Em Círculos. Mateus Milani

Documentos relacionados
A Procura. de Kelly Furlanetto Soares

Não Fale com Estranhos

EU E MEUS VÍCIOS J. M. CARVALHO

O SEGUIDOR DE GAROTAS SENSÍVEIS. Peça de uma única cena

79 Dias. por. Ton Freitas

Na escola estão Pedro e Thiago conversando. THIAGO: Não, tive que dormi mais cedo por que eu tenho prova de matemática hoje.

COMO ESCREVER UM ROTEIRO EM SETE DIAS Por AUGUSTO FERREIRA

DNA Capítulo 33. Falso Amor

PEÇA TEATRAL: AMOR E. De: ARTHUR R. CANDOTTI ATO 1. Bebel sai. Pausa por alguns segundos. Fernando pega na mão da Drika.

Altos da Serra - Capítulo Altos da Serra. Novela de Fernando de Oliveira. Escrita por Fernando de Oliveira. Personagens deste Capítulo

Altos da Serra - Capítulo Altos da Serra. Novela de Fernando de Oliveira. Escrita por Fernando de Oliveira. Personagens deste Capítulo

Língua da Montanha (mountain Language) Harold Pinter. Personagens. Mulher Jovem Mulher Velha Oficial Sargento Guarda Prisioneiro

O Mistério da bolsa Grande

NADA É POR ACASO. um roteiro. Fábio da Silva. 02/09/2008 até 22/09/2008

1X10 PONTO FRACO CENA1/CASA DE NÉLIO/QUARTO DE MURILO/INT./DIA

A Viagem. por. Ton Freitas

Olhando o Aluno Deficiente na EJA

ELA. por Raquel Schaedler. Peça para três personagens: O homem A mulher ELA

Tempos Melhores. Por. Paulo Moisés

*PRECCI* Programa de Evangelização e Catequese Católico InfantoJuvenil TiaJane. Roteiro

) ) .,. MEB- 50 ANOS ";.. QUANTO AFETO, QUANTA ALEGRIA RENOVADA EM CADA ENCONTRO... VIVA A VIDA! " MARIA ALICE ~ )

Um amor inacabado. Beatriz conversando com Rafael. No mesmo instante, Alison fala para Cecília:

Tais (risos nervosos) Tem muita gente ne? (Se assusta com alguém que esbarra na corda) as pessoas ficam todas se esbarrando

Uma lição de vida. Graziele Gonçalves Rodrigues

ainda não Luciano Cabral prostituta, vinte e cinco anos cliente, sessenta anos

Crisálida Vanessa Monique CRISÁLIDA. Crônicas e frases de uma metamorfose ambulante. Vanessa Monique

Nossa, até o número é legal! Bonito o número! - Ah, que isso! - É sério! Tem gente que tudo é bonito! Rosto, corpo, papo...

Presente de Aniversário Vanessa Sueroz

Tânia Abrão. Coração de Mãe. Coração De Mãe

ANTES NUNCA, DO QUE TARDE DEMAIS! Obra Teatral de Carlos José Soares


Adeus, transeunte. por. danilo crespo

Meu nome é César e hoje começam minhas aulas numa nova escola. Por causa disso, estou de péssimo

COMPOSITOR CÍCERO BAHIA

Você sabe de quem são as histórias de fada, bruxa e duende? Será que YAHUVAH gosta dessas coisas? Vamos ver?

Muito além da amizade. Por. Stoff Vieira. Baseado em relatos reais

MÃE, QUANDO EU CRESCER...

Dicas Crie um estilo pessoal

Os Principais Tipos de Objeções

Falso Amor. De Débora Costa

Por quase um segundo Giancarla Brunetto (1º tratamento: 08/12/08 2º tratamento: 05/01/09 3º tratamento: 19/01/09)

como diz a frase: nois é grossa mas no fundo é um amor sempre é assim em cima da hora a pessoa muda numa hora ela fica com raiva, triste, feliz etc.

