DIREITO CONSTITUCIONAL
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- Ana Clara Alencastre
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1 SEFAZ DIREITO CONSTITUCIONAL Dos Deputados e dos Senadores Prof. Ubirajara Martell
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3 Direito Constitucional DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES Seção V DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES IMUNIDADES PARLAMENTARES Imunidade Material substantiva ou real Inviolabilidade art. 53 caput # não é possível renunciar a imunidade material # parlamentar em campanha política perde a imunidade # Imunidade é absoluta, na casa paramentar, inclusive para discursos de ódio # Imunidade é relativa, fora da casa, devendo estar na função parlamentar. Ex.: não comete crime contra a honra, se estiver na função de parlamentar, mas pode sofrer processo por quebra de decoro parlamentar. Imunidade Processual, formal ou adjetiva Art. 53, 2º a 5º crime e processo # Vereador não! # Crime praticado ANTES da Diplomação: o processo continua normalmente, somente se alterando a competência. # Crime praticado DEPOIS da Diplomação: o processo começa normalmente, mas a casa pode SUSTAR o processo # Renúncia do cargo após a instrução, não acarreta a perda da competência do tribunal Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001) 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. # primeiro a diplomação e depois a posse # FORO POR PRERROGATIVA DA FUNÇÃO # foroprivilegiado (invenção da mídia) Crime DOLOSO contra a vida praticado por Deputado Federal ou Senador Crime DOLOSO contra a vida praticado por Deputado Estadual, Distrital ou Vereador Competência do STF Tribunal do Júrí súmula vinculante
4 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. # desde a expedição do diploma # FLAGRANTE DE CRIME INAFIANÇÁVEL 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. # após a diplomação # MP denuncia e Poder Legislativo pode SUSTAR a ação 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva. 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida. Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão: I desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades constantes da alínea anterior; II desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas no inciso I, a ; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a ; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. 4
5 Dos Deputados e dos Senadores Prof. Ubirajara Martell INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS DOS PARLAMENTARES FEDERAIS DESDE A EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA DESDE A POSSE Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: I que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; (MAIORIA ABSOLUTA) II cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; (MAIORIA ABSOLUTA) III que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada; (DECLARAÇÃO / FORMALIZAÇÃO DA MESA) IV que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; (DECLARAÇÃO / FORMALIZAÇÃO DA MESA) V quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição; (DECLARAÇÃO / FORMALIZAÇÃO DA MESA) VI que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. (MAIORIA ABSOLUTA) 1º É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas. Decoro parlamentar é a conduta individual exemplar que se espera ser adotada pelos políticos, representantes eleitos de sua sociedade. O decoro parlamentar está descrito no regimento interno de cada casa do Congresso Nacional brasileiro. 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. # fim do voto secreto 3º Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os 2º e 3º. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 6, de 1994) Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: 5
6 I investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Estado, do Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária; II licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato. 6
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