As Funções dos Três Poderes

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5) (ESTRATÉGIA/CLDF/2017) Os Deputados Distritais serão submetidos a julgamento perante o STJ.

Lista dos dados a registar e armazenar em formato eletrónico no âmbito do sistema de monitorização (a que se refere o artigo 24.o)

Transcrição:

As Funções ds Três Pderes 1 - PREÂMBULO DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Emendas Cnstitucinais Emendas Cnstitucinais de Revisã ÍNDICE TEMÁTICO At das Dispsições Cnstitucinais Transitórias Ats decrrentes d dispst n 3º d art. 5º Text cmpilad PREÂMBULO Nós, representantes d pv brasileir, reunids em Assembléia Nacinal Cnstituinte para instituir um Estad Demcrátic, destinad a assegurar exercíci ds direits sciais e individuais, a liberdade, a segurança, bem-estar, desenvlviment, a igualdade e a justiça cm valres suprems de uma sciedade fraterna, pluralista e sem precnceits, fundada na harmnia scial e cmprmetida, na rdem interna e internacinal, cm a sluçã pacífica das cntrvérsias, prmulgams, sb a prteçã de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. TÍTULO I Ds Princípis Fundamentais Art. 1º A República Federativa d Brasil, frmada pela uniã indisslúvel ds Estads e Municípis e d Distrit Federal, cnstitui-se em Estad Demcrátic de Direit e tem cm fundaments: I - a sberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessa humana; IV - s valres sciais d trabalh e da livre iniciativa; V - pluralism plític. Parágraf únic. Td pder emana d pv, que exerce pr mei de representantes eleits u diretamente, ns terms desta Cnstituiçã. Art. 2º Sã Pderes da Uniã, independentes e harmônics entre si, Legislativ, Executiv e Judiciári.

Art. 3º Cnstituem bjetivs fundamentais da República Federativa d Brasil: I - cnstruir uma sciedade livre, justa e slidária; II - garantir desenvlviment nacinal; III - erradicar a pbreza e a marginalizaçã e reduzir as desigualdades sciais e reginais; IV - prmver bem de tds, sem precnceits de rigem, raça, sex, cr, idade e quaisquer utras frmas de discriminaçã. Art. 4º A República Federativa d Brasil rege-se nas suas relações internacinais pels seguintes princípis: I - independência nacinal; II - prevalência ds direits humans; III - autdeterminaçã ds pvs; IV - nã-intervençã; V - igualdade entre s Estads; VI - defesa da paz; VII - sluçã pacífica ds cnflits; VIII - repúdi a terrrism e a racism; IX - cperaçã entre s pvs para prgress da humanidade; X - cncessã de asil plític. Parágraf únic. A República Federativa d Brasil buscará a integraçã ecnômica, plítica, scial e cultural ds pvs da América Latina, visand à frmaçã de uma cmunidade latin-americana de nações. (Fnte: http://www.planalt.gv.br/ccivil_03/cnstituica/cnstituica.htm, acess em 13/07/2013) 2 - DAS ATRIBUIÇÕES DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Atribuições presidenciais A Presidência da República pde ser cupada apenas brasileirs nats, cm idade mínima de 35 ans, filiads a partids plítics e em dia cm suas brigações eleitrais. Para assumir carg, candidat precisa ser esclhid demcraticamente pr mei de eleições diretas, btend mairia absluta ds vts. O mandat de Presidente da

República tem duraçã de quatr ans, send permitida reeleiçã cnsecutiva uma única vez. Em cas de viagem u impssibilidade de exercer carg, primeir na linha sucessória a cupar carg de Presidente é vice-presidente. Em seguida vêm presidente da Câmara ds Deputads, d Senad Federal e presidente d Suprem Tribunal Federal, seguid pels demais dez ministrs da crte. O Presidente é chefe máxim d Pder Executiv Federal, send auxiliad pels Ministrs de Estad, nmeads pr ele. A tmar psse, Presidente se cmprmete a manter, defender e cumprir a Cnstituiçã Federal; bservar as leis, prmver bem geral d pv brasileir, sustentar a Uniã, a integridade e a independência d País. Também sã atribuições d Presidente cmandar as Frças Armadas e nmear s Cmandantes da Aernáutica, Exércit e Marinha; cnvcar e presidir Cnselh da República e Cnselh de Defesa Nacinal; nmear s Ministrs d Suprem Tribunal Federal e ds Tribunais Superires, Prcuradr-Geral da República, presidente e diretres d Banc Central, após aprvaçã pel Senad Federal; nmear s Ministrs d Tribunal de Cntas da Uniã e Advgad-Geral da Uniã; além de extinguir funções. Embra Pder Executiv sancine leis elabradas pel Pder Legislativ, Presidente pde iniciar prcess legislativ. A Cnstituiçã permite que ele adte medidas prvisórias em cas de relevância e urgência, prpnha emendas à Cnstituiçã, prjets de leis cmplementares e rdináris u, ainda, leis delegadas (em que Cngress autriza Presidente a legislar). Ele pssui ainda direit de rejeitar u sancinar matérias aprvadas n Cngress, expedir decrets e vetar prjets de lei. A Presidente da República também sã atribuíds deveres cm decretar intervençã federal ns Estads, estad de defesa e de síti; declarar guerra em cas de agressã estrangeira u celebrar a paz, desde que autrizads pel Cngress Nacinal; manter relações cm Estads estrangeirs e acreditar seus representantes diplmátics; celebrar tratads, cnvenções e ats internacinais, sujeits a referend d Cngress. Ainda cmpete a carg a cncessã de indult e a substituiçã (cmutaçã) de penas mais graves pr utras mais brandas. O Presidente da República precisa submeter planejament, gasts e previsões rçamentárias a Cngress. Na mensagem e plan de Gvern, enviads pr casiã da abertura da sessã legislativa, é expsta a situaçã d País e sã indicadas prvidências a serem tmadas. O Presidente deve apresentar ainda plan plurianual, cm prgramas priritáris pr um períd de quatr ans; prjet de lei de diretrizes rçamentárias e as prpstas de rçament. Além diss, precisa prestar cntas anualmente. (Fntes: Cnstituiçã Federal - Prtal Planalt - http://www.brasil.gv.br/sbre/brasil/presidencia-da-republica/atribuices-presidenciais-1) 3 - ATRIBUIÇÕES DO VICE-PRESIDENTE 10/07/2011 às 18h20

A Cnstituiçã Federal define cm atribuições d vice-presidente da República a substituiçã d presidente, n cas de impediment u ns cass em que carg se trne vag. Deve, também, auxiliar presidente, sempre que pr ele cnvcad para missões especiais. Para ser vice-presidente é necessári ser brasileir nat e ter idade mínima de 35 ans. Sua eleiçã se realiza simultaneamente cm a d presidente, e ambs tmam psse em sessã d Cngress Nacinal, prestand cmprmiss de manter, defender e cumprir a Cnstituiçã, bservar as leis, prmver bem geral d pv brasileir, sustentar a Uniã, a integridade e a independência d Brasil. Além das atribuições cnstitucinais, vice-presidente Michel Temer também acumula a presidência, pel lad brasileir, de dis fóruns de discussões internacinais cm s gverns da China e da Rússia: a Cmissã Sin-Brasileira de Alt Nível de Cperaçã e Cncertaçã (COSBAN) e a Cmissã de Alt Nível de Cperaçã Brasil-Rússia (CAN). A presidenta Dilma Russeff incumbiu ainda vice-presidente Michel Temer de crdenar Plan Estratégic de Frnteiras, lançad n mês de junh de 2011. (Fnte: http://www2.planalt.gv.br/vicepresidente/acessainfrmaca/institucinal/cmpetencias/atribuices-d-vice-presidente, acess em 13/07/2013) 4- DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES NO BRASIL Organizaçã ds Pderes 1. Intrduçã: A separaçã ds pderes fi esbçada pela primeira vez pr Aristóteles em sua bra Plítica. O pensadr já descrevia a existência de três funções distintas, mas exercidas pr uma única pessa. Os pensadres d iluminism, tais cm Jhn Lcke e Mntesquieu, incmdads cm impediment d desenvlviment ecnômic e cm a cncentraçã das funções nas mãs d Estad, cmeçaram a pensar em um Estad diferente. Jhn Lcke psterirmente detalhu a tripartiçã ds pderes n Segund Tratad d gvern civil, mas a teria fi mesm cnsagrada na bra de Mntesquieu. O espírit das leis. Mntesquieu invu, afirmand que as funções estatais seriam repartidas a pderes autônms e independentes, mas harmônics entre si. A cada órgã caberia uma funçã típica, inerente a sua natureza, assim a Legislativ fazer leis, a Judiciári punir e a Executiv executar leis. Mais tarde, recnheceu-se que existiam utras funções além daquelas funções para as quais s pderes fram criads e que só cm estas s pderes ganhariam independência. Funções típicas, primárias, Pder Legislativ Pder Judiciári Pder Executiv Legislar e Fiscalizaçã Administrar Julgar cntábil, financeira, rçamentária e

próprias u rdinárias. patrimnial d Executiv. Funções Administrar. Ex: atípicas, secundárias, impróprias u extrardinárias. cnceder férias, licenças as seus servidres. Julgar. Ex: Cabe a Senad julgar Presidente ns crimes de respnsabilidade. Administrar. Ex: rganizaçã de suas secretarias; cnceder licenças e férias as magistrads e serventuáris. Legislar. Ex: elabraçã d regiment intern. Julgar. Ex: Tribunal de Impsts e Taxas. Legislar. Ex: Medida Prvisória. Mesm n exercíci de funções atípicas, nã há vilaçã a princípi da separaçã ds pderes, prque tal cmpetência fi cnstitucinalmente assegurada pel pder cnstituinte riginári. Pderes da Uniã: Sã Pderes da Uniã, independentes e harmônics entre si, legislativ, Executiv e Judiciári (art. 2º da CF). Pder Legislativ 1. Estrutura d Pder Legislativ: - Legislativ federal: Tem uma estrutura bicameral. (bicameralism federativ). O Pder Legislativ é exercid pel Cngress Nacinal, que é frmad pela Câmara ds Deputads e pel Senad Federal (art. 44 da CF). - Legislativ estadual: Tem uma estrutura unicameral (unicameralism). O Pder legislativ é exercid pela Assembléia Legislativa, que é cmpsta pels Deputads Estaduais. - Legislativ distrital: Tem uma estrutura unicameral (unicameralism). O Pder legislativ é exercid pela Câmara Legislativa, cmpsta pels Deputads Distritais. - Legislativ municipal: Tem uma estrutura unicameral (unicameralism). O Pder legislativ é exercid pela Câmara ds Vereadres, que é cmpsta pels Vereadres. A lei disprá sbre eleições para a Câmara territrial e sua cmpetência deliberativa (art. 33, 3º da CF). 2. Representantes:

- Deputads Federais: Sã representantes d pv. - Senadres: Sã representantes ds Estads-membrs e d Distrit Federal. - Deputads Estaduais: Sã representantes d pv d Estad. - Deputads Distritais: Sã representantes d pv d Distrit Federal. - Vereadres: Sã representantes d pv d Municípi. 3. Sistema eleitral: - Deputads Federais: Elegem-se pel sistema prprcinal, assim as cadeiras se distribuem na prprçã ds vts btids pel Partid (art. 45 da CF). Depende d númer de vts que a legenda btiver. - Senadres: Elegem-se pel sistema majritári, assim Senadr que bter mair númer de vts será eleit (art. 46 da CF). - Deputads Estaduais: Elegem-se pel sistema prprcinal. - Deputads Distritais: Elegem-se pel sistema prprcinal. - Vereadres: Elegem-se pel sistema prprcinal. 4. Númer: - Deputads Federais: O númer de Deputads será estabelecid em lei cmplementar prprcinalmente à ppulaçã, nã pdend nenhuma unidade da Federaçã ter númer inferir a 8 e nem superir a 70 Deputads (art. 45, 1º da CF). Cnfrme a Lei cmplementar 78/93, númer de Deputads nã ultrapassará a 513 Deputads. A regra que fixa númer de Deputads cnsta da Cnstituiçã material. O critéri prprcinal à ppulaçã leva em cnsideraçã inclusive quem nã é nacinal. Seria mais lógic se fsse prprcinal a númer de eleitres. A regra que estabelece mínim de 8 e máxim de 70 quebra aspect aritmétic da prprcinalidade. Tal regra fi bjet de açã de incnstitucinalidade, mas prcess fi extint sem julgament d mérit, pis nã há nrmas incnstitucinais decrrentes de pder cnstituinte riginári (pedid juridicamente impssível). - Senadres: O númer de Senadres esta fixad na Cnstituiçã Federal, send 3 em cada Estad u Distrit Federal (art. 46, 1º da CF).

Tend em vista que Brasil cmpõe-se de 26 Estads e 1 Distrit Federal, há 81 Senadres. A regra que fixa númer de Senadres cnsta da Cnstituiçã Frmal. A hegemnia ds Estads mais ppulss na Câmara ds Deputads é neutralizada n Senad, vist que a representaçã nesta casa é igualitária u paritária (3 Senadres pr estad). - Deputads Estaduais (art. 27 da CF): O númer de Deputads estaduais crrespnderá a tripl da representaçã d Estad na Câmara ds Deputads e, atingid númer de 36, será acrescid de tants quants frem s Deputads Federais acima de 12. - Deputads Distritais: Vale a mesma regra ds Estads (art. 32, 3º da CF). - Vereadres: O númer de vereadres será prprcinal à ppulaçã d Municípi, bservads s seguintes limites (art. 29, IV da CF): Mínim de 9 e máxim de 21 ns Municípis de até 1 milhã de habitantes (art. 29, IV, a da CF) Mínim de 33 e máxim de 41 ns Municípis de mais de 1 milhã e mens de 5 milhões de habitantes (art. 29, IV, b da CF) Mínim de 42 e máxim de 55 ns Municípis de mais de 5 milhões de habitantes (art. 29, IV, c da CF). Cada territóri elegerá quatr Deputads (art. 45, 2º da CF). 5. Mandat: - Deputads Federais: Têm mandat de quatr ans. Tend em vista que uma legislatura tem a duraçã de 4 ans, uma sessã legislativa de 1 an e um períd de 6 meses, Deputad é eleit para uma legislatura que cmpreende 4 sessões legislativas e 8 períds (art. 44, parágraf únic da CF). - Senadres: Têm mandat de 8 ans. O Senadr é eleit para 2 legislaturas, 8 sessões legislativas e 16 períds (art. 46, 1º da CF). A representaçã de cada Estad e Distrit Federal será renvada de 4 em 4 ans, alternadamente, pr 1 e 2/3 (art. 46, 2º da CF). Na criaçã de nvs Estads, 3º clcad recebe mandat para 4 ans e s 2 primeirs para 8 ans, dand-se assim a alternância. O Senadr é eleit cm 2 suplentes, que assumirã seu lugar n cas de afastament (art. 46, 3º da CF).

- Deputads Estaduais: Têm mandat de 4 ans (art. 27, 1º da CF). - Deputads Distritais: Vale a mesma regra ds Estads (art. 32, 3º da CF). - Vereadres: Têm mandat de 4 ans 6. Cndições de elegibilidade: - Nacinalidade brasileira (art. 14, 3º, I da CF). - Plen exercíci ds direits plítics (art. 14, 3º, II da CF). - Alistament eleitral (art. 14, 3º, III da CF). - Dmicíli eleitral na circunscriçã (art. 14, 3º, IV da CF). - Filiaçã partidária (art. 14, 3º, V da CF). - Idade mínima (art. 14, 3º, VI da CF): Deputad Federal: 21 ans (art. 14, 3º, VI, c da CF). Senadr: 35 ans (art. 14, 3º, VII, a da CF). Deputad Estadual: 21 ans (art. 14, 3º, VI, c da CF). Deputad Distrital: 21 ans (art. 14, 3º, VI, c da CF). Vereadr: 18 ans (art. 14, 3º, VI, d da CF). Sã privativs de brasileir nat s cargs: II Presidente da Câmara ds Deputads; III Presidente d Senad Federal (art. 12, 3º da CF). 7. Subsídis: A remuneraçã e subsídi ds cupantes de cargs, funções e empregs públics da administraçã direta, autárquica e fundacinal, ds membrs de qualquer ds Pderes da Uniã, ds Estads e d Distrit Federal e ds Municípis, ds detentres de mandat eletiv e ds demais agentes plítics e s prvents, pensões u utra espécie remuneratória, percebids cumulativamente u nã, incluídas as vantagens pessais u de qualquer utra natureza, nã pderã exceder subsídi mensal, em espécie ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal, aplicand-se cm limite, ns Municípis, subsídi d Prefeit, e ns Estads e n Distrit Federal, subsídi mensal d Gvernadr n âmbit d Pder Executiv, subsídi ds Deputads Estaduais e Distritais n âmbit d Pder Legislativ e subsídi ds Desembargadres de Justiça, limitad a nventa inteirs e vinte e cinc centésims pr cent d subsídi mensal em espécie, ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal, n âmbit d Pder Judiciári, aplicável este limite as membrs d Ministéri Públic, as Prcuradres e as defensres Públics (art. 37, XI da CF).

A Fixaçã d subsídi ds Ministrs d Suprem Tribunal federal é feita pr lei rdinária e iniciativa d Presidente d Suprem Tribunal Federal, ns terms d 48, XV e 96, II, b da CF. O membr de Pder, detentr de mandat eletiv, s Ministrs de Estad e s Secretáris Estaduais e Municipais serã remunerads exclusivamente pr subsídi fixad em parcela única, vedad acréscim de qualquer gratificaçã, adicinal, abn, prêmi, verba de representaçã u utra espécie remuneratória, bedecid, em qualquer cas, dispst n art. 37, X e XI (art. 39, 4º da CF). - Deputads Federais e Senadres: Sã fixads pel Cngress Nacinal (art. 49, VII da CF). Serã idêntics s subsídis. - Deputads Estaduais: Sã fixads pr lei de iniciativa da Assembléia Legislativa, na razã de; n máxim, 75% daquele estabelecid, em espécie para s Deputads Federais, bservad que dispõem s arts. 39, 4º, 57, 7º, 150, II, 153, III e 153, 2º (art. 27, 2º da CF). - Deputads Distritais: vale a mesma regra ds Estads (art. 32, 3º da CF). - Vereadres: Será fixad pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a subseqüente, bservad que dispõe esta Cnstituiçã, bservads s critéris estabelecids na respectiva Lei rgânica e s seguintes limites máxims (art. 29, VI da CF): Em Municípis de até 10.000 habitantes: subsídi máxim ds vereadres crrespnderá a 20% d subsídi ds Deputads Estaduais (art. 29, VI, a da CF). Em Municípis de até 10.001 a 50.000 habitantes: subsídi máxim ds vereadres crrespnderá a 30% d subsídi ds Deputads Estaduais (art. 29, VI, b da CF). Em Municípis de até 50.001 a 100.000 habitantes: subsídi máxim ds vereadres crrespnderá a 40% d subsídi ds Deputads Estaduais (art. 29, VI, c da CF). Em Municípis de até 100.001 a 300.000 habitantes: subsídi máxim ds vereadres crrespnderá a 50% d subsídi ds Deputads Estaduais (art. 29, VI, d da CF). Em Municípis de até 300.001 a 500.000 habitantes: subsídi máxim ds vereadres crrespnderá a 60% d subsídi ds Deputads Estaduais (art. 29, VI, e da CF). Em Municípis de mais de 500.000 habitantes: subsídi máxim ds vereadres crrespnderá a 75% d subsídi ds Deputads Estaduais (art. 29, VI, f da CF). O ttal da despesa cm a remuneraçã ds Vereadres nã pderá ultrapassar mntante de 5% da receita d Municípi (art. 29, VII da CF). A Câmara Municipal nã gastará mais de 70% de sua receita cm flha de pagament, incluíd gast cm subsídi de seus vereadres (art. 29-A, 1º

da CF). Se Presidente da Câmara Municipal nã respeitar tal limite, cmeterá crime de respnsabilidade (art. 29-A, 3º da CF). Cmpetência federal 1. Cmpetências: - Cmpetência d Cngress Nacinal: Cm sançã presidencial. Sem sançã presidencial: - Cmpetência da Câmara ds Deputads. - Cmpetência d Senad Federal. 1.1. Cmpetência d Cngress Nacinal: - Cabe a Cngress Nacinal, cm a sançã d Presidente da República, dispr sbre (art. 48 da CF): Sistema tributári, arrecadaçã e distribuiçã de rendas (art. 48, I da CF). Plan plurianual, diretrizes rçamentárias, rçament anual, perações de crédit, divida pública e emissões de curs frçad (art. 48, II da CF). Fixaçã e mdificaçã d efetiv das Frças Armadas (art. 48, III da CF). Plans e prgramas nacinais, reginais e setriais de desenvlviment (art. 48, IV da CF). Limites d territóri nacinal, espaç aére e marítim e bens d dmíni da Uniã (art. 48, V da CF). Incrpraçã, subdivisã u desmembrament de áreas de Territóris u Estads, uvidas as respectivas Assembléias Legislativas (art. 48, VI da CF). Transferência temprária da sede d Gvern Federal (art. 48, VII da CF). Cncessã de Anistia (art. 48, VIII da CF). Organizaçã administrativa, judiciária, d Ministéri Públic e da Defensria Pública da Uniã e ds Territóris e rganizaçã judiciária, d Ministéri Públic e da Defensria Pública d Distrit Federal (art. 48, IX da CF). Criaçã, transfrmaçã e extinçã de cargs, empregs e funções públicas, bservad art. 84, VI, b (art. 48, X da CF). A extinçã de funções u cargs públics, quand vags, cabe privativamente a Presidente da República (art. 84, VI, b da CF).

