Parecer nº 04/2016/CTAS/COFEN

Documentos relacionados
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA

Curso de Capacitação Estomaterapia Neonatal e Pediátrica: Atenção às crianças com estomias, feridas e incontinências

II ENCONTRO DE ESTOMATERAPIA DE JATAÍ-GO. Prática e evidências na atuação da enfermagem em estomaterapia ORGANIZAÇÃO

PARECER Nº 06/2013/COFEN/CTAS INTERESSADO: PRESIDÊNCIA DO COFEN REFERÊNCIA: PAD/COFEN Nº579 /2013

PROGRAMAÇÃO DO SIMPÓSIO DE ESTOMATERAPIA DO SUDESTE A 07 DE SETEMBRO

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP CAT Nº 019/2010

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP CAT Nº002 / 2009

TERAPIA DE PRESSÃO NEGATIVA - TPN. ET Andressa M. Bustamante

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO

PARECER COREN/GO Nº044/CTAP/2017 ASSUNTO: ATUAÇÃO DE ENFERMEIRO NO MÉTODO

6º Período - Fisioterapia PUC Minas - Belo Horizonte

ASSUNTO: PRESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Workshops 06 de abril de 2017

Protocolo: NARC - NEURO ADULTO REABILITAÇÃO CER - Crônico

ASSUNTO: NUTRIÇÃO ENTERAL POR BOMBA DE INFUSÃO EM DOMICILIO.

Reeducação Perineal. Prof a : Aline Teixeira Alves

E FISIOTERAPIA EM UROPEDIATRIA CURSO TEÓRICO-PRÁTICO MINISTRANTE

Resolução 008/2016 Coren-RS

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO / Confira as palestras

RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN Nº 325, DE

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL D E C I S Ã O

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal - Lei nº 5.905/73

ESTOMATERAPIA- CUIDADOS AOS PORTADORES DE LESÕES DE PELE

Att.: DIRETORIA ADMINISTRATIVA. Ref.: MS/ANS/RESOLUÇÃO NORMATIVA-RN N.325, DE 18 DE ABRIL DE 2013

ESPECIALIZAÇÃO DE FISIOTERAPIA EM SAÚDE DA MULHER

Protocolo: NARC OFICINA TERAPÊUTICA

Nos termos da alínea a) do nº 2 do artigo 2º do Decreto Regulamentar nº 14/2012, de 26 de janeiro, emite-se a Norma seguinte:

Manual de Orientações para o. Paciente Lesado Medular. Reeducação vesical. Cateterismo Feminino

PREVALENCIA DA INCONTINÊNCIA COMBINADA AUTO-RELATADA EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS

Nos termos da alínea a) do nº 2 do artigo 2º do Decreto Regulamentar nº 14/2012, de 26 de janeiro, emite-se a Norma seguinte:

VAGAS LIMITADAS INSCRIÇÕES ABERTAS. Dra: Patrícia Lordêlo COIMBRA. Curso de Fisioterapia Pélvica da Criança ao Idoso 8, 9 e 10 de SETEMBRO

GRUPO DE ORTOGERIATRIA

Atuação da enfermagem no manejo das incontinências

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIRÃO PRETO ENFERMAGEM GERAL E ESPECIALIZADA CRONOGRAMA DA DISCIPLINA

PARECER SETOR FISCAL COREN-CE Nº 39/2015

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA

ANÁLISE DA FORÇA DO ASSOALHO PÉLVICO NOS PERÍODOS DO PRÉ E PÓS-PARTO

Nos primeiros lugares das dores de cabeça da Urologia

PARECER - SOBEST N 01/2018.

CUIDADOS COM CATETERES E SONDAS

TÍTULO: TRATAMENTO DE ÚLCERA VENOSA: A APLICAÇÃO DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL COMO TERAPIA COMPLEMENTAR

CARACTERIZAÇÃO DE LESÕES DE PELE EM UM CENTRO DE TRATAMENTO INTENSIVO ADULTO DE UM HOSPITAL PRIVADO

Incontinência urinária Resumo de diretriz NHG M46 (setembro 2006)

ASSUNTO: ATRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL

Ana Luisa Monteiro Fisioterapeuta, Prática Privada

Assistência de Enfermagem a Pessoas com Disfunção do Soalho Pélvico

PREVENÇÃO E TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO NAS DISFUNÇÕES DO ASSOALHO PÉLVICO

PREVENÇÃO DE INFECÇÃO HOSPITALAR ASSOCIADA A CATETER VESICAL

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA (SAEP) PROFESSORA: MARIA DA CONCEIÇÃO MUNIZ RIBEIRO.

