1 PROBLEMAS COMUNS EM MODELOS DE TAREFA E INTERAÇÃO Aula 22 17/06/2013
2 Sobre MODELOS DE TAREFAS 1. Modelos de Tarefas são estruturas hierárquicas. Eles expressam decomposição de metas em sub-metas até o nível de base (que não é mais decomponivel). 2. Portanto, são representados como ÁRVORES, com nós pais e nós filhos : Nó pai Nós filhos 3. Esta estrutura dá ao modelo de tarefas uma lógica de leitura em que PARA <fazer o que está escrito no nó pai> O USUÁRIO DEVE <fazer o que está escrito no nó filho 1, nó filho 2, etc.>.
3 Vejam um exemplo de erro comum Fazer Login Fazer Login Fazer Login Informar Usuário Informar Usuário Informar Usuário Informar Senha Informar Senha Errado Informar Senha
4 Sobre MODELOS DE TAREFAS 4. Modelos de Tarefas, como árvores, não indicam sequências temporais. Por convenção, lê-se uma árvore da esquerda para a direita (ou de cima para baixo, quando os nós filhos são dispostos na vertical), o que por contiguidade pode indicar uma ORDEM entre nós filhos. Nó pai 1 2 Nós filhos ordenados : 1 vem antes de 2. 5. Como ORDEM de sub-metas e tarefas é muito importante, e como em vários cenários de interação não há ordem necessária, é preciso MARCAR quando a ordem é imposta ou não. O mesmo acontece com REPETIÇÃO (também chamada de ITERAÇÃO).
5 Vejam um exemplo de erro comum Buscar Itens Informar Item Desejado Repetição * de 1 a n vezes Buscar Itens 1 Informar Item Desejado * Fazer Compras? * Pegar Mercadoria Acionar Busca Verificar Itens Encontrados Errado 2 Acionar Busca Verificar Itens Encontrados 3 (ordem fixa)? Ver Carrinho (ordem livre)
6 Sobre MODELOS DE TAREFAS 6. Modelos de Tarefas costumam conter sub-metas ou ações alternativas. Ou seja, estruturas (ou nós finais), que podem ser usados uns no lugar (ao invés) dos outros. Por convenção, nós pais ou nós filhos alternativos são indicados numa árvore por uma LETRA (A, B, C ), correspondente à alternativa. Nó pai A B Nós filhos alternativos : ou a sub-meta do pai se realiza por via de A ou por via de B. 7. Existem sub-metas e tarefas opcionais, o que a rigor é equivalente a um modelo com duas alternativas: uma que realiza o que o nó pai indica, outra que não realiza nada. Mas, por conveniência marcamos sub-metas e tarefas alternativas por um contorno tracejado.
7 Vejam exemplos de erros comuns Apertar teclas CTRL+C Copiar Clicar sobre ícone Errado A Apertar teclas CTRL+C Copiar B Clicar sobre ícone Finalizar Processo Finalizar Processo A,B Salvar documento B Imprimir documento Errado A,B Fechar aplicativo 1? 2? 3 Salvar documento Imprimir documento Fechar aplicativo
8 Notação para Modelos de Tarefas FONTE: Barbosa e da Silva (2010) Interação Humano-Computador. P. 226 1 2 1? 2? A B Sub-tarefas sequenciais ordenadas (rótulos numerais) Sub-tarefas sequenciais não-ordenadas (rótulos numerais +? ) Sub-tarefas alternativas (rótulos literais + na raiz da alternativa) * Marca de tarefa iterativa (* = repetida 1, 2, 3 n vezes) Marca de tarefa opcional (Obs: As sub-tarefas filhas provavelmente não serão opcionais. Por exemplo, você pode ou não pegar um ônibus para o trabalho; mas se pegar, tem de seguir vários passos obrigatórios.) Marca de tarefa ubíqua ( = tarefa pode ser realizada a qualquer momento no plano de metas. Por exemplo: Sair.)
9 Sobre MODELOS DE INTERAÇÃO 1. Modelos de Interação são grafos direcionados, com nós e arestas tipados e rotulados. Um grafo direcionado é aquele onde as arestas têm uma direção (indicada por uma seta). Grafo direcionado genérico Login Grafo direcionado de um Modelo (Parcial) de Interação U: Quero me logar. D: OK, vamos recuperar. U: Esqueci meu login U: O email é < >. D: OK. Recupera ção dados
10 Notação [*parcial*] para Modelos de Interação FONTE: Barbosa e da Silva (2010) Interação Humano-Computador. Pp. 232-242 U: <mensagem> D: <mensagem> Fala do Usuário Fala do Designer, através da interface (preposto do designer) <Título> Cena de Conversação (sobre o tópico <Título> ) Quando a linha é tracejada, sinaliza cena de alerta. <Alerta> Precond: < > Precondição para a conversa que se segue Fluxo progressivo de conversa (interlocutores avançam rumo ao objetivo) U: < > U: Fim de conversa. Fluxo regressivo de conversa (interlocutores dão um passo atrás, comumente por causa de erro, mudança de objetivo, desistênciam por exemplo) Sinal de Abertura de Conversa Sinal de Encerramento de Conversa Fluxo progressivo, parcelado de conversa (interlocutor falante vai entregando sua mensagem em pacotes, que o interlocutor ouvinte vai lendo à medida que recebe) Processamento (caixa preta) do sistema Fluxo regressivo, parcelado de conversa -- Este exemplo não está no livro, mas faz parte da notação.