Criaçã e extinçã de Ministéris e órgãs da administraçã pública (art. 48, XI da CF). Telecmunicações e radidifusã (art. 48, XII da CF). Matéria financeira, cambial e mnetária, instituições financeiras e suas perações (art. 48, XIII da CF). Meda, seus limites de emissã e mntante da dívida mbiliária federal (art. 48, XIV da CF). Fixaçã d subsídi ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal, bservad que dispõe s arts. 39, 4º, 150, II; 153 III e 153, 2º, I. (art. 48, XV da CF): A fixaçã d subsídi ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal será feita pr lei rdinária, de iniciativa d Presidente d Suprem Tribunal Federal. - Cabe a Cngress Nacinal exclusivamente (art. 49 da CF): Reslver definitivamente sbre tratads u ats internacinais que acarretem encargs u cmprmiss gravss a patrimôni nacinal (art. 49, I da CF). Autrizar Presidente da República declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que frças estrangeiras transitem pel territóri nacinal u nele permaneçam temprariamente, ressalvads s as prevists em lei cmplementar (art. 49, II da CF). Autrizar Presidente e Vice-Presidente da República a se ausentarem d País, quand a ausência exceder a 15 dias (art. 49, III da CF). Aprvar estad de defesa e a intervençã federal, autrizar estad de síti u suspender qualquer dessas medidas (art. 49, IV da CF). Sustar s ats nrmativs d Pder executiv que exrbitem a pder regulamentar u ds limites de delegaçã legislativa (art. 49, V da CF). Mudar temprariamente a sua sede (art. 49, VI da CF). Fixar idêntic subsídi para s deputads Federais e s Senadres, bservad que dispõe s art. 37, XI, 39, 4º, 150, II, 153, III e 153, 2º, I. (art. 49, VII da CF). Fixar subsídis d Presidente e d Vice-Presidente da República e ds Ministrs de Estad, bservad que dispõe s art. 37, XI, 39, 4º, 150, II, 153, III e 153, 2º (art. 49, VIII da CF). Julgar anualmente as cntas prestadas pel Presidente da República e apreciar relatóris sbre a execuçã ds plans de gvern (art. 49, IX da CF). Fiscalizar e cntrlar, diretamente, u pr qualquer de suas Casas, s ats d Pder executiv, incluíds s da administraçã indireta (art. 49, X da CF). Zelar pela preservaçã de sua cmpetência legislativa em face da atribuiçã nrmativa ds utrs Pderes (art. 49, XI da CF). Apreciar s ats de cncessã de emissras de rádi e televisã (art. 49, XII da CF). Esclher 2/3 ds membrs d Tribunal de Cntas da Uniã (art. 49, XIII da CF).

Aprvar iniciativas d Pder Executiv referentes a atividades nucleares (art. 49, XIV da CF). Autrizar referend e cnvcar plebiscit (art. 49, XV da CF). Autrizar, em terras indígenas, a explraçã e aprveitament de recurss hídrics e a pesquisa e lavra de riquezas minerais (art. 49, XVI da CF). Aprvar, previamente, a alienaçã u cncessã de terras públicas cm área superir a dis mil e quinhents hectares (art. 49, XVII da CF). 1.2. Cmpetência da Câmara ds Deputads (art. 51 da CF): Tais matérias sã materializadas através de resluções. - Autrizar pr 2/3 de seus membrs, a instauraçã de prcess cntra Presidente e Vice-Presidente da República e s Ministrs de Estad (art. 51, I da CF). - Prceder à tmada de cntas d Presidente da República, quand nã apresentadas a Cngress Nacinal após a abertura da sessã legislativa (art. 51, II da CF). - Elabrar seu regiment intern (art. 51, III da CF). - Dispr sbre sua rganizaçã, funcinament, plícia, criaçã, transfrmaçã u extinçã ds cargs, empregs e funções de seus serviçs, e a iniciativa de lei para fixaçã da respectiva remuneraçã, bservads s parâmetrs estabelecids na lei de diretrizes rçamentária (art. 51, IV da CF). - Eleger membrs d Cnselh da República, ns terms d art. 89, VII (art. 51, V da CF). 1.3 Cmpetência d Senad Federal (art. 52 da CF): Tais matérias sã materializadas através de resluções - Prcessar e julgar Presidente e Vice-Presidente da República ns crimes de respnsabilidade, bem cm s Ministrs de Estad e s Cmandantes da Marinha, d Exércit e da Aernáutica ns crimes da mesma natureza cnexs cm aqueles (art. 52, I da CF). Funcinará cm Presidente d Suprem Tribunal Federal, limitand-se à cndenaçã, que smente será prferida pr 2/3 ds vts d Senad Federal, à perda d carg, cm inabilitaçã, pr 8 ans para exercíci de funçã pública, sem prejuíz das demais sanções judiciais cabíveis. (art. 52, parágraf únic da CF). - Prcessar e julgar s Ministrs d Suprem Tribunal Federal, s membrs d Cnselh Nacinal de Justiça e d Cnselh Nacinal d Ministéri Públic, Prcuradr-Geral da República e Advgad-Geral da Uniã ns crime de respnsabilidade (art. 52, II da CF).

Funcinará cm Presidente d Suprem Tribunal Federal, limitand-se à cndenaçã, que smente será prferida pr 2/3 ds vts d Senad Federal, à perda d carg, cm inabilitaçã, pr 8 ans para exercíci de funçã pública, sem prejuíz das demais sanções judiciais cabíveis (art. 52, parágraf únic da CF). - Aprvar previamente, pr vt secret, após argüiçã pública, a esclha de (art. 52, III da CF): Magistrads, ns cass estabelecids na Cnstituiçã (art. 52, III, a da CF). Ministrs d Tribunal de Cntas da Uniã indicads pel Presidente da República (art. 52, III, b da CF). Gvernadr de Territóri (art. 52, III, c da CF). Presidente e Diretres d Banc Central (art. 52, III, d da CF). Prcuradr-Geral da República (art. 52, III, e da CF). Titulares de utrs cargs que a lei determinar (art. 52, III, f da CF). - Aprvar previamente, pr vt secret, após argüiçã em sessã secreta, a esclha de chefes de missã diplmática de caráter permanente (art. 52, IV da CF). - Autrizar perações externas de natureza financeira, de interesse da Uniã, ds Estads, d Distrit Federal, ds Territóris e ds Municípis (art. 52, V da CF). - Fixar, pr prpsta d Presidente da República, limites glbais para mntante da dívida cnslidada da Uniã, ds Estads, d Distrit Federal e ds Municípis (art. 52, VI da CF). - Dispr sbre limites glbais e cndições para as perações de crédit extern e intern da Uniã, ds Estads e d Distrit Federal e ds Municípi, de suas autarquias e demais entidades cntrladas pel Pder Públic federal (art. 52, VII da CF). - Dispr sbre limites e cndições para a cncessã de garantia da Uniã em perações de crédit extern e intern (art. 52, VIII da CF). - Estabelecer limites glbais e cndições para mntante da dívida mbiliária ds Estads, d Distrit Federal e ds Municípis (art. 52, IX da CF). - Suspender a execuçã, n td u em parte, de lei declarada incnstitucinal pr decisã definitiva d Suprem Tribunal Federal (art. 52, X da CF). - Aprvar, pr mairia absluta e pr vt secret, a exneraçã, de fíci d Prcuradr-Geral da República, antes d términ d seu mandat (art. 52, XI da CF). - Elabrar seu regiment intern (art. 52, XII da CF).

- Dispr sbre sua rganizaçã, funcinament, plícia, criaçã, transfrmaçã u extinçã ds cargs, empregs e funções de seus serviçs, e a iniciativa de lei para fixaçã da respectiva remuneraçã, bservads s parâmetrs estabelecids na lei de diretrizes rçamentária (art. 52, XIII da CF). - Eleger membrs d Cnselh da República, ns terms d art. 89, VII (art. 52, XIV da CF). - Avaliar peridicamente a funcinalidade d Sistema Tributári Nacinal, em sua estrutura e seus cmpnentes, e desempenh das administrações tributárias da Uniã, ds Estads e d Distrit Federal e ds Municípis (art. 52, XV da CF). Prerrgativas e Vedações parlamentares 1. Prerrgativas e vedações: - Imunidade parlamentar: Os parlamentares nã perderã as imunidades durante estad de síti e defesa. Entretant, n estad de síti, as imunidades pdem ser suspensas pr vt de 2/3 ds membrs da casa, ns cass de ats praticads fra d recint d Cngress Nacinal, que sejam incmpatíveis cm a execuçã da medida (art. 53, 8º da CF). Imunidade material Imunidade frmal - Prerrgativa de fr - Isençã d dever de testemunhar - Frças Armadas e parlamentares - Incmpatibilidades 2. Imunidade: Sã prerrgativas atribuídas pela Cnstituiçã as parlamentares para que atuem cm independência n exercíci da funçã pública. Tais prerrgativas visam à prteçã d Pder Legislativ e a exercíci independente d mandat representativ. Os parlamentares só fazem jus a estas n exercíci da funçã pública, pis nã decrrem da figura d parlamentar e sim da funçã que exercem. Da mesma frma, s parlamentares nã pdem renunciá-las. Alguns autres referem-se às imunidades também cm invilabilidades. Já utrs referem-se à imunidade material cm invilabilidade.

2.1. Imunidade material (real u substantiva): Os Deputads Federais e Senadres sã inviláveis, civil e penalmente, pr quaisquer piniões, palavras e vts (art. 53 da CF). Nã haverá respnsabilizaçã penal, civil, disciplinar u plítica pelas piniões, palavras e vts desde que decrram da funçã, assim nã se exige que tenham sid emitidas n Plenári u nas Cmissões. A imunidade material pssui eficácia permanente, assim mesm após fim da legislatura, parlamentar nã pderá ser incriminad. Para Nelsn Hungria e Jsé Afns da Silva, a imunidade parlamentar tem a natureza jurídica de causa excludente d crime (fat atípic). Para Damási de Jesus é causa funcinal de exclusã u isençã de pena. - Camp estadual: Os Deputads Estaduais também têm imunidade material, vist que artig 27, 1º da CF manda aplicar as regras da Cnstituiçã federal sbre imunidades. - Camp municipal: Os vereadres têm imunidade material na circunscriçã d Municípi em que se elegeram (art. 29, VIII da CF). 2.2. Imunidade prcessual (frmal u adjetiva): Há uma imunidade frmal em relaçã à prisã em uma imunidade frmal em relaçã a prcess. É relevante lembrar que s Vereadres nã tem imunidade prcessual. 2.2.1. Imunidade prcessual relativa à prisã: Os Deputads e Senadres, desde a expediçã d diplma, nã pdem ser press, salv flagrante de crime inafiançável (art. 53, 2º da CF). A incercibilidade pessal é relativa. - Desde a expediçã d diplma: Os parlamentares nã pdem ser press desde mment em que sã diplmads pela Justiça eleitral, u seja, antes ainda da psse. - Prisã: Os parlamentares nã pdem sfrer prisã penal u civil. - Flagrante de crime inafiançável: Os parlamentares smente pderã ser press n cas de flagrante de crime inafiançável. A manutençã da prisã dependerá de autrizaçã da Casa respectiva pel vt stensiv e nminal da mairia de seus membrs. Para s Deputads estaduais vale a mesma regra ds parlamentares federais, bservada a crrespndência na esfera estadual. 2.2.2. Imunidade prcessual relativa a prcess ns crimes praticads após a diplmaçã: A Casa Legislativa respectiva pde sustar, a qualquer mment antes da decisã final d Pder Judiciári, andament da açã penal prpsta cntra

parlamentar pr crimes praticads após a diplmaçã. Antes da EC 35/01 era necessária licença da Casa para prcessá-ls, hje, diferentemente, Ministr d Suprem Tribunal Federal pde receber a denuncia sem prévia licença. - Crimes praticads após a diplmaçã: A imunidade prcessual nã abrange crimes praticads antes da diplmaçã. - Term para sustaçã d prcess criminal: Smente pde ser iniciad prcediment após recebiment da denúncia u queixa pel Suprem Tribunal Federal e exige-se que Partid Plític cm representaçã na própria casa Legislativa inicie após ciência dada pel STF a Casa respectiva. O Partid Plític, cm representaçã na própria Casa legislativa é legitimad para dar inici a prcediment. - Praz para análise d pedid de sustaçã: Embra prcess pssa ser suspens até trânsit em julgad, assim que a Mesa Diretra receber pedid de sustaçã deverá mesm ser apreciad pela Casa respectiva n praz de 45 dias imprrrgável (art. 53, 4º da CF). - Quórum para sustaçã d prcess criminal: O prcess criminal será sustad pel vt stensiv e nminal da mairia absluta (art. 53, 3º da CF). A sustaçã d prcess suspende a prescriçã, enquant durar mandat (art. 53, 5º da CF). Trata-se de uma mratória prcessual. Assim, a imunidade frmal pssui eficácia tempral limitada, u seja, após exercíci d mandat (cm iníci da próxima legislatura) prcess vlta a seu curs nrmal. Para s Deputads estaduais vale a mesma regra ds parlamentares federais, bservada a crrespndência na esfera estadual. Assim cabe a Tribunal de Justiça dar ciência à Assembléia Legislativa, que decidirá pel vt da mairia absluta de seus membrs. 3. Fr privilegiad: Os Deputads e Senadres, desde a expediçã d diplma, serã submetids a julgament perante Superm Tribunal Federal, tenha crime sid cmetid antes u depis da diplmaçã (art. 53, 1º da CF). - Desde a expediçã d diplma: A prerrgativa d fr privilegiad tem seu iníci cm a expediçã d diplma. - Crime: Os parlamentares serã julgads n Suprem Tribunal Federal n cas de infrações penais cmuns. A expressã crime, segund Suprem Tribunal Federal, estende-se as delits eleitrais, crimes cntra a vida e cntravenções penais.

- Crime cmetid após a diplmaçã: O parlamentar será submetid a julgament perante STF n cas de crime crrid após a diplmaçã. O STF cancelu a súmula 394, assim a cmpetência d STF para prcess e julgament de crimes praticads pr parlamentares smente persistirá enquant mandat nã encerrar. Encerrad mandat, a cmpetência daquele prcess deixa de ser d STF, pis nã há mais exercíci da funçã. Os efeits da revgaçã da súmula 394 fram ex nunc (nã retrativs). Entretant, a lei 10.628/02 alteru a redaçã d CPP, dispnd n art. 84 1º que a cmpetência especial pr prerrgativa de funçã, relativa a ats administrativs d agente, prevalece ainda que inquérit u açã judicial sejam iniciads após a cessaçã d exercíci da funçã pública. Tal redaçã fere a interpretaçã dada pel STF a art. 102, I, b da CF, devend ser declarada cm incnstitucinal. Já está send bjet de ADIN n Suprem (ADIN 2797). - Crime cmetid antes da diplmaçã: Assim que parlamentar fr diplmad, prcess deve ser remetid a imediatamente a STF. Find mandat, a cmpetência daquele prcess ainda nã terminad deixa de ser d STF, retrnand prcess para Juiz natural. Cm nã há imunidade prcessual para crimes praticads antes da diplmaçã, STF nã precisará dar ciência à Casa. - Crime cmetid após mandat: Nã crrerá n STF. De acrd cm a súmula 451 d STF, a cmpetência especial pr prerrgativa de funçã nã se estende a crime cmetid após a cessaçã definitiva d exercíci funcinal. Os Deputads Estaduais em regra têm cm fr para crimes cmuns Tribunal de Justiça, mas depende da Cnstituiçã Estadual. 4. Isençã d dever de testemunhar: Os Deputads e Senadres nã serã brigads a testemunhas sbre infrmações recebidas u prestadas em razã d exercíci d mandat, nem sbre as pessas que lhe cnfiaram u deles receberam infrmações (art. 53, 6º da CF). 5. Parlamentares e Frças Armadas: Os Deputads e Senadres, embra militares e ainda que em temp de guerra, nã pderã ser incrprads às Frças Armadas sem prévia licença da Casa respectiva (art. 53, 7º da CF). 6. Incmpatibilidades e impediments: Sã restrições que a Cnstituiçã Federal impõe as parlamentares de frma a impedir que eles tirem benefícis das funções que exercem e também garantir a independência d Pder Legislativ. - Deputads e senadres nã pderã, desde a expediçã d diplma:

Firmar u manter cntrat cm pessa jurídica de direit públic, autarquia, empresa pública, sciedade de ecnmia mista u empresa cncessinária de serviç públic, salv quand cntrat bedecer a cláusulas unifrmes. (art. 54, I da CF). Aceitar u exercer carg, funçã u empreg remunerad, inclusive s de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades cnstantes da aliena anterir (art. 54, II da CF). - Deputads e Senadres nã pderã, desde a psse: Ser prprietáris, cntrladres u diretres de empresa que gze de favr decrrente de cntrat cm pessa jurídica de direit públic, u nela exercer funçã remunerada. (art. 54, II, a da CF). Ocupar carg u funçã de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas n incis I, (art. 54, II, b da CF). Patrcinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere incis I, (art. 54, III, c da CF). Ser titulares de mais de um carg u mandat públic eletiv (art. 54, III, d da CF). Estas regras também se aplicam as Deputads estaduais (art. 27, 1º da CF). A lei rgânica d Municípi deverá bservar as pribições e incmpatibilidades, n exercíci da vereança, similares, n que cuber, a dispst nesta Cnstituiçã para s membrs d Cngress nacinal e, na Cnstituiçã d respectiv Estad, para s membrs da Assembléia legislativa (art. 29, IX da CF). 7. Perda d mandad d Senadr u Deputad: - Quand infringir as pribições d artig 54 da CF (art. 55, I da CF). - Quand prcediment fr declarad incmpatível cm decr parlamentar (art. 55, II da CF): É incmpatível cm decr parlamentar, além ds cass definids n regiment intern, abus das prerrgativas asseguradas a membr d Cngress Nacinal u a percepçã de vantagens indevidas (art. 55, 1º da CF). - Que deixar de cmparecer, em cada sessã legislativa, à terça parte das sessões rdinárias da Casa a que pertencer, salv licença u missã pr esta autrizada (art. 55, III da CF): O parlamentar nã perderá mandat se a licença fr pr mtiv de dença u para tratar, sem remuneraçã, de interesse particular, desde que neste cas nã ultrapasse a 120 dias pr sessã legislativa (art. 56, II da CF). - Que perder u tiver suspenss s direits plítics (art. 55, IV da CF).