RESOLUÇÃO COFEN Nº 593/2018

Palavras-chave: Incontinência Urinária de Esforço, Urinary Incontinence, Pilates e Reabilitação. Área do Conhecimento: Fisioterapia

GEP - GRUPO DE ESTIMULAÇÃO PRECOCE Criança de risco para atraso do desenvolvimento motor 30 vagas - 3 grupos de 10 crianças cada

MÉTODO PROPRIOCEPTIVO PELVIPERINEAL 5P. INTERVENÇÃO GLOBAL NA REEDUCAÇÃO PERINEAL E DISFUNÇÕES DO PAVIMENTO PÉLVICO

Assistência de Enfermagem rio

Protocolo: NARC - NEURO ADULTO REABILITAÇÃO CER

EXIJA QUALIDADE NA SAÚDE. Reunião do Grupo de Indicadores de Enfermagem do Núcleo de Apoio à Gestão Hospitalar NAGEH

Manual para Prevenção de Lesões de Pele: recomendações baseadas em evidências. Rita de Cássia Domansky, PhD, RN, WOCN TiSOBEST

Incontinência Urinária Juliana Aquino

Plano de Trabalho Docente 2017 Ensino Técnico

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal Lei nº 5.905/73

Caracterização dos usuários com incontinência urinária atendidos na região Leste-Nordeste de saúde de Porto Alegre

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO PARA A INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM IDOSA ATENDIDO EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA

Anatomia feminina. Diafragma pélvico. Hiato urogenital. M. elevador do ânus. M. coccígeo Parte posterior do diafragma. Uretra, vagina e reto

Resultados da Validação do Mapeamento. Administrar medicamentos vasoativos, se adequado.

Solicitação de Parecer Técnico ao COREN MA sobre a Atuação do Enfermeiro na realização de procedimentos estéticos.

COORDENAÇÃO GERAL DAS CÂMARAS TÉCNICAS CÂMARA TÉCNICA DE GESTÃO E ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM - CTGAE

A campanha Mude de Lado e Evite a Pressão, realizada em 19 de novembro, conta com o apoio da Associação Brasileira de Estomaterapia Estomias, Feridas

EXIJA QUALIDADE NA SAÚDE

A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE IDOSOS

Protocolo: FISC CRÔNICO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO DIVISÃO DE ENFERMAGEM

COLETA DE URINA PARA ELEMENTOS ANORMAIS E SEDIMENTOS ( EAS) Enfª( s): Sandra Chaves e Andreia Paz, Cilene Bisagni, Elisabeth Novello

REFERENCIAL DE FISIOTERAPIA - ATUALIZADA 01/01/2017 Adequado à terminologia Unificada da Saúde Suplementar TUSS do Padrão TISS, regulamentado pela ANS

EXIJA QUALIDADE NA SAÚDE

MCDT realizados e Tempos de Espera (conforme n.º 6 do Despacho n.º 10430/2011 do Sr. Secretário de Estado da Saúde)

ENFERMAGEM ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM

ASSUNTO: ENFERMAGEM EM PROCEDIMENTOS

Bexiga Neurogênica por TRM. Alfredo Felix Canalini

Instrumentos para avaliação e registro do desempenho e eficiência de produtos para estomas de eliminação

Cateterismo Vesical Intermitente. Manual de orientações

REFERENCIAL DE FISIOTERAPIA - ATUALIZADA 01/01/2016 Adequado à terminologia Unificada da Saúde Suplementar TUSS do Padrão TISS, regulamentado pela ANS

FATORES DE RISCO PARA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA EM PUÉRPERAS: PROJETO CEPP

PÓS. ENFERMAGEM DERMATOLÓGICA

Transcrição:

Cofen Conselho Federal de Enfermagem http://www.cofen.gov.br Parecer nº 04/2016/CTAS/COFEN Posted By secretaria On 21 de outubro de 2016 @ 12:05 In Legislação,Pareceres No Comments REFERÊNCIA: PAD N 036/2016 EMENTA: Manifestação sobre procedimentos da área de enfermagem. I DA CONSULTA Trata se do PAD Cofen N. 036/2015 composto de cinco folhas encaminhado a esta Câmara Técnica de Atenção à Saúde, pelo Dr. Gilvan Brolini, Coordenador das Câmaras Técnicas do Cofen para análise e emissão de parecer. II DO HISTÓRICO DOS FATOS O Presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Ceará encaminhou o Oficio COREN CE GAB N. 440/2015 para manifestação sobre procedimentos da área de Enfermagem, a saber: Manejo conservador de estenose uretral, através da dilatação uretral e da autodilatação intermitente, realizado por Enfermeiro Estomaterapeuta; Tratamento conservador de incontinência urinária e fecal, exercício de assoalho pélvico, eletroestimulação, biofeedback, treino vesical e os demais manejos conservadores, realizados por Enfermeiro Estomaterapeuta; Prescrição de terapia compressiva, para prevenção e tratamento de úlceras venosas como: meias elásticas, sistema multicâmeras, meia elásticas com zíper e polaina de Luccas, realizados por Enfermeiro por Estomaterapeuta, III DA ANÁLISE A International Continence Society (ICS) define incontinência urinária como qualquer perda involuntária de urina. Sua prevalência é bastante elevada, atingindo cerca de 50% das mulheres e 13% dos homens entre 20 a 80 anos, em todo o mundo. Quando não tratada tende a aumentar com o passar do tempo. Mulheres que passaram por partos (independente do tipo) estão mais sujeitas, assim como as com idade superior a 50 anos. A incontinência urinária é o tipo mais comum de problema ocasionado pela fraqueza da musculatura do assoalho pélvico (MAP). Por este motivo essa é também a razão mais comum para a prescrição de exercícios de fortalecimento desta musculatura. A Estomaterapia é a área da saúde responsável por prevenir a perda da integridade da pele, realizar tratamento avançado de pessoas com feridas (agudas e crônicas), reabilitar as que

possuem estornias e incontinências (urinária ou anal) e realizar cuidados com fistulas, cateteres, drenos e tubos. A SOBEST (Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências) foi fundada em 04.12.1992, é o órgão de representação da estomaterapia brasileira e dentre as competências clínicas do Enfermeiro da SOBEST estão: 2. ÁREA DE FERIDAS 2.1 Úlcera por Pressão a) Prevenção Solicitar exames bioquímicos e hematológicos quando pertinentes. Realizar reeducação vês ico intestinal, Quando pertinente. [grifo nosso] b) Tratamento Prescrever terapia tópica e terapias adjuntas (LASER, eletroestimulação, terapia a vácuo e outras). Realizar reeducação vésico intestinal Quando pertinente. [grifo nosso] 2.2 Úlceras vasculogênica de origem venosa a) Prevenção Orientar exercícios de fortalecimento da musculatura da perna, repouso alternado, elevação de membros inferiores, drenagem linfática e medidas compressivas. [grifo nosso] b) Tratamento Prescrever bota de Unna ou terapia compressiva. Prescrever terapias adjuntas (LASER, eletroestimulação, terapia a vácuo e outras). [grifo nosso]

3. ÁREA DE INCONTINÊNCIAS 3.1. Incontinência urinária e/ou anal a ) Pré operatório Orientar quanto ao ato operatório, ao preparo prévio em geral, o uso decateteres e equipamentos coletores diversos, os programas públicos de assistência e outros. [grifo nosso] d) Pós operatório tardio (ambulatorial ou domiciliário) Orientar e implementar os treinos vesical e/ou intestinal, com vistas à reeducação do paciente no tocante aos hábitos miccional e evacuatório. Orientar e implementar o cateterismo vesical intermitente limpo, preparando o paciente para o autocuidado, ou treinando o seu cuidador, quando indicado. Implementar o cateterismo vesical de demora, bem como o uso de equipamentos adequados, quando indicado. [grifo nosso] Reeducação do incontinente Orientar e implementar o treino vesical e/ou intestinal, com vistas à reeducação do paciente no tocante aos hábitos miccional e evacuatório. Orientar e implementar o cateterismo vesical intermitente limpo, preparando o paciente para o autocuidado, ou treinando o seu cuidador, quando indicado. Orientar e realizar programa de exercícios para o fortalecimento da musculatura do soalho pélvico, com vistas à obtenção da continência urinária e/ou anal. Realizar programa de biofeedback, para propiciar ao paciente o reconhecimento das estruturas anatômicas a serem fortalecidas, por ocasião da realização de exercícios perineais. Orientar e realizar programa de uso de cones vaginais, com vistas ao reconhecimento e fortalecimento da musculatura do soalho pélvico.

