Tipos de pesca em Portugal A pesca predominante em Portugal é a constituída por embarcações de pesca local. Podemos considerar que é constituída por: Embarcações de pesca local e costeira, que operam nas águas nacionais e adjacentes. Embarcações de pesca de largo, que atuam em pesqueiros longínquos, ou seja, em águas internacionais ou de países terceiros.
Tipos de pesca em Portugal Assim, a frota nacional, de acordo com as áreas onde opera, classifica-se em: 1. Embarcações de Pesca Local Embarcações de pequena dimensão, potência e autonomia. Operam com diversas artes de pesca (por isso, se designa de pesca polivalente). Permanecem pouco tempo no mar. Normalmente, atuam até às 6 milhas da linha da costa. São responsáveis pela maior parte dos postos de trabalho. São responsáveis pelo desembarque do pescado fresco de maior valor comercial.
Tipos de pesca em Portugal Assim, a frota nacional, de acordo com as áreas onde opera, classifica-se em: 2. Embarcações de Pesca Costeira Embarcações de maior dimensão, potência e autonomia do que as de pesca local. Permanecem mais tempo no mar (duas ou três semanas) pois têm melhores condições de conservação de pescado a bordo. Atuam normalmente para lá das 6 milhas da linha da costa.
Tipos de pesca em Portugal Assim, a frota nacional, de acordo com as áreas onde opera, classifica-se em: 3. Embarcações de Pesca ao Largo Embarcações de grande dimensão, potência e autonomia. Operam com diversas artes de pesca. Permanecem muito tempo no mar (semanas ou meses). Atuam normalmente para lá das 12 milhas da linha da costa.
A plataforma continental Correntes marítimas Salinidade Temperatura Unidades morfológicas dos oceanos
É do ponto de vista biológico, uma área muito rica, pois concentra uma grande diversidade e quantidade de espécies piscatórias. A riqueza da plataforma continental e a abundância do pescado resultam: 1. A plataforma continental Da elevada agitação das águas, o que as torna muito ricas em oxigénio. Da pouca profundidade, que facilita a penetração da luz solar. Da abundância de plâncton, resultante da condições favoráveis de luz e oxigénio. Da afluência de resíduos orgãnicos e inorgânicos transportados pelos rios. Da baixa salinidade resultante da grande agitação das águas e da receção das águas fluviais.
1. A plataforma continental Em Portugal... Em Portugal, a plataforma continental não é do ponto de vista biológico, muito rica, devido: À sua reduzida extensão, por isso limitada em termos de recursos biológicos, não havendo para além dela grande quantidade de bancos de pesca. À exploração intensa de espécies piscícolas.
As correntes marítimas são também um importante fator no desenvolvimento da vida marinha. As mesmas permitem uma constante oxigenação das águas e arrastam consigo elevadas quantidades de plâncton. À grande agitação e oxigenação das águas; À abundância de plâncton; 2. As correntes marítimas É nas áreas de contacto entre correntes quentes e frias que se concentra a maior quantidade e diversidade de espécies piscatórias, devido: À diferença de temperatura e de salinidade.
2. As correntes marítimas Correntes marítimas no Mundo
2. As correntes marítimas Em Portugal... A costa ocidental de Portugal Continental sofre a influência da corrente de Portugal que é pouco favorável à abundância de espécies piscícolas. Correntes marítimas ao largo da costa portuguesa
2. As correntes marítimas Em Portugal... A corrente de Portugal: É uma ramificação da Corrente Quente do Golfo do México, que se forma no golfo do México e é arrastada pelos ventos de oeste e sudoeste para nordeste em direção à Europa, onde chega ao norte da Escandinávia e ao Oceano Glacial Ártico. Tem uma direção norte-sul, prolongando-se até Cabo Verde (para sul de São Vicente, é conhecida como corrente das Canárias.
2. As correntes marítimas Em Portugal... Além das áreas de contacto entre correntes quentes e frias, as áreas onde ocorre o fenómeno de upwelling, são também importantes áreas em recursos piscícolas, como acontece ao longo da costa portuguesa, sobretudo no Verão. Upwelling Consiste na ascensão de águas profundas e frias que arrastam consigo uma elevada quantidade de nutrientes, o que favorece a abundância de determinadas espécies, como a sardinha ou o carapau.
3. A temperatura das águas A temperatura da água, na generalidade, diminui em profundidade, havendo águas mais quentes e águas mais frias. Saber a temperatura da água é importante para determinar as espécies existentes em determinadas zonas pesqueiras. Cada espécie tem características próprias relativamente à temperatura em que se melhor se desenvolve. Assim, existem: Espécies de águas frias como por exemplo a truta, o bacalhau ou a sardinha. Espécies de águas quentes como por exemplo a dourada ou o atum.