- Quand decretar a Justiça Eleitral, ns cass prevists nesta Cnstituiçã (art. 55, V da CF). - Que sfrer cndenaçã criminal em sentença transitada em julgad (art. 55, VI da CF): Ns cass de infringência das incmpatibilidades, falta de decr parlamentar e cndenaçã criminal em sentença transitada em julgad, a perda d mandat será decidida pela Câmara ds Deputads u Senad Federal, pr vt secret e mairia absluta, mediante prvcaçã da respectiva Mesa u Partid Plític representad n Cngress Nacinal, assegurada a ampla defesa (art. 55, 2º da CF). Ns cass de ausência à terça parte das sessões rdinárias da respectiva Casa u privaçã ds direits plítics, a perda d mandat será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de fíci u mediante prvcaçã de qualquer de seus membrs, u de Partid Plític representad n Cngress Nacinal, assegurada ampla defesa (art. 55, 3º da CF). A renúncia de parlamentar submetid a prcess que vise u pssa levar à perda d mandat terá seus efeits suspenss até as deliberações finais da Casa (art. 55, 4º da CF). Assim só prduzirá efeits se a decisã nã fr pela perda d mandat. 7.1. Nã haverá perda d mandat d Deputad u Senadr: - Quand investid n carg de Ministr de Estad, Gvernadr de Territóri, Secretári de Estad, d Distrit federal, de Territóri, de Prefeitura de Capital u Chefe de missã diplmática temprária (art. 56, I da CF): O Deputad u Senadr pderá ptar pela remuneraçã d mandat. (art. 56, 3º da CF). Apesar de nã perder mandat, perderá as imunidades parlamentares. - Quand licenciad pela respectiva Casa pr mtiv de dença (art. 56, II da CF). - Quand licenciad pela respectiva Casa para tratar, sem remuneraçã, de interesse particular, desde que neste cas afastament nã ultrapasse 120 dias pr sessã legislativa (art. 56, II da CF). Ns cass de investidura nas funções acima u licença superir a 120 dias, suplente será cnvcad (art. 56, 1º da CF). Se nã huver suplentes suficientes e faltarem mais de quinze meses haverá nva eleiçã para preenchiment da vaga faltante, mas se faltarem mens de quinze meses, a vaga nã será preenchida (art. 56, 2º da CF).

Reuniões 1. Sessã preparatória: Embra a sessã legislativa só tenha iníci em 15 de fevereir, s parlamentares se reunirã a partir de 1º de janeir, n primeir an da legislatura para: - Psse de seus membrs - Eleiçã das respectivas Mesas: As Mesas exercem funções administrativas, devend na sua cnstituiçã ser assegurada, tant quant pssível, a representaçã prprcinal ds partids u blcs parlamentares que participem da respectiva Casa (art. 58, 1º da CF). Mandat da mesa: 2 ans, vedada a recnduçã para mesm carg na eleiçã imediatamente subseqüente (art. 57, 4º da CF). Esta regra que veda a recnduçã nã é de reprduçã brigatória nas Cnstituições estaduais e nem nas Leis Orgânicas. Mesa d Cngress Nacinal: Será presidida pel Presidente d Senad Federal, e s demais cargs serã exercids, alternadamente, pels cupantes ds cargs equivalentes na Câmara ds Deputads e n Senad Federal (art. 57, 5º da CF). A mesa d Cngress será cmpsta pel Presidente d Senad, 1º Vice-presidente da Câmara, 2º Vice-presidente d Senad, 1º Secretári da Câmara, 2º secretári d Senad, 3º Secretári da Câmara e 4º Secretári d Senad. Mesas da Câmara ds Deputads e d Senad: Também serã eleitas para mandat de 2 ans, vendand-se a recnduçã para mesm carg na eleiçã imediatamente subseqüente. 2. Sessã legislativa: É períd de 15 de fevereir a 30 de junh e de 1 de agst a 15 de dezembr, em que s parlamentares se reúnem rdinariamente (art. 57 da CF). Cm já dissems, cada legislatura tem a duraçã de 4 ans, cmpreendend 4 sessões legislativas u 8 períds legislativs. A sessã legislativa nã será interrmpida sem a aprvaçã d prjet de lei de diretrizes rçamentárias (art. 57, 2º da CF). - Reuniã em sessã cnjunta: Além de utrs cass prevists na Cnstituiçã, a Câmara ds Deputads e Senad Federal reunir-se-ã para: Inaugurar a sessã legislativa (art. 57, 3º, I da CF). Elabrar regiment cmum e regular a criaçã de serviçs cmuns às duas Casas (art. 57, 3º, II da CF).

Receber cmprmiss d Presidente e d Vice-Presidente da República (art. 57, 3º, III da CF). Cnhecer d Vet e sbre ele deliberar (art. 57, 3º, IV da CF). 3. Recess Parlamentar: Fra da sessã legislativa, há recess parlamentar e se huver necessidade, s parlamentares serã cnvcads extrardinariamente. Durante recess, haverá uma Cmissã representativa d Cngress Nacinal, eleita pr suas Casas na última sessã rdinária d períd legislativ, cm atribuições definidas n regiment cmum, cuja cmpsiçã reprduzirá, quant pssível, a prprcinalidade da representaçã partidária (art. 58, 4º da CF). - Cnvcaçã Extrardinária: Pel Presidente d Senad (art. 57, 6º, I da CF): Em cas de decretaçã de estad de defesa u de intervençã federal. Em cas de pedid de autrizaçã para a decretaçã de estad de síti. Para cmprmiss e a psse d Presidente e d Vice- Presidente da República. Pel Presidente da República, pels Presidentes da Câmara ds Deputads e d Senad u requeriment da mairia ds membrs de ambas as casas: em cas de urgência u interesse públic relevante (art. 57, 6º, II da CF). Na sessã legislativa extrardinária, Cngress Nacinal smente deliberará sbre matéria para qual fi cnvcad, salv para apreciar medidas prvisórias em vigr na data da cnvcaçã. É vedad pagament de parcela indenizatória superir a subsídi mensal. (art. 47, 7º e 8º da CF). Cmissões Parlamentares 1. Cmissões: O Cngress Nacinal, a Câmara ds Deputads e Senad Federal terã cmissões permanentes e temprárias, cnstituídas na frma e cm as atribuições previstas n regiment intern u n at de que resultar a sua criaçã (art. 58 da CF). Na cnstituiçã das Cmissões, assim cm das Mesas, é assegurada, tant quant pssível, a representaçã prprcinal ds partids u blcs parlamentares que participem da respectiva Casa (art. 58, 1º da CF). - Cmissões temáticas u em razã da matéria (permanentes).

- Cmissã especial (temprária). - Cmissã parlamentares de inquérit. - Cmissões mistas. - Cmissões representativas. 2. Cmissões temáticas: As cmissões temáticas sã permanentes e criadas em razã da matéria. Tem pr finalidade principal frnecer um parecer técnic a Plenári. Ex: Cmissã de Cnstituiçã e Justiça; Cmissã da Saúde; Cmissã d rçament. - Cmpete às cmissões temáticas: Discutir e vtar prjet de lei que dispensar, na frma d regiment, a cmpetência d Plenári, salv se huver recurs de 1/10 ds membrs da Casa (art. 58, 2º, I da CF). Realizar audiências públicas cm entidades da sciedade civil (art. 58, 2º, II da CF). Cnvcar Ministr de Estad, para prestar infrmações sbre assunts inerentes a suas atribuições (art. 58, 2º, III da CF): Os Ministrs d Estad pderã cmparecer a Senad, à Câmara u a qualquer de suas Cmissões, pr sua iniciativa e mediante entendiment cm a Mesa, para expr assunt de relevância (art. 50, 1º da CF). Os Ministrs de Estad cmeterã crime de respnsabilidade: - Se nã cmparecerem, sem justificaçã quand cnvcads pela Câmara ds deputads, pel Senad Federal u suas Cmissões para prestarem infrmações sbre assunt previamente determinad e inerente às suas atribuições (art. 50 da CF). - N cas de recusa u nã atendiment, n praz de 30 dias, bem cm a prestaçã de infrmações falsas à pedids de infrmações encaminhads pelas Mesas da Câmara ds Deputads u d Senad Federal (art. 50, 2º da CF). Receber petições, reclamações, representações u queixas de qualquer pessa cntra ats u missões das autridades u entidades públicas (art. 58, 2º, IV da CF). Slicitar depiment de qualquer autridade u cidadã (art. 58, 2º, V da CF).

Apreciar prgrama de bras, plans nacinais, reginais e setriais de desenvlviment e sbre eles emitir parecer (art. 58, 2º, VI da CF). 3. Cmissões especiais: As cmissões especiais sã extintas cm términ da legislatura u cm cumpriment da finalidade para a qual frem criadas. 4. Cmissã Parlamentar de Inquérit: As Cmissões Parlamentares de Inquérit estã dentr das funções fiscalizatórias d Pder Legislativ. As Cmissões parlamentares de inquérit, que terã pderes de investigaçã própris das autridades judiciais, além de utrs prevists ns regiments das respectivas Casas, serã criadas pela Câmara ds deputads e pel Senad Federal, em cnjunt u separadamente, mediante requeriment de um terç de seus membrs para apuraçã de fat determinad e pr praz cert, send suas cnclusões, se fr cas, encaminhadas a Ministéri Públic, para que prmva a respnsabilidade civil u criminal ds infratres (art. 58, 3º da CF). - Requisits: Sã criadas pela Câmara ds Deputads e pel Senad Federal, em cnjunt u separadamente, mediante requeriment de 1/3 de seus membrs. - Objet: Apuraçã de fat determinad. Prém, nada impede a apuraçã de fats cnexs a principal u, ainda, fats descnhecids, que surgirem durante a investigaçã. - Praz: Cert. O praz pde ser prrrgad pr deliberaçã d plenári dentr de uma legislatura (máxim 4 ans), mas terminada esta a CPI, nã se transpõe a utra. - Pderes: Nã tem pderes universais, devend apurar fat determinad de interesse públic e respeitar princípi federativ. Tem pderes de investigaçã própris das autridades judiciais, além de utrs prevists ns regiments interns. Ex: CPI pde determinar a quebra d sigil fiscal, bancári e de dads, desde que a decisã seja fundamentada (LC 105/2001); CPI pde determinar itiva de testemunhas, inclusive cm cnduçã cercitiva; CPI pde uvir investigads, tend estes direit a silênci; CPI pde determinar a realizaçã de perícias; CPI pde determinar buscas e apreensões desde que nã haja invasã d dmicíli para sua cncretizaçã. Entretant, a CPI nã pde praticar determinads ats de reserva jurisdicinal (ats que só pdem ser praticads pela autridade judiciária). Ex: CPI nã pde determinar busca e apreensã dmiciliar (art. 5º, XI da CF); CPI nã pde determinar interceptaçã telefônica (art. 5º, XII da CF); CPI nã pde decretar a prisã de alguém, salv flagrante delit (art. 5º, LXI da CF). - Cnclusões: Cncluída a CPI é feit um relatóri, frmalizad cm um prjet de resluçã. Depis de aprvad, é encaminhada a Ministéri

Públic (estadual u federal) para que prmva a respnsabilidade civil u criminal ds infratres. Assim, a CPI nã pde impr cndenações. De acrd cm a lei 10.001/00, relatóri também pde ser encaminhad às autridades administrativas u judiciais cmpetentes, cnfrme cas. Tais autridades devem cmunicar em 30 dias as prvidências adtadas e se nã frem, prquê desta atitude. Se fr cas de instauraçã de um prcess, este tramitará cm priridade sbre tds s demais, salv mandad de segurança, habeas crpus e habeas data, e a cada 6 meses a autridade que presidir prcess cmunicará a fase em que mesm se encntra. A deliberaçã da CPI deve ser mtivada, ns terms d artig 93, IX da CF. 5. Cmissões Mistas: As Cmissões Mistas, cnstituídas pr Senadres e Deputads, têm cm uma de suas finalidades a apreciaçã ds assunts que serã examinads em sessã cnjunta d Cngress Nacinal. Ex: Cmissã Mista d Orçament; Cmissã mista que analisa a Medida Prvisória. 6. Cmissã representativa: Durante recess, haverá uma Cmissã representativa d Cngress Nacinal, eleita pr suas Casa na última sessã rdinária d períd legislativ, cm atribuições definidas n regiment cmum, cuja cmpsiçã reprduzirá quant pssível, a prprcinalidade da representaçã partidária (art. 58, 4º da CF). Tribunal de Cntas 1. Cnceit: É órgã auxiliar d Pder Legislativ que zela pela mralidade ds ats administrativs. 2. Cntrle extern: O Tribunal de Cntas auxilia Legislativ n cntrle extern das cntas d Executiv (art. 71 da CF). A fiscalizaçã cntábil, financeira, peracinal e patrimnial da Uniã e das entidades da administraçã direta e indireta, quant a legalidade, legitimidade, ecnmicidade e aplicaçã das subvenções e renúncias de receitas, será exercida pel Cngress Nacinal, mediante cntrle extern e pel sistema de cntrle intern de cada pder (art. 70 da CF). Qualquer pessa, física u jurídica, pública u privada, que utilize, arrecade guarde, gerencie u administre dinheir, bens e valres públics u pels quais a Uniã respnda, u que em nme desta assuma brigações de natureza pecuniária, deverá prestar cntas (art. 70, parágraf únic da CF). 3. Ingress n Tribunal de Cntas da Uniã: - Cmpsiçã: 9 ministrs (art. 73 da CF).

- Frma de ingress: Os Ministrs d Tribunal de Cntas da Uniã nã ingressam pr cncurs públic, mas sim mediante nmeaçã, send esclhids da seguinte frma (art. 73, 2º da CF): 1/3 terç pel Presidente da República cm aprvaçã pr mairia simples pel Senad Federal, send (art. 73, 2º, I da CF): 2 vagas preenchidas alternadamente dentre auditres e membrs d Ministéri Públic junt a Tribunal de Cntas da Uniã, indicads em lista tríplice pel Tribunal, segund s critéris de antiguidade e mereciment. 1 vaga pr mei de livre esclha. 2/3 terçs pel Cngress Nacinal (art. 73, 2º, II e 49, XIII da CF). - Requisits (art. 73, 1º da CF): Ser brasileir nat u naturalizad (art. 73, 1º da CF). Ter mais de 35 ans e mens de 65 ans de idade (art. 73, 1º, I da CF). Ter idneidade mral e reputaçã ilibada (art. 73, 1º, II da CF). Ter ntóris cnheciments jurídics, cntábeis, ecnômics e financeirs u de administraçã pública (art. 73, 1º, III da CF). Ter mais de dez ans de exercíci de funçã u de efetiva atividade prfissinal que exija s cnheciments mencinads n incis anterir (art. 73, 1º, IV da CF). 4. Garantias ds membrs d Tribunal de Cntas da Uniã: Os Ministrs d Tribunal de Cntas da Uniã terã as mesmas garantias, prerrgativas, impediments, venciments e vantagens ds Ministrs d Superir Tribunal de Justiça, aplicand-lhes quant à apsentadria e pensã, as nrmas cnstantes d art. 40 (art. 73, 3º da CF). O auditr, quand em substituiçã a Ministr, terá as mesmas garantias e impediments d titular e, quand em exercíci das demais atribuições da judicatura, as de juiz de Tribunal Reginal Federal (art. 73, 4º da CF). 5. Funções d Tribunal de Cntas da Uniã: - Apreciar as cntas prestadas anualmente pel Presidente da República, mediante parecer prévi que deverá ser elabrad em 60 dias a cntar d seu recebiment (art. 71, I da CF): O Tribunal de Cntas apenas aprecia as cntas e emite parecer, julgament das mesmas cabe a Cngress Nacinal (art. 49, IX da CF). - Julgar as cntas ds administradres e demais respnsáveis pr dinheirs, bens e valres públics da administraçã direta (incluíds s Pderes executiv, Legislativ e Judiciári) e indireta, incluídas as fundações e sciedades instituídas e mantidas pel Pder Públic federal, e as cntas daqueles que

derem causa a perda, extravi u utra irregularidade de que resulte prejuíz a erári (art. 71, II da CF). - Apreciar, para fins de registr, a legalidade ds ats de admissã de pessal, a qualquer títul, na administraçã direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pel Pder Públic, excetuadas as nmeações para carg de prviment em cmissã, bem cm a das cncessões de apsentadrias e pensões, ressalvadas as melhrias psterires que nã alterem fundament legal d at cncessóri (art. 71, III da CF). - Realizar, pr iniciativa própria, da Câmara ds Deputads, d Senad Federal, de Cmissã técnica u de inquérit, inspeções e auditrias de natureza cntábil, financeira, rçamentária, peracinal e patrimnial nas unidades administrativas ds Pderes Legislativ, Executiv e Judiciári e demais entidades referidas n incis II (art. 71, IV da CF). - Fiscalizar as cntas nacinais das empresas supranacinais de cuj capital scial a Uniã participe, de frma direta u indireta, ns terms d tratad cnstitutiv (art. 71, V da CF). - Fiscalizar a aplicaçã de quaisquer recurss repassads pela Uniã mediante cnvêni, acrd u ajuste u utrs instruments cngênere, a Estad, a Distrit Federal u a Municípi (art. 71, VI da CF). - Prestar infrmações slicitadas pel Cngress Nacinal, pr qualquer de suas Casas, u pr qualquer das respectivas Cmissões, sbre fiscalizaçã cntábil, financeira, rçamentária e sbre resultads de auditrias e inspeções realizadas (art. 71, VII da CF). - Aplicar as respnsáveis, em cas de ilegalidade de despesa u irregularidade de cntas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre utras cminações, multa prprcinal a dan causad a erári (art. 71, VIII da CF). - Assinar praz para que órgã u entidade adte as prvidências necessárias a exat cumpriment da lei, se verificada ilegalidade (art. 71, IX da CF). - Sustar, se nã atendid, a execuçã d at impugnad, cmunicand a decisã à Câmara ds deputads e a Senad Federal (art. 71, X da CF). N cas de cntrat, at de sustaçã será adtad diretamente pel Cngress Nacinal, que slicitará de imediat, a Pder Executiv, as medidas cabíveis (art. 71, 1º da CF). Se Cngress Nacinal u Pder Executiv, n praz de 90 dias nã efetivar tais medidas, Tribunal decidirá a respeit (art. 71, 2º da CF). - Representar a Pder cmpetente sbre irregularidades u abuss apurads (art. 71, XI da CF).

