CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA
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- Laís Gameiro de Sousa
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1 CÓDIGO PENAL Artigo 154. Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena detenção, de 3 meses a 1 ano, ou multa.
2 CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA Artigo 11. O médico deve manter sigilo quanto às informações confidenciais de que tiver conhecimento no desempenho de suas funções. O mesmo se aplica ao trabalho em empresas, exceto nos casos em que seu silêncio prejudique ou ponha em risco a saúde do trabalhador ou da comunidade.
3 CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA É VEDADO AO MÉDICO Art Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta ao mesmo possa provocarlhe dano, devendo, nesse caso, a comunicação ser feita ao seu responsável legal.
4 CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA É VEDADO AO MÉDICO Art Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por justa causa, dever legal ou autorização expressa do paciente.
5 CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA Art Parágrafo único: Permanece essa proibição: a) Mesmo que o fato seja de conhecimento público ou que o paciente tenha falecido. b) Quando do depoimento como testemunha. Nesta hipótese, deve o médico comparecer perante a autoridade e declarar seu impedimento.
6 CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA Autorização expressa do Paciente Dever legal Estatuto da criança e do adolescente Doenças de notificação compulsória O Atestado de óbito Justa causa SIDA
7 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - Lei 8.069/90 Art. 13 Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais.
8 CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA É VEDADO AO MÉDICO Art Revelar segredo profissional referente a paciente menor de idade, inclusive a seus pais ou responsáveis legais, desde que o menor tenha capacidade de avaliar seu problema e de conduzir-se por seus próprios meios para solucioná-lo, salvo quando a não revelação possa acarretar danos ao paciente.
9 CÓDIGO PENAL Artigo 302. Dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado falso: Pena detenção, de 1 mês a 1 ano.
10 ATESTADOS MÉDICOS Atestar o que é verificado. Não atestar sem examinar. O Atestado é parte integrante do ato ou tratamento médico e um direito do paciente. Antes de atestar, exigir prova de identidade do paciente ou responsável.
11 ATESTADOS MÉDICOS Ao fornecer atestado, registrar no prontuário os dados dos exames e tratamentos realizados. Diagnóstico no Atestado: com a concordância expressa no atestado, do paciente ou seu representante legal. Atestado Médico e CID.
12 ATESTADOS MÉDICOS O Atestado Médico goza da presunção de veracidade. Não atestar para angariar clientela. Não atestar na clínica privada usando formulários do serviço público.
13 ATESTADOS MÉDICOS Atestado com efeito retroativo. Atestar para familiares. Atestar para si próprio. Cortar dias de um Atestado. Declaração para acompanhante do paciente.
14 ATESTADOS MÉDICOS Atestado de paciente menor ou interdito: o diagnóstico é colocado se autorizado pelo paciente ou responsável. Anotar a identidade do representante legal. Atestado de paciente atendido em casa: fazer ficha clínica. Atestado para faltar a uma audiência.
15 ATESTADO DE ÓBITO Atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência médica. Não atestar óbito sem fazer o exame do cadáver. Morte sem assistência médica. Morte em domicílio.
16 ATESTADO DE ÓBITO Res. CFM 1779/2005 1) Morte Natural I) Morte sem assistência médica: a) Nas localidades com Serviço de Verificação de Óbitos S.V.O. A declaração de óbito deverá ser fornecida pelos médicos do S.V.O. b) Nas localidade sem S.V.O. A declaração de óbito deverá ser fornecida pelos médicos do serviço público de saúde mais próximo do local onde ocorreu o evento; na sua ausência, por qualquer médico da localidade.
17 ATESTADO DE ÓBITO Res. CFM 1779/2005 1) Morte Natural II) Morte com assistência médica: a) A declaração de óbito deverá ser fornecida, sempre que possível, pelo medico que vinha prestando assistência ao paciente. b) A declaração de óbito do paciente internado sob regime hospitalar deverá ser fornecida pelo médico assistente e, na sua falta, por médico substituto pertencente à instituição.
18 ATESTADO DE ÓBITO Res. CFM 1779/2005 1) Morte Natural II) Morte com assistência médica: c) A declaração de óbito do paciente em tratamento sob regime ambulatorial deverá ser fornecida por médico designado pela instituição que prestava assistência, ou pelo S.V.O. d) A Declaração de Óbito do paciente em tratamento sob regime domiciliar (Programa Saúde da Família, internação domiciliar e outros) deverá ser fornecida pelo médico pertencente ao programa ao qual o paciente estava cadastrado, ou pelo SVO, caso o médico não consiga correlacionar o óbito com o quadro clínico concernente ao acompanhamento do paciente.
19 ATESTADO DE ÓBITO Res. CFM 1779/2005 2) Morte Fetal Em caso de morte fetal os médicos que prestaram assistência à mãe ficam obrigados a fornecer a declaração de óbito, quando a gestação tiver duração igual ou superior a 20 semanas ou o feto tiver peso corporal igual ou superior a 500 (quinhentos) gramas e/ou estatura igual ou superior a 25 cm.
20 ATESTADO DE ÓBITO Morte Violenta (IML ou MÉDICO PERITO) Homicídio Suicídio Queda Afogamento Atropelamento Choque elétrico Envenenamento
21 ATESTADO DE ÓBITO O paciente chegou morrendo, ou morto, ao hospital. Atestado de óbito de pessoa de identidade desconhecida. Atestado de membro amputado? Atestado de óbito quando já houve o sepultamento.
22 ATESTADO DE ÓBITO Lei 6.015, de 31/12/73 Artigo 77: Nenhum sepultamento será feito sem certidão, do oficial de registro do lugar do falecimento, extraída após a lavratura do assento de óbito, em vista do atestado de médico, se houver no lugar, ou, em caso contrário, de duas pessoas qualificadas que tiverem presenciado ou verificado a morte.
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