Manual do Curso de Suporte Básico de Vida

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Transcrição:

Manual do Curso de Suporte Básico de Vida Nelson Coimbra nkoimbra@gmail.com Rui Coelho enfcoelho@gmail.com Junho 2013

Activação dos Serviços de Emergência Em caso de doença súbita ou acidente ligue 112. A chamada é gratuita e está acessível de qualquer ponto do país a qualquer hora do dia. O 112 é o número nacional de emergência, sendo comum, para além da saúde, a outras situações, tais como incêndios, assaltos, etc.; A chamada será atendida por um operador da central de emergência, que enviará os meios de socorro apropriados. Em determinado tipo de situações a chamada poderá ser transferida para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM. A sua colaboração é fundamental: Faculte toda a informação que lhe for solicitada, para permitir um rápido e eficaz socorro às vítimas. Informe, de forma simples e clara: O tipo de situação (doença, acidente, parto, etc.); O número de telefone do qual está a ligar; A localização exacta e, sempre que possível, com indicação pontos de referência; O número, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de socorro; As queixas principais e as alterações que observa; A existência de qualquer situação que exija outros meios para o local, por exemplo, libertação de gases, perigo de incêndio, etc. Depois de feita a triagem da situação Os operadores das centrais 112 indicam-lhe a melhor forma de proceder, enviando se necessário os meios de socorro adequados. Lembre-se que as ambulâncias do INEM deverão ser apenas utilizadas em situação de risco de vida eminente. No caso de não ser necessário enviar uma ambulância do INEM são dadas todas as informações sobre a melhor forma de ser transportado para as unidades de saúde adequadas. Desligue o telefone apenas quando o operador indicar.

Suporte Básico de Vida Os actuais recursos da Medicina permitem salvar vítimas de paragem cardíaca e respiratória (PCR). Esta afirmação significa que mesmo que o coração e a respiração parem, é possível recuperar essa pessoa para uma vida comparável à que tinha antes, desde que se proceda correctamente e a tempo. Nesta afirmação estão contidas duas ideias fundamentais: os procedimentos têm de ser correctos e têm que ser feitos de imediato. Se não for assim, a pessoa que teve a PCR morre. Em caso de PCR, a probabilidade de salvar a vítima diminui 7 a 10% por cada minuto que passa sem que sejam iniciadas manobras de Suporte Básico de Vida. No indivíduo em PCR as reservas de energia e de oxigénio esgotam-se ao fim de 5 minutos. Logo é importante o Suporte Básico de Vida, pois é esta técnica que vai permitir manter circulação e oxigenação dos órgãos nobres até à chegada de ajuda especializada. RISCOS PARA O REANIMADOR Controlar o impulso para reanimar/salvar Avaliar rapidamente os riscos: tráfego, desmoronamento, fumos e gases tóxicos, etc. INTOXICAÇÕES: Máscara facial com válvula unidireccional Cuidados no manuseamento de roupas e fluidos orgânicos da vitima (uso de luvas) Impedir a inalação e contacto da pele com os tóxicos INFECÇÕES: Há alguns casos descritos de transmissão de infecções através da respiração boca-a-boca. Com as medidas adequadas o risco é muito baixo. O sangue é o veiculo de contágio mais importante, aconselha-se no entanto a adopção de medidas de precaução em todos os contactos com: sémen, secreções vaginais, LCR, líquido amniótico. A transmissão do HBV a seres humanos pela saliva, durante a ventilação boca a boca é altamente improvável, a transmissão por uma ferida na mucosa oral em contacto com saliva contaminada é possível. A utilização de meios de interposição (máscara facial) diminui os riscos e transmite maior segurança ao reanimador. A utilização de lenços de bolso é totalmente ineficaz.

Suporte Básico de Vida 1 Condições de Segurança - Antes de abordar a vítima, confirme se tem condições de segurança para o fazer. 2 - Verifique se a vítima responde - Abanar suavemente os ombros e perguntar está bem? Sente-se bem? Se a vítima responde: - Deixar a vítima na posição em que está, desde que não fique em maior risco. - Tentar perceber o que se passa com a vítima e pedir ajuda se necessário. - Reavaliá-la regularmente.