O Tribunal de Cntas encaminhará a Cngress Nacinal, trimestral e anualmente relatóri de suas atividades (art. 71, 4º da CF). Qualquer cidadã, partid plític, assciaçã u sindicat é parte legítima para, na frma da lei, denunciar irregularidades u ilegalidades perante Tribunal de Cntas da Uniã, sb pena de respnsabilidade slidária (art. 74, 2º da CF). As cntas d Gvern d Territóri serã submetidas a Cngress Nacinal cm parecer prévi d Tribunal de Cntas da Uniã (art. 33, 2º da CF). 6. Decisões d Tribunal de Cntas: As decisões d Tribunal de Cntas nã têm frça de cisa julgada (imutabilidade da decisã), pdend assim ser reapreciadas pel Pder Judiciári e pel Pder Legislativ. As decisões de que resulte imputaçã de débit u multa terã eficácia de títul executiv (art. 71, 3º da CF). 7. Tribunais de Cntas Estaduais, Distritais e Municipais: As regras d Tribunal de Cntas da Uniã aplicam-se n que cuber as Tribunais de Cntas ds Estads, d Distrit Federal, ds Tribunais e Cnselhs de Cntas ds Municípis (art. 75 da CF). As Cnstituições estaduais disprã sbre s Tribunais de Cntas respectivs (art. 75, parágraf únic da CF). - Cmpsiçã d Tribunal de Cntas Estadual: 7 cnselheirs. - Frma de ingress n Tribunal de Cntas Estadual: Os cnselheirs nã ingressam pr cncurs públic, mas sim mediante nmeaçã, send esclhids da seguinte frma (súmula 653 d STF): 3 pel Chefe d Pder Executiv estadual: send um auditr, um membr d Ministéri Públic e um de livre esclha. 4 devem ser esclhids pela Assembléia legislativa. - Cmpsiçã d Tribunal de Cntas Municipal de Sã Paul: 5 cnselheirs. - Frma de ingress n Tribunal de Cntas Municipal de Sã Paul: Os Cnselheirs ingressam mediante nmeaçã, send: 2 esclhids pel Prefeit 3 esclhids pela Câmara Municipal O cntrle extern da Câmara Municipal será exercid cm auxíli ds Tribunais de Cntas ds Estads u d Municípi u ds Cnselhs u Tribunais de Cntas ds Municípis, nde huver (art. 31 da CF). É

vedada a criaçã de Tribunais, Cnselhs u Órgãs de Cntas Municipais (art. 31, 4º da CF). Assim, s Tribunais de Cntas Municipais u Cnselhs u Órgãs de Cntas Municipais já existentes na prmulgaçã da Cnstituiçã Federal de 1988 cntinuam a existir, mas é vedada a criaçã de utrs. Em Sã Paul, há Tribunal de Cntas Municipal e n Ri de Janeir, há órgã administrativ equivalente, a Casa de Cntas Municipal. O parecer prévi, emitid pel órgã cmpetente sbre as cntas que Prefeit deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer pr decisã de 2/3 ds membrs da Câmara Municipal (art. 31, 2º da CF). Em um Municípi em que nã há Tribunal de Cntas Municipal, as suas cntas sã apreciadas pel Tribunal de Cntas Estadual, mas parecer emitid pr este é derrubad pr 2/3 ds membrs da Câmara Municipal. As cntas ds Municípis ficarã durante 60 dias, anualmente, a dispsiçã de qualquer cntribuinte, qual pderá questinar-lhes a legitimidade, ns terms da lei (art. 31, 3º da CF). Pder Executiv 1. Sistema de Gvern: O Brasil adta sistema de gvern presidencialista, em que a chefia de Estad (plítica externa) e de Gvern (plítica interna) encntram-se nas mãs de uma só pessa (executiv mncrátic). - Âmbit federal: O Pder Executiv é exercid pel Presidente da República, auxiliad pels Ministrs de Estad (art. 76 da CF). - Âmbit estadual: O Pder Executiv é exercid pel Gvernadr de Estad, auxiliad pels Secretáris de Estad. - Âmbit distrital: O Pder Executiv é exercid pel Gvernadr d Distrit Federal. - Âmbit municipal: O Pder Executiv é exercid pel Prefeit, auxiliad pels Secretáris Municipais. Ns territóris federais a direçã caberá a um Gvernadr, nmead pel Presidente da República após aprvaçã pel Senad Federal (art. 52, III, c e 84, XIV da CF). 2. Cndições de elegibilidade: - Nacinalidade brasileira (art. 14, 3º, I da CF).

- Plen exercíci ds direits plítics: Capacidade para vtar e ser vtad (art. 14, 3º, II da CF). - Alistament eleitral (art. 14, 3º, III da CF). - Dmicíli eleitral na circunscriçã: Deve ter dmicíli na circunscriçã um an antes da eleiçã (art. 14, 3º, IV da CF). - Filiaçã partidária: Deve ter filiaçã partidária um an antes da eleiçã (art. 14, 3º, V da CF). - Idade mínima (art. 14, 3º, VI da CF): Presidente e Vice-Presidente: 35 ans (art. 14, 3º, VI, a da CF). Gvernadr e Vice-Gvernadr d Estad e d Distrit Federal: 30 ans (art. 14, 3º, VI, b da CF). Prefeit e Vice-Prefeit: 21 ans (art. 14, 3º, VI, c da CF). Sã privativs de brasileir nat s cargs: de Presidente e Vice-Presidente da República (art. 12, 3º da CF). 3. Realizaçã da eleiçã: - Presidente e Vice-Presidente: A eleiçã d Presidente da República imprtará a d Vice-Presidente cm ele registrad (art. 77, 1º da CF). A eleiçã será realizada, simultaneamente, n 1º dming de utubr, em 1º turn, e n últim dming de utubr se huver, d an anterir a d términ d mandat presidencial vigente (art. 77 da CF). Fi adtad sistema majritári de dis turns (será eleit candidat que btiver a mairia ds vts válids. Cas nã btenha na primeira vtaçã, será realizada nva). N 1º turn (art. 77, 2º da CF): Será eleit candidat que btiver a mairia absluta de vts, excluind-se s brancs e nuls (vts válids) N 2º turn: Se nenhum candidat cnseguir a mairia absluta em 1º turn, será feita nva eleiçã n últim dming de utubr cm s candidats mais vtads e send eleit que btiver a mairia ds vts válids (art. 77, 3º da CF). Quant a expressã vts válids há duas psições na dutrina. Para uma s vts brancs e nuls devem ser excluíds, já para a utra s vts brancs devem ser cnsiderads se nenhum btiver a mairia.

O artig 77, 3º fala que a nva eleiçã seria em 20 dias, mas deve prevalecer dispst n caput, ist é, últim dming, pis a EC16/97 alteru caput e esqueceu de alterar 3º. Se antes d 2º turn, um ds candidates falecer, desistir u crrer impediment legal será cnvcad remanescente que tiver btid mair vts (art. 77, 4º da CF). Se nesta hipótese, mais de um candidat bteve em 2º lugar a mesma vtaçã, será esclhid mais ids para 2º turn (art. 77, 5º da CF). Se após 10 dias da data fixada para a psse, Presidente u Vice- Presidente, salv mtiv de frça mair, nã tiver assumid carg, este será declarad vag (art. 78, parágraf únic da CF). A Câmara ds deputads e d Senad Federal reunir-se-ã em sessã cnjunta para receber cmprmiss d Presidente e d Vice-Presidente da República (art. 57, 3º, III da CF). - Gvernadr e Vice-Gvernadr d Estad: A eleiçã será realizada n 1º dming de utubr, em 1º turn, e n últim dming de utubr se huver, d an anterir a d términ d mandat d antecessr (art. 28 da CF). Fi adtad sistema majritári de dis turns. - Gvernadr e Vice-Gvernadr d Distrit Federal: Vale a regra ds Estads, send assim adtad sistema majritári de dis turns. A eleiçã destes cincidirá cm a d Gvernadr e Vice-Gvernadr d Estad (art. 32, 2º da CF). - Prefeit e Vice-Prefeit: A eleiçã será realizada, mediante pleit diret e simultâne em td país, n 1º dming de utubr d an anterir a términ d mandat ds que devam suceder, aplicadas as regras d artig 77 n cas de Municípis cm mais de 200.000 eleitres. (art. 29, I e II da CF). Assim, ns municípis cm mais de 200.000 eleitres, adta-se sistema majritári de dis turns (será eleit candidat que btiver a mairia ds vts válids. Cas nã btenha na primeira vtaçã, será realizada nva) e ns municípis cm mens de 200.000 eleitres, adta-se sistema majritári simples (será eleit candidat que btiver mair númer de vts). 4. Subsídis: A remuneraçã e subsídi ds cupantes de cargs, funções e empregs públics da administraçã direta, autárquica e fundacinal, ds membrs de qualquer ds Pderes da Uniã, ds Estads e d Distrit Federal e ds Municípis, ds detentres de mandat eletiv e ds demais agentes plítics e s prvents, pensões u utra espécie remuneratória, percebids cumulativamente u nã, incluídas as vantagens pessais u de qualquer utra natureza, nã pderã exceder subsídi mensal, em espécie ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal, aplicand-se cm limite, ns Municípis, subsídi d

Prefeit, e ns Estads e n Distrit Federal, subsídi mensal d Gvernadr n âmbit d Pder Executiv, subsídi ds Deputads Estaduais e Distritais n âmbit d Pder Legislativ e subsídi ds Desembargadres de Justiça, limitad a nventa inteirs e vinte e cinc centésims pr cent d subsídi mensal em espécie, ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal, n âmbit d Pder Judiciári, aplicável este limite as membrs d Ministéri Públic, as Prcuradres e as defensres Públics (art. 37, XI da CF). O subsídi ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal será fixad pr lei rdinária de iniciativa d Suprem Tribunal Federal, bservad artig 48, XV e 96, II, b da CF. O membr de Pder, detentr de mandat eletiv, s Ministrs de Estad e s Secretáris Estaduais e Municipais serã remunerads exclusivamente pr subsídi fixad em parcela única, vedad acréscim de qualquer gratificaçã, adicinal, abn, prêmi, verba de representaçã u utra espécie remuneratória, bedecid, em qualquer cas, a dispst n art. 37, X e XI (art. 39, 4º da CF). - Presidente, Vice-Presidente e Ministrs de Estad: Serã fixads pel Cngress Nacinal, bservad que dispõe s artigs 37, XI, 39, 4º, 150, II, 153, III e 153, 2º, I da CF (art. 49, VIII da CF) - Gvernadr, Vice-Gvernadr e Secretáris de Estad: Serã fixads pr lei de iniciativa da Assembléia Legislativa, bservad s arts. 37, XI, 39, 4º, 150, II, 153, III e 153, 2º (art. 28, 2º da CF). - Prefeit, Vice-Prefeit, Secretáris Municipais: Serã fixads pr lei de iniciativa da Câmara Municipal, bservad s arts. 37, XI, 39, 4º, 150, II, 153, III e 153, 2º (art. 29, V da CF). 5. Mandat: - Presidente: Tem mandat de 4 ans e tem iníci em 1º de janeir d an seguinte a da sua eleiçã (art. 82 da CF). É admitida a reeleiçã para um únic períd subseqüente (art. 14, 5º da CF). - Gvernadr d Estad: Tem mandat de 4 ans e tem iníci em 1º de janeir d an seguinte a da sua eleiçã (art. 28 da CF). É admitida a reeleiçã para um únic períd subseqüente (art. 14, 5º da CF). - Gvernadr d Distrit Federal: Vale a regra para Gvernadr d Estad (art. 32, 2º da CF). - Prefeit: Tem mandat de 4 ans e tem iníci em 1º de janeir d an subseqüente a da eleiçã (art. 29, III da CF). É admitida a reeleiçã para um únic períd subseqüente (art. 14, 5º da CF). Para cncrrer a reeleiçã, Presidente da República, s Gvernadres ds Estads u d Distrit Federal e s Prefeits nã precisam renunciar a mandat

6 meses antes d pleit, mas para cncrrer a utrs cargs, devem renunciar (art. 14, 6º da CF). 6. Perda d mandat: - Presidente: N cas de impediment (perda d mandat em caráter temprári. Ex: viagem, dença), Vice-Presidente substituirá Presidente (art. 79 da CF). Já n cas de vacância (perda d mandat em caráter definitiv. Ex: mrte, impeachment, renuncia), suceder-lhe-á Vice-Presidente. Havend impediment d Presidente e d Vice-Presidente, u vacância ds respectivs cargs, serã sucessivamente chamads Presidente da Câmara ds Deputads, d Senad Federal e d Suprem Tribunal Federal para assumir carg em caráter temprári (art. 80 da CF). Vacância d carg d Presidente: O Vice-presidente suceder-lhe-á, independentemente d laps tempral faltante. Vacância ds cargs de Presidente e Vice-presidente: O Presidente da Câmara ds Deputads, u d Senad Federal u d Suprem Tribunal Federal assumirã carg temprariamente. Se a dupla vacância crrer ns primeirs 2 ans: Será realizada eleiçã 90 dias depis de aberta a ultima vaga. Trata-se de eleiçã direta. Os eleits cmpletarã períd ds antecessres (mandat-tampã art. 81, 1º e 2º da CF). Se a dupla vacância crrer n 2 últims ans: Será realizada eleiçã 30 dias depis da última vaga, pel Cngress Nacinal, na frma da lei. Trata-se de eleiçã indireta, uma exceçã à regra d artig 14 da Cnstituiçã Federal. Os eleits cmpletarã períd ds antecessres (mandat-tampã). (art. 81, 1º e 2º da CF). O Presidente e Vice-Presidente da República nã pderã, sem licença d Cngress Nacinal, ausentar-se d País pr períd superir a 15 dias, sb pena de perda d carg (art. 83 e 49, III da CF). Se decrrids 10 dias da data fixada para psse, Presidente u Vice- Presidente, salv mtiv de frça mair, nã tiver assumid carg, este será declarad vag (art. 78, parágraf únic da CF). - Gvernadr: Perderá mandat se assumir utr carg u funçã na administraçã pública direta u indireta, ressalvada a psse em virtude de cncurs públic e bservad dispst n art. 38, I, IV e V (art. 28, 1º da CF). - Prefeit: Vale a mesma regra que para Gvernadr (art. 29, XIV da CF).

Cmpetência federal 1. Cmpete privativamente a Presidente da República: O rl d artig 84 da Cnstituiçã Federal é exemplificativ. - Nmear e exnerar s Ministrs de Estad (art. 84, I da CF): A lei disprá sbre a criaçã e extinçã de Ministéris e órgãs da administraçã pública (art. 88 e 48, XI da CF). - Exercer, cm auxíli ds Ministrs de Estad, a direçã superir da administraçã federal (art. 84, II da CF). - Iniciar prcess legislativ, na frma e ns cass prevists nesta Cnstituiçã (art. 84, III e 61, 1º da CF). - Sancinar, prmulgar e fazer publicar as leis, bem cm expedir decrets e regulaments para sua fiel execuçã (art. 84, IV da CF): O Cngress Nacinal pderá sustar s ats nrmativs d Pder Executiv que exrbitem d pder regulamentar u ds limites de delegaçã legislativa (art. 49, V da CF). - Vetar prjets de lei, ttal u parcialmente (art. 84, V da CF). - Dispr, mediante decret, sbre (art. 84, VI da CF): Organizaçã e funcinament da administraçã federal, quand nã implicar aument de despesa nem criaçã u extinçã de órgãs públics (art. 84, VI, a da CF). Extinçã de funções u cargs públics, quand vags (art. 84, VI, b da CF): Diferentemente, a lei disprá sbre criaçã, transfrmaçã e extinçã de cargs, empregs e funções públicas, bservad art. 84, VI, b (art. 48, X da CF). - Manter relações cm Estads estrangeirs e acreditar seus representantes diplmátics (art. 84, VII da CF). - Celebrar tratads, cnvenções e ats internacinais, sujeits a referend d Cngress Nacinal (art. 84, VIII e 49, I da CF). - Decretar estad de defesa e estad de síti (art. 84, IX da CF): Cabe a cngress Nacinal aprvar estad de defesa e autrizar estad de siti, u suspender qualquer uma dessas medidas (art. 49, IV da CF); A Cnselh de Defesa Nacinal pinar sbre a decretaçã destas medidas (art. 91, 1º, II da CF) e a Cnselh da República, prnunciar-se sbre tais medidas (art. 90, I da CF). - Decretar e executar a intervençã federal (art. 84, X da CF):

Cabe a cngress Nacinal aprvar u suspender a intervençã federal (art. 49, IV da CF) e a Cnselh de Defesa Nacinal, pinar sbre a decretaçã dessa medida (art. 91, 1º, I da CF) e a Cnselh da República, prnunciar-se sbre tais medidas (art. 90, I da CF). - Remeter mensagem e plan de gvern a Cngress Nacinal pr casiã da abertura da sessã legislativa, expnd a situaçã d País e slicitand as prvidências que julgar necessárias (art. 84, XI da CF). - Cnceder indult e cmutar penas, cm audiência, se necessári, ds órgãs instituíds em lei (art. 84, XII da CF). - Exercer cmand suprem das Frças Armadas, nmear s Cmandantes da Marinha, d Exércit e da Aernáutica, prmver seus ficiais-generais e nmeá-ls para s cargs que lhes sã privativs (art. 84, XIII da CF): A lei disprá sbre a fixaçã e mdificaçã d efetiv das frças armadas. - Nmear, após aprvaçã pel Senad Federal (vt secret), s Ministrs d Suprem Tribunal Federal e ds Tribunais Superires, s Gvernadres de Territóris, Prcuradr-Geral da República, presidente e s diretres d Banc Central e utrs servidres, quand determinad em lei (art. 84, XIV e 52, III da CF). - Nmear, bservad dispst n art. 73, s Ministrs d Tribunal de Cntas da Uniã (art. 84, XV da CF): Cabe a Senad aprvar previamente, pr vt secret, após argüiçã pública (art. 52, III da CF) e a Cngress Nacinal esclher 2/3 ds membrs d Tribunal de cntas da Uniã (art. 49, XIII da CF). - Nmear s magistrads, ns cass prevists nesta Cnstituiçã, e Advgad- Geral da Uniã (art. 84, XVI da CF): Cabe a Senad aprvar previamente, pr vt secret, após argüiçã pública (art. 52, III da CF). - Nmear membrs d Cnselh da República, ns terms d art. 89, VII (art. 84, XVII da CF): A Câmara ds Deputads e Senad Federal também elegem membrs d cnselh da República (art. 51, V e art. 52, XIV da CF). - Cnvcar e presidir Cnselh da República e Cnselh de Defesa Nacinal (art. 84, XVIII da CF). - Declarar guerra, n cas de agressã estrangeira, autrizad pel Cngress Nacinal u referendad pr ele, quand crrida n interval das sessões legislativas, e, nas mesmas cndições, decretar, ttal u parcialmente, a mbilizaçã nacinal (art. 84, XIX da CF): O Cngress Nacinal tem que autrizar Presidente (art. 49, II da CF) e cabe a Cnselh de Defesa Nacinal pinar sbre a declaraçã de guerra (art. 91, 1º, I da CF).