AURORA O CANTONOVELA Luiz Tatit

Transcrição da Entrevista

DESCUBRA. SE VOCÊ PRECISA Meditar

LIDERE SUA VIDA. Equipe de $USEXO. Thais Plaza

Porque crescer na carreira?

1.começo Eu Isabel franca moro com minha mãe chamada Helen,moramos numa cidade chamada nova lux gosto muito de morar com minha mãe mas o marido dela

a) Onde estava o peixinho quando foi pescado? R.: b) Quem pescou o peixinho? R.: c) Onde morava o peixinho? R.:

Um homem de sorte. Uma peça de Hayaldo Copque

Malaquias - Ah, sim!? Quais? Tomás Olha, vou ter cadernos e canetas muito mais bonitas do que as da Mimi... daquela marca que ela costuma comprar. Mal

Fernanda Oliveira. Vida na margem IMPRIMATUR

MÓDULO SOMBRAS E PROJEÇÕES

(18/04/2008) (EU): OIE BB (VC): OIIIIIIIIIIIIIII (EU): TUDO CERTO (VC): TUDO CERTIN.. (EU): CONSEGUINDO LEVAR A VIDA REAL A SERIO AGORA?

O VELÓRIO DA DONA JUSTINA

Integração entre Serviços e Benefícios. VI Seminário Estadual de Gestores e trabalhadores da Política de Assistência Social Santa Catariana/ 2015

A LOIRA DO CEMITÉRIO. Por JULIANO FIGUEIREDO DA SILVA

A conta-gotas. Ana Carolina Carvalho

OBJECTIONS II por GLORIA MAYFIELD banks

Ao Teu Lado (Marcelo Daimom)

Um dia normal no consultório dentista. Por. Matheus de Carvalho

TEIA. Mulher arruma mesa para o chá da tarde. A campainha toca. Ela atende, Outra entra. Olham-se em silêncio, se abraçam.

MONÓLOGO MAIS UMA PÁGINA. Por Ana Luísa Ricardo Orlândia, SP 2012

Escrito por Joviano Caiado Qui, 11 de Agosto de :33 - Última atualização Ter, 19 de Fevereiro de :00

Real Brazilian Conversations #37 Premium PDF Guide Brazilian Portuguese Podcast, by RLP reallylearnportuguese.com

Índice. 8-9 Porque é que o papá já não está em casa? Tu e a mãe vão voltar a estar juntos? Vocês ainda gostam um do outro?

Poesia Acústica #3 Capricorniana Clube do Violão. (Intro) Em7 Bm C7M D2. Eu tava doido pra cantar pra ela nosso som C7M D2

Insensatez. Novela de Débora Costa. Escrita Por. Débora Costa. Colaboração. Tainá Andaluz. Direção. Wellyngton Vianna. Núcleo.

OS SUICIDAS ANÔNIMOS

Questionário. food perferido. Parte B: Responde sempre a pensar no teu restaurante de fast. Parte A: Fala-me de ti

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Congresso gen de Junho de O amor recíproco e o nascimento do Ideal

Encarte

ENTREVISTA USF CARUARU USUARIA DIABETES 14/07/14. R - não. Porque eu to deficiente. Eu trabalho m casa. Amputei a perna.

Transcrição da Entrevista

SEU SUCESSO NA CARREIRA. em foco!

Tens alguma bagagem? Sim, tenho a minha mochila e um saco grande. Bom, eu fico com o saco e tu ficas com a mochila. Está bem?

Suelen e Sua História

Encarte

Daniel Duarte. 1 a edição

QUANDO EU TINHA VOCÊ!

Módulo 2. Voz Interior

DEIXA-ME SENTIR TUA ALMA ATRAVÉS DO TEU CALOROSO ABRAÇO

O SMURF REPORTER. Os smu em fo

coleção Conversas #21 - ABRIL e t m o se? Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

É Preciso Saber Viver

Novela de Cleiton Cardoso. Escrita por Cleiton Cardoso. Direção *** Direção Geral *** Núcleo ***

BRUNA RAFAELA. EDITORA BPA Biblioteca Popular de Afogados. Creative Commons

OBJETIVO. Propiciar espaço de reflexão e discussão sobre as possibilidades de resolução de conflitos a partir dos parâmetros da justiça restaurativa.

