BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)

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Transcrição:

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) Análise da segunda versão

ANÁLISE GERAL Principais pontos de atenção nas etapas e componentes curriculares foco no essencial O documento está muito extenso, com excesso de objetivos de aprendizagem em alguns componentes curriculares. É preciso enxugá-lo, garantindo que realmente foque nas aprendizagens essenciais para todos, deixando espaço para a adaptação dos currículos. ALTAS EXPECTATIVAS É necessário aumentar a demanda cognitiva dos objetivos de aprendizagem em alguns componentes, substituindo verbos passivos (reconhecer, identificar, localizar) por outros que exigem maior nível de ação dos estudantes (provar, construir, explicar). progressão A evolução do grau de complexidade das aprendizagens ano a ano deve estar mais clara. É preciso ainda mais coerência no sequenciamento dos objetivos ao longo dos anos e entre as áreas de conhecimento.

DESENVOLVIMENTO INTEGRAL Educação centrada no desenvolvimento das habilidades essenciais para o século XXI Inclusão de direitos de aprendizagem e de desenvolvimento além de conteúdos acadêmicos. definição no texto introdutório das principais habilidades que devem ser desenvolvidas ao longo da educação básica. Elementos pertinentes e relevantes nos eixos de formação, como pensamento crítico e solidariedade. Simplificação da nomenclatura e da estrutura dos elementos organizadores da Base: há "dimensões", "direitos", "eixos" e "objetivos gerais de formação", entre outros. Articulação entre as habilidades do texto introdutório e os objetivos de aprendizagem dos componentes curriculares. Mais objetividade e precisão nos textos introdutórios das etapas e das áreas de conhecimento sobre a contribuição de cada uma delas para o desenvolvimento integral do estudante.

EDUCAÇÃO INFANTIL Intencionalidade pedagógica na Educação Infantil e clareza na transição entre etapas AVANÇOS Divisão dos objetivos de aprendizagem em três grupos etários: bebês (0-18 meses) crianças bem pequenas (19 meses a 3 anos e 11 meses) crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses). Organização em campos de experiências, focando no sujeito e no seu dia a dia. Detalhamento sobre as aprendizagens esperadas relativas à linguagem oral e escrita, matemática e ciências nos campos de experiência. POR AVANÇAR Melhoria da progressão ao longo de toda a etapa. Clareza sobre o que se espera da criança ao final da Educação Infantil e no início do Ensino Fundamental. Inclusão de objetivos de aprendizagem específicos sobre a linguagem oral e escrita. Melhor articulação entre os direitos de aprendizagem, os campos de experiência e os objetivos de aprendizagem. Interação e o brincar como eixos estruturantes das práticas pedagógicas.

ENSINO MÉDIO Possibilidade de flexibilização e trilhas diversas para os estudantes divisão por unidades curriculares, e não ano a ano, o que possibilita maior integração nos currículos e arranjos mais flexíveis entre essas unidades ao longo da etapa. Sinalização para uma futura integração com a educação profissional e tecnológica. Enxugamento dos objetivos de aprendizagem ao longo de toda a etapa. Melhoria da progressão ao longo das unidades curriculares. Mais clareza sobre como o Ensino Médio será flexibilizado. Mais clareza sobre como o eixo estruturante projeto de vida será trabalhado na Base.

LÍNGUA PORTUGUESA Ênfase no que é fundamental para a aprendizagem, garantindo a progressão e foco na alfabetização Reorganização de acordo com os eixos tradicionais do componente curricular: escrita, leitura, oralidade e conhecimento sobre a língua, eixo que foca em gramática. Inclusão de objetivos de aprendizagem que incorporam o desenvolvimento de capacidades de pensamento crítico e argumentação. Progressão nos processos cognitivos esperados ao longo dos anos: de habilidades menos exigentes como compreender e identificar a habilidades mais sofisticadas como analisar, avaliar e construir. Mais clareza sobre a complexidade dos textos para as diferentes faixas etárias. descrição, por exemplo, da complexidade do vocabulário e da estrutura das frases (nos Anos Iniciais) e da complexidade da narrativa (nos Anos finais e no Ensino Médio). Enxugamento, principalmente nos textos introdutórios e nos objetivos de aprendizagem de leitura. Melhoria da progressão, sobretudo em alfabetização e conhecimento sobre a língua.

MATEMÁTICA Altas expectativas para avançar nos objetivos de aprendizagem do componente Mais clareza na redação dos objetivos de aprendizagem. Referência ao uso de outras tecnologias, como calculadora, softwares e planilhas, e à realização de atividades práticas. Introdução da reta numérica a partir do 3º ano e não do 5º ano. Adiantamento do ensino de conceitos para aumentar as expectativas de aprendizagem. Exemplos: contagem até 30, do 1º ano para a Educação Infantil frações, do 4º ano para o 3º ano a ideia de demonstração e muitos tópicos de geometria e grandezas e medidas, do Ensino Médio para os Anos finais. Melhoria da progressão, especialmente em geometria (nos Anos finais e no Ensino Médio), em álgebra e em números, e em estatística e probabilidade no Ensino Médio. Inclusão de objetivos que fortalecem as capacidades necessárias para aprender, por exemplo, aquisição da linguagem matemática, argumentação e resolução de problemas.

CIÊNCIAS DA NATUREZA foco no essencial para o desenvolvimento de práticas e habilidades prioritárias em Ciências Reconhecimento no texto introdutório da importância de ensinar não apenas conteúdos, mas também as linguagens de ciências, tais como processos e práticas de pesquisa. Presença, nos objetivos de aprendizagem, de questões importantes para a sociedade, como a saúde e a sustentabilidade. Melhoria da progressão no Ensino fundamental: todas as unidades curriculares desenvolvidas em todos os anos. Enxugamento do componente, sobretudo no Ensino Médio. Revisão dos objetivos de aprendizagem, pois muitos são enunciados como atividades. desenvolvimento das principais práticas de investigação científica, como formulação de hipóteses. Mais clareza sobre os conceitos científicos prioritários a serem desenvolvidos no Ensino fundamental. É preciso conectálos a fenômenos maiores.

HISTÓRIA discussão da história local sem deixar de lado os principais marcos da história mundial Organização do componente em dois eixos conhecimentos históricos e linguagens e procedimentos de pesquisa. Reflete a natureza do componente curricular e está de acordo com documentos curriculares de referência no mundo. Organização dos objetivos de aprendizagem nos anos iniciais da história do próprio estudante para contextos cada vez mais distantes dele. Reflete recomendações de especialistas de desenvolvimento cognitivo. Espaços específicos no documento para discussão da história local. Reconhecimento da contribuição de diferentes culturas para a constituição do Brasil atual. Enxugamento ao longo de todo o componente curricular. Utilização mais frequente de verbos como "analisar" e "debater", em vez de reconhecer e identificar, para aumentar as expectativas de aprendizagem. foco em conceitos, não em fatos. Conceitos como continuidade e mudança, causa e efeito, e perspectivas e interpretações são centrais para o componente curricular, mas ainda pouco trabalhados. desenvolvimento de forma sistemática das principais práticas de investigação e análise histórica e comunicação de conclusões de pesquisa.