- Celebrar a paz, autrizad u cm referend d Cngress Nacinal (art. 84, XX e 49, II da CF): O Cngress Nacinal tem que autrizar Presidente (art. 49, II da CF) e cabe a Cnselh de Defesa Nacinal pinar sbre a celebraçã de paz (art. 91, 1º, I da CF). - Cnferir cndecrações e distinções hnríficas (art. 84, XXI da CF). - Permitir, ns cass prevists em lei cmplementar, que frças estrangeiras transitem pel territóri nacinal u nele permaneçam temprariamente (art. 84, XXII da CF): O Cngress Nacinal precisa autrizar Presidente, salv ns cass prevists em lei cmplementar (art. 49, II da CF). - Enviar a Cngress Nacinal plan plurianual, prjet de lei de diretrizes rçamentárias e as prpstas de rçament prevists nesta Cnstituiçã (art. 84, XXIII da CF): A lei disprá sbre plan plurianual, diretrizes rçamentárias, rçament anual, perações de crédit, dívida pública e emissões de curs frçad (art. 48, II da CF). - Prestar, anualmente, a Cngress Nacinal, dentr de 60 dias após a abertura da sessã legislativa, as cntas referentes a exercíci anterir (art. 84, XXIV da CF): O Cngress Nacinal irá julgar anualmente as cntas prestadas pel Presidente da República e apreciar s relatóris sbre a execuçã ds plans de gvern (art. 49, IX da CF). - Prver e extinguir s cargs públics federais, na frma da lei (art. 84, XXV da CF): A lei disprá sbre a criaçã, transfrmaçã, empregs e funções públicas, bservad que estabelece artig 84, VI, b da CF. - Editar medidas prvisórias cm frça de lei, ns terms d art. 62 (art. 84, XXVI da CF). - Exercer utras atribuições previstas nesta Cnstituiçã (art. 84, XXVII da CF). 2. Delegaçã das atribuições previstas n artig 84 da CF: O Presidente da República pderá delegar as Ministrs de Estad, a Prcuradr-Geral da República u a Advgad-Geral da Uniã as seguintes atribuições: - Dispr, mediante decret, sbre: Organizaçã e funcinament da administraçã federal, quand nã implicar aument de despesa nem criaçã u extinçã de órgãs públics. (art. 84, VI, a da CF). Extinçã de funções u cargs públics, quand vags (art. 84, VI, b da CF). - Cnceder indult e cmutar penas, cm audiência, se necessári, ds órgãs instituíds em lei (art. 84, XII da CF).

- Prver e extinguir s cargs públics federais, na frma da lei (art. 84, XXV da CF). Órgãs auxiliares d Presidente da República 1. Ministrs de Estad: - Frma de ingress: Sã nmeads e exnerads pel Presidente da República, assim titularizam carg em cmissã (art. 84, I da CF). - Requisits (art. 87 da CF): Ser brasileir nat u naturalizad, salv Ministr de Estad da Defesa que deve ser nat (art. 12, 3º, VII da CF). Ter mais de 21 ans. Estar n exercíci ds direits plítics. - Cmpetência: Além de utras atribuições estabelecidas na Cnstituiçã e na Lei (art. 87, parágraf únic da CF): Exercer a rientaçã, crdenaçã e supervisã ds órgãs entidades da administraçã federal na área de sua cmpetência e referendar s ats e decrets assinads pel Presidente da República (art. 87, I da CF): Se s ats e decrets nã frem referendads pel Ministr, serã nuls. Expedir instruções para a execuçã das leis, decrets e regulaments (art. 87, II da CF). Apresentar a Presidente da República relatóri anual de sua gestã n Ministéri (art. 87, III da CF). Praticar s ats pertinentes às atribuições que lhe frem utrgadas u delegadas pel Presidente da República (art. 87, IV da CF). É imprtante lembrar que s Ministrs de Estad pdem exercer as atribuições delegadas pel Presidente da República, ist é, as específicas n artig 84, VI, XII e XXV da CF. - Crime de respnsabilidade: Deixar de cmparecer, sem justificaçã, quand cnvcads pela Câmara ds Deputads, pel Senad Federal u suas Cmissões para prestarem infrmações sbre assunt previamente determinad e inerente às suas atribuições (art. 50 da CF).

Recusa u nã atendiment, n praz de 30 dias, bem cm a prestaçã de infrmações falsas a pedids de infrmações encaminhads pelas Mesas da Câmara ds Deputads u d Senad Federal (art. 50, 2º da CF). Os ats definids na lei 1079/50, quand pr eles praticads u rdenads (art. 13, 1 da Lei 1079/50). Os ats prevists na lei 1079/50, que s ministrs assinarem cm Presidente da República u pr rdem deste praticarem (art. 13, 2 da Lei 1079/50). Ns cass de crime de respnsabilidade sem cnexã cm Presidente da República e ns cass de crime cmum, serã julgads n Suprem Tribunal Federal. Ns cass de crime de respnsabilidade cnexs cm Presidente da República, serã julgads n Senad Federal (art. 52, I da CF). 2. Cnselh da República: É órgã superir de cnsulta d Presidente da República (art. 89 da CF). - Integrantes: Vice-Presidente da República (art. 89, I da CF). Presidente da Câmara ds Deputads (art. 89, II da CF). Presidente d Senad Federal (art. 89, III da CF). Líderes de mairia e da minria na Câmara ds Deputads (art. 89, IV da CF). Líderes de mairia e da minria n Senad Federal (art. 89, V da CF). Ministr da Justiça (art. 89, VI da CF). 6 cidadãs brasileirs nats cm mais de 35 ans, send 2 nmeads pel Presidente da República (art. 84, XVII da CF), 2 eleits pel Senad Federal (art. 52, XIV da CF) e 2 eleits pela Câmara ds Deputads (art. 51, V da CF), tds cm mandat de 3 ans, vedada a recnduçã (art. 89, VII da CF). - Cmpete a Cnselh prnunciar-se em cas de: Intervençã federal, estad de defesa e estad de síti (art. 90, I da CF).

Questões relevantes para a estabilidade da instituiçã demcrática (art. 90, II da CF). O Cnselh da República se reúne quand cnvcad pel Presidente da República. A lei regulará a rganizaçã e funcinament d Cnselh da República (art. 90, 2º da CF). O Presidente pderá cnvcar Ministr de Estad para participar da reuniã d Cnselh, quand cnstar da pauta questã relacinada cm respectiv Ministéri (art. 90, 1º da CF). 3. Cnselh da Defesa Nacinal: É órgã de cnsulta d Presidente da República ns assunts relacinads cm a sberania nacinal e a defesa d Estad demcrátic de direit (art. 91 da CF). - Integrantes (membrs nats): Vice-Presidente da República (art. 91, I da CF). Presidente da Câmara ds Deputads (art. 91, II da CF). Presidente d Senad Federal (art. 91, III da CF). Ministr da Justiça (art. 91, IV da CF). Ministr d Estad e da Defesa (art. 91, V da CF). Ministr das Relações Exterires (art. 91, VI da CF). Ministr d Planejament (art. 91, VII da CF). - Cmpetência: Cmandantes da Marinha, d Exércit e da Aernáutica (art. 91, VIII da CF). Opinar nas hipóteses de declaraçã de guerra e de celebraçã de paz, ns terms desta Cnstituiçã (art. 91, 1º, I da CF). Opinar sbre a decretaçã de estad de defesa, d estad de síti e da intervençã federal (art. 91, 1º, II da CF). Prpr s critéris e cndições de utilizaçã de áreas indispensáveis à segurança d territóri nacinal e pinar sbre seu efetiv us, especialmente na faixa de frnteira e nas relacinadas cm a preservaçã e explraçã de recurss naturais de qualquer tip (art. 91, 1º, III da CF).

Estudar, prpr e acmpanhar desenvlviment de iniciativas necessárias a garantir a independência nacinal e a defesa d Estad demcrátic (art. 91, 1º, IV da CF). A lei regulará a rganizaçã e funcinament d Cnselh de Defesa (art. 91, 2º da CF). Respnsabilidade d Presidente da República 1. Prerrgativas e imunidades d Presidente da República: - Irrespnsabilidade penal relativa: O Presidente nã pde ser respnsabilizad pr ats estranhs a exercíci de suas funções, na vigência d mandat. Tal irrespnsabilidade é relativa apenas às infrações penais, nã se lhes aplicand a respnsabilidade civil, administrativa u tributária. A irrespnsabilidade penal relativa nã se estende as Gvernadres de Estad e Distrit Federal e nem as Prefeits. - Imunidade frmal em relaçã à prisã: O Presidente nã pderá ser pres nas infrações penais cmuns, enquant nã sbrevier sentença cndenatória. A imunidade frmal relativa à prisã nã se estende a Gvernadres e nem as Prefeits. - Imunidade frmal em relaçã a prcess: O Presidente smente pderá ser prcessad, pr crime cmum u de respnsabilidade, após um juíz de admissibilidade da Câmara ds Deputads, em que será necessári vt de 2/3 de seus membrs. O Gvernadr de Estad e d Distrit Federal smente terá imunidade frmal em relaçã a prcess (só pderã ser prcessads pr crime cmum u de respnsabilidade, após juíz de admissibilidade da Assembléia legislativa u Câmara legislativa) se a Cnstituiçã Estadual assim determinar. O Prefeit nã tem imunidade frmal em relaçã a prcess. Assim, nã há necessidade de sujeiçã d prcess cntra Prefeit à autrizaçã da Câmara ds Vereadres (RHC 69428/94) - Prerrgativa de fr: O Presidente só pde ser prcessad pr crime cmum n Suprem Tribunal Federal e pr crime de respnsabilidade n Senad Federal. O Gvernadr só pde ser prcessad pr crime cmum n Superir Tribunal de Justiça e n cas de crime de respnsabilidade, depende da Cnstituiçã Estadual. Em Sã Paul, caberá a Tribunal Especial, cnstituíd pr 15 membrs prcess e julgament d Gvernadr d Estad, desde que haja licença de 2/3 da Assembléia legislativa (art. 49, 1º da CE/SP). Entretant, STF, n julgament da ADIN 1628, entendeu que

a definiçã de crime de respnsabilidade e sua regulamentaçã caberia à Uniã, suspendend s artigs das Cnstituições Estaduais que dispusessem em cntrári. Segund art. 78, 3º da Lei 1079/50, cmpete julgament a um tribunal frmad pr 5 membrs d Legislativ, 5 desembargadres, sb a presidência d TJ lcal, que terá direit de vt n cas de empate. O Prefeit é prcessad pr crime cmum n Tribunal de Justiça, pr crime de respnsabilidade (de natureza penal) n Tribunal de Justiça; pr crime de respnsabilidade (natureza de infraçã plític-administrativa), na Câmara ds Vereadres; pr crime federal, n Tribunal Reginal Federal e pr crime eleitral, n Tribunal Reginal Eleitral. 2. Crimes de respnsabilidade: Sã crimes de natureza plítica (infrações plític-administrativas). A destituiçã ds cargs se dará pel prcess de impeachment (impediment). - O artig 85 da Cnstituiçã traz um rl meramente exemplificativ de crimes de respnsabilidade, pis Presidente pderá ser respnsabilizad pr tds ats atentatóris à Cnstituiçã Federal, passíveis de enquadrament n referid rl: Ats d Presidente cntra a existência da Uniã (art. 85, I da CF). Ats d Presidente cntra livre exercíci d Pder Legislativ, d Pder Judiciári, d Ministéri Públic e ds Pderes cnstitucinais e unidades da Federaçã (art. 85, II da CF). Ats d Presidente cntra exercíci ds direits plítics, individuais e sciais (art. 85, III da CF). Ats d Presidente cntra a segurança interna d País (art. 85, IV da CF). Ats d Presidente cntra a prbidade administrativa (art. 85, V da CF). Ats d Presidente cntra a lei rçamentária (art. 85, VI da CF). Ats d Presidente cntra cumpriment das leis e das decisões judiciais (art. 85, VII da CF). Os crimes de respnsabilidade serã definids em lei especial, que estabelecerá as nrmas de prcess e julgament (art. 85, parágraf únic da CF). A lei 1079/50, alterada pela lei 10.028/00, define s crimes de respnsabilidade d Presidente da República, de Ministrs d Estad, ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal, d Prcuradr-Geral da República e utrs, e regula respectiv prcess de julgament. 2.2 Prcediment: O prcediment é bifásic, cmpst pr um juíz de admissibilidade d prcess na Câmara ds Deputads e julgament n Senad Federal.

- Juíz de admissibilidade d prcess: Smente cidadã tem legitimidade para denunciar perante a Câmara ds Deputads (art. 14 da Lei 1079/50). Cabe à Câmara ds Deputads autrizar pr 2/3 de seus membrs a instauraçã de prcess cntra Presidente, Vice-Presidente da República e s Ministrs d Estad (art. 51, I da CF). A vtaçã é aberta e nminal. Nã pdems esquecer que Presidente da República tem direit a cntraditóri e ampla defesa. - Julgament: Cabe a Senad, sb a presidência d Presidente d Suprem Tribunal Federal, prcessar e julgar pr 2/3 ds seus membrs prcess cntra Presidente e Vice-Presidente da República, s Ministrs de Estad ns crimes da mesma natureza cnexs cm Presidente. (art. 52, parágraf únic da CF). Está presente cntraditóri e ampla defesa. Instaurad prcess pel Senad Federal, Presidente ficará suspens de suas atividades, smente retrnand se abslvid u se prcess nã estiver cncluíd em 180 dias (art. 86, 1º, II e 2º da CF). A cndenaçã leva à perda d carg, cm inabilitaçã pr 8 ans para exercíci de funçã pública, sem prejuíz das demais sanções judiciais cabíveis (art. 52, parágraf únic da CF). A sentença será pr mei de resluçã d Senad Federal (art. 35 da Lei 1079/50). O Julgament pel Senad Federal nã pde ser alterad pel Judiciári, pis envlve critéris de cnveniência e prtunidade, send assim um julgament de natureza plítica. 3. Crime cmum: Abrange tdas as mdalidades de infrações, alcançand s delits eleitrais, s crimes cntra a vida e até mesm as cntravenções penais. Entretant, nã há fr privilegiad para ações ppulares, ações civis públicas e ações pr at de imprbidade administrativa mvidas cntra Presidente da República. Tend em vista que Presidente da República, na vigência de seu mandat, nã pde ser respnsabilizad pr ats estranhs a exercíci de suas funções (art. 86, 4º da CF), pdems cncluir que ele só pde ser respnsabilizad pr crime cmum praticad durante mandat e em razã d exercíci da funçã. Nã pde ser prcessad durante mandat pr infraçã cmetida antes d inici d mandat u pr infraçã cmetida durante, mas sem ligaçã cm a funçã. Tratase da irrespnsabilidade penal relativa. - Fase de admissibilidade: Cabe a Câmara ds Deputads autrizar pr 2/3 de seus membrs a instauraçã de prcess cntra Presidente e Vice- Presidente da República e s Ministrs d Estad (art. 51, I da CF). - Fase de julgament: Cabe a Suprem Tribunal Federal prcessar e julgar nas infrações cmuns Presidente da República, Vice-Presidente. Nas infrações penais cmuns e crimes de respnsabilidade, s Ministrs de Estad (art.

Pder Judiciári 102, I, b e c da CF). Diferentemente ds crimes de respnsabilidade, Suprem Tribunal Federal nã está brigad a receber a denúncia u queixa ferecida cntra Presidente, mesm que autrizada pr 2/3 da Câmara ds deputads. Tratase de respeit à Separaçã ds Pderes. Recebida a denúncia (frmulada pel Prcuradr-Geral da República) u queixa-crime (frmulada pel fendid) pel Suprem Tribunal Federal, Presidente da República ficará suspens de suas atividades pr 180 dias, smente retrnand se prcess nã estiver cncluíd neste períd u se abslvid (art. 86, 1º, I e 2º da CF). N crime de respnsabilidade, a suspensã crre cm a instauraçã d prcess pel Senad Federal. A cndenaçã leva a aplicaçã d tip penal previst. A perda d carg crre pr via reflexa, em decrrência da suspensã temprária ds direits plítics (art. 15, III da CF). O Presidente só pde ser pres pr sentença cndenatória (art. 86, 3º da CF). Garantias d Pder Judiciári 1. Garantias d Judiciári: Estas garantias sã cnferidas as membrs d pder judiciári para assegurar a sua independência. As garantias dividem-se em: - Garantias institucinais. - Garantias funcinais (ds membrs u de órgãs). 2. Garantias institucinais: Sã aquelas que garantem a independência d Pder Judiciári frente as demais pderes. É crime de respnsabilidade d Presidente da República atentar cntra livre exercíci d Pder Judiciári (art. 85, II da CF). - Autnmia financeira: Os Tribunais devem elabrar suas prpstas rçamentárias dentr ds limites estipulads cnjuntamente cm s demais pderes na lei de diretrizes rçamentárias (art. 99, 1º da CF). N âmbit da Uniã, encaminhament das prpstas cmpete a Presidente d Suprem Tribunal Federal e ds Tribunais Superires, cm aprvaçã ds respectivs Tribunais. N âmbit ds Estads, d Distrit Federal e Territóris cmpete as Presidentes ds Tribunais de Justiça, cm a aprvaçã ds respectivs Tribunais (art. 99, 2º da CF).

Se s órgãs referids n 2º nã encaminharem as respectivas prpstas rçamentárias dentr d praz estabelecid na lei de diretrizes rçamentárias, Pder Executiv cnsiderará, para fins de cnslidaçã da prpsta rçamentária anual, s valres aprvads na lei rçamentária vigente, ajustads de acrd cm s limites estipulads na frma d 1º deste artig (art. 99, 3º da CF). Se as prpstas rçamentárias de que trata este artig frem encaminhadas em desacrd cm s limites estipulads na frma d 1º, Pder Executiv prcederá as ajustes necessáris para fins de cnslidaçã da prpsta rçamentária anual (art. 99, 4º da CF). Durante a execuçã rçamentária d exercíci, nã pderá haver a realizaçã de despesas u a assunçã de brigações que extraplem s limites estabelecids na lei de diretrizes rçamentárias, excet se previamente autrizadas, mediante abertura de crédits suplementares u especiais (art. 99, 5º da CF). Os recurss crrespndentes às dtações rçamentárias, cmpreendids s crédits suplementares e especiais, destinads as órgãs ds Pderes Legislativ e Judiciári, d Ministéri Públic e da Defensria Pública, serlhe-ã entregues até dia 20 de cada mês, na frma da lei cmplementar a que se refere art. 165, 9º (art. 168 da CF). - Autnmia administrativa: Cmpete as Tribunais (art. 96, I da CF): Eleger seus órgãs diretivs e elabrar seus regiments interns, cm bservância das nrmas de prcess e das garantias prcessuais das partes, dispnd sbre a cmpetência e funcinament ds respectivs órgãs jurisdicinais e administrativs (art. 96, I, a da CF). Organizar suas secretarias e serviçs auxiliares e s ds juízs que lhes frem vinculads, veland pel exercíci da atividade crreicinal respectiva (art. 96, I, b da CF). Prver, na frma prevista nesta Cnstituiçã, s cargs de juiz de carreira da respectiva jurisdiçã (art. 96, I, c da CF). Prpr a criaçã de nvas varas judiciárias (art. 96, I, d da CF). Prver, pr cncurs públic de prvas e títuls, bedecid dispst n artig 169, parágraf únic, s cargs necessáris à administraçã da Justiça, excet s de cnfiança assim definids em lei (art. 96, I, e da CF). Cnceder licença, férias e utrs afastaments a seus membrs e as juízes e servidres que lhes frem imediatamente vinculads (art. 96, I, f da CF).

