DIREITO, PSICOLOGIA E COMPORTAMENTO 1. Breve Introdução à Filosofia do Direito 2. Interfaces entre Direito e Psicologia 3. Conceitos Básicos da AC do Direito 4. A Análise Econômica do Direito Seminário em Ciências do Comportamento Andrea Droguett Andressa Bonafé Daiane Kachuba
O QUE É DIREITO? Direito Objetivo: Sistema de normas de conduta criado e imposto por um conjunto de instituições para regular as relações sociais Direito Subjetivo: Direito de uma pessoa de mover a ordem jurídica segundo seus interesses Definições do Direito Ciência do Direito: Ramo das Ciências Sociais que estuda o sistema de normas que regulam as relações sociais Ramos do Direito
Jusnaturalismo Ser = Dever ser Análise baseada na análise intelectual e divina Juspositivismo Escola Histórica Alemã Separação entre moral e direito Direito como fato social Opção Humana e subjetiva Realismo Jurídico Norte Americano Interdisciplinaridade Adaptado à Realidade Social AED, Análise Crítica do Direito
DIREITO E PSICOLOGIA: DISCIPLINAS IRMÃS A psicologia e o direito parecem dois mundos condenados a entender-se. (Sobral, 1994) Psicologia e direito necessariamente têm de relacionar-se porque tratam da conduta humana. O comportamento humano é um objeto de estudo que pode ser apropriado por vários saberes simultaneamente, sem esgotar-se epistemologicamente. (Agra, 1986) Direito e Psicologia são duas disciplinas irmãs que nascem com o mesmo fim e compartem o mesmo objeto de estudo: o homem e seu comportamento. Ambas estão destinadas a servir o homem e sociedade. (Trindade, 2012)
DIREITO E PSICOLOGIA: MUNDOS DISTINTOS PSICOLOGIA Compreender o Comportamento Como pessoas de fato se comportam? Verdade Científica Busca da Objetividade Empiricismo Importância dos Dados Lógica Científica Implicações Casuísticas DIREITO Regular o Comportamento Como as pessoas deveriam se comportar? Verdade Processual Busca da Justiça Racionalismo Importância da Decisão Lógica Adversarial Discurso, Persuasão, Retórica
DIREITO E PSICOLOGIA: IMPORTÂNCIA DA TRANSDISCIPLINARIEDADE Superação de abordagens reducionistas Crise do Pensamento Jurídico Contemporâneo Onipresença do Direito Desconhecimento da psicologia = erros judiciais Psicologia Jurídica: campo especializado de investigação psicológica, que estuda o comportamento dos atores jurídicos no âmbito do direito, da lei e da justiça. (Jesus, 2010)
DIREITO E PSICOLOGIA: INTERFACES 3 Caminhos para o Método Psicojurídico (Sabaté, 1980) 1) Psicologia do Direito: fundamentação psicológica do fenômeno jurídico. 2) Psicologia para Direito: ciência auxiliar ao direito, destinada a iluminar seus fins. 3) Psicologia no Direito: estuda a estrutura das normas Jurídicas enquanto estímulos vetores das condutas humanas.
PSICOLOGIA DO DIREITO Psicologismo Jurídico: O fundamento da ordem normativa está também no mundo interno do sujeito. Gênese psicossocial das normas. ( ) se o mundo das relações sociais e jurídicas foi criado pelo homem, seus princípios devem se encontrar no próprio homem, no seu pensamento e an sua mente, na sua vontade e nos seus sentimentos (Trindade, 2012)
PSICOLOGIA DO DIREITO Realismo Jurídico Norte-Americano: Motivações psicológicas das decisões judiciais. O direito não é a lei. É a decisão. (Trindade, 2012) A decisão não decorre de um mecanismo lógico-dedutivo produzido na norma, mas é fruto dos complementos escolhidos no momento da decisão. (Legaz y Lagabra, 1979) (Kaufmann e Hassemer, 1994)
PSICOLOGIA PARA O DIREITO Perspectivas Psicologia do Desenvolvimento Psicologia Social Psicologia Clínica Psicologia Cognitiva Especializações Alguns Exemplos: psicologia criminal, psicologia da vítima, psicologia penitenciária, psicologia do trânsito, psicologia da família, psicologia investigativa, psicologia do testemunho, psicologia da criança e do adolescente. Funções Consultoria Avaliação Reforma
ANÁLISE COMPORTAMENTAL DO DIREITO Abordagem do Direito, fundamentada pelo behaviorismo radical; Direito como um sistema de padrões comportamentais entrelaçados que propõe o controle punitivo dos comportamentos considerados socialmente indesejáveis.
MODELO EXPLICATIVO DO COMPORTAMENTO HUMANO A análise comportamental, aplicada ao direito, é descrita pelo modelo explicativo do comportamento humano composto por quatro variáveis: Padrão comportamental operante; Contexto; Estado motivacional; Consequências (reforços e punições).
O sistema jurídico é um sistema social especializado na punição de comportamentos considerados indesejáveis, devido a complexidade da sociedade. A norma jurídica é o conjunto de padrões comportamentais entrelaçados que intermedeiam a ligação entre a ocorrência do comportamento indesejável e a respectiva punição. Regras jurídicas, segundo a análise do comportamento, são leis ou elementos contextuais que tornam mais provável a emissão de padrões comportamentais.
ANÁLISE COMPORTAMENTAL DA NORMA JURÍDICA Objetivos: Mapeamento da rede de comportamentos entrelaçados que a compõe; Análise das respectivas contingências comportamentais; Propostas de intervenção.
ANÁLISE COMPORTAMENTAL DA REGRA JURÍDICA Tem como papel principal tornar as consequências de médio e longo prazo mais relevantes para a determinação do comportamento profissional dos operadores do direito, por meio de reforçadores e punidores condicionados verbais.
PORTANTO: A análise comportamental do direito: Proporciona uma nova concepção do direito como sistema social especializado no controle punitivo de condutas consideradas socialmente indesejáveis. Propõe estudar as normas e as regras jurídicas, buscando subsidiar intervenções visando a maior eficácia do direito e a sua aplicação de forma mais condizente com as metas e premissas comportamentais que lhes são inerentes.
ANÁLISE ECONÔMICA DO DIREITO (AED) Metodologia que contribui significativamente para a compreensão dos fenômenos sociais e que auxilia na tomada racional de decisões jurídicas. Decisão Jurídica para o bem-estar social.
Referências - AGUIAR, J. C. TABAK, B. M. Análise comportamental do direito: ideias básicas. In: Direito, Economia e Comportamento Humano. - COSTANZO, M.; KRAUSS, D., Forensic and Legal Psychology, New York: Worth Publishers, 2010. - JESUS, F. Psicologia Aplicada a Justiça. Goiânia: AB, 2010. - KAUFMANN, A.; HASSEMER, W. (org.), Introdução à filosofia do direito e à teoria do direito contemporâneo. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002. - LEGAZ Y LACAMBRA, L., Filosofia del derecho. Barcelona: Bosch Editorial, 1979. - MARTINS DA AGRA, C.M., Projecto de Psicologia Transdisciplinar do comportamento desviante e auto-organizado. In: Análise Psicológica. N.3/4 (IV): 311-318, Lisboa, 1986. - MUNOZ SABATE, L. et all. Introducción a la psicologia jurídica. México: Editorial Trillas, 1980. - SOBRAL FERNANDEZ, J.; ARCE, R.; PRIETO, A. Manual de Psicologia Jurídica. Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica, 1994. - TRINDADE, J. Manual de Psicologia Jurídica para Operadores de Direito. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2012.