Realizar terapia de eletroestimulação para fortalecimento de musculatura do soalho pélvico, com o uso de eletrodos de superficie, probes endovaginais ou endoanais, quando necessário. Avaliar, implementar e orientar a utilização de pessários vaginais para a correção de prolapsos de órgão pélvico, quando indicado. Avaliar, implementar e orientar a utilização de plug anal para a melhora da continência anal, quando indicado. Avaliar, implementar e orientar a utilização de demais equipamentos disponíveis no mercado, com vistas a melhorar a continência urinária e/ou anal e seu impacto na qualidade de vida dos clientes por elas acometidos. [grifo nosso] As publicações realizadas por Enfermeiros neste campo são todas descrevendo ações de enfermagem e orientações nas consultas de enfermagem, de modo a melhorar a qualidade de vida da população de uma forma geral, contemplando a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e o Processo de Enfermagem conforme Resolução COFEN 358/2009. Considerando o que consta no Decreto 94.406/87 que regulamenta a Lei 7.498/86: Art.8 O Enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem, cabendo lhe: 1 privativamente: e) consulta de enfermagem; f) prescrição da assistência de enfermagem; h) cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas; (BRASIL, 1986; 1987; grifo nosso). Por outro lado outros profissionais da área da saúde como o Educador Físico e o Fisioterapeuta possuem informações técnicas e experiências neste campo de atuação. Percebe se então, que tanto o enfermeiro como os demais profissionais têm importante função no atendimento a estes pacientes, respeitando se o escopo de ação de cada profissional, conforme legislação apresentada. IV DA CONCLUSÃO: A CTAS/ Cofen conclui que: a. A dilatação uretral é um tratamento ambulatorial na qual há o emprego de sondas uretrais plásticas de calibre progressivo que tem por objetivo tentar elastecer o tecido fibrótico da estenose para aumentar/estabilizar o diâmetro interno do canal uretral. Diante disso e observado o regramento do exercício profissional de enfermagem não há impeditivo legal para que o

Enfermeiro e/ou Enfermeiro Estomaterapeuta faça o manejo conservador de estenose uretral, através de dilatação uretral e da autodilatação intermitente, desde que capacitado para tal, apoiado na Lei 7498/86 Art. 8 alínea h. b. O principal objetivo do tratamento da incontinência urinária e fecal deve ser a restauração integral da continência. Atualmente, preconiza se que o tratamento seja iniciado com a técnica menos invasiva e que apresente o menor índice de efeitos colaterais. São exemplos de tratamento conservador de incontinência urinária e fecal: exercício de assoalho pélvico, eletroestimulação, biofeedback, treino vesical dentre outros. Após leitura exaustiva não foi encontrado impeditivo legal para a execução desses procedimentos por profissional Enfermeiro e/ou Enfermeiro Estomaterapeuta respeitando se o escopo legal do exercício profissional. c. A compressão elástica ou inelástica é a aplicação de uma força em uma área da superficie corpórea. A prescrição de uma meia elástica, realizada em receituário, deve conter informações necessárias para a decisão clínica de qual melhor produto deve ser utilizado. Portanto compreendendo que esses dispositivos não são invasivos e observando que não fere ao legado do exercício de outras profissões, o Enfermeiro e/ou Enfermeiro Estomaterapeuta quando treinado e capacitado pode prescrever terapia compressiva, para prevenção e tratamento de úlceras venosas como: meias elásticas, sistema muiticâmeras, meia elásticas com zíper e polaina de Luccas. É o parecer, salvo melhor juízo. Brasília, 10 de março de 2016. Parecer elaborado por Maria Alex Sandra Costa Lima Leocádio Coren AM n 101269, Ricardo Costa de Siqueira Coren CE n 65918, Carmen Lúcia Lupi Monteiro Garcia Coren RJ n 13922, Silvia Maria Neri Piedade Coren RO n 92597, Elisabete Pimenta Araújo Paz Coren RJ 49207. Dr. Ricardo Costa de Siqueira Coordenador em Exercício CTAS COFEN Coren CE n. 65.918 Article printed from Cofen Conselho Federal de Enfermagem: http://www.cofen.gov.br URL to article: http://www.cofen.gov.br/parecer no 042016ctascofen_45837.html Copyright 2015 Cofen Conselho Federal de Enfermagem. All rights reserved.