July: Eu também! Achei o máximo as coisas que ela faz. Vou pedir para a minha mãe fazer umas roupinhas novas. Estou pensando até em montar um guarda-r

AÇÕES COLABORATIVAS. Parceria com Recicleiros e Cooperativa Yougreen. Aulas mensais de conscientização. Colaboração das famílias.

TABUADA DAS OBJEÇÕES

OS XULINGOS ERAM PEQUENOS SERES, FEITOS DE MADEIRA. TODA ESSA GENTE DE MADEIRA TINHA SIDO FEITA POR UM CARPINTEIRO CHAMADO ELI. A OFICINA ONDE ELE

A MULHER VESTIDA DE PRETO

Cifras de Baden Powell por André Anjos

CARREIRA COMERCIAL CHAVES PARA O CRESCIMENTO DE EQUIPE DISSOLVENDO OBJEÇÕES

Transcrição:

Em Círculos Mateus Milani

Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas Ariano Suassuna. Sinopse Círculos. A vida é cheia deles. Essa é a história de pessoas que tiveram que se afastar por razão deles. Os círculos os afastaram e os juntaram diversas vezes e eles já estão cansados disso. É a hora do de outro reencontro. Ele Ela Ela2 Ela3 Ele2 Ele3 Personagens

ATO I Sentado num banco em uma praça vazia está Ele lendo um livro sem prestar atenção nas palavras. Ele está imerso em seus pensamentos até que chega Ela. Ela (sem jeito): - Oi... Algo que me diz que você estaria aqui. Ele (surpreso, porém irritado, não a olha nos olhos): - Você? Outra vez? Ela (envergonhada): - Senti sua falta. Ele pausa como se não estivesse esperando por isso, fecha o livro, respira fundo e diz: Ele: - E eu senti a sua todas as noites desde que você foi embora outra vez e isso não foi motivo suficiente pra você voltar. Ela: - Desculpa. Ele (sarcástico): - É, pra ti é fácil falar. Quem sofreu com tudo isso e teve que aguentar firme fui eu. (com desprezo) Você

só teve que continuar a viver a sua vidinha de merda. Ela (como se as palavras lhe custassem a sair): - Mas eu estou aqui e você sabe como é difícil pra mim, principalmente por se tratar de ti, que sempre foi tão legal comigo. O que acontece é que você é importante demais pra eu te deixar partir mais uma vez. Eu só tive que me machucar de novo pra descobrir isso. Ele (seco): - É tarde demais, tanto pra nós quanto o horário. Eu já estava de saída. (Se levanta, guarda o livro na mochila, olha pra ela pela primeira vez) Eu preciso ir. Ela (como se as palavras lhe escapassem): - Não é tarde demais pra nós dois. Fica. Ele (como num desabafo): - Não é tarde demais pra gente? Nós só estamos tendo essa conversa mais uma vez porque eu também achava isso. Mas o que você tem pra dizer de novo agora? Que se sente culpada? Que acha que tudo isso que a gente teve foi errado? Tudo que a gente teve foi lindo e você ainda me diz que foi errado? Ah, me poupe! Se for pra dizer isso, outra vez, obrigado, mas eu dispenso porque as suas desculpas eu já decorei. Toda vez é a mesma coisa.

