INFORMATIVO CLIMÁTICO
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- Esther Melgaço Candal
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1 GOVERNO DO MARANHÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO NÚCLEO GEOAMBIENTAL LABORATÓRIO DE METEOROLOGIA INFORMATIVO CLIMÁTICO MARANHÃO Em setembro de 2016 os números de queimadas se destacaram principalmente no centro-sul do Maranhão. Essa condição é comum pra época do ano, quando as massas de ar quente e seco são mais intensas. SETEMBRO DE 2016
2 ASPECTOS GERAIS DA ATMOSFERA Condições atmosféricas e oceânicas que influenciaram o Maranhão em Setembro de 2016 De modo geral, setembro é marcado pelo intenso número de queimadas não só no maranhão, mas como em todo o Brasil, e este ano não foi diferente. Devido às condições meteorológicas favoráveis como atuações de massas de ar seco, o número de focos queimadas sofreu um significativo aumento se comparado com o mês anterior (agosto). É importante lembrar que as condições meteorológicas vem potencializar as queimadas, as quais muitas vezes são provocadas pelas pessoas. Os campos oceânicos e atmosféricos destacaram a manutenção da condição de neutralidade do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS), porém com moderado aumento do resfriamento das águas superficiais na porção oeste do Pacífico Equatorial entre setembro e outubro. O aumento da atividade convectiva na região da Indonésia e norte da Austrália e o Índice de Oscilação Sul (IOS), que atingiu o maior valor positivo (1.2) dos últimos cinco meses, também indicaram ligeiro acoplamento entre o oceano e a atmosfera. No Atlântico Tropical, a persistência de águas superficiais mais quentes que o normal ao norte da faixa equatorial favoreceu a atuação da Zona de Convergência Intertropical em torno de sua posição climatológica. (Infoclima). Na Figura 1, pode-se observar a distribuição de chuva pelo Brasil em setembro de 2016, com o destaque para a região em Branco onde choveu pouco ou quase nada. O Maranhão apresentou poucas chuvas em comparação com outras áreas do Brasil; isso é comum para a época, uma vez que é o período seco que está predominando.
3 Figura 1 Distribuição de chuvas no Brasil em Setembro de Fonte: CPTEC.
4 Alguns fenômenos meteorológicos que ocorrem no Maranhão. El Niño (ENOS): Aquecimento anormal das águas superficiais da porção equatorial do Oceano Pacífico e que altera o padrão de clima em vários lugares do globo, incluindo o Brasil. Geralmente, dependendo se sua intensidade pode causar inibição da chuvas e elevação da temperatura no Nordeste do Brasil, assim como apresentar um cenário de chuvas acima da média na região sul do Brasil. ZCAS: É uma região de convergência de umidade em baixos e médios níveis que ocorre em uma faixa orientada de noroeste a sudeste atravessando o Brasil. Geralmente esta região está associada com abundante nebulosidade e precipitação que que atua no mínimo três dias e ocorre nos meses de outubro a abril. VCAN - Vórtice Ciclônico de Altos Níveis é um sistema de baixa pressão atmosférica, de escala sinótica, que se forma na média e alta troposfera (entre 5 e 13 quilômetros de altitude). Pode tanto inibir quanto causar chuvas. ZCIT Zona de Convergência Intertropical é um cinturão de nuvens formado pelo encontro dos ventos alísios na faixa equatorial do globo. Provoca chuvas na região em que atua. ONDA DE LESTE: São Oscilações nos campos de pressão e vento que se propagam desde a costa da África e influenciam as condições de tempo no Nordeste do Brasil durante o Outono. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA NO MARANHÃO EM SETEMBRO DE 2016 A climatologia da precipitação pluviométrica (chuva) no Estado do Maranhão no mês de setembro é apresentada na Figura 2, que representa uma média de quanto é esperado que chova ao longo do Estado neste mês. Pode-se observar que, no geral, as chuvas mais volumosas ocorrem em uma pequena porção da região norte e sudoeste do Maranhão (cor verde no mapa), em contrapartida, é normal que precipite menos nas demais regiões do
5 Estado, mais especificamente nas áreas em tons de vermelho e laranja no mapa. Os totais mensais de chuva geralmente não ultrapassam a marca de 60 mm. Comparando a Figura 2 com a 3 (que apresenta os totais de chuva observados em setembro de 2016), é possível verificar que a maior parte do Estado apresentou valores inexpressivos de chuva, o que é comum pra época. Entretanto, algumas pequenas áreas exibiram valores significativos de chuva em torno de 100 mm (área verde no mapa). Nessas regiões os desvios percentuais positivos foram bastante significativos. Nota: O termo precipitação (PRP) é definido como qualquer deposição d água em forma líquida ou sólida proveniente da atmosfera, a exemplo da chuva, neve, granizo, chuvisco e outros hidrometeoros. Quando se refere à chuva, a mesma é definida como precipitação pluviométrica, medida a partir de instrumentos chamados pluviômetros ou pluviógrafos (mede e registra) e geralmente é expressa em milímetros (mm), onde uma precipitação de 1 mm equivale a um volume de 1 litro de água em uma superfície de 1 m².
6 Figura 2: Climatologia da chuva em Setembro no Maranhão.
7 Figura 3 - Distribuição das chuvas em Setembro de 2016 no Maranhão: valores observados.
8 Figura 4: Distribuição das chuvas em Setembro de 2016 no Maranhão: Desvios percentuais.
9 FOCOS DE QUEIMADAS Foram detectados no Estado pelo satélite AQUA_MT, um total de 3521 focos de calor em setembro de 2016 (Figura 5), valor esse próximo do registrado no mês anterior (3991 focos). Os focos mais intensos continuaram se concentrando na região centro-sul e em alguns pontos isolados do nordeste do Estado. Mas vale ressaltar que houveram casos de queimadas em todas as regiões do Maranhão. Em média, as queimadas são mais frequentes e numerosas no Maranhão entre o período de junho a outubro, pois nessa época as massas de ar quentes e secas são predominantes em grande parte do território brasileiro contribuindo para o aumento das queimadas. Figura 5 Focos de queimadas detectados em Setembro de 2016 através do satélite AQUA_MT.
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