PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL

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1 PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL JULHO/AGOSTO/SETEMBRO Cooperativa de Energia Elétrica e Desenvolvimento Rural JUNHO/2017

2 Diminui a probabilidade para a formação de El Niño no segundo semestre de 2017 As observações meteo-oceanográficas sobre a região do Oceano Pacífico Equatorial mostram que a situação de normalidade persiste, com a maior parte da área daquele oceano com anomalia de temperatura ligeiramente positiva e com o padrão de circulação atmosférica também dentro da normalidade. No Oceano Atlântico Sul adjacente a costa da Região Sul do Brasil, Uruguai e norte da Argentina, as águas seguem com temperaturas acima da normalidade para esta época do ano, o que favorece o fluxo de umidade para o continente, quando a direção do vento é propícia, e também favorece a junção dos sistemas atmosféricos que se formam na região desde o Paraguai e o Oceano Atlântico adjancente. No entanto, na segunda quinzena de junho, um padrão de circulação típico de bloqueio nos níveis médios e altos da atmosfera se configurou sobre a região central do continente sul-americano, inibindo a formação de nebulosidade e chuvas e mantendo afastados os sistemas atmosféricos que poderiam ter passado pelo RS. Com isso, a segunda quinzena de junho teve dias consecutivos sem a ocorrência de precipitação na área de atuação da COPREL, conforme mostra a Figura 1. Figura 1: Precipitação diária acumulada em Cruz Alta na segunda quinzena de junho/2017. Fonte: INMET.

3 Em relação ao próximo trimestre, julho, agosto e setembro, a tendência é de que o Oceano Pacífico Equatorial se mantenha com temperatura dentro do padrão de normalidade. As previsões climáticas dos grandes centros meteorológicos mostram uma diminuição na probabilidade de ocorrência de El Niño no segundo semestre de Já o Oceano Atlântico Sul adjacente deve dimunuir a magnitude da anomalia positiva de temperatura observada no presente, mas ainda se manter com temperaturas acima da média nos próximos meses. Previsão Trimestral O trimestre será caracterizado por chuvas irregulares no tempo e no espaço, devido a passagem de algumas frentes frias com pouca atividade, ou seja, maior presença de nuvens, mas com pouca chuva. Neste caso, os jatos estarão mais fracos e não auxiliarão na intensificação das instabilidades. Após a passagem dessas frentes frias, o declínio das temperaturas não será tão acentuado, devido a trajetória oceânica dos sistemas de alta pressão (centro de ação de massas de ar frio). Mensalmente, entre uma e duas frentes frias mais intensas deverão influenciar as condições de tempo na área de atuação da COPREL, trazendo temporais isolados, pois terá reforço de jatos em baixos, médios e altos níveis. Após a passagem de cada frente fria de maior intensidade, em julho e agosto, haverá declínio significativo nas temperaturas, com chances de geadas amplas por toda área da COPREL. Julho O mês de julho deve apresentar condições distintas de tempo entre a primeira e a segunda metade do mês. Na primeira quinzena o bloqueio atmosférico que está configurado sobre o centro do continente sul-americano deve se estender ainda nos primeiros 10 dias do mês, mantendo esses dias com tempo estável, seco e temperaturas acima da normalidade. Por volta do dia 11, o bloqueio atmosférico deverá ser quebrado pela passagem de uma frente fria de intensidade moderada, devendo chover, em média, 30 mm, na área de abrangência da COPREL, entre os dias 11 e 13 do mês. Na segunda quinzena, o tempo ficará mais instável, com chuvas persistentes, quase que diárias, principalmente no norte da área de atuação da COPREL, devido a atuação de frente fria, frente estacionária e jatos em médios e altos níveis. Considerando a estimativa em torno de 30 mm na primeira quinzena de julho, espera-se que na segunda metade do mês as chuvas