Se a vítima não responde: - Gritar por ajuda/pedir ajuda sem abandonar a vítima. 3 Via aérea - Virar a vitima de costas e abrir a boca com extensão do pescoço e elevação do queixo. - Colocar a mão na testa e inclinar suavemente a vítima para trás. - Com a ponta dos dedos segurar a ponta do queixo da vítima elevando-a para abrir a via aérea. Em caso de suspeita de traumatismo da coluna, não fazer a hiperextensão do pescoço, mas tentar abrir a via aérea com a sub-luxação da mandíbula. Sub-luxação da mandíbula (com os polegares abrir a boca e com os outros dedos em gancho, pressionar de trás para a frente o ângulo da mandíbula para abrir a via aérea e a vítima conseguir respirar.

4 - Verificar sinais de respiração e circulação Pesquisar sinais de respiração (movimentos ocasionais lentos e ruidosos não são suficientes). Para verificar se a vítima respira e apresenta sinais de circulação usa-se a técnica de: V er se há movimentos torácicos; O uvir se há sons provocados pelo fluxo de ar; S entir com a face junto à boca da vítima se há fluxo de ar; VOS durante 10 segundos 5 - Se a vítima respira normalmente - Colocá-la em Posição Lateral de Segurança (PLS). - Ligar 112. - De seguida confirmar se mantém respiração eficaz. 6 - Se a vítima NÃO respira e NÃO tem sinais de circulação - Ligar 112, é prioritário pedir ajuda, se o reanimador estiver só, deixa a vítima e vai pedir ajuda, pois irá ser necessária uma equipa de emergência no local;

- Regressar para junto da vítima e ajoelhar-se; - Identificando o centro do tórax, entre os mamilos; - Sobrepor as mãos, entrelaçar os dedos das duas mãos sem comprimir as costelas de forma que não exerçam pressão sobre estas;

- Com os braços esticados, na vertical sobre o tórax da vítima iniciar compressões/descompressões sobre o esterno ao ritmo de 100/minuto (sem exceder 120 min.) deprimindo o tórax pelo menos 5cm (sem exceder os 6cm); - Para que as compressões sejam ritmadas deve contar alto 1 e 2 e 3 e 4 28 e 29 e 30, além que esta contagem ajuda a manter a equipa concentrada e a controlar melhor o tempo; - O tempo de compressão e relaxamento devem ser iguais; - Alternar 30 compressões com 2 ventilações eficazes, não esquecendo a extensão do pescoço e a elevação do queixo da vítima. - Depois de 30 compressões torácicas abrir de novo a via aérea, inclinar a cabeça e elevar o queixo; - Colocar a palma da mão na testa da vítima e com o indicador e o polegar pinçar e ocluir o nariz; - Manter o queixo elevado e a boca aberta; - Fazer uma inspiração normal, selar bem os lábios em torno da boca da vítima; - Soprar progressivamente para dentro da boca da vítima, durante 1 segundo como numa respiração normal, verificando se o tórax se eleva o seu conjunto constitui uma respiração eficaz; - Manter a inclinação da cabeça e o queixo elevado, afastar a boca da vítima e verificar o tórax a retrair á medida que o ar sai; - Fazer outra inspiração normal e voltar a soprar para dentro da boca da vítima para fazer 2 ventilações eficazes. As 2 ventilações não devem demorar, no total, mais de 5 segundos; - Recolocar, sem demora, as mãos na posição correcta sobre o esterno e fazer mais 30 compressões torácicas;

- Manter compressões torácicas e ventilações eficazes numa relação de 30:2; O SBV só se interrompe para reavaliar a vítima no caso desta se movimentar ou retomar ventilação espontânea. Se a insuflação de ar não fez subir o tórax como numa inspiração normal, antes de voltar a tentar: - Ver se há algum obstáculo na boca da vítima e removê-lo; - Reconfirmar a inclinação da cabeça e a tracção do queixo; - Não fazer mais de duas tentativas de ventilação antes de retomar as compressões torácicas. Se há mais do que um reanimador, devem trocar de posições no SBV cada 2 min, para prevenir cansaço assegurar que o tempo de interrupção para a troca de reanimadores é mínimo. A reanimação feita só com compressões torácicas deve ser executada com o seguinte modelo: - O socorrista não treinado ou que não quer fazer ventilação á vítima faz só compressões torácicas; - Quando se fazem só compressões, estas devem ser continuas com uma frequência de 100 min (sem exceder as 120 min). 7- Manter a reanimação sem interrupções até que: - Cheguem profissionais que tomem conta da ocorrência; - A vítima mostre sinais de estar a despertar: mexer; abrir os olhos e respirar normalmente; - O reanimador ficar exausto.

