PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL

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Transcrição:

PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL MARÇO/ABRIL/MAIO - 2017 Cooperativa de Energia Elétrica e Desenvolvimento Rural MARÇO/2017

La Niña de fraca intensidade chega ao fim no Pacífico e Oceano Atlântico com temperatura acima da normalidade A temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial retornou à normalidade durante o mês de fevereiro. Apesar de a circulação atmosférica ainda apresentar algumas características que descrevem a presença de um fenômeno La Niña, a tendência nas próximas semanas é de que os sistemas atmosféricos típicos que atuam no sul do Brasil e a circulação atmosférica característica do continente sul-americano passe a predominar sobre o tempo e o clima da Região Sul nos próximos meses. Um fator importante que deve influenciar o clima nos próximos meses é o fato de uma extensa área do Oceano Atlântico sul se encontrar com águas mais quente que a normalidade, o que influencia a circulação atmosférica em todo o centro-sul da América do Sul. As previsões dos modelos climáticos geradas pelos grandes centros de pesquisa preveem a manutenção da temperatura normal no Oceano Pacífico nos próximos meses. No entanto, os modelos indicam uma probabilidade de 50% para o surgimento de um fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2017. Previsão Trimestral Apesar da temperatura da superfície do Oceano Pacifico equatorial voltar ao normal, a do Atlântico Sul está mais elevada e com isso os sistemas de baixa pressão, tendem a ficar mais persistente sobre o oceano, inclusive com chance de maior frequencia de formação de ciclones extratropicais com maior frequência. O resultado é de tempo mais estável, com chuvas mais fracas e rápidas para o sul do Brasil. Além dessa dinâmica, os meses de abril e maio são caracterizados por bloqueios atmosféricos que forçam a estabilidade a partir do centro sul do RS. Nesse caso, a área de atuação da COPREL fica sob domínio de uma massa de ar quente e seco por um período em torno de 10 dias, caracterizando um veranico. Em março há uma quebra entre os sistemas atmosféricos de verão, com chuvas convectivas ocorrendo na primeira quinzena. Essas chuvas são originadas de trovoadas que se formam dentro de uma massa de ar quente e que se tornam mais intensas, com risco de temporais, quando há um outro sistema atmosférico como as frentes frias. Na segunda

quinzena do mês as chuvas são originadas de cavados, frentes frias e de outros sistemas como os vórtices ciclones. Em abril e maio, a contribuição das chuvas na forma de pancadas deixa de existir, e elas passam a ocorrer associadas principalmente a formação de cavados e a frentes frias que serão de passagem rápida. Eventualmente, sob reforço de jatos em altos níveis, as chuvas devem ocorrer mais intensamente e mais duradoura. Considerando a dinâmica atmosférica do trimestre, o consenso da previsão é de chuvas abaixo da média climatológica no trimestre. A Tabela 1 mostra os valores médios mensais (normais climatológicas) da área de atuação da COPREL. Mês Precipitação (mm) Março 130 a 140 Abril 120 a 130 Maio 140 a 150 Tabela 1: Normais climatológicas para área de atuação da COPREL no trimestre março, abril e maio. Na maior parte do trimestre de Mar/Abr/Mai de 2017, o ar estará mais seco do que o normal, favorecendo a ocorrência de grandes amplitudes térmicas. Com o Atlântico mais quente, as massas de ar frio tendem a passar sobre o continente, trazendo ar mais frio para o sul do Brasil, que devem se intensificar a partir da segunda quinzena de março. Neste sentido, a formação e intensificação das geadas, aumentam gradualmente a partir da segunda quinzena de março. Porém, no caso de bloqueio atmosférico, tanto as temperaturas mínimas quanto as máximas ficam mais elevadas em relação a normal climatológica.

Mês Temperatura mínima ( C) Temperatura máxima ( C) Março 16 a 19 26 a 29 Abril 13 a 16 23 a 26 Maio 10 a 13 20 a 23 Tabela 2: Normais climatológicas para área de atuação da COPREL, no trimestre março, abril e maio. O comportamento médio das temperaturas para o trimestre será: temperaturas mínimas e máximas abaixo da média climatológica. As normais climáticas para o trimestre estão publicadas na Tabela 2.

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