médio, em $10; V 1 O caminho de expensão para uma função de produção Q = AK a L 1 a, com 0 < a < 1, pode ser determinado pela fórmula: K = [(1 a)/a] (w/r)l; F 2 Uma curva de aprendizado apresenta a relação entre custos médio e produção acumulada; V 44

Questão 6 ANPEC 2016 Com relação à teoria dos custos, é correto afirmar que: 3 No longo prazo, com a função de produção Y (K,L) = min{k,l}, temos retornos decrescentes de escala e as curvas de custo médio e marginal coincidem; F 4 Sendo C(q 1,q 2 ) o custo de produção conjunta de dois bens q 1 e q 2, C(q 1,0) o custo de produzir q 1 isoladamente e C(0,q 2 ) o custo de produzir q 2 isoladamente, se [C(q 1,0) +C(0,q 2 ) C(q 1,q 2 )] /C(q 1,q 2 ) < 0, então há deseconomias de escopo. V 45

Questão 6 ANPEC 2015 Uma firma produz um bem Y, utilizando a função de produção Y (L,K) = LK, sendo w = $2 e r = $1 os preços unitários dos insumos trabalho (L) e capital (K), respectivamente. Julgue as assertivas: 0 A função de produção apresenta, ao mesmo tempo, retornos crescentes de escala e produtos marginais decrescentes. F 1 Dados os preços dos insumos, as funções de demanda pelos fatores em função da quantidade produzida são: K(Y ) = Y /2 e L(Y ) = 2Y. F 2 A função custo total de longo prazo é dada por CT(Y ) = 2 2Y. V 46

Questão 6 ANPEC 2015 Uma firma produz um bem Y, utilizando a função de produção Y (L,K) = LK, sendo w = $2 e r = $1 os preços unitários dos insumos trabalho (L) e capital (K), respectivamente. Julgue as assertivas: 3 Dado o retorno de escala desse caso, a curva de custo médio de longo prazo está acima da curva de custo marginal de longo prazo, sendo ambas decrescentes. V 4 No curto prazo, se a firma possuir somente uma unidade de capital, o custo total de produzir oito unidades será $9 a mais do que o custo no longo prazo. F 47