RAIZ MORFOLOGIA & ANATOMIA
RAIZ: ESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO FUNÇÕES: - primárias: fixação e absorção, - associadas: armazenamento e condução.
a) Sistemas radiculares: pivotante e fasciculado FONTE: RAVEN, 2001.
b) Origem e Crescimento dos tecidos primários Meristema apical protoderme meristema fundamental procâmbio - Meristema apical produz a coifa.
Coifa: - reveste e protege o meristema apical, - ajuda a raiz a penetrar no solo, - produz mucilagem, - gravitropismo.
FONTE: RAVEN, 2001. b Substância mucilaginosa que reveste a coifa da raiz de milho (Zea mays), contendo células descamadas da coifa (a) e fotografia de campo escuro (b).
Crescimento em comprimento: - região de divisão celular, - região de alongamento, - região de maturação.
FONTE: RAVEN, 2001.
c) Estrutura primária da raiz Epiderme, córtex e cilindro central. EPIDERME: absorção de água e íons inorgânicos. - Pêlos radiculares. Pêlos radiculares - (a) Plântula de rabanete (Raphanus sativus), (b) Raiz de plântula de capim-panasco (Agrostis tenuis). (a)
CÓRTEX - É formado basicamente por células parenquimáticas. Com exceção da endoderme (apresenta estrias de Caspary), o córtex apresenta numerosos espaços intercelulares.
Ranúnculo - ornamental Raiz de ranúnculo (Ranunculus sp.): aspecto geral de raiz madura e detalhe da periferia da raiz madura com espaços intercelulares (setas).
RAIZ DE ABOBRINHA eudicotiledonea. Fonte: aula prática, 2011. Aumento: 40x.
Raiz de milho (Zea mays): (a) aspecto geral da raiz madura, (b) detalhe da região externa de uma raiz madura, mostrando a epiderme com pêlos radiculares e parte do córtex.
CILINDRO CENTRAL - As raízes laterais originam-se do periciclo e forçam seu caminho para fora, através do córtex e da epiderme. - Nas monocotiledôneas, os feixes de xilema são alternados com os de floema, na periferia do cilindro central, delimitando no interior um conjunto de células parenquimatosas, que formam a medula. - Nas eudicotiledoneas, o xilema é central e possui projeções que se alternam com os cordões de floema primário.
d) Estrutura secundária da raiz Meristema apical Felogênio ou
- Seções transversais de raízes de salgueiro (Salix sp.), que se tornaram lenhosas. (a) Aspecto geral da raiz, perto de completar o crescimento primário. (b) Detalhe do cilindro vascular primário. (c) Aspecto geral da raiz ao final do primeiro ano de crescimento, mostrando o efeito do crescimento secundário sobre o corpo primário da planta.
Raiz secundária (Crescimento secundário) Xilema (40X) Câmbio vascular Floema Feloderme (parênquima) Câmbio da casca Súber
Crescimento secundário inicial (100X) Parênquima Endoderme Periciclo Xilema Esclerênquima Floema (ETHUR, L.Z., 2017)
e) raízes Laterais - Três estágios na origem das raízes laterais de um salgueiro (Salix ). (a) Um primórdio de raiz está presente (abaixo) e dois outros estão iniciando o seu desenvolvimento, a partir do periciclo (setas). O cilindro vascular ainda está muito jovem. (b) Dois primórdios de raiz penetrando o córtex. (c) Uma raiz lateral já alcançou o exterior e a outra está quase completando a sua saída.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À ORIGEM: a) Normais Desenvolvem-se a partir da radícula. b) Adventícias QUANTO AO HABITAT: a) Aéreas Cinturas ou estranguladoras: são adventícias que abraçam outro vegetal. Ex. cipós, mata-pau.
-Grampiformes ou aderentes: são adventícias com forma de grampos, que fixam a planta trepadora a um suporte. Ex. hera.
- Respiratórias ou pneumatóforos: são raízes que fornecem oxigênio às partes submersas, como órgãos de respiração. Ex. plantas de mangues.
-Sugadoras ou haustórios: são adventícias que penetram no corpo do hospedeiro, absorvendo alimento. Ex. erva-de-passarinho. Haustório erva de passarinho.
Tabulares ou sapopemas: são as que atingem grande desenvolvimento e tomam o aspecto de tábuas perpendiculares ao solo, ampliando a base da planta. Ex. Ficus. Bonsai Ficus microcarpa http://picasaweb.google.com/lh/photo/vun_w2jswttbng_qlqebzw Ficus glabra
Ficus sp. (ETHUR, L.Z., 2014)
b) Aquáticas - Desenvolvem-se na água. Ex: aguapé. c) Subterrâneas Axial ou Pivotante: típica de gimnospermas e eudicotiledôneas. - Fasciculada: típica de monocotiledôneas. - Tuberosa: raiz dilatada com acúmulo de reservas nutritivas. Pode ser axial tuberosa, como cenoura, beterraba, nabo, rabanete; ou adventícia tuberosa, como dália; ou secundária tuberosa, como a batatadoce.
Observações sobre raízes tuberosas Estas raízes apresentam um grande acúmulo de substâncias de reserva, e para isto há uma intensa proliferação de tecidos, principalmente, do parênquima de reserva. Isto pode acontecer com um simples aumento na quantidade de células do parênquima dos tecidos vasculares, que irão armazenar as reservas, como se verifica em Daucus carota (cenoura), ou esta proliferação de tecidos pode estar associada a um crescimento secundário "anômalo".
BETERRABA Em Beta vulgaris (beterraba) formam-se faixas cambiais adicionais, dispostas concentricamente, com a produção de grandes quantidades de parênquima de reserva entre o elementos de condução do xilema e do floema. Raiz vermelha intensa pigmento Betacianina, presente nas folhas, pecíolos e raízes. Foto - http://blogbr.diabetv.com/dicas-parapreparar-beterrabas/
FONTE:http://www.esalq.usp.br/departamentos/lpv/download
FONTE:http://www.esalq.usp.br/departamentos/lpv/download
MANDIOCA (Manihot esculenta) A mandioca contém um glicosídio cianogênico chamado linamarina, que em presença de enzimas linamarases e de ácidos sofre hidrólise originando ácido cianídrico; sua concentração é maior no córtex da raiz, porém se encontra em todas as partes da planta. O ácido cianídrico é tóxico e volátil e no processo de fabricação da farinha, fécula ou durante a cocção é eliminado quase totalmente.
MANDIOCA Raiz tuberosa Raiz secundária (ETHUR, L.Z., 2017)
fibras A raiz tuberosa é formada pela casca, polpa e fibras centrais. A casca é constituída pela periderme, esclerênquima, parênquima cortical e floema.
CENOURA (ETHUR, L.Z., 2013)
(ETHUR, L.Z., 2013) (100X)
Cenoura corte transversal Periderme Câmbio vascular Raios de xilema Floema Parênquima de reserva (Foto - http://revista.sociedadedamesa.com.br/2015/03/quimica-dos-alimentos-cenoura/)