Relação Médico Paciente: Segurança e risco



Documentos relacionados
Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social

A p s e p c e t c os o s Ju J r u ídi d co c s o s n a n V n e t n ilaç a ã ç o ã o M ec e â c n â i n ca

EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA SANTA CASA DE SÃO JOAQUIM DA BARRA Delegacia Regional de Ribeirão Preto

FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO

ASSUNTO: Peculiaridades do transporte de pacientes pelo SAMU 192. RELATOR: Cons. Luiz Augusto Rogério Vasconcellos

Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo CREMESP

Novo Código de Ética Médica e a Saúde dos Trabalhadores: o que mudou?

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO PARANÁ

PARECER CREMEC Nº 07/ /02/2011

MINUTA DE RESOLUÇÃO CFM

RESOLUÇÃO CREMEC nº 44/ /10/2012

PARECER CREMEC N.º 06/ /03/2014

O Médico pode ser Assistente De Familiar? Dr. Antônio Pereira Filho Conselheiro do CREMESP

PROCESSO CONSULTA Nº 04/2014 PARECER CONSULTA Nº 19/2014

CONTRATADO(A) e, do outro lado o(a) Sr(a)., paciente (ou responsável legal do(a) menor ), portador(a) do RG nº, CPF nº, residente a,

Folha de informação rubricada sob nº. do processo nº. (a) P. CoBi nº.: 010/2004 Termo de Responsabilidade Internação Involuntária.

Conflitos na Urgência e Emergência. José Abelardo Garcia de Meneses PRESIDENTE

CONSULTA Nº /2012

PARECER TÉCNICO I ANÁLISE E FUNDAMENTAÇÃO:

CONSULTA FUNDAMENTAÇÃO. Quanto às obrigações do médico plantonista ou médico de guarda, o nosso Código de Ética Médica orienta que é vedado ao médico:

Internação Involuntária Dilema entre respeito à vida e à liberdade?

RESOLUÇÃO CFM N º 1.834/2008

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - CREMESC -

RESOLUÇÃO CFM nº 1598/2000 (Publicado no D.O.U, 18 de agosto de 2000, Seção I, p.63) (Modificada pela Resolução CFM nº 1952/2010)

CASO 1 NO CONSULTÓRIO

PROCESSO CONSULTA Nº 10/2014 PARECER CONSULTA Nº 04/2015

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

-VIA DA UNIMED- CONSENTIMENTO INFORMADO - OBRIGATORIAMENTE NECESSÁRIO PARA CIRURGIA DE VASECTOMIA.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FÍSICA MÉDICA CÓDIGO DE ÉTICA

PROCESSO-CONSULTA CFM Nº 4.728/08 PARECER CFM Nº 10/09 INTERESSADO:

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Juarez Sabino da Silva Junior Técnico de Segurança do Trabalho

EMENTA: Na falta da comunicação de

Programa de Educação Médica Continuada Delegacia de Ribeirão Preto: Município de São Joaquim da Barra 13/06/2013

PARECER CRM/MS N 11/2012 PROCESSO CONSULTA CRM-MS N 03 / 2012 ASSUNTO: Falta a plantão médico PARECERISTA: Conselheiro Faisal Augusto Alderete Esgaib

PRÓTESES PIP E RÓFIL DIREITO MÉDICO

Oxigenoterapia hiperbárica

PARECER COREN-SP 039 /2013 CT. PRCI n Tickets nºs , , , , e

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ODONTÓLOGO

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 016/2012 CT PRCI n /2012 e Ticket n e

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Resolução nº 1488/98 do Conselho Federal de Medicina

Médicos Peritos e Médicos do Trabalho tem dificuldade para se entenderem. Como fazer para resolver o problema?

PROCESSO-CONSULTA CFM 55/12 PARECER CFM 39/12 INTERESSADOS:

PARECER CREMEC N.º 22/ /08/2012

PORTARIA CRN-3 nº 0112/2000

ANEXO I DO OBJETO. 3) Os profissionais contratados deverão providenciar o cadastramento junto ao corpo clínico da CONTRATANTE, como membros efetivos;

PARECER CREMEC Nº 26/ /09/2010

Programa de Educação Médica Continuada ATESTADO MÉDICO. Dr. Osvaldo M. Takayanagui Delegado CREMESP

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE MATO GROSSO

A.COUTO & SOUZA ADVOGADOS ASSOCIADOS ALEX SOUZA

Transporte inter-hospitalar de pacientes - Resolução: 1672 de 2003 *****

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO DISTRITO FEDERAL

PERÍCIA CONTÁBIL. Paulo Cordeiro de Mello. Economista e Contador Perito Judicial Professor Universitário