3. Garantias funcinais u de órgãs: Sã aquelas que garantem a independência e a imparcialidade ds membrs d Pder Judiciári. - Garantias de independência ds órgãs judiciáris: Vitaliciedade (art. 95, I da CF): É a garantia de permanência n carg, u seja, Juiz só perderá seu carg após decisã judicial transitada em julgad. A vitaliciedade em primeir grau só será, adquirida após 2 ans de efetiv exercíci d carg. Durante estági prbatóri, Juiz que ingressu pr cncurs só perderá carg pr deliberaçã d Tribunal a que estiver vinculad (art. 95, I da CF). Aqueles que ingressaram pel quint cnstitucinal também tem a garantia da vitaliciedade, adquirind-a n mment da psse. A Cnstituiçã Federal, em seu artig 52, traz um abrandament da vitaliciedade a prever que s Ministrs d Suprem Tribunal Federal serã prcessads e julgads pel Senad Federal ns crimes de respnsabilidade. Inamvibilidade (art. 95, II da CF): O at de remçã, dispnibilidade e apsentadria d magistrad, pr interesse públic, fundar-se-á em decisã pr vt da mairia absluta d respectiv tribunal u d Cnselh Nacinal de Justiça, assegurada a ampla defesa (art. 93, VIII da CF). Irredutibilidade de venciments (art. 95, III da CF): O Subsídi d magistrad nã pde ser reduzid, bservad artig 37,X e XI, 39, 4º, 150, II e 153, 2º, I da Cnstituiçã Federal (está sujeit a tributaçã). O Suprem Tribunal Federal decidiu pela existência da irredutibilidade jurídica, assim a garantia estará cumprida desde que nã haja diminuiçã nminal d subsídi, negand direit à atualizaçã mnetária. - Garantias de imparcialidade ds órgãs judiciáris: As juízes é vedad: Exercer, ainda que em dispnibilidade, utr carg u funçã, salv uma de magistéri (art. 95, parágraf únic, I da CF). Receber, a qualquer títul u pretext, custas u participaçã em prcess (art. 95, parágraf únic, II da CF). Dedicar-se a atividades plític-partidária (art. 95, parágraf únic, III da CF).

Receber, a qualquer títul u pretext, auxílis u cntribuições de pessas físicas, entidades públicas u privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei (art. 95, IV da CF). Exercer a advcacia n juíz u tribunal d qual se afastu, antes de decrrids 3 ans d afastament d carg pr apsentadria u exneraçã (art. 95, V da CF). Organizaçã d Pder Judiciári 1. Iniciativa de lei pel Suprem Tribunal Federal: Lei cmplementar, de iniciativa d STF, disprá sbre estatut da magistratura, bservads s seguintes princípis (art. 93 da CF): - Ingress na carreira, cuj carg inicial será de juiz substitut, mediante cncurs públic de prvas e títuls, cm a participaçã da OAB em tdas as suas fases, exigind-se d bacharel em direit, n mínim 3 ans de atividade jurídica e bedecend-se, nas nmeações, à rdem de classificaçã (art. 93, I da CF). - Prmçã de entrância para entrância, alternadamente, pr antiguidade e mereciment, atendidas as seguintes nrmas: É brigatória a prmçã d Juiz que figure pr 3 vezes cnsecutivas u 5 alternadas em lista de mereciment (art. 93, II, a da CF). Prmçã pr mereciment pressupõe 2 ans de exercíci na respectiva entrância e integrar juiz à primeira quinta parte da lista de antigüidade desta, salv se nã huver cm tais requisits quem aceit lugar vag (art. 93, II, b da CF). Aferiçã d mereciment cnfrme desempenh e pels critéris bjetivs de prdutividade e presteza n exercíci da jurisdiçã e pela freqüência e aprveitament em curss ficiais u recnhecids de aperfeiçament (art. 93, II, c da CF). Na apuraçã da antigüidade, tribunal smente pderá recusar juiz mais antig pel vt fundamentad de 2/3 de seus membrs, cnfrme prcediment própri, e assegurada ampla defesa, repetind-se a vtaçã até fixar-se a indicaçã (art. 93, II, d da CF). Nã será prmvid juiz que, injustificadamente, retiver auts em seu pder além d praz legal, nã pdend devlvê-ls a cartóri sem devid despach u decisã (art. 93, II, e da CF). - O acess as tribunais de 2º grau far-se-á pr antiguidade e mereciment, alternadamente, apurads na última u única entrância (art. 93, III da CF).

- Previsã de curss ficiais de preparaçã, aperfeiçament e prmçã de magistrads, cnstituind etapa brigatória d prcess de vitaliciament a participaçã em curs ficial u recnhecid pr escla nacinal de frmaçã e aperfeiçament de magistrads (art. 93, IV da CF). - Os subsídis ds Ministrs ds Tribunais Superires crrespnderã a 95% d subsídi mensal ds Ministrs d STF, e s subsídis ds demais magistrads serã fixads em lei e escalnads, em nível federal e estadual cnfrme as respectivas categrias da estrutura judiciária nacinal, nã pdend a diferença entre uma e utra ser superir a 10% u inferir a 5%, nem exceder a 95% d subsídi mensal ds Ministrs ds Tribunais Superires, bedecid em qualquer cas a dispst n art. 37, XI e 39, 4º (art. 93, V da CF). A remuneraçã e subsídi ds cupantes de cargs, funções e empregs públics da administraçã direta, autárquica e fundacinal, ds membrs de qualquer ds Pderes da Uniã, ds Estads e d Distrit Federal e ds Municípis, ds detentres de mandat eletiv e ds demais agentes plítics e s prvents, pensões u utra espécie remuneratória, percebids cumulativamente u nã, incluídas as vantagens pessais u de qualquer utra natureza, nã pderã exceder subsídi mensal, em espécie ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal, aplicand-se cm limite, ns Municípis, subsídi d Prefeit, e ns Estads e n Distrit Federal, subsídi mensal d Gvernadr n âmbit d Pder Executiv, subsídi ds Deputads Estaduais e Distritais n âmbit d Pder Legislativ e subsídi ds Desembargadres de Justiça, limitad a nventa inteirs e vinte e cinc centésims pr cent d subsídi mensal em espécie, ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal, n âmbit d Pder Judiciári, aplicável este limite as membrs d Ministéri Públic, as Prcuradres e as defensres Públics (art. 37, XI da CF). O subsídi ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal será fixad pr lei rdinária de iniciativa d Suprem Tribunal Federal, bservad artig 48, XV e 96, II, b da CF. O membr de Pder, detentr de mandat eletiv, s Ministrs de Estad e s Secretáris Estaduais e Municipais serã remunerads exclusivamente pr subsídi fixad em parcela única, vedad acréscim de qualquer gratificaçã, adicinal, abn, prêmi, verba de representaçã u utra espécie remuneratória, bedecid, em qualquer cas a dispst n art. 37, X e XI (art. 39, 4º da CF). - A apsentadria ds magistrads e a pensã de seus dependentes, bservarã dispst n art. 40 (art. 93, VI da CF). - O Juiz titular residirá na respectiva cmarca, salv autrizaçã d tribunal (art. 93, VII da CF). - O at de remçã, dispnibilidade e apsentadria d magistrad, pr interesse públic, fundar-se-á em decisã pr vt da mairia absluta d respectiv

tribunal u d Cnselh Nacinal de Justiça, assegurada a ampla defesa (art. 93, VIII da CF). - A remçã a pedid u a permuta de magistrads de cmarca de igual entrância atenderá, n que cuber, a dispst nas alíneas a, b, c e e d incis II (art. 93, VIIIA da CF). - Tds s julgaments ds órgãs d pder judiciári serã públics e fundamentadas tdas as decisões, sb pena de nulidade, pdend a lei limitar a presença, em determinads ats, às próprias partes e a seus advgads, u smente a estes, em cas ns quais a preservaçã d direit à intimidade d interessad n sigil nã prejudique interesse públic à infrmaçã (art. 93, IX da CF). - As decisões administrativas ds tribunais serã mtivadas e em sessã pública, send as disciplinares tmadas pel vt da mairia absluta de seus membrs (art. 93, X da CF). - Ns tribunais cm númer superir a 25 julgadres, pderá ser cnstituíd órgã especial, cm mínim de 11 e máxim de 25 membrs, para exercíci das atribuições administrativas e jurisdicinais delegadas da cmpetência d tribunal plen, prvend-se metade das vagas pr antigüidade e a utra metade pr eleiçã pel tribunal plen (art. 93, XI da CF). - A atividade jurisdicinal será ininterrupta, send vedad férias cletivas ns juízs e tribunais de segund grau, funcinand, ns dias em que nã huver expediente frense nrmal, juízes em plantã permanente (art. 93, XII da CF). - O númer de juízes na unidade jurisdicinal será prprcinal à efetiva demanda judicial e à respectiva ppulaçã (art. 93, XIII da CF). - Os servidres receberã delegaçã para a prática de ats de administraçã e ats de mer expediente sem caráter decisóri (art. 93, XIV da CF). - A distribuiçã de prcesss será imediata, em tds s graus de jurisdiçã (art. 93, XV da CF). 2. Iniciativa de lei d Suprem Tribunal Federal, ds Tribunais Superires e Tribunais de Justiça, bservad artig 169 da CF: - Alteraçã d númer de membrs ds tribunais inferires (art. 96, II, a da CF). - Criaçã e a extinçã de cargs e remuneraçã ds seus serviçs auxiliares e ds juízs que lhes frem vinculads, bem cm a fixaçã d subsídi de seus membrs e ds juízes, inclusive ds tribunais inferires, nde huver (art. 96, II, b da CF).

A fixaçã d subsídi ds Ministrs d Suprem Tribunal Federal será feita pr lei rdinária, de iniciativa d Presidente d Suprem Tribunal Federal. - Criaçã u extinçã ds Tribunais inferires (art. 96, II, c da CF). - Alteraçã da rganizaçã e da divisã judiciárias (art. 96, II, d da CF). Estrutura d Pder Judiciári 1. Órgãs d Pder Judiciári (art. 92 da CF): - Suprem Tribunal Federal (art. 92, I da CF). - Cnselh Nacinal de Justiça (art. 92, I A da CF). - Superir Tribunal de Justiça (art. 92, II da CF). - Tribunais Reginais Federais e Juizes Federais (art. 92, III da CF). - Tribunais e Juízes d Trabalh (art. 92, IV da CF). - Tribunais e Juízes Eleitrais (art. 92, V da CF). - Tribunais e Juízes ds Estads e d Distrit Federal e Territóris (art. 92, VI da CF). O Suprem Tribunal Federal, Cnselh Nacinal de Justiça e s Tribunais Superires têm sede na Capital Federal (art. 92, 1º da CF). O Suprem Tribunal Federal e s Tribunais Superires têm jurisdiçã em td territóri nacinal (art. 92, 2º da CF). 2. Órgãs de superpsiçã: O Suprem Tribunal Federal e Superir Tribunal de Justiça funcinam cm órgãs de superpsiçã, pis se sbrepõem às justiças cmuns e especiais (u especializadas). 2.1 Justiça Cmum: - Justiça federal: Tribunais Reginais Federais e Juízes Federais (art. 106 da CF). Lei federal disprá sbre a criaçã de juizads especiais n âmbit da Justiça Federal (art. 98, parágraf únic da CF). - Justiça estadual cmum u rdinária: Juízs de primeir grau de jurisdiçã, incluíds s Juizads especiais e a justiça de paz.

A Uniã, n Distrit Federal e ns Territóris e s Estads criarã: I- juizads especais, prvids pr juízes tgads, u tgads e leigs, cmpetentes para a cnciliaçã, julgament e a execuçã das causas cíveis de menr cmplexidade e infrações penais de menr ptencial fensiv, mediante s prcediments ral e sumaríssim, permitind, nas hipóteses previstas em lei, a transaçã e julgament de recurss pr turmas de juízes de primeir graus; II- justiça de paz, remunerada, cmpsta de cidadãs eleits pel vt diret, universal e secret, cm mandat de 4 ans e cmpetência para, na frma da lei, celebrar casament, verificar de fíci, u em face de impugnaçã apresentada, prcess de habilitaçã e exercer atribuições cnciliatórias, sem caráter jurisdicinal, além de utras previstas na legislaçã (art. 98, I e II da CF). Juízs de segund grau, cmpsts pels Tribunais de Justiça. 2.2. Justiça especial u especializada: - Justiça d Trabalh: Tribunal Superir d Trabalh, Tribunais Reginais d Trabalh e Juízes d Trabalh (art. 111 da CF). Haverá pel mens um TRT em cada Estad e n Distrit Federal (art. 112 da CF). - Justiça Eleitral: Tribunal Superir Eleitral, Tribunais Reginais Eleitrais, Juizes Eleitrais e Juntas Eleitrais (art. 118 da CF). Haverá um TRE na capital de cada Estad e n Distrit Federal (art. 120 da CF). Têm cmpetência penal e civil. - Justiça Militar: Superir Tribunal Militar; Tribunais Militares e Juizes Militares instituíds pr lei. Só têm cmpetência penal. 3. Quint Cnstitucinal: A regra d quint cnstitucinal aplica-se a Tribunal Reginal Federal, Tribunais ds Estads e d Distrit Federal e ds Territóris. Segund esta regra, um quint ds lugares nesses Tribunais serã cmpsts pr membrs d Ministéri Públic cm mais de dez ans de carreira e de advgads de ntóri saber jurídic e de reputaçã ilibada, cm mais de dez ans e efetiva atividade prfissinal (art. 94 da CF). Os órgãs de representaçã de classe ds Advgads e d Ministéri Públic elabrarã lista sêxtupla. O Tribunal, assim que recebida as indicações, frmará a lista tríplice e a encaminhará a Pder Executiv, que ns 20 dias subseqüentes esclherá um ds três para nmeaçã (art. 94, parágraf únic da CF). A regra d quint cnstitucinal nã se aplica as Tribunais superires. Sã Tribunais Superires Superir Tribunal de Justiça, Tribunal Superir eleitral, Superir Tribunal Militar e Tribunal Superir d Trabalh. 4. Características ds órgãs judiciáris:

4.1. Suprem Tribunal Federal: - Cmpsiçã: 11 Ministrs (art. 101 da CF). Há 5 ministrs na 1 a turma, 5 na 2 a e um Presidente. - Investidura (art. 101, parágraf únic da CF): O Presidente da República esclhe e indica candidat, devend ser aprvad pr mairia absluta n Senad Federal (art. 52, III, a da CF). Após aprvaçã pel Senad, será nmead pel Presidente da República (art. 84, XVI da CF). A psse será dada pel Presidente d Suprem Tribunal Federal e acarretará a vitaliciedade. - Requisits (art. 101 da CF): Ser cidadã: estar n plen gz ds direits plítics. Ter mais de 35 e mens de 65 ans. Ter ntável saber jurídic e reputaçã ilibada. Ser brasileir nat (art. 12, 3, IV da CF). 4.2. Cnselh Nacinal de Justiça: O CNJ integra a estrutura d Pder Judiciári tend a natureza jurídica de órgã judicial. Entretant, as suas decisões sã administrativas e nã jurisdicinais. - Cmpsiçã: 15 membrs, send que nve integram Pder Judiciári e seis serã recrutads entre representantes d Ministéri Públic, Ordem ds Advgads d Brasil e da sciedade civil (art. 103B da CF): 1 Ministr d Suprem Tribunal Federal, indicad pel respectiv tribunal (art. 103B, I da CF); 1 Ministr d Superir Tribunal de Justiça, indicad pel respectiv tribunal (art. 103B, II da CF); 1 Ministr d Tribunal Superir d Trabalh, indicad pel respectiv tribunal (art. 103B, III da CF); 1 Desembargadr de Tribunal de Justiça, indicad pel Suprem Tribunal Federal (art. 103B, IV da CF); 1 Juiz estadual, indicad pel Suprem Tribunal Federal (art. 103B, V da CF); 1 Juiz de Tribunal Reginal Federal, indicad pel Superir Tribunal de Justiça (art. 103B, VI da CF); 1 Juiz federal, indicad pel Superir Tribunal de Justiça (art. 103B, VII da CF); 1 Juiz de Tribunal Reginal d Trabalh, indicad pel Tribunal Superir d Trabalh (art. 103B, VIII da CF); 1 Juiz d trabalh, indicad pel Tribunal Superir d Trabalh (art. 103B, IX da CF);

1 membr d Ministéri Públic da Uniã, indicad pel Prcuradr-Geral da República (art. 103B. X da CF); 1 membr d Ministéri Públic estadual, esclhid pel Prcuradr-Geral da República dentre s nmes indicads pel órgã cmpetente de cada instituiçã estadual (art. 103B, XI da CF); 2 Advgads, indicads pel Cnselh Federal da Ordem ds Advgads d Brasil (art. 103B, XII da CF); 2 Cidadãs, de ntável saber jurídic e reputaçã ilibada, indicads um pela Câmara ds Deputads e utr pel Senad Federal (art. 103B, XIII da CF). O Ministr d Suprem Tribunal Federal exercerá a presidência d Cnselh. O Cnselh será presidid pel Ministr d Suprem Tribunal Federal, que vtará em cas de empate, ficand excluíd da distribuiçã de prcesss naquele tribunal (art. 103 B, 1º da CF). Os membrs d Cnselh serã nmeads pel Presidente da República, depis de aprvada a esclha pela mairia absluta d Senad Federal (art. 103B, 2º da CF). O Prcuradr-Geral da República e Presidente d Cnselh Federal da OAB vã ficiar junt a órgã, funcinand cm uma espécie de custs legis dentr das atribuições d Cnselh. Nã efetuadas, n praz legal, as indicações previstas neste artig, caberá a esclha a Suprem Tribunal Federal (art. 103B, 2º da CF). - Requisits (art. 103B da CF): Ter mais de 35 e mens de 66 ans; 4.3. Superir Tribunal de Justiça: - Cmpsiçã: n mínim 33 Ministrs, send cmpst pr (art. 104 da CF): - Investidura: 1/3 de juízes ds Tribunais Reginais Federais (art. 104, parágraf únic, I da CF). 1/3 ds Desembargadres ds Tribunais de Justiça, indicads (art. 104, parágraf únic, I da CF). 1/3: 1/6 de advgads e 1/6 de membrs d Ministéri Públic Federal, estadual d Distrit Federal e Territóris, alternadamente (art. 104, parágraf únic, II da CF). Cm relaçã as juízes ds Tribunais Reginais Federais e s Desembargadres ds Tribunais de Justiça: O própri STJ elabrará

lista tríplice a ser encaminhada a Presidente, pdend abranger magistrads que tenham ingressad nestes Tribunais pel quint cnstitucinal (art. 104, parágraf únic, I da CF). Cm relaçã as advgads e membrs d Ministéri Públic: Cada instituiçã encaminhará lista sêxtupla a STJ, que elabrará lista tríplice a ser encaminhada a Presidente da República (art. 104, parágraf únic, II da CF). Os Ministrs d STJ serã nmeads pel Presidente da República depis de aprvada a esclha pela mairia absluta d Senad Federal (art. 104, parágraf únic da CF). - Requisits (art. 104, parágraf únic da CF): Ter mais de 35 e mens de 65 ans; Ter ntável saber jurídic e reputaçã ilibada; Ser brasileir nat u naturalizad. 4.4. Justiça Trabalhista: - Tribunal Superir d Trabalh: Cmpsiçã: 27 Ministrs, send cmpsts pr (art. 111A da CF): 1/5 dentre advgads cm mais de 10 ans de efetiva atividade prfissinal e membrs d Ministéri Públic d Trabalh cm mais de 10 ans de efetiv exercíci, bservad dispst n art. 94 (art. 111A, I da CF). Os demais dentre juízes ds Tribunais Reginais d Trabalh, riunds da magistratura da carreira, indicads pel própri Tribunal Superir. Os Ministrs d TST serã nmeads pel Presidente da República depis de aprvada a esclha pela mairia absluta d Senad Federal (art. 111A, parágraf únic da CF). - Tribunais Reginais d Trabalh: Cmpsiçã: 7 juízes recrutads, quand pssível, na respectiva regiã, e nmeads pel Presidente da República, dentre brasileirs cm mais de 30 e mens de 65 ans send (art. 115 da CF): 1/5 dentre advgads cm mais de 10 ans de efetiva atividade prfissinal e membrs d Ministéri Públic d Trabalh cm mais de 10 ans de efetiv exercíci, bservad dispst n art. 94 (art. 115, I da CF).

