Escala dos sistemas sinoticos

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CÓDIGO DA VAGA: TP03 QUESTÕES DE MÚLTIPLAS ESCOLHAS

CLIMATOLOGIA I. Prof. TÉRCIO AMBRIZZI, Ph.D. Professor Titular

Transcrição:

Escala dos sistemas sinoticos Principais escalas Planetaria > 10.000 km Macro aprox. > 1000 km Meso aprox. 10 e 1000 km Micro aprox. < 10 km

Escalas dos sistemas sinóticos Escala planetário > 10.000km

macro > 1000km meso-α

Escala Meso -α> 200km

Ideia Fazer uma descrição dos aspectos dinâmicos e climatológicos de alguns sistemas meteorológicos que afetam o Brasil.

BRISAS Ocorrem devido à diferença horizontal de temperatura entre o continente e o oceano. A terra é mais quente que o oceano durante o dia, o vento em superfície flui localmente do mar para a terra (brisa marítima). Em altitudes mais altas, há um fraco escoamento de retorno, que flui da terra para o mar. A circulação durante a noite é oposta devido a terra estar mais fria que o mar (brisa terrestre) Fonte: Internet.

BRISAS Influenciam nas características do escoamento do ar, na precipitação, na umidade e transporte de poluentes: 60%doscasosdeenchentesnaRegiãoMetropolitanadeSãoPaulo(RMSP)entremarço de 1999 e março de 2002 estavam associados à penetração de brisa marítima no período da tarde; Para o território paulista, a brisa terrestre produz uma redução dos totais e da freqüência das chuvas enquanto que a marítima produz um incremento. Além disso, a brisa marítima revela-se responsável pela maior precipitação de chuviscos; Pode ser intensificada quando uma ressurgência costeira é presente porque as anomalias negativas de TSM aumentam o contraste entre oceano e continente (principalmente no verão): Exemplo: Cabo Frio(Rio de Janeiro) Fonte: Franchito et al., 1998

BRISAS Desenvolvimento e propagação: altamente dependentes da situação de grande escala: Posicionamento da zona de alta pressão: determinante na intensificação/desintensificação da célula debrisaenasuapropagação; Caracterização da variação diurna e sazonal dos ventos (padrões de entrada da brisa marítima) em São Paulo de Oliveira e Silva Dias(1982): I)Brisapadrão,naqualoventopassadeNE,noperíododamanhã,paraSWàtarde; II) Ventos de NE no período da manhã passando à SW ou calmaria no período da tarde ou no início da noite; III) Intensificação da componente SWdo período diurno. Verde: sinótico Vermelho: marítima Azul: terrestre Fonte: Cavalcanti et al, 2006.

BRISAS Interações entre brisa marítima, topografia e ilha de calor: Ilha de calor favorece o surgimento de correntes ascendentes, fazendo com que a umidade proveniente das regiões oceânicas em situações de brisas marítimas seja transportada para níveis mais altos da atmosfera, e, assim, provocando a formação de células conectivas. Também age no sentido de retardar a penetração da brisa marítima; Efeito da topografia: provoca uma intensificação geral da circulação associada à brisa marítima. São Paulo: Contribuição para a intensificação da brisa marítima e sua maior extensão vertical: aumento do gradiente térmico entre oceano e a ilha de calor na metrópole; Efeito da topografia combina-se com o da ilha de calor para um maior desenvolvimento vertical da camada de mistura e, por conseqüência, um aumento na sua temperatura média. Rio de Janeiro: Sofrem influência da topografia local de formas distintas para as diferentes localidades da RMRJ. Serra do Mar: Clara influência da interação entre as brisas e a serra na freqüência da precipitação: caso 01/03/99 em São Paulo (ZCAS+brisa+ilha de calor) e caso 08/04 /2006- Caraguatatuba (cavado invertido+brisa).

Brisas Terrestre e Marítima em geral, a brisa marítima sopra entre 1200 e 2000 horas local e a brisa terrestre entre 2300 e 0700 horas. Em geral, a brisa marítima é mais intensa e mais persistente do que a brisa terrestre.

2. Ventos vale-montanha

Situação típica de inverno na região costeira de São Paulo

26-12-2002 19h Orografia e vento 950hPa IR (modelo Regional) WV

A imagem não pode ser exibida. Talvez o computador não tenha memória suficiente para abrir a imagem ou talvez ela esteja corrompida. Reinicie o computador e abra o arquivo novamente. Se ainda assim aparecer o x vermelho, poderá ser necessário excluir a imagem e inseri-la novamente. CARAGUATATUBA Fonte: Cavalcanti et al, 2006.

SISTEMAS CONVECTIVOS As nuvens exercem um significativo controle sobre a energia do sistema climático, e os parâmetros que definem as nuvens dependem fortemente do estado do sistema. Estão acoplados com os jatos de baixos e altos níveis, relações orográficas etc. RegiãoSul: Sãomaispresentesnoverão; São fortemente modulados pelo ciclo diurno; Têm o mesmo padrão diurno que a convecção Amazônica e é também associada à convecção ligada a ZCAS; Omáximodeconvecçãoocorre entre21e00zeomínimoàs15z. Inverno: deslocamento mais zonal comparado com o verão; Verão: Deslocamento de sudoeste para nordeste em muitos pontos; Comparativamente percorrem uma distância maior e Seu número e tempo de vida crescem consideravelmente.

CICLOGÊNESE E CICLONES A identificação dos estágios de desenvolvimento dos ciclones extratropicais permite um acompanhamento do comportamento destes sistemas. W: vórtices no estágio de onda -uma saliência na banda de nuvem; A: estágio de formação a nuvem se apresenta na forma de vírgula; B: a forma de gancho é predominante; C: estágio maduro nuvem espiralada em torno de um centro definido; D: estágio de dissipação -compreende de uma concentração de nuvens no centro do vórtice (Dx) que, posteriormente, transforma-se em bandas circulares menos organizadas (Dy). Fonte: Troup e Streten, 1972

IR

Frente Conceito: encontro de duas massas de ar com características diferentes.dependem de vários fatores como mudança de temperatura, direção dos ventos, pressão e umidade.

Tipos de Frentes Frente fria Frente quente Frente estacionária Frente em dissipação

SISTEMAS FRONTAIS Define-se como frente à interseção da superfície frontal com o nível da superfície. A frente ou um conjunto de frentes a que se chama sistema frontal é composto por uma frente fria, uma frente quente e um centro de baixa pressão em superfície, denominado ciclone. Início da formação da onda frontal. Sistema frontal desenvolvido Fonte: Oliveira at al.(2001)

Formacao das Frentes Frias

Frentes Frias

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