Estrutura de Gerenciamento do Risco de Mercado Atualização: FEV/2009
GESTÃO DO RISCO DE MERCADO O gerenciamento de risco de mercado envolve um conjunto de práticas que tem por objetivo identificar, mensurar, acompanhar e controlar as exposições das operações financeiras sujeitas à volatilidade de vários fatores de risco e, posteriormente, repassando informações à alta administração da empresa, aos acionistas, aos clientes e ao público em geral, com o intuito de manter a sustentabilidade de uma instituição. Nesse contexto, gerenciar risco tornou-se uma prática necessária e fundamental para a sobrevivência de uma organização em um mercado globalizado, sofisticado e extremamente competitivo, em conformidade com o Novo Acordo de Capitais Basiléia II. ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DO RISCO DE MERCADO Conforme a Resolução CMN n 3.464/2007, define-se risco de mercado como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira. Essa definição inclui os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities). No Conglomerado BRB, por meio da Política de Gerenciamento de Risco de Mercado, foram estabelecidos limites, parâmetros e diretrizes que balizam a instituição no controle e gestão de todas as suas operações expostas ao risco de mercado, mantendo essas exposições em níveis aceitáveis pela instituição, a fim de proteger a empresa das oscilações dos preços de mercado. A estrutura organizacional para o gerenciamento do risco de mercado do BRB, compatível com a exposição a risco das suas operações, segregada das unidades de negociação e de auditoria interna, é descrita a seguir: Página 2 de 6
C O NSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (CO NSAD) DIRETO RIA CO LEGIADA (DICO L) PRESIDÊNC IA DIRETO RIA DE C O NTRO LE E PLANEJAMENTO (DICO N) C O MITÊ DE CO NTRO LE DO RISCO INSTITUC IO NAL DEPARTAMENTO DE C O NTRO LE DO RISC O INSTITUCIO NAL (DERIN) GERÊNC IA DE CO NTRO LE DO RISC O DO NEGÓ CIO Conselho de Administração - Consad: responsável pelas informações divulgadas sobre a gestão do risco de mercado; Diretoria Colegiada - Dicol: analisa, julga e aprova os limites operacionais e parâmetros definidos pelo Comitê; Presidência: ligada à Diretoria Colegiada; Diretoria de Controle e Planejamento Dicon: responsável pelo gerenciamento do risco de mercado do Conglomerado BRB, através de seu Departamento de Controle do Risco Institucional Derin. O diretor Dicon não acumula funções de administração de recursos de terceiros, nem de operações de tesouraria. Página 3 de 6
Comitê de Controle do Risco Institucional: coordenado pela Dicon, com a participação da Diretoria Financeira (Dirfi), da Diretoria de relações com o Mercado (Dimec) e das empresas coligadas, é quem define os limites, parâmetros e condições aceitáveis de risco de mercado da instituição; Gerência de Controle do Risco do Negócio (Gerin): responsável pela identificação, mensuração, avaliação, monitoramento e controle dos riscos associados à instituição, bem como pelo reporte tempestivo das informações pertinentes, de acordo com as premissas definidas pelo Comitê e aprovadas pela Dicol. POLÍTICA DE GERENCIAMENTO DO RISCO DE MERCADO A Política de Gerenciamento do Risco de Mercado do BRB divulga as práticas de gestão de risco adotadas no âmbito da empresa, de forma a adequar a alocação de capital para cobertura desse risco; estabelece a estrutura, os processos e procedimentos destinados a identificar, mensurar, avaliar, monitorar e controlar as exposições das operações financeiras do Conglomerado BRB sujeitas ao risco de mercado. Os limites para o controle do risco de mercado - estabelecidos em função do Patrimônio de Referência (PR) e de valores de VaR (Value at Risk) - são determinados pelo Comitê de Controle do Risco Institucional e devem ser aprovados pela Diretoria Colegiada, em conformidade com a Política de Alocação de Recursos do BRB. METODOLOGIA Mensuração do Risco com o V@R O VaR (Value at Risk) é uma das ferramentas estatísticas utilizadas no gerenciamento de risco de mercado, aferindo a perda máxima esperada em valores monetários, em condições normais de mercado, dentro de um determinado horizonte de tempo, em um intervalo de confiança que, junto com os testes de estresse, captura o impacto das oscilações de mercado nas posições detidas pela instituição. O BRB utiliza o Página 4 de 6
VaR com nível de confiança de 99% e horizonte de tempo de um dia, realizando acompanhamento diário de suas posições assumidas de forma global e por fator de risco, considerando os valores das suas operações marcados a mercado. O Conglomerado BRB, por meio de sistema informatizado, mensura, monitora e controla o seu risco de mercado, tanto para as operações da Carteira Trading quanto para a Carteira Banking, bem como realiza simulações de condições extremas de mercado (teste de estresse), gerando relatórios tempestivos para a diretoria da instituição. Os testes de estresse são realizados periodicamente pela Gerin, considerando cenários de crise definidos pelo Comitê de Controle do Risco Institucional, verificando o impacto financeiro na atividade comercial do Banco, avaliando a adequação do seu capital regulamentar face ao risco de mercado. Portanto, o Índice de Basiléia é recalculado em função de simulações extremas de mercado, de forma a manter margem suficiente de Patrimônio de Referência (PR), em relação ao Patrimônio de Referência Exigido (PRE). Valores de VaR do Conglomerado BRB: O quadro a seguir mostra o VaR mensurado em 31/12/2008, por fator de risco e global; estando aderente aos níveis aceitáveis de exposição pela instituição: R$ mil VaR por Fator de Risco 31/dez/08 Pré 13.006,77 CDI/Selic 47,34 TR 263,90 TJLP 1,58 Índices de Inflação 2.150,09 Renda Variável 995,38 Moeda Estrangeira 165,57 Outros 73,59 Efeito Correlação (1.786,65) VaR 14.917,56 Var Médio 10.691,42 Var Máximo 32.341,82 Var mínimo 3.351,45 Página 5 de 6
CONCLUSÃO O BRB Banco de Brasília S.A., em conformidade com os três pilares definidos por Basiléia II, para dar maior segurança e confiabilidade ao Sistema Financeiro Internacional, quais sejam: Alocação Mínima de Capital; Supervisão Bancária e Governança e Disciplina de Mercado (Transparência), mantém estrutura de gerenciamento do risco de mercado compatível com a natureza das suas operações, a complexidade dos seus produtos e a dimensão aceitável da exposição a risco de mercado da instituição. A crise financeira mundial, iniciada nos Estados Unidos, um dos signatários do Novo Acordo de Capitais Basiléia II, expôs a regulação e/ou fiscalização débil da indústria bancária americana, ao contrário do mercado brasileiro que com uma supervisão bancária rígida e conservadora por parte do seu Banco Central conseguiu salvaguardar o Sistema Financeiro Nacional da deterioração dos seus ativos. É de acordo com essa nova orientação mercadológica que o BRB persevera na consolidação dessa mudança de postura frente aos riscos, inerentes à sua atividade de intermediação do crédito, procurando na integração de várias áreas independentes e especializadas a sinergia de processos, visando a solidez da instituição. Departamento de Controle do Risco Institucional Derin. Gerência de Controle do Risco do Negócio Gerin. APROVAÇÃO Aprovado na 2733ª Reunião de Diretoria, em 03/03/2009. Aprovado na 402ª Reunião CONSAD, em 08/04/2009. Página 6 de 6