Ela (como se fosse chorar a qualquer momento): - Não fala assim, você sabe que não é fácil pra mim. Ele: - Você fala como se mim não fosse difícil. Eu estou cansado, preciso ir agora. Ela (desmorona): - Cansado? Cansada estou eu. Estou cansada das pessoas me criticando por culpa do que aconteceu com a gente, cansada delas olhando pra mim e comentando. Cansada de ter que desviar o olhar, mudar de caminho sendo que eu adoro estar com você. Eu estou cansada de não te ter mais na minha vida. Cansada de você estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Se essa acabar sendo a última vez, eu quero que você saiba que sim, eu me sinto culpada, mas que eu também gostei de você, ainda gosto e não sei se um dia vou parar de gostar. Quero que você saiba que eu tinha planos pra gente sim. Mas eu tenho medo. Medo de me entregar, medo de ser sua. Medo de me decepcionar e medo de te decepcionar mais uma vez, mas o que acontece é que eu cansei de lutar contra esse sentimento que grita aqui dentro de mim. (Pausa) Desculpa, eu sei que você precisa ir, eu não vou ficar mais enchendo a sua cabeça. Ela está quase saindo quando Ele fala.

Ele: - Espera. Ela se vira, Ele se aproxima. Ele: - Você nunca falou desse jeito comigo. Ela: - Eu nunca achei que falaria. Ele: - Senti sua falta. Os dois se abraçam. Fim do ato um.

ATO II Sentada num banco em uma praça vazia está Ela2 lendo um livro sem prestar atenção nas palavras. Ela2 está imersa em seus pensamentos até que chega Ela3. Ela3 (sem jeito): - Oi... Algo que me diz que você estaria aqui. Ela2 (surpresa, porém irritada, não a olha nos olhos): - Você? Outra vez? Ela3 (envergonhada): - Senti sua falta. Ela2 pausa como se não estivesse esperando por isso, fecha o livro, respira fundo e diz: Ela2: - E eu senti a sua todas as noites desde que você foi embora outra vez e isso não foi motivo suficiente pra você voltar. Ela3: - Desculpa. Ela2 (sarcástica): - É, pra ti é fácil falar. Quem sofreu com tudo isso e teve que aguentar firme fui eu. (com desprezo) Você

só teve que continuar a viver a sua vidinha de merda. Ela3 (como se as palavras lhe custassem a sair): - Mas eu estou aqui e você sabe como é difícil pra mim, principalmente por se tratar de ti, que sempre foi tão legal comigo. O que acontece é que você é importante demais pra eu te deixar partir mais uma vez. Eu só tive que me machucar de novo pra descobrir isso. Ela2 (seca): - É tarde demais, tanto pra nós quanto o horário. Eu já estava de saída. (Se levanta, guarda o livro na mochila, olha pra ela pela primeira vez) Eu preciso ir. Ela3 (como se as palavras lhe escapassem): - Não é tarde demais pra nós dois. Fica. Ela2 (como num desabafo): - Não é tarde demais pra gente? Nós só estamos tendo essa conversa mais uma vez porque eu também achava isso. Mas o que você tem pra dizer de novo agora? Que se sente culpada? Que acha que tudo isso que a gente teve foi errado? Tudo que a gente teve foi lindo e você ainda me diz que foi errado? Ah, me poupe! Se for pra dizer isso, outra vez, obrigada, mas eu dispenso porque as suas desculpas eu já decorei. Toda vez é a mesma coisa.

Ela3 (como se fosse chorar a qualquer momento): - Não fala assim, você sabe que não é fácil pra mim. Ela2: - Você fala como se mim não fosse difícil. Eu estou cansada, preciso ir agora. Ela3 (desmorona): - Cansada? Cansada estou eu. Estou cansada das pessoas me criticando por culpa do que aconteceu com a gente, cansada delas olhando pra mim e comentando. Cansada de ter que desviar o olhar, mudar de caminho sendo que eu adoro estar com você. Eu estou cansada de não te ter mais na minha vida. Cansada de você estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Se essa acabar sendo a última vez, eu quero que você saiba que sim, eu me sinto culpada, mas que eu também gostei de você, ainda gosto e não sei se um dia vou parar de gostar. Quero que você saiba que eu tinha planos pra gente sim. Mas eu tenho medo. Medo de me entregar, medo de ser sua. Medo de me decepcionar e medo de te decepcionar mais uma vez, mas o que acontece é que eu cansei de lutar contra esse sentimento que grita aqui dentro de mim. (Pausa) Desculpa, eu sei que você precisa ir, eu não vou ficar mais enchendo a sua cabeça. Ela3 está quase saindo quando Ela2 fala.