Os demais mediante prmçã de juízes d trabalh pr antiguidade e mereciment (art. 115, II da CF). Os Tribunais Reginais d Trabalh instalarã a justiça itinerante, cm a realizaçã de audiências e demais funções de atividade jurisdicinal, ns limites territriais da respectiva jurisdiçã, servind-se de equipaments públics e cmunitáris (art. 115, 1º da CF). Os Tribunais Reginais d Trabalh pderã funcinar descentralizadamente, cnstituind Câmaras reginais, a fim de assegurar plen acess d jurisdicinad à justiça em tdas as fases d prcess (art. 115, 2º da CF). 4.5. Tribunais Reginais Federais: - Cmpsiçã: n mínim 7 juízes, recrutads quand pssível, na respectiva regiã. - Investidura: Sã nmeads pel Presidente da República bservada a regra d quint cnstitucinal (art. 107 da CF). 1/5: deverá ser esclhid dentre advgads cm mais de 10 ans de efetiva atividade prfissinal e membrs d Ministéri Públic cm mais de 10 ans de carreira. Demais: Serã frmads mediante prmçã de juízes federais cm mais de 5 ans de exercíci, pr antiguidade e mereciment, alternadamente. (art. 107, I e II da CF). - Requisits (art. 107 da CF): Ter mais de 30 e mens de 65 ans; Ser brasileir nat u naturalizad. Os Tribunais Reginais Federais instalarã a justiça itinerante, cm a realizaçã de audiências e demais funções da atividade jurisdicinal, ns limites territriais da respectiva jurisdiçã, servind-se de equipaments públics cmunitáris (art. 107, 2º da CF). Os Tribunais Reginais Federais pderã funcinar descentralizadamente, cnstituind Câmaras reginais, a fim de assegurar plen acess d jurisdicinad à justiça em tdas as fases d prcess (art. 107, 3º da CF). 4.6 Justiça Eleitral: - Tribunal Superir Eleitral:

Cmpsiçã: n mínim 7 membrs (art. 119 da CF). 3 juízes serã eleits dentre s Ministrs d STF pel vt secret d própri STF; 2 juízes serã eleits dentre s Ministrs d STJ, pel vt secret d própri STJ; 2 utrs juízes serã esclhids dentre advgads de ntável saber jurídic e idneidade mral, cnstantes de lista sêxtupla elabrada pel STF a ser encaminhada a Presidente da República. O Presidente da República s esclherá sem necessidade de sabatina pel Senad Federal (art. 119, I e II da CF). A Cnstituiçã smente exige requisits para s dis juízes pertencentes a advcacia. O Presidente e Vice-Presidente d Tribunal Superir Eleitral serã eleits pel TSE dentre s Ministrs d STF. O Crregedr eleitral d TSE será eleit pel TSE, dentre s Ministrs d STJ (art. 119, parágraf únic da CF). - Tribunais Reginais Eleitrais: Cmpsiçã: 7 membrs. Apesar da inaplicabilidade da regra d 1/5 cnstitucinal, existem regras predeterminadas sbre a cmpsiçã ds Tribunais Reginais eleitrais (art. 120, 1º da CF): 2 Juízes serã eleits dentre s Desembargadres d Tribunal de Justiça; 2 juízes serã eleits dentre s Juízes de direit, pel vt secret d Tribunal de Justiça; 1 juiz d Tribunal Reginal Federal cm sede na Capital u Estad u n Distrit Federal, u nã havend, de Juiz federal, esclhid, em qualquer cas pel TRF respectiv; 2 utrs juízes serã esclhids dentre advgads de ntável saber jurídic e idneidade mral, cnstantes de lista sêxtupla elabrada pel Tribunal de Justiça a ser encaminhada a Presidente da República. O Presidente e Vice-Presidente d TRE serã eleits pel TRE dentre s Desembargadres. 4.7 Justiça Militar - Superir Tribunal Militar:

Cmpsiçã: 15 ministrs vitalícis (art. 123 da CF): 3 dentre ficiais-generais da Marinha; 4 dentre ficiais-generais d Exércit; 3 dentre ficiais-generais da Aernáutica, tds da ativa e d pst mais elevad da carreira; 5 dentre civis, ds quais 3 serã esclhids dentre advgads de ntóri saber jurídic e cnduta ilibada cm mais de dez ans de efetiva atividade prfissinal, 1 dentre juizes auditres e 1 membr d Ministéri Públic da Justiça Militar (art. 123, parágraf únic da CF). O Presidente da República esclhe e indica candidat, devend ser aprvad pr mairia relativa u simples n Senad Federal (art. 52, III, a da CF). Assim que aprvad, será nmead pel Presidente da República (art. 84, XVI e 123 da CF). Requisits: Para s ministrs civis: ser brasileir nat u naturalizad; ter mais de 35 ans de idade; para s civis esclhids dentre advgads: ter ntóri saber jurídic e cnduta ilibada, cm mais de 10 ans de efetiva atividade prfissinal. Para s ficiais-generais: Valem s requisits para que atinjam a patente de ficiais-generais, entre eles, ser brasileir nat (art. 12, 3º, VI da CF). 5. Cmpetências: 5.1 Suprem Tribunal Federal: - Cmpetência riginária: O Tribunal analisará a questã em única instância. Cabe a STF prcessar e julgar riginariamente (art. 102, I da CF): Açã direta de incnstitucinalidade de lei u at nrmativ federal u estadual e açã direta de cnstitucinalidade de lei u at nrmativ federal (art. 102, I, a da CF). Nas infrações penais cmuns: O Presidente da República, Vice- Presidente, s membrs d Cngress Nacinal, seus própris Ministrs, Prcuradr-Geral da República (art. 102, I, b da CF). Nas infrações penais cmuns e ns crimes de respnsabilidade: Ministrs de Estad, Cmandantes da Marinha, d Exércit e da Aernáutica, ressalvad dispst n artig 52, I (salv ns crimes

cnexs cm Presidente), s membrs ds Tribunais Superires, s ds Tribunais de Cntas da Uniã e s chefes de missã diplmática de caráter permanente (art. 102, I, c da CF). Habeas crpus, send paciente qualquer das pessas referidas nas alíenas anterires; mandad de segurança e habeas data cntra ats d Presidente da República, das Mesas da Câmara ds deputads e d Senad Federal, d Tribunal de Cntas da Uniã, d Prcuradr-Geral da República e d própri Suprem Tribunal Federal (art. 102, I, d da CF). Litígi entre Estad estrangeir u rganism internacinal e a Uniã, Estad, Distrit Federal u Territóri (art. 102, I, e da CF). As causas e s cnflits entre a Uniã e s Estads, a Uniã e Distrit Federal, u entre uns e utrs, inclusive as respectivas entidades da administraçã indireta (art. 102, I, f da CF). Extradiçã slicitada pr Estad estrangeir (art. 102, I, g da CF). Habeas crpus, quand catr fr Tribunal Superir u quand catr u paciente fr autridade u funcináris cujs ats estejam sujeits diretamente a jurisdiçã d Suprem Tribunal Federal, u se trate de crime sujeit à mesma jurisdiçã em uma única instância (art. 102, I, i da CF). Revisã criminal e açã rescisória de seus julgads (art. 102, I, j da CF). Reclamaçã para a preservaçã de sua cmpetência e a garantia da autridade de suas decisões (art. 102, I, l da CF). Execuçã de sentença nas causas de sua cmpetência riginária, facultada a delegaçã de atribuições para a prática de ats prcessuais (art. 102, I, m da CF). Açã em que tds s membrs da magistratura sejam direta u indiretamente interessads, e aquela em que mais da metade ds membrs d tribunal de rigem estejam impedids u sejam direta u indiretamente interessads (art. 102, I, n da CF). Cnflits de cmpetência entre Superir Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais, entre Tribunais Superires u entre estes e qualquer utr tribunal (art. 102, I, da CF). Também cabe a STF julgament de cnflit de cmpetência envlvend Tribunais Superires e juízes vinculads a utrs tribunais. Pedid de mediada cautelar das ações diretas de incnstitucinalidade (art. 102, I, p da CF).

Mandad de injunçã, quand a elabraçã da nrma regulamentadra fr atribuiçã d Presidente da República, d Cngress Nacinal, da Câmara ds deputads, d Senad Federal, das Mesas de uma dessas Casas legislativas, d Tribunal de Cntas da Uniã, de um ds Tribunais Superires u d própri Suprem Tribunal Federal (art. 102, I, q da CF). As ações cntra Cnselh Nacinal de Justiça e cntra Cnselh Nacinal d Ministéri Públic (art. 102, I, r da CF). - Cmpetência Recursal rdinária: O Tribunal analisará a questã em última instância. Cabe a STF julgar, em recurs rdinári (art. 102, II da CF): Habeas crpus, mandad de segurança, habeas data e mandad de injunçã decidids em única instância pels Tribunais Superires, se denegatória a decisã (art. 102, II, a da CF). A decisã denegatória tem que ter sid prferida pel STJ, TSE, STM u TST em única instância. Tais decisões abrangem tant as decisões de mérit cm as que extinguem prcess sem julgament d mérit. Crime plític (art. 102, II, b da CF). - Cmpetência Recursal extrardinária: O Tribunal analisará a questã em ultima instância. Cabe a STF, julgar, mediante recurs extrardinári, as causas decididas em única u ultima instância, quand a decisã recrrida (art. 102, III da CF): Cntrariar dispsitiv da Cnstituiçã Federal (art. 102, III, a da CF). Declarar a incnstitucinalidade de tratad u lei federal (art. 102, III, b da CF). Julgar válida a lei u at de gvern lcal cntestad em face da Cnstituiçã Federal (art. 102, III, c da CF). Julgar válida a lei lcal cntestada em face de lei federal (art. 102, III, d da CF). É relevante lembrar que só cabe recurs extrardinári quand esgtads s meis recursais rdináris. Nã é necessári que a decisã recrrida tenha sid prferida pr algum tribunal. Cabe recurs extrardinári de decisões interlcutórias. N recurs extrardinári, recrrente deverá demnstrar a repercussã geral das questões cnstitucinais discutidas n cas, ns terms da lei, a fim de que Tribunal examine a admissã d recurs, smente pdend

recusá-l pela manifestaçã de 2/3 ds seus membrs (art. 102, 3º da CF). 5.2 Cnselh Nacinal de Justiça: Cmpete a Cnselh cntrle da atuaçã administrativa e financeira d Pder Judiciári e d cumpriment ds deveres funcinais ds juízes, cabend-lhe, além de utras atribuições que lhe frem cnferidas pel Estatut da Magistratura (art. 103B, 4º da CF): - Zelar pela autnmia d Pder Judiciári e pel cumpriment d Estatut da Magistratura, pdend expedir ats regulamentares, n âmbit de sua cmpetência, u recmendar prvidências. - Zelar pela bservância d art. 37 e apreciar, de fíci u mediante prvcaçã, a legalidade ds ats administrativs praticads pr membrs u órgãs d Pder Judiciári, pdend descnstituíls, revê-ls u fixar praz para que se adtem as prvidências necessárias a exat cumpriment da lei, sem prejuíz da cmpetência d Tribunal de Cntas da Uniã. - Receber e cnhecer das reclamações cntra membrs u órgãs d Pder Judiciári, inclusive cntra seus serviçs auxiliares, serventias e órgãs prestadres de serviçs ntariais e de registr que atuem pr delegaçã d pder públic u ficializads, sem prejuíz da cmpetência disciplinar e crreicinal ds tribunais, pdend avcar prcesss disciplinares em curs e determinar a remçã, a dispnibilidade u a apsentadria cm subsídis u prvents prprcinais a temp de serviç e aplicar utras sanções administrativas, assegurada ampla defesa. - Representar a Ministéri Públic, n cas de crime cntra a administraçã pública u de abus de autridade. - Rever, de fíci u mediante prvcaçã, s prcesss disciplinares de juízes e membrs de tribunais julgads há mens de um an. - Elabrar semestralmente relatóri estatístic sbre prcesss e sentenças prlatadas, pr unidade da Federaçã, ns diferentes órgãs d Pder Judiciári. - Elabrar relatóri anual, prpnd as prvidências que julgar necessárias, sbre a situaçã d Pder Judiciári n País e as atividades d Cnselh, qual deve integrar mensagem d Presidente d Suprem Tribunal Federal a ser remetida a Cngress Nacinal, pr casiã da abertura da sessã legislativa. O Ministr d Superir Tribunal de Justiça exercerá a funçã de Ministr- Crregedr e ficará excluíd da distribuiçã de prcesss n Tribunal, cmpetind-lhe, além das atribuições que lhe frem cnferidas pel Estatut da Magistratura, as seguintes: I - receber as reclamações e denúncias, de qualquer interessad, relativas as magistrads e as serviçs judiciáris; II - exercer funções executivas d Cnselh, de inspeçã e de crreiçã geral; III - requisitar

e designar magistrads, delegand-lhes atribuições, e requisitar servidres de juízs u tribunais, inclusive ns Estads, Distrit Federal e Territóris (art. 103B, 5º da CF). Junt a Cnselh ficiarã Prcuradr-Geral da República e Presidente d Cnselh Federal da Ordem ds Advgads d Brasil (art. 103B, 6º da CF). A Uniã, inclusive n Distrit Federal e ns Territóris, criará uvidrias de justiça, cmpetentes para receber reclamações e denúncias de qualquer interessad cntra membrs u órgãs d Pder Judiciári, u cntra seus serviçs auxiliares, representand diretamente a Cnselh Nacinal de Justiça (art. 103B, 7º da CF). 5.3 Superir Tribunal de Justiça: O STJ é guardiã d rdenament jurídic federal. - Cmpetência Originária: O Tribunal analisará a questã em única instância. Cmpete a STJ prcessar e julgar, riginariamente (art. 105, I da CF): Ns crimes cmuns: s Gvernadres ds Estads e Distrit Federal (art. 105, I, a da CF). Ns crimes cmuns e ns crimes de respnsabilidade: Desembargadres ds Tribunais de Justiça ds Estads e d Distrit Federal, s membrs ds Tribunais de Cntas ds Estads e d Distrit Federal, s ds Tribunais Reginais Federais, ds Tribunais Reginais Eleitrais e d Trabalh, s membrs ds Cnselhs u Tribunais de Cntas ds Municípis e s d Ministéri Públic da Uniã que ficiem perante tribunais (art. 105, I, a da CF). Mandads de segurança e s habeas data cntra at de Ministr de Estad, ds Cmandantes da Marinha, d Exércit e da Aernáutica u d própri Tribunal (art. 105, I, b da CF). Habeas crpus, quand catr u paciente fr qualquer das pessas mencinadas nas alíenas a, u quand catr fr tribunal sujeit à sua jurisdiçã, Ministr de estad u Cmandante da Marinha, d Exércit u da Aernáutica, ressalvada a cmpetência da Justiça Eleitral (art. 105, I, c da CF). Cnflits de cmpetência entre quaisquer tribunais, ressalvad dispst n art. 102, I, a, bem cm entre tribunal e juízes a ele nã vinculads e entre juízes vinculads a tribunais diverss (art. 105, I, d da CF). Também cabe a STJ reslver cnflit de atribuições entre membrs d Ministéri Públic de Estads diverss u entre membrs d Ministéri Públic estadual e Federal, desde que

suscitem a ausência u presença de atribuições perante s respectivs juízs. Revisões criminais e ações rescisórias de seus julgads (art. 105, I, e da CF). Reclamações para a preservaçã de sua cmpetência e a garantia da autridade de suas decisões (art. 105, f da CF). Cnflits de atribuições entre autridades administrativas e judiciárias da Uniã, u entre autridades judiciárias de um Estad e administrativas de utr u d Distrit Federal, u entre as deste e da Uniã (art. 105, g da CF). Mandad de injunçã, quand a elabraçã da nrma regulamentadra fr de atribuiçã de órgã, entidade u autridade federal, da administraçã direta u indireta, excetuad s cass de cmpetência d Suprem Tribunal Federal e ds órgãs da Justiça Militar, da Justiça eleitral, da Justiça d Trabalh e da Justiça Federal (art. 105, h da CF). A hmlgaçã de sentenças estrangeiras e a cncessã de exequatur às cartas rgatórias (art. 105, ï da CF). - Cmpetência Recursal rdinária: Cmpete a STJ julgar, em recurs rdinári (art. 105, II da CF): Habeas crpus decidids em única u última instância pels Tribunais Reginais Federais u pels Tribunais ds Estads, d Distrit Federal e Territóris quand a decisã fr denegatória (art. 105, II a da CF). Mandads de segurança decidids em única u última instância pels Tribunais Reginais Federais u pels Tribunais ds Estads, d Distrit Federal e Territóris quand a decisã fr denegatória (art. 105, II, b da CF). Causas em que frem parte Estad estrangeir u rganism internacinal, de um lad, e, d utr, Municípi u pessa residente u dmiciliada n País (art. 105, II, c da CF). - Cmpetência Recursal especial: Cmpete a STJ julgar, em recurs especial, as causas decididas, em única u última instância pels Tribunais Reginais Federais u pels Tribunais ds Estads, d Distrit Federal e Territóris quand a decisã recrrida (art. 105, III da CF): Cntrariar tratad u lei federal, u negar-lhes vigência (art. 105, III, a da CF).