4 acumulem entre 80 e 100 mm, em média, na área da COPREL, podendo passar essa faixa de valores no norte da área. Com isso, as chuvas no mês de julho devem apresentar valor mensal acumulado dentro da média climatológica, conforme mostra a Tabela 1. Mês Precipitação (mm) Julho 150 a 160 Agosto 155 a 165 Setembro 180 a 190 Tabela 1: Normais climatológicas para área de atuação da COPREL no trimestre julho, agosto e setembro. Com relação às temperaturas, os 10 primeiros dias ficarão com temperaturas acima da média para época do ano, devido à sequência de dias estáveis e secos. No segundo dia após a passagem da primeira frente fria esperada por volta do dia 11, as temperaturas caem e passam a variar com mínimas de 4 ºC e máximas de 15 ºC durante dois dias, trazendo também condições para geadas fracas. Na segunda quinzena, como se espera maior nebulosidade e chuvas mais frequentes, as temperaturas ficam mais estáveis, sem grandes variações diurnas, com mínimas de ºC e máximas de ºC. Dessa forma, as temperaturas mínimas deverão ficar acima e as máximas abaixo das normais climatológicas, mostradas na Tabela 2. Agosto e setembro O mês de agosto terá início dando contnuidade ao padrão de instabilidade previsto para a segunda quinzena do mês de julho, com nebulosidade e chuvas ainda persistentes, mas após a passagem de uma frente fria na primeira quinzena o mês terá dias consecutivos de estabilidade atmosférica, típicos de veranico. A próxima instabilidade está estimada para o início da segunda quinzena, com a passagem de uma frente fria. As temperaturas tenderão a ficar dentro da normalidade, estando prevista uma queda significativa das temperaturas nos primeiros cinco dias de agosto, com mínimas podendo chegar em torno de 0ºC, favorecendo a ocorrência de geadas amplas na COPREL.

5 Em setembro, com a aproximação da primavera, retorna o padrão de tempo mais instável, com presença de mais nebulosidade, devido à presença dos jatos em baixos (JBN), médios e altos níveis da atmosfera e de sistemas de baixa pressão associados a frentes frias. As chuvas apresentarão uma maior frequência, porém, serão significativas somente no caso de formação de baixa pressão alimentada por JBN, podendo dar origem a um Complexo Convectivo de Mesoescala (sistema atmosférico convectivo altamente instável e de grande extensão de área, típico do início da primavera no sul do Brasil). Neste caso, as chuvas serão intensas, com grandes aglomerados de trovoadas, resultando em granizo e ventos com rajadas, quase sempre, superiores a 60km/h na área de atuação da COPREL. No entanto, espera-se que o volume de chuvas acumulado fique dentro da média climatológica no mês de setembro (Tabela 1). As temperaturas entram em elevação no mês de setembro, porém, devido à intensa cobertura de nuvens, não devem subir muito durante o dia. Em setembro são esperados alguns declínios de temperatura com a chegada de algumas massas de ar frio, porém com queda não muito acentuada. Mês Temperatura mínima ( C) Temperatura máxima ( C) Julho 8 a a 20 Agosto 10 a a 22 Setembro 10 a a 23 Tabela 2: Normais climatológicas para área de atuação da COPREL, no trimestre julho, agosto e setembro.

6 Comportamento climático COMPORTAMENTO MENSAL DAS CHUVAS EM 2017 CRUZ ALTA Valores em milímetro MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 119,7 229,8 +110,1 FEVEREIRO 136,3 159,6 +23,3 MARÇO 126,5 155,4 +28,9 ABRIL 119,5 282,1 +162,6 MAIO 108,1 411,2 +303,1 JUNHO 116, JULHO 139, AGOSTO 171,

7 COMPORTAMENTO MENSAL DAS CHUVAS EM 2016 PASSO FUNDO Valores em milímetro MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 149,7 213,2 +63,5 FEVEREIRO 165,8 188,2 +22,4 MARÇO 139,9 180,8 +45,9 ABRIL 99,7 296,5 +196,5 MAIO 114,3 388,5 +274,2 JUNHO 133, JULHO 161, AGOSTO 187,

8 COMPORTAMENTO MENSAL DA TEMPERATURA EM 2016 CRUZ ALTA Valores em grau célsius MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 23,3 24,3 +1,0 FEVEREIRO 23,0 22,4-0,6 MARÇO 21,4 21,4 0,0 ABRIL 18,5 18,1-0,4 MAIO 16,0 16,4 +0,4 JUNHO 13, JULHO 13, AGOSTO 14,

9 COMPORTAMENTO MENSAL DA TEMPERATURA EM 2016 PASSO FUNDO Valores em grau célsius MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 22,1 23,0 +0,9 FEVEREIRO 22,0 23,0 +1,0 MARÇO 20,5 20,6 0,1 ABRIL 17,6 18,2 +0,6 MAIO 15,2 16,5 +1,3 JUNHO 12, JULHO 13, AGOSTO 13,

10 AQUAERIS SETOR DE METEOROLOGIA

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