11 Sobre MODELOS DE INTERAÇÃO 1. Todas as arestas de um Modelo de Interação MOLIC são rotuladas por falas, seja do usuário ( u: <fala> ), seja do sistema (marcado como s:<fala>, d:<fala> de designer ou p:<fala> de preposto). 2. Todas as cenas de um Modelo de Interação MOLIC são rotuladas pelo nome dado ao tópico de conversação na cena (por exemplo, Login ou Encerramento ). 3. Todo Modelo de Interação MOLIC deve ter pelo menos um ponto de entrada (início de conversa) e pelo menos um ponto de saída (encerramento de conversa). Modelos PARCIAIS por vezes omitem o ponto de saída, devendo-se marcar explicitamente que o modelo está incompleto (por exemplo com algo como /// ou na extremidade de uma aresta direcionada). U: Analise Análise de Dados U: continue S: OK
12 Veja um exemplo de erro comum U: Quero me logar. Login U: Esqueci meu login Recupera ção dados Login U: Esqueci meu login D: OK Recupera ção dados Errado U:Eis o meu email. U: Quero me logar. U: Quero me logar. D: U: U: Esqueci meu login Errado D: OK Login U: Esqueci meu login D: OK Recupera ção dados U:Eis o meu email. ///
13 Sobre Modelos de Interação 4. Um Modelo de Interação se constroi com refinamentos sucessivos. Nos estágios INICIAIS da modelagem É UMA BOA PRÁTICA MARCAR EXPLICITAMENTE TODAS AS FALAS, de usuário e sistema, mesmo que posteriormente seja possível decidir que certas falas do sistema (ou mesmo do usuário) podem ser omitidas do modelo porque estão sub-entendidas no modelo. 5. Nos estágios iniciais da Modelagem de Interação deve-se analisar se não há erros comuns de modelagem como, por exemplo, colocar o usuário em loop, não prever pedidos de ajuda ou tratamento de erros, ou mesmo propor uma conversa sem lógica.
14 Veja exemplos de erros comuns Login Escolha de seção /// U: Acessar o site. U: Faça meu login. D: OK. U: Quero. Errado U: Acessar o site. D: Login e senha não combinam. Tente outra vez. Login Escolha de seção U: Faça meu login. D: OK. U: Quero. /// U: Não me lembro e login ou senha. E agora? Encerra mento U: Quero encerrar / sair. U: Preciso de ajuda. D: Vamos recuperar seus dados. Ajuda /// Ajuda Encerra mento U: Preciso de ajuda. Login U: Faça meu login. Escolha de seção U: Quero. U: Quero encerrar / sair. /// Errado
15 Exemplo: Modelo de Interação [*parcial*] onde as conversas entre U e D apresentadas à direita são possíveis. Login U: Quero me logar. U: Esqueci meu login U: Eis meu login e senha. D: OK.... D: OK. Aviso de dados enviados. D: OK, vamos recuperar. U: O email é < >. D: OK. U: Quero me logar. U: O que é < >? Recupera ção dados D: OK, retomando. D: Veja. Ajuda sobre recupera ção dados Este modelo está incompleto. Por exemplo, falta cena para sair, que deve ter acesso ubíquo (mas não só esta). U: Entendi.... Trecho de Conversa entre U e D U: Quero me logar no sistema. D: OK. Informe seu login/senha. U: Esqueci meu login. D: OK, vamos recuperá-lo. Você quer me informar o email de recuperação ou a sua frase-chave? U: O que é frase-chave? D: OK. Veja a resposta para sua pergunta e outras informações de ajuda que podem interessá-lo para casos de esquecimento de login/senha. U: Li e entendi. D: OK. Você quer me informar o email de recuperação ou a sua frase-chave? U: Email de recuperação. D: OK. Qual seu email de recuperação? U: fulano@domínio.sufixo D: OK, veja o alerta que virá a seguir. U: OK, quero tentar me logar novamente. D: OK. Informe seu login/senha. U: Aqui estão. D: OK, você acaba de acessar a área interna do sistema.
16 Exercício A notação MoLIC para cenas de acesso ubíquo é: U: <Fala do Usuário> Cena de Acesso Ubíquo Incremente o modelo parcial apresentado no slide anterior, fazendo-o dar conta de um conjunto maior de conversas em qualquer sistema de sua escolha para cujo acesso seja necessário informar login e senha e que ofereça a possibilidade de recuperação de dados sugerida no modelo parcial. Inclua, em seu modelo, um circuito completo de conversação, desde o momento em que o usuário entra no sistema até um ponto de encerramento normal de conversa (i.e. não uma saída por desistência ou erro). Isto pode levá-lo a ter de criar uma (ou duas) nova(s) cena(s) com a(s) conversa(s) necessária(s) para realizar uma tarefa simples qualquer (por exemplo, visualizar os dados aparecem no seu perfil de usuário no sistema).