Julgar válid at de gvern lcal cntestad em face de lei federal (art. 105, III, b da CF). Der à lei federal interpretaçã diversa da que lhe haja atribuíd utr tribunal (art. 105, III, c da CF). Também há necessidade de prequestinament da matéria. 5.4 Justiça Federal - Cmpetência Originária ds Tribunais Reginais Federais: Cmpete as Tribunais Reginais Federais prcessar e julgar, riginariamente (art. 108, I da CF): Juizes Federais da área de sua jurisdiçã, incluíds s da Justiça Militar e da Justiça d Trabalh, ns crimes cmuns e de respnsabilidade, e s membrs d Ministéri Públic da Uniã, ressalvada a cmpetência da Justiça Eleitral (art. 108, I, a da CF). Revisões criminais e ações rescisórias de seus julgads u ds juízes federais da regiã (art. 108, I, b da CF). Mandads de segurança e s habeas data cntra at d própri Tribunal u de Juiz Federal (art. 108, I, c da CF). Habeas crpus, quand a autridade catra fr juiz federal (art. 108, I, d da CF). Cnflits de cmpetência entre juízes federais vinculads a Tribunal (art. 108, I, e da CF). - Cmpetência Recursal ds Tribunais Reginais Federais: Cmpete as Tribunais Reginais Federais julgar, em grau de recurs, as causas decididas pels juizes federais e pels juízes estaduais n exercíci da cmpetência federal da área de sua jurisdiçã (art. 108, II da CF). - Cmpetência ds Juízes Federais: Cmpete as Juízes Federais prcessar e julgar (art. 109 da CF): Causas em que a Uniã, entidade autárquica u empresa pública federal fr interessada na cndiçã de autra, ré, assistente u pnente, excet as de falência, as de acidente de trabalh e as sujeitas à Justiça Eleitral e à Justiça d Trabalh (art. 109, I da CF). Causas entre Estad estrangeir u rganism internacinal e Municípi u pessa dmiciliada u residente n País (art. 109, II da CF).

Causas fundadas em tratad u cntrat da Uniã cm Estad estrangeir u rganism internacinal (art. 109, III da CF). Crimes plítics e as infrações penais praticadas em detriment de bens, serviçs u interesses da Uniã u de suas entidades autárquicas u empresas públicas, excluídas as cntravenções e ressalvada a cmpetência da Justiça Militar e da Justiça Eleitral (art. 109, IV da CF). Crimes prevists em tratad u cnvençã internacinal, quand, iniciada a execuçã n País, resultad tenha u devesse ter crrid n estrangeir u reciprcamente (art. 109, V da CF). As causas relativas a direits humans a que se refere 5º deste artig (art. 109, VA da CF): Nas hipóteses de grave vilaçã de direits humans, Prcuradr-Geral da República, cm a finalidade de assegurar cumpriment de brigações decrrentes de tratads internacinais de direits humans ds quais Brasil seja parte, pderá suscitar, perante Tribunal de Justiça, em qualquer fase d inquérit u prcess, incidente de deslcament de cmpetência para a Justiça Federal (art. 109, 5º da CF). Crimes cntra a rganizaçã d Trabalh e, ns cass determinads pr lei, cntra sistema financeir e a rdem ecnômic-financeira (art. 109, VI da CF). Habeas crpus, em matéria criminal de sua cmpetência u quand cnstrangiment prvier de autridade cujs ats nã estejam diretamente sujeits a utra jurisdiçã (art. 109, VII da CF). Os mandads de segurança e s habeas data cntra at de autridade federal, excetuads s cass de cmpetência ds tribunais federais (art. 109, VIII da CF). Crimes cmetids a brd de navis, aernaves, ressalvada a cmpetência da Justiça Militar (art. 109, IX da CF). Crimes de ingress u permanência irregular de estrangeir, a execuçã de carta rgatória, após exequatur, e de sentença estrangeira, após a hmlgaçã, as causas referentes à nacinalidade, inclusive a respectiva pçã e à naturalizaçã (art. 109, X da CF). Disputa sbre indígenas (art. 109, XI da CF). As causas em que a Uniã fr autra serã afradas na seçã judiciária nde tiver dmicíli a utra parte (art. 109, 1º da CF). As causas intentadas cntra a Uniã pderã ser afradas na seçã judiciária em que fr dmiciliad autr, naquela nde huver crrid at u fat que deu

rigem à demanda u nde esteja situada a cisa, u ainda, n Distrit Federal (art. 109, 2º da CF). Serã prcessadas e julgadas na justiça estadual, n fr d dmicíli ds segurads u beneficiáris, as causas em que frem parte instituiçã de previdência scial e segurad, sempre que a cmarca nã seja sede de vara de juíz federal, e, se verificada essa cndiçã, a lei pderá permitir que utras causas sejam também prcessadas e julgadas pela justiça estadual (art. 109, 3º da CF). O recurs cabível, nessa hipótese será sempre para Tribunal Reginal Federal na área de jurisdiçã d juiz de primeir grau (art. 109, 4º da CF). Tend em vista que a cmpetência da Justiça Federal vem taxativamente prevista na Cnstituiçã Federal, pdems cncluir que a cmpetência da justiça estadual é subsidiária. 5.5 Justiça d Trabalh: - Cmpetência d Tribunal Superir d Trabalh: A lei disprá sbre a cmpetência d Tribunal Superir d Trabalh (art. 111 A da CF). - Cmpetência da Justiça d Trabalh: Cmpete à Justiça d Trabalh prcessar e julgar (art. 114 da CF): As ações riundas da relaçã de trabalh, abrangids s entes de direit públic extern e da administraçã pública direta e indireta da Uniã, ds Estads, d Distrit Federal e ds Municípis (art. 114, I da CF). As ações que envlvam exercíci d direit de greve (art. 114, II da CF). As ações sbre representaçã sindical, entre sindicats, entre sindicat e trabalhadres, e entre sindicats e empregadres (art. 114, III da CF). Os mandads de segurança, habeas crpus e habeas data, quand at questinad envlver matéria sujeita à sua jurisdiçã (art. 114, IV da CF). Os cnflits de cmpetência entre órgãs cm jurisdiçã trabalhista, ressalvad dispst n art. 102, I, (art. 114, V da CF). As ações de indenizaçã pr dan mral u patrimnial, decrrentes da relaçã de trabalh (art. 114, VI da CF). As ações relativas às penalidades administrativas impstas as empregads pels órgãs de fiscalizaçã das relações de trabalh (art. 114, VII da CF).

A execuçã de fíci, das cntribuições sciais previstas n art. 195, I, a, e, II e seus acréscims legais, decrrentes das sentenças que prferir (art. 114, VIII da CF). Outras cntrvérsias decrrentes da relaçã de trabalh, na frma da lei (art. 114, IX da CF). Frustrada a negciaçã cletiva as partes pderã eleger árbitrs (art. 114, 1º da CF)". Recusand-se qualquer das partes à negciaçã u à arbitragem, é facultad as mesmas, de cmum acrd, ajuizar dissídi cletiv de natureza ecnômica, pdend a Justiça d Trabalh decidir cnflit, respeitadas as dispsições mínimas legais de prteçã a trabalh, bem cm as cnvencinadas anterirmente (art. 114, 2º da CF). Em cas de greve em atividade essencial, cm pssibilidade de lesã d interesse públic, Ministéri Públic d Trabalh pderá ajuizar dissídi cletiv, cmpetind à Justiça d Trabalh decidir cnflit (art. 114, 3º da CF). Nas varas d Trabalh, a jurisdiçã será exercida pr um Juiz singular (art. 116 da CF). A lei criará varas da Justiça d Trabalh, pdend, nas cmarcas nã abrangidas pr sua jurisdiçã, atribuí-las as juízes de direit, cm recurs para respectiv Tribunal Reginal d Trabalh (art. 112 da CF). A lei disprá sbre a cnstituiçã, investidura, jurisdiçã, cmpetência, garantias e cndições de exercíci ds órgãs da Justiça d Trabalh (art. 113 da CF). 5.6 Justiça Eleitral: Lei cmplementar disprá sbre a rganizaçã e a cmpetência ds tribunais, ds juízes de direit e das juntas eleitrais (art. 121 da CF). Os membrs ds Tribunais eleitrais, s juízes de direit e s integrantes das juntas eleitrais, n exercíci de suas funções, e n que lhes fr aplicáveis, gzarã de plenas garantias e serã inamvíveis (art. 121, 1º da CF). Os juízes ds Tribunais eleitrais, salv mtiv justificad, servirã pr 2 ans, n mínim, e nunca pr mais de dis biênis cnsecutivs (art. 121, 2º da CF). - Tribunal Superir Eleitral: Sã irrecrríveis as decisões d Tribunal Superir Eleitral, salv as que cntrariarem esta cnstituiçã e as denegatórias de habeas crpus u mandad de segurança (art. 121, 3º da CF). - Tribunais Reginais Eleitrais: Das decisões ds Tribunais Reginais Eleitrais smente caberá recus quand (art. 121, 4º da CF): Prferidas cntra dispsiçã expressa desta cnstituiçã u de lei (art. 121, 4º, I da CF).

Ocrrer divergência na interpretaçã de lei entre dis u mais tribunais eleitrais (art. 121, 4º, II da CF). 5.7 Justiça Militar Versarem sbre inelegibilidade u expediçã de diplmas nas eleições federais u estaduais (art. 121, 4º, III da CF). Anularem diplmas u decretarem a perda de mandats eletivs federais u estaduais (art. 121, 4º, IV da CF). Denegarem habeas crpus, mandad de segurança, habeas data u mandad de injunçã (art. 121, 4º, V da CF). - Justiça Militar da Uniã: Tem cmpetência exclusivamente penal, cabend prcessar e julgar s crimes militares definids em lei. É cmpsta pels Cnselhs de Justiça Militar e pel Superir Tribunal Militar. A lei disprá sbre a rganizaçã, funcinament e a cmpetência da Justiça Militar (art. 124, parágraf únic da CF). - Justiça Militar ds Estads: A lei estadual pderá criar, mediante prpsta d Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual, cnstituída em primeir grau, pels juízes de direit e pels Cnselhs de Justiça e, em segund grau, pel própri Tribunal de Justiça u pr Tribunal de Justiça Militar ns Estads em que efetiv militar seja superir a vinte mil integrantes (art. 125, 3º da CF). Cmpete à Justiça Militar estadual prcessar e julgar s militares ds Estads, ns crimes definids em lei e as ações judiciais cntra ats disciplinares militares, ressalvada a cmpetência d júri quand a vitima fr civil, cabend a tribunal cmpetente decidir sbre a perda d pst e da patente ds ficiais e da graduaçã das praças (art. 125, 4º da CF). Cmpete as juízes de direit d juíz militar prcessar e julgar singularmente, s crime militares cmetids cntra civis e as ações judiciais cntra s ats disciplinares militares, cabend a Cnselh de Justiça, sb a presidência de juiz de direit, prcessar e julgar s demais crime militares (art. 125, 5º da CF). 5.8 Tribunais e Juizes ds Estads: Os Estads rganizarã sua justiça, bservad s princípis estabelecids nesta Cnstituiçã (art. 125 da CF). Cmpete a Justiça estadual tud que nã fr de cmpetência das Justiças especiais u especializadas, nem da Justiça Federal. A cmpetência ds tribunais será definida na Cnstituiçã d Estad, send a lei de rganizaçã judiciária de iniciativa d Tribunal de Justiça (art. 125, 1º da CF).

O Tribunal de Justiça pderá funcinar descentralizadamente, cnstituind Câmaras reginais, a fim de assegurar plen acess d jurisdicinad ä justiça em tdas as fases d prcess (art. 125, 6º da CF). O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante, cm a realizaçã de audiências e demais funções da atividade jurisdicinal, ns limites territriais da respectiva jurisdiçã, servind-se de equipaments públics e cmunitáris (art. 125, 7º da CF). Para dirimir cnflits fundiáris, Tribunal de Justiça prprá a criaçã de varas especializadas, cm cmpetência exclusiva para questões agrárias (art. 126 da CF). (Fnte: http://www.webjur.cm.br/dutrina/direit_cnstitucinal/rganiza ds_pderes.htm, acess em 13/07/2013) 5 -ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE PLEBISCITO E REFERENDO Allan Walbert - Prtal EBC 26.06.2013-11h58 Atualizad em 28.06.2013-21h00 A prpsta da presidenta Dilma Russeff sbre plebiscit para a refrma plítica tem gerad dúvidas quant às diferenças entre referend e própri plebiscit. Entenda quais as principais características dessas duas mdalidades de cnsulta ppular. Tant plebiscit quant referend sã cnsultas feitas à ppulaçã para que ela pine e decida sbre aspects de extrem interesse à naçã, principalmente em matérias de Direit Cnstitucinal e Administrativ. LEIA TAMBÉM: - Entenda que é uma Cnstituinte - Entenda s principais pnts da Refrma Plítica

N plebiscit, a cnvcaçã da cnsulta é feita antes mesm da criaçã d at legislativ. Ou seja, pv é cnvidad a cntribuir cm a cnstruçã da lei e plítica prpsta a partir de uma série de perguntas. - O que é e cm funcina um plebiscit? Já referend é uma cnsulta feita após a criaçã d at legislativ. Nesse cas, a ppulaçã respnde a perguntas mais bjetivas sbre se aceita u nã determinada atitude gvernamental, u lei. Tant referend quant plebiscit estã prevists n artig 14 da Cnstituiçã Federal. Eles fram regulamentads pela Lei nº 9.709, de 1998. Exempls: Em 1993, crreu n Brasil um plebiscit para esclha d sistema de gvern. A ppulaçã teve que esclher entre mnarquia, república parlamentarista u presidencialism; send este últim, cm 66,26%, a esclha da mairia. Lembre resultad final. Em 2005, s brasileirs fram uvids sbre a alteraçã n artig 35 d Estatut d Desarmament, que pedia a pribiçã d cmérci de armas de fg n territóri nacinal. A pergunta fi: O cmérci de armas de fg e muniçã deve ser pribid n Brasil?. A mairia respndeu 'nã'. Direits autrais: Creative Cmmns - CC BY 3.0 (Fnte: http://www.ebc.cm.br/nticias/plitica/2013/06/entenda-a-diferenca-entreplebiscit-e-referend, acess em 13/07/2013) 6 - O QUE É A LEI 9.709: PLEBISCITO, REFERENDO E INICIATIVA POPULAR Casa Civil Subchefia para Assunts Jurídics LEI Nº 9.709, DE 18 DE NOVEMBRO DE 1998. Regulamenta a execuçã d dispst ns inciss I, II e III d art. 14 da Cnstituiçã Federal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faç saber que Cngress Nacinal decreta e eu sancin a seguinte Lei:

Art. 1 A sberania ppular é exercida pr sufrági universal e pel vt diret e secret, cm valr igual para tds, ns terms desta Lei e das nrmas cnstitucinais pertinentes, mediante: I plebiscit; II referend; III iniciativa ppular. Art. 2 Plebiscit e referend sã cnsultas frmuladas a pv para que delibere sbre matéria de acentuada relevância, de natureza cnstitucinal, legislativa u administrativa. 1 O plebiscit é cnvcad cm anteriridade a at legislativ u administrativ, cabend a pv, pel vt, aprvar u denegar que lhe tenha sid submetid. 2 O referend é cnvcad cm psteriridade a at legislativ u administrativ, cumprind a pv a respectiva ratificaçã u rejeiçã. Art. 3 Nas questões de relevância nacinal, de cmpetência d Pder Legislativ u d Pder Executiv, e n cas d 3 d art. 18 da Cnstituiçã Federal, plebiscit e referend sã cnvcads mediante decret legislativ, pr prpsta de um terç, n mínim, ds membrs que cmpõem qualquer das Casas d Cngress Nacinal, de cnfrmidade cm esta Lei. Art. 4 A incrpraçã de Estads entre si, subdivisã u desmembrament para se anexarem a utrs, u frmarem nvs Estads u Territóris Federais, dependem da aprvaçã da ppulaçã diretamente interessada, pr mei de plebiscit realizad na mesma data e hrári em cada um ds Estads, e d Cngress Nacinal, pr lei cmplementar, uvidas as respectivas Assembléias Legislativas. 1 Prclamad resultad da cnsulta plebiscitária, send favrável à alteraçã territrial prevista n caput, prjet de lei cmplementar respectiv será prpst perante qualquer das Casas d Cngress Nacinal. 2 À Casa perante a qual tenha sid apresentad prjet de lei cmplementar referid n parágraf anterir cmpete prceder à audiência das respectivas Assembléias Legislativas. 3 Na prtunidade prevista n parágraf anterir, as respectivas Assembléias Legislativas pinarã, sem caráter vinculativ, sbre a matéria, e frnecerã a Cngress Nacinal s detalhaments técnics cncernentes as aspects administrativs, financeirs, sciais e ecnômics da área geplítica afetada. 4 O Cngress Nacinal, a aprvar a lei cmplementar, tmará em cnta as infrmações técnicas a que se refere parágraf anterir.

Art. 5 O plebiscit destinad à criaçã, à incrpraçã, à fusã e a desmembrament de Municípis, será cnvcad pela Assembléia Legislativa, de cnfrmidade cm a legislaçã federal e estadual. Art. 6 Nas demais questões, de cmpetência ds Estads, d Distrit Federal e ds Municípis, plebiscit e referend serã cnvcads de cnfrmidade, respectivamente, cm a Cnstituiçã Estadual e cm a Lei Orgânica. Art. 7 Nas cnsultas plebiscitárias previstas ns arts. 4 e 5 entende-se pr ppulaçã diretamente interessada tant a d territóri que se pretende desmembrar, quant a d que sfrerá desmembrament; em cas de fusã u anexaçã, tant a ppulaçã da área que se quer anexar quant a da que receberá acréscim; e a vntade ppular se aferirá pel percentual que se manifestar em relaçã a ttal da ppulaçã cnsultada. Art. 8 Aprvad at cnvcatóri, Presidente d Cngress Nacinal dará ciência à Justiça Eleitral, a quem incumbirá, ns limites de sua circunscriçã: I fixar a data da cnsulta ppular; II trnar pública a cédula respectiva; III expedir instruções para a realizaçã d plebiscit u referend; IV assegurar a gratuidade ns mei de cmunicaçã de massa cncessináris de serviç públic, as partids plítics e às frentes suprapartidárias rganizadas pela sciedade civil em trn da matéria em questã, para a divulgaçã de seus pstulads referentes a tema sb cnsulta. Art. 9 Cnvcad plebiscit, prjet legislativ u medida administrativa nã efetivada, cujas matérias cnstituam bjet da cnsulta ppular, terá sustada sua tramitaçã, até que resultad das urnas seja prclamad. Art. 10. O plebiscit u referend, cnvcad ns terms da presente Lei, será cnsiderad aprvad u rejeitad pr mairia simples, de acrd cm resultad hmlgad pel Tribunal Superir Eleitral. Art. 11. O referend pde ser cnvcad n praz de trinta dias, a cntar da prmulgaçã de lei u adçã de medida administrativa, que se relacine de maneira direta cm a cnsulta ppular. Art. 12. A tramitaçã ds prjets de plebiscit e referend bedecerá às nrmas d Regiment Cmum d Cngress Nacinal. Art. 13. A iniciativa ppular cnsiste na apresentaçã de prjet de lei à Câmara ds Deputads, subscrit pr, n mínim, um pr cent d eleitrad nacinal, distribuíd pel mens pr cinc Estads, cm nã mens de três décims pr cent ds eleitres de cada um deles. 1 O prjet de lei de iniciativa ppular deverá circunscrever-se a um só assunt.

2 O prjet de lei de iniciativa ppular nã pderá ser rejeitad pr víci de frma, cabend à Câmara ds Deputads, pr seu órgã cmpetente, prvidenciar a crreçã de eventuais imprpriedades de técnica legislativa u de redaçã. Art. 14. A Câmara ds Deputads, verificand cumpriment das exigências estabelecidas n art. 13 e respectivs parágrafs, dará seguiment à iniciativa ppular, cnsante as nrmas d Regiment Intern. Art. 15. Esta Lei entra em vigr na data de sua publicaçã. Brasília, 18 de nvembr de 1998; 177 da Independência e 110 da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Renan Calheirs Este text nã substitui publicad n D.O.U. de 19.11.1998 (Fnte: http://www.planalt.gv.br/ccivil_03/leis/l9709.htm, acess em 13/07/2013)