POSIÇÃO LATERAL DE SEGURANÇA - PLS Se a vítima está inconsciente mas respira, é preciso manter a via aérea permeável, evitar a queda da língua e reduzir o risco de aspiração de conteúdo da boca. Para isso recorre-se à posição lateral de segurança (PLS). Actuação: Retirar os óculos da vítima e objectos nos bolsos que possam magoar; Ajoelhar ao lado da vítima e esticar-lhe as pernas; Colocar o braço do lado do reanimador em ângulo recto com o corpo, o cotovelo dobrado e a palma da mão para cima; Cruzar o braço mais distante da vítima sobre o tórax e apoiar a parte dorsal da mão na hemiface do lado do reanimador;

Com a mão livre, segurar na coxa do membro mais distante, logo acima do joelho, dobrá-lo, mantendo o pé no chão; Mantendo o dorso da mão apoiado na face, puxar a perna, fazendo rolar o corpo da vítima até colocar de lado;

Ajustar a posição da perna superior para que a anca e o joelho formem ângulos rectos entre si e o eixo do corpo; Confirmar a hiperextensão da cabeça e a permeabilidade da via aérea, podendo haver necessidade de ajustar a mão que se encontra sob o queixo; Reavaliar a ventilação periodicamente; Vigiar a circulação no braço que fica por baixo do corpo para evitar zonas de pressão Recomendação: se houver necessidade de manter a PLS por mais de 30 minutos a posição deve ser desfeita e refeita para o lado oposto.

Para desfazer a PLS o reanimador deve-se colocar por trás da vítima, alinhar as duas pernas da vítima e com uma mão na anca e outra a proteger a cabeça rolar lentamente a vítima apoiando as costas da vítima nas suas pernas, que vão sendo arredadas à medida que a vítima vai ficando de costas.

MANOBRAS DE DESOBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA Engasgamento Se a obstrução da via aérea for parcial, a vítima pode eliminar o obstáculo tossindo. Se a obstrução for total, é necessária a intervenção rápida e expedita, para salvar a vítima da morte por asfixia. Se a vítima está consciente e respira apesar dos sinais evidentes de obstrução: Estimular, apenas, a vítima a tossir. Se verificar que a vítima não consegue tossir ou que começa a perder forças: Aplicar até cinco palmadas nas costas (palmadas interescapulares) Palmadas Interescapulares Região interescapular Retirar dentaduras ou outros corpos estranhos que possam estar soltos na boca; O socorrista coloca-se ao lado e ligeiramente por detrás da vítima; Apoiando o tórax da vítima com uma das mãos, inclina-a para a frente para que se sair um corpo estranho da via aérea possa ser mais facilmente expelido; Com a base da outra mão, aplique até 5 palmadas interescapulares; Se as palmadas inter-escapulares não surtirem efeito, deve fazer a Manobra de Heimlich (compressão abdominal).

Manobra de Heimlich - O socorrista coloca-se por trás da vítima, abraça-a pela parte alta do abdómen; - Inclina a vítima para a frente para facilitar a saída do corpo estranho para fora da boca e o não retorno à via aérea em caso de mobilização;

Coloca um punho fechado no epigastro, logo abaixo do apêndice xifóide ( boca do estômago); - Aperte esse punho com a outra mão, mantendo-se numa localização a meio caminho entre o apêndice xifóide e o umbigo; - Dê um puxão súbito, exercendo a força de baixo para cima e da frente para trás. Com esta manobra o corpo estranho pode ser mobilizado e expelido pela boca; Em caso de insucesso, alterne 5 palmadas inter-escapulares com 5 compressões abdominais. - fim do manual do curso de suporte básico de vida -