Licenciatura em Ciências da Natureza Disciplina: Astronomia Professor: Sérgio Mittmann dos Santos Astronomia Afro Indígena Alunas: Letícia Zielinski Pricila Munhóz Sheyla Souza Victoria Einsfeld
Resumo A astronomia cultural dos africanos trazidos como escravos para o Brasil se misturou com a dos nativos do nosso país constituindo novas formas de saber, originado a Astronomia afro indígena. A observação do céu sempre esteve na base do conhecimento de todas as sociedades do passado, os africanos e os indígenas perceberam que os fenômenos celestes estavam relacionados com os da terra, em uma harmoniosa sincronicidade como os seus afazeres. Sincronicidade: é um conceito desenvolvido para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado.
Por que Astronomia Afro Indígena? Afro = povo africano Indígena= índios brasileiro BANTOS E SUDANESES + INDÍOS
Sudaneses Bantos
Conhecimentos e aplicações no cotidiano
O nascimento do Sol e da Lua O Sol e a Lua eram considerados do sexo masculino. Sol = Kamé ou rã Lua= Kamyerú ou Kysã
SOL LUA Domínio do dia dando o seu calor Domínio da noite dando o frescor Nascer: casa do verão e Por do sol casa do inverno Estrela Vespertina e a Matutina Posições que eram os pontos de retorno do astro Direção em que Direção em que para a direção do ponto cardeal Leste o Sol nasce o Sol desaparece = Leste = Oeste Calendário Solar Vênus = Mulher da Lua Sol lado norte = ventos e brisas Sol lado sul = chuvas Fases da Lua Época do plantio e da colheita Possibilita a vida na Terra
As duas mulheres da Lua
Estações do ano
Calendário Indígena
Determinação do meio dia
Constelações Para os afro indígenas a visualização das estrelas implicam em importantes épocas do ano. Épocas de extrema importância para a sobrevivência dos grupos como plantações, colheita, caça, pesca e marés.
Constelação Cruzeiro do Sul A posição da constelação do Cruzeiro do Sul determinava as estações do ano.
Constelação de Arapuca Representa a época de caça de certos animais e controle da estação agrícola.
Constelação Anta do Norte Na segunda quinzena de setembro a Anta do Norte surge ao lado Leste, indicando uma estação de transição entre frio e calor para o Sul do Brasil e entre seca e chuva para o Norte do Brasil.
Constelação do Homem Velho Na segunda quinzena de dezembro quando o Homem Velho surge totalmente ao anoitecer, no lado Leste, indica o inicio do verão para o Sul do Brasil e o inicio da estação chuvosa para o Norte do Brasil.
Constelação do Veado Na segunda quinzena de março, o Veado surge ao anoitecer, ao lado Leste, indicando a transação entre o calor e o frio para o Sul do Brasil e entre chuva e seca para o Norte do Brasil.
Constelação do Barco ou da Canoa Para a pesca do Guarijuba, os índios baseavam se nesta constelação, entre as fases da Lua minguante para nova nos meses de outubro e novembro.
Constelação da Ema Na segunda quinzena de junho, quando a Ema surge totalmente ao anoitecer, no lado Leste, indica o inicio do inverno para o Sul do Brasil e o inicio da estação da seca para o Norte do Brasil.
A Lua e as Marés Os Indígenas observavam atentamente os céus quando as águas dos mares e rios se agitavam, e chegaram a uma conclusão de que a Lua é a principal causadora das marés. Principal regente da vida marinha; Caça, plantio, corte de madeira;
Marés
Eclipse Lunar O eclipse Lunar representa a Lua sendo devorada pela onça. A cor avermelhada da Lua eclipsada é o seu próprio sangue que a oculta. A Lua só consegue ressurgir em toda a sua plenitude, como Lua cheia, porque o seu irmão mais velho, o Sol, a ressuscita.
Eclipse Solar O Eclipse Solar para os indígenas representam uma onça que tenta devorar o Sol.
Via Láctea A Via Láctea é um campo de estrelas visíveis no cinturão de nossa Galáxia, que ocupava uma importante posição mitológica para os povos antigos, que viam a Via Láctea como um lugar privilegiado para a morada dos seus Deuses. Para os egípcios representava o Nilo Celeste, para os tupi guarani Caminho da Anta. E muitas etnias africanas chamavam a Via Látea de Caminho das Estrelas, e dizem que organiza o céu fazendo com que o Sol retorne ao lado Leste ao amanhecer.
Via Láctea
Mitos Afro indígenas O Homem Velho Eclipse Lunar Eclipse Solar Mares As mulheres da Lua Via Láctea
Importância em ensinar Astronomia Afro Indígena O valor pedagógico em ensinar a importância da astronomia afro indígena para os alunos do ensino fundamental do Brasil, trata se do valor de uma ciência empírica baseada em elementos sensoriais, como a Via Láctea, e não elementos geométricos e abstratos, e também por fazer alusão a elementos da nossa natureza e história, promovendo a valorização dos saberes antigos e a valorização das diversidades culturais.
A comunidade científica conhece muito pouco da astronomia Afro Indígena e a relação que ela tem com o meio ambiente, um patrimônio cultural que pode ser perdido, pela globalização que tende a homogeneizar as culturas, perdendo a nuance da diversidade cultural. Esse risco ocorre pela falta de pesquisas e pela dificuldade em avaliar, validar e proteger esse registros históricos. Há mais interesse de outros países em preservar essa herança histórica do que do próprio país que a abriga.
LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro Brasileira e Indígena. Art. 26 A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental, ensino médio e ensino superior, públicos e privados, torna se obrigatório o estudo da história e cultura afrobrasileira e indígena. 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
Bibliografia http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=s 0009 67252012000400023&script=sci_arttext http://www.sbpcnet.org.br/livro/61ra/conferen cias/co_germanoafonso.pdf http://astronomia2anocpc.blogspot.com.br/20 10/05/astronomia afro indigena.html http://staff.on.br/maia/app2_hp/astronomia_a fro indigena.pdf
http://www.if.ufrgs.br/~mittmann/seminario_a stronomia.pdf http://www.if.ufrgs.br/~mittmann/02_astron OMIA_AFROINDIGENA.pdf http://www.mat.uc.pt/mpt2013/files/brasil_outr os_ga.pdf http://snea2011.vitis.uspnet.usp.br/sites/defa ult/files/snea2011_m3_mello.pdf