Sistemas de Nutrição 1 Nutrição nos Vegetais: 1.1 Introdução convém lembrar que os vegetais são considerados seres autótrofos por terem a capacidade de sintetizar o seu próprio alimento. Para isso, eles absorvem substâncias inorgânicas (água, sais minerais e gases) e graças ao mecanismo fotossintético, conseguem transformá las em substâncias orgânicas. 1.2 Elementos Essenciais à Nutrição Vegetal: 1.2.1 Introdução além das necessidades de luz, gás carbônico e água, que são os elementos fundamentais que as plantas retiram do ambiente, elas também recolhem do meio os elementos minerais indispensáveis para sua sobrevivência. Esses elementos ou sais minerais são absorvidos do solo através de suas raízes. 1.2.2 Elementos de que a Planta Necessita o método mais largamente empregado para estabelecer quais os elementos de que um vegetal necessita é cultivá lo em solução de cultura hidropônica. Neste tipo de cultura, as raízes das plantas, ao invés de crescerem no solo estão suspensas num grande frasco com água destilada à qual foram adicionados sais inorgânicos apropriados, contendo uma variedade de elementos. Se a omissão de um determinado elemento dos usados resulta em crescimento deficiente e caracterizando sintomas de doença, o elemento em questão pode ser considerado como essencial. Pelo método hidropônico, foi estabelecido, no final do século passado, que as plantas necessitam de vários elementos que podem ser divididos em dois grandes grupos: 1.2.2.1 Macronutrientes são os elementos que o vegetal absorve do solo em quantidades relativamente grandes. Os macronutrientes são: A Nitrogênio é o elemento mineral de que a planta necessita em maior quantidade, sendo obtido do solo sob a forma de íons nitrato (NO 13 ) e a amônia (NH +1 4). B Enxofre os vegetais obtêm o enxofre na forma de sulfato (SO 4). C Fósforo é obtido na forma de fosfato (H 2 PO 1 3, HPO 2 4 e PO 3 4). D Outros Elementos são absorvidos na forma de seus íons simples tais como, K +1, Ca +2, Mg +2, entre outros.
1.2.2.2 Micronutrientes são também essenciais para o crescimento do vegetal, porém em pequenas quantidades e por isso conhecidos como elementos traço. Os principais micronutrientes são, Ferro (Fe +2 e Fe +3 ), Manganês (Mn +2 ), Zinco (Zn +2 ), Cobre (Cu +2 ), Molibidênio (MoO 2 4), Cloro (Cl 1 ), Sódio (Na +1 ), Cobalto (Co) e Boro. Só este último existe sob a forma de borato (BO 1 3) e tetraborato (B 4 O 2 7). 1.2.3 Cultura Hidropônica do grego hidro = água; ponos = trabalho. É o crescimento de plantas sem terra, por imersão de suas raízes num meio aquoso, rico em substâncias nutritivas. Convém lembrar, que o solo não é o único meio essencial para a vida das plantas e por isso certas plantas como as aquáticas flutuantes, podem passar muito bem sem ele. As plantas terrestres podem também se manter adequadamente sem solo, submergidas em água rica em minerais. Conforme relato anterior, este tipo de procedimento é conhecido como cultivo hidropônico. Atualmente este tipo de cultura é empregado com certa freqüência na experimentação e comercialização de vegetais. Deve se ressaltar que o solo é o meio mais comum, mais barato e, portanto, o preferido. Além disso, possui a propriedade essencial de sustentar mecanicamente a planta, sem impedir o desenvolvimento do seu sistema radicular. 1.3 Absorção de Substância Pelos Vegetais: 1.3.1 Absorção de Água a absorção de água, através dos pêlos absorventes, parece ser um processo osmótico. A perda de água das folhas para o ambiente, fenômeno conhecido como transpiração, produz uma força suficiente para que igual quantidade de água seja arrastada do tecido lenhoso existente no caule. Esta força de sucção também provoca a retirada de água dos elementos do xilema (tecido lenhoso) que se localiza na raiz. Em vista disso, a força de aspiração diminui a pressão interna, fazendo com que a pressão da água contida nesses elementos seja menor que a pressão atmosférica. Por causa disto, é criada uma força de sucção suficiente para que a água através de mecanismo osmótico se desloque das células novas existentes nas raízes, para dentro do tecido lenhoso. Evidentemente, ao perder água, a célula diminui sua pressão de turgor e conseqüentemente aumenta a concentração no interior de seus vacúolos. Com hiperconcentração de substâncias vacuolares, estes começam a absorver a água existente no solo através de um gradiente de pressão ou mecanismo osmótico. Finalmente, um fluxo contínuo de água está se desenvolvendo por osmose para o interior dos pêlos absorventes através de cada célula viva, continuando este processo até que todo xilema seja atingido, formando uma coluna líquida única no seu interior.