PROCESSO CONSULTA Nº 31/2013 PARECER CONSULTA Nº 7/2014

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

1. CADASTRO 2. AGENDAMENTOS:

PARECER CREMEC N.º 07/ /03/2014

EMENTA: Auditoria Hospitalar Relação Contratual entre Hospitais e Operadoras de Saúde CONSULTA

PARECER CREMEC N.º 05/ /02/2014

Observa-se que nas três primeiras questões (n 91, 92 e 93), a ênfase do examinador recaiu nas seguintes Resoluções:

CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA

Maria de Fátima Freire de Sá Diogo Luna Moureira

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Conselho Federal de Medicina Veterinária

Serviço Público Federal Conselho Regional de Farmácia do Estado de Santa Catarina - CRF/SC

Treinamento em Clínica Médica do Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas de Gastroenterologia e Outras Especialidades (IBEPEGE)

RESOLUÇÃO Nº 031/2009 CONSUNI (Alterado pela Resolução 006/2014 CONSUNI)

CONTRATO PARA REALIZAÇÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 15, DE 30 Setembro DE 2009.

ResoluçãodaANVISARDCNº38,de 12 de agosto de 2013: Aprova o regulamento para os programas de. fornecimento de medicamento pósestudo.

Transcrição:

Relação Médico Paciente: Segurança e risco Tão importante quanto conhecer a doença que o homem tem, é conhecer o homem que tem a doença. (Osler) Conselheiro Fábio Augusto de Castro Guerra Vice-Presidente CRMMG

Relação médico-paciente: segurança e risco A visão do CRMMG : Relação médico paciente e segurança assistencial = Código de Ética Médica. Capítulo V Relação com pacientes e Familiares 12 artigos.

Relação médico-paciente: segurança e risco Alguns estudos apontam que 80% dos processos contra médicos tiveram sua origem em questões relacionadas à má relação médico-paciente. devidos a atitudes do médico. por falhas de comunicação. por problemas entre os médicos assistentes. devido a expectativa irreal do paciente.

Relação médico-paciente: segurança e risco O fato de não ter havido erro médico não exclui a possibilidade da paciente mover ação contra o médico. Por vezes a insatisfação do paciente com o profissional é o gatilho de uma demanda jurídica ou administrativa. Um grande equívoco do profissional é avaliar que jamais estará sujeito a infortúnios e que nunca estará sujeito a uma ação administrativa, civil ou penal.

Relação médico-paciente Situações que podem prejudicar a boa relação médico - paciente Desrespeito ao paciente ou familiares; Não elaboração de relatórios solicitados; Não aceitação de exames, laudos anteriores; Desvalorização da opinião da paciente; Pressa ou falta de atenção no atendimento; Comentários inadequados durante a consulta.

Relação médico-paciente: segurança e risco Informar inadequadamente sobre a doença, usar jargões médicos; Pouco envolvimento com o paciente; Indisponibilidade; Não conseguir entender as expectativas da paciente; Expectativa irreal da paciente; Quebra do sigilo profissional; Ausência de acompanhante durante exame Ex: ginecológico, crianças e adolescentes; Discriminação racial, social ou religiosa.

Código de Ética Médica Princípios Fundamentais I - A Medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza. II - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. III - Para exercer a Medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa.

Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Código de Ética Médica Art. 31. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte. Art. 32. Deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente.

Código de Ética Médica Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Art. 33. Deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em casos de urgência ou emergência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo.

Código de Ética Médica Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Art. 34. Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu representante legal.

Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Código de Ética Médica Art. 36. Abandonar paciente sob seus cuidados. 1º Ocorrendo fatos que, a seu critério, prejudiquem o bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho profissional, o médico tem o direito de renunciar ao atendimento, desde que comunique previamente ao paciente ou a seu representante legal, assegurando-se da continuidade dos cuidados e fornecendo todas as informações necessárias ao médico que lhe suceder.

Código de Ética Médica 2º Salvo por motivo justo, comunicado ao paciente ou aos seus familiares, o médico não abandonará o paciente por ser este portador de moléstia crônica ou incurável e continuará a assisti-lo ainda que para cuidados paliativos.

Relação com pacientes e familiares É vedado ao médico: Código de Ética Médica Art. 37. Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente após cessar o impedimento. Parágrafo único. O atendimento médico a distância, nos moldes da telemedicina ou de outro método, dar-se-á sob regulamentação do Conselho Federal de Medicina.

Relação médico-paciente Relação de confiança transparência Elaboração adequada de prontuário; Art.87 Deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente. 1º O prontuário deve conter os dados clínicos necessários para a boa condução do caso, sendo preenchido, em cada avaliação, em ordem cronológica com data, hora, assinatura e número de registro no CRM 2º O prontuário estará sob a guarda do médico ou da instituição que assiste o paciente Termo de consentimento esclarecido; Sigilo; Respeito ao direito de livre escolha; Compromisso;

Obrigado! Conselheiro Fábio Augusto de Castro Guerra Vice-Presidente CRMMG