Ela2: - Espera. Ela3 se vira, Ela2 se aproxima. Ela2: - Você nunca falou desse jeito comigo. Ela3: - Eu nunca achei que falaria. Ela2: - Senti sua falta. Elas se abraçam. Fim do ato dois.

ATO III Sentado num banco em uma praça vazia está Ele2 lendo um livro sem prestar atenção nas palavras. Ele2 está imerso em seus pensamentos até que chega Ele3. Ele3 (sem jeito): - Oi... Algo que me diz que você estaria aqui. Ele2 (surpreso, porém irritado, não o olha nos olhos): - Você? Outra vez? Ele3 (envergonhado): - Senti sua falta. Ele2 pausa como se não estivesse esperando por isso, fecha o livro, respira fundo e diz: Ele2: - E eu senti a sua todas as noites desde que você foi embora outra vez e isso não foi motivo suficiente pra você voltar. Ele3: - Desculpa. Ele2 (sarcástico): - É, pra ti é fácil falar. Quem sofreu com tudo isso e teve que aguentar firme fui eu. (com desprezo) Você

só teve que continuar a viver a sua vidinha de merda. Ele3 (como se as palavras lhes custassem a sair): - Mas eu estou aqui e você sabe como é difícil pra mim, principalmente por se tratar de ti, que sempre foi tão legal comigo. O que acontece é que você é importante demais pra eu te deixar partir mais uma vez. Eu só tive que me machucar de novo pra descobrir isso. Ele2 (seco): - É tarde demais, tanto pra nós quanto o horário. Eu já estava de saída. (Se levanta, guarda o livro na mochila, olha pra ela pela primeira vez) Eu preciso ir. Ele3 (como se as palavras lhe escapassem): - Não é tarde demais pra nós dois. Fica. Ele2 (como num desabafo): - Não é tarde demais pra gente? Nós só estamos tendo essa conversa mais uma vez porque eu também achava isso. Mas o que você tem pra dizer de novo agora? Que se sente culpado? Que acha que tudo isso que a gente teve foi errado? Tudo que a gente teve foi lindo e você ainda me diz que foi errado? Ah, me poupe! Se for pra dizer isso, outra vez, obrigado, mas eu dispenso porque as suas desculpas eu já decorei. Toda vez é a mesma coisa.

Ele3 (como se fosse chorar a qualquer momento): - Não fala assim, você sabe que não é fácil pra mim. Ele2: - Você fala como se mim não fosse difícil. Eu estou cansado, preciso ir agora. Ele3 (desmorona): - Cansado? Cansado estou eu. Estou cansado das pessoas me criticando por culpa do que aconteceu com a gente, cansado delas olhando pra mim e comentando. Cansado de ter que desviar o olhar, mudar de caminho sendo que eu adoro estar com você. Eu estou cansado de não te ter mais na minha vida. Cansado de você estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Se essa acabar sendo a última vez, eu quero que você saiba que sim, eu me sinto culpado, mas que eu também gostei de você, ainda gosto e não sei se um dia vou parar de gostar. Quero que você saiba que eu tinha planos pra gente sim. Mas eu tenho medo. Medo de me entregar, medo de ser seu. Medo de me decepcionar e medo de te decepcionar mais uma vez, mas o que acontece é que eu cansei de lutar contra esse sentimento que grita aqui dentro de mim. (Pausa) Desculpa, eu sei que você precisa ir, eu não vou ficar mais enchendo a sua cabeça. Ele3 está quase saindo quando Ele2 fala.

Ele2: - Espera. Ele3 se vira, Ele2 se aproxima. Ele2: - Você nunca falou desse jeito comigo. Ele3: - Eu nunca achei que falaria. Ele2: - Senti sua falta. Eles se abraçam. Fim do ato três. Blackout.

hey_mateusmilani@hotmail.com