1.3.2 Absorção de Minerais os sais minerais inorgânicos, entre os quais o nitrato de potássio (KNO 3 ), são dissolvidos na água do solo sob as formas iônicas descritas anteriormente. De uma maneira generalizada pode se afirmar que as forças responsáveis pela entrada dos íons no vegetal são exatamente as mesmas que provocam a entrada de água. Só que no caso dos íons, o gradiente é de potencial químico, também conhecido como gradiente de potencial eletroquímico. As plantas concentram os sais minerais retirados da água do solo, acumulando os em proporções diferentes daquelas encontradas no solo. Assim, os íons são selecionados e acumulados à medida que passa através das membranas celulares, que estão em contato com a água do solo. Este fenômeno é possível porque as membranas celulares, especialmente a plasmática, são seletivamente permeáveis e por isso deixam passar alguns tipos de íons mais facilmente que os outros. Realizando se estudos sobre a entrada de íons em tecidos de plantas vivas e em raízes isoladas, ficou evidenciado que elas retiram vigorosamente os íons minerais, mesmo quando nenhuma absorção de água esteja ocorrendo. Foi comprovado também que um determinado íon mineral é absorvido, mesmo quando a concentração deste íon dentro dos tecidos vegetais é maior (freqüentemente, muitas vezes maior) que no meio externo. Através dos conhecimentos atuais, sabe se que este mecanismo seria impossível por difusão, que é feita sempre na direção da concentração mais fraca, ou seja, a favor de um gradiente de concentração e por isso, sem gasto de energia. Por isso, a absorção de íons contra um gradiente de concentração, requer energia e efetua se através de um mecanismo conhecido como transporte ativo. Acredita se que o transporte ativo seja efetuado por moléculas semelhantes às enzimas, chamadas transportadoras, localizadas dentro ou sobre as membranas. Estes transportadores se combinam com um íon especificamente do lado externo da membrana, transportando o através dela e libertando o no lado interno, ou seja, no interior do citoplasma celular. Na célula, os transportadores podem estar localizados tanto na membrana plasmática como nos vacúolos, ou em ambos. Elas movimentam os íons minerais do meio externo para dentro dos vacúolos, acumulando os nos mesmos. Do interior dos vacúolos os íons não podem facilmente sair por transporte passivo, porque a membrana vacuolar é praticamente impermeável a muitos deles. 2 Nutrição nos Animais:
2.1 Introdução a evolução deixou profundas marcas no sistema de alimentação dos metazoários. Neste grupo de seres vivos, pode se encontrar desde um sistema bastante primitivo de alimentação, até o mais sofisticado tipo de aparelho digestivo. Assim, os espongiários possuem uma digestão intracelular, devido à ausência de sistema digestivo e no pólo oposto vamos encontrar os mamíferos, com um sistema alimentar altamente complexo, tornando se o mais evoluído de todos os seres vivos. 2.2 Evolução do Sistema Animal como já se falou, os espongiários os mais simples metazoários não apresentam sistema digestório. Os celenterados já apresentam um esboço desse sistema, porém incompleto, devido não apresentarem um orifício anal. Os platelmintos são semelhantes aos celenterados, porém os nematelmintos já apresentam um sistema digestivo completo. Subindo um pouco mais a escala zoológica, podem se encontrar moluscos e artrópodes com aparelho digestivo completo. Alguns equinodermos possuem sistema digestório completo, porém outros apresentam aquele sistema incompleto, devido à ausência do ânus. Num degrau da escala evolutiva ainda maior, existem os vertebrados com aparelho digestivo completo, variando conforme o grau de evolução de cada um deles. Assim, os peixes cartilaginosos possuem cloaca orifício externo comum aos aparelhos digestório, urinário e reprodutor e os peixes ósseos possuem orifício anal. Os anfíbios, além de apresentar um sistema digestivo completo, possuem ainda uma divisão do intestino em delgado e grosso, além de possuírem fígado e vesícula biliar. Os répteis, num grau de evolução ainda maior, apresentam um fígado bilobulado e uma cloaca formada por uma fenda transversa. Entretanto, o maior de todos os graus de complexidade é atingido pelas aves e mamíferos. Nelas, o aparelho digestório é completo, possuindo também glândulas anexas, porém apresentando ainda a cloaca. Os mamíferos (os mais completos de todos os metazoários) possuem além de um sistema digestivo completo, glândulas anexas, (salivares, pâncreas, fígado e vesícula biliar) e orifício de excreção anal. Nota este texto é, na realidade, uma breve introdução, por isso queremos esclarecer aos interessados no assunto, que para obter o texto na íntegra (total), basta solicitá-lo, que atenderemos todos os pedidos e enviaremos os mesmos pelos Correios e Telégrafos; portanto, entre em contato conosco através dos nossos telefones ou e-mail. À Direção. Maceió, Janeiro de 2.012
Autor: Mário Jorge Martins. Prof. Adjunto de Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL). Mestre em Parasitologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Médico da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).