PODER EXECUTIVO (art. 76 a 91, CRFB/88)

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Transcrição:

PODER EXECUTIVO

PODER EXECUTIVO (art. 76 a 91, CRFB/88) Sistema de Governo Presidencialista Junção das funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo É exercido, no âmbito federal, desde 1891, pelo Presidente da, eleito por sufrágio popular e direto, em eleição de dois turnos, e substituído em seus impedimentos pelo Vice-Presidente. Colaboram com o chefe do executivo os Ministros de Estado, por ele nomeados. Art. 76 e 77, CRFB/88

PODER EXECUTIVO (art. 76 a 91, CRFB/88) Função principal (típica) Prática dos atos de chefia de estado, de governo e de administração Demais funções (atípicas) Legisla Art. 62, CRFB/88 (Medidas Provisórias) Julga Contencioso administrativo

PODER EXECUTIVO (art. 76 a 91, CRFB/88) Posse: sessão do Congresso Nacional (unicameral). Declaração de vacância do Cargo: art. 78, parágrafo único. Vacância: assume o Vice-Presidente da. Se vacância for simultânea entre Presidente e Vice-Presidente: eleição indireta (art. 81) Exceção ao art. 14, caput. Linha sucessória da Presidência em casos de impedimento: (art. 80) Vice-Presidente Presidente da Câmara dos Deputados Presidente do Senado Federal Presidente do Supremo Tribunal Federal

PODER EXECUTIVO (art. 76 a 91, CRFB/88) Atribuições do Presidente da Art. 84, CRFB/88 Destaque para o poder regulamentar Art. 84, IV Expedir decretos e regulamentos para fiel execução da lei. A partir da EC 32/01 Decretos autônomos Art. 84, VI

PODER EXECUTIVO (art. 76 a 91, CRFB/88) Atribuições do Vice-Presidente da Funções Próprias Funções Impróprias Art. 79, 80, 89, I, 91, I Art. 79 (auxiliar)

PODER EXECUTIVO (art. 76 a 91, CRFB/88) Órgãos Auxiliares do Presidente da Ministros Conselho da Conselho de Defesa Nacional Art. 87 e 88 Art. 89 e 90 Art. 91

Responsabilidade Crimes Comuns Crimes de Responsabilidade

Crimes de Responsabilidade Conceito Infrações político-administrativas definidas na legislação federal, cometidas no desempenho da função, que atentam contra a existência da União, o livre exercício dos Poderes do Estado, a segurança interna do País, a probidade da Administração, a lei orçamentária, o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais e o cumprimento das leis e das decisões judiciais Art. 85, CRFB/88 Rol exemplificativo

Lei especial que estabelece normas de processo e julgamento: Lei 1.079/50. Qualquer cidadão pode denunciar o Presidente por crime de responsabilidade.

Processo dos Crimes de Responsabilidade Juízo de admissibilidade do processo Processo e julgamento

Crimes Comuns Normas procedimentais para o processo Lei 8038/90 Regimento Interno STF Arts. 230 a 246

Crimes Comuns Conceito Todas as modalidades de infrações penais Normas procedimentais para o processo Lei 8038/90 Regimento Interno STF Arts. 230 a 246 Foro Privilegiado STF

Infrações penais cometidas antes do início do mandato Responsabilização do Presidente da pelos crimes comuns Irresponsabilidade Penal Relativa Responsabilização pelas infrações penais cometidas a partir do início do mandato in officium ou propter officium Desde o mandato, mas que não tenham correlação com as funções de Presidente da

De Responsabilidade Acusação perante a CD juízo de admissibilidade! Aceita a acusação por 2/3 CRIME Conexão com o Mandato Não aceita a acusação Comum Estranho ao Mandato Imunidade durante o mandato De responsabi lidade Senado Processa Julgamento (Presidente do STF) (art. 52) Condenação (2/3) Perda de Cargo + Inabilitação para função pública por 8 anos Aceita a Denúncia ou Queixa julgamento Absolvição Comum STF Não aceita a denúncia ou queixa Condenação (maioria) Pena

"No mandado de segurança requerido contra decisão do Presidente da Câmara dos Deputados, que rejeitou liminarmente a denúncia por crime de responsabilidade, os denunciados são litisconsortes passivos necessários: conversão do julgamento em diligência para a citação deles: decisão unânime. Preliminar de falta de jurisdição do Poder Judiciário para conhecer do pedido: rejeição, por maioria de votos, sob o fundamento de que, embora a autorização prévia para a sua instauração e a decisão final sejam medidas de natureza predominantemente política cujo mérito é insusceptível de controle judicial a esse cabe submeter a regularidade do processo de impeachment, sempre que, no desenvolvimento dele, se alegue violação ou ameaça ao direito das partes; votos vencidos, no sentido da exclusividade, no processo de impeachment, da jurisdição constitucional das Casas do Congresso Nacional." (MS 20.941, Rel. p/ o ac. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 9-2-1990, Plenário, DJ de 31-8-1992.)