Aula 2 Cabeamento Metálico



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Transcrição:

Aula 2 Cabeamento Metálico Prof. José Mauricio S. Pinheiro - 2010 1

Cada meio de transmissão possui características próprias que o tornam adequado para tipos específicos de serviço. Os cabos metálicos utilizados em redes de computadores são de dois tipos: Par trançado e Coaxiais. 2

Cabo de par trançado Construído através do agrupamento de um ou mais pares de fios de cobre trançados, é o meio físico de menor custo entre todos, principalmente em função da sua simplicidade de construção. 3

O par metálico possui características eletromecânicas que afetam o comportamento do cabo na transmissão de dados. Entre as principais estão comprimento do cabo, passo (número de voltas por metro), espessura do condutor (bitola), número de pares por cabo, além do material utilizado. 4

Nos cabos tipo STP (Shield Twisted Pair), a proteção é reforçada por uma blindagem externa constituída de material condutor. O cabo UTP (Unshield Twisted Pair), não possui esta blindagem. 5

STP UTP 6

A interferência gerada por um par nos outros (chamada de diafonia ou crosstalk), prejudica as aplicações. Para resolver este problema, os pares são trançados. As normas de cabeamento estabelecem quais os pares que devem ser interligados a cada um dos conectores existentes nos equipamentos terminais. 7

Diafonia - Interferência entre sinais que trafegam em pares diferentes em um mesmo cabo. 8

A performance de uma rede não pode ser expressa por taxa de transmissão em bits, mas sim por banda de freqüência. Por esse motivo, dentro das normas criaram-se grupos de especificações chamados categorias ou níveis que definem a aplicação dos cabos e conectores. Quanto mais elevada for a classificação do cabo ou acessório, tanto maior é a sua capacidade de transmitir dados. 9

Tipicamente, os cabos são classificados em categorias. Alguns fabricantes implementam programas independentes de certificação, conhecidos como programas de nível. 10

Resumo das principais características do cabeamento em par metálico segundo as normas ISO e EIA/TIA 11

Existem três diferentes normas de terminação para cabos de par trançado : T568A, T568B e USOC. Na prática, se utilizam as normas T568A e T568B. A mais comum é a T568B. A USOC não é utilizada por implicar em índices de diafonia muito elevados. Os pares são identificados como TIP e RING, onde o TIP é sempre branco (com listas) e o RING é uma cor sólida. Os pares são numerados de 1 a 4 e possuem cores padronizadas 12

O par 1 é sempre montado no centro do conector (pinos 4 e 5), para garantir compatibilidade com as normas de telefonia. O par 4 é montado nos dois últimos pinos do conector (7 e 8) em ambas as normas. A diferença entre as duas normas fica por conta da montagem dos pares 2 e 3. 13

Os condutores TIP são identificados com listras de cores correspondentes ao RING do par. É uma estratégia dos fabricantes para evitar confusões entre diferentes pares. 14

Cabo Coaxial Normalmente utilizado para transmissão de sinais de áudio ou de vídeo. Também utilizado para a transmissão de dados. Oferece grande imunidade a ruídos externos graças à sua malha externa de proteção. Pode ter diferentes graus, mas sempre é superior ao cabo de par trançado UTP. 15

1 2 3 4 1 Capa Isolante 2 Malha 3 Dielétrico 4 Condutor 16

A conectorização deve seguir as características construtivas do cabo. Tipicamente se utilizam dois padrões:bnc e N. O mais comum é utilizar conectores BNC, enquanto que os cabos grossos, para longas distâncias, utilizam conectores tipo N. Existem conectores fixados por solda e outros por crimpagem. 17

18

As primeiras redes locais Ethernet, utilizavam cabo coaxial grosso (yellow cable). O cabo fino (cheapernet) substituiu o cabo grosso em redes Ethernet com microcomputadores IBM-PC. Os três últimos tipos de cabo da tabela não são utilizados para redes Ethernet. 19

Estimativa de cabeamento Na prática, é interessante fazer uma estimativa da metragem dos cabos de interligação que serão utilizados na execução do cabeamento horizontal para a conexão com os pontos de rede nas áreas de trabalho com vistas aos cálculos de material e custos do projeto. Neste caso, não é considerado no cálculo o cabeamento backbone. 20

Estimativa de cabeamento Pode-se calcular o comprimento do cabeamento nos percursos horizontais até os pontos terminais da rede. O cálculo pode ser feito individualmente para cada tipo de cabo (coaxial, fibra óptica, par trançado) através da fórmula: TC = [(LL+LC+4PD)/2] x NP x 1,10 TC = Total do cabeamento horizontal (em metros); LL = Comprimento do lance de cabo mais longo; LC = Comprimento do lance de cabo mais curto; PD = Altura do pé direito da edificação; NP = Número de pontos de rede projetado. A fórmula é empírica e o valor obtido considera uma margem para reserva técnica de 10% para os cabos na aplicação de acessórios como gabinetes e racks e para manutenções futuras. 21

Estimativa de cabeamento 22