DIREITO PROCESSUAL PENAL
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- Adriano Leal Bandeira
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1 DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e competência Competência em razão da pessoa: o foro por prerrogativa de função Parte 4 Prof. Thiago Almeida
2 . E no caso da prática de homicídio doloso?. Tribunal do Júri: competência com sede constitucional. Cisão processual
3 Algumas prerrogativas importantes. Supremo Tribunal Federal Art Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I processar e julgar, originariamente: [...] b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice- Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República; c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente.
4 . Superior Tribunal de Justiça Art Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I processar e julgar, originariamente: a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais.
5 . Tribunais de Justiça dos Estados. Art. 96, III, da Constituição prevê a prerrogativa dos TJ's para o julgamento dos juízes estaduais e do Distrito Federal, bem como dos membros do Ministério Público dos Estados. Contudo, a Constituição faz uma ressalva expressa, de modo que, se qualquer desses agentes praticar um crime eleitoral, será julgado pelo TRE, órgão de segundo grau da Justiça Eleitoral. Assim, eles estão vinculados a um Tribunal de Justiça do respectivo Estado e, mesmo que cometa o agente um delito de competência da Justiça Federal (uma das situações do art. 109 da CF), tem-se entendido que prevalece a prerrogativa de ser julgado pelo seu TJ
6 . Tribunais Regionais Federais. Em simetria, os juízes federais, militares e da Justiça do Trabalho e membros do MP da União serão julgados nas mesmas condições, mas pelo respectivo Tribunal Regional Federal, art. 108, I, a, da Constituição. Também existe a ressalva em relação aos crimes eleitorais, de modo que, se um desses agentes cometer um crime dessa natureza, será julgado pelo órgão de segundo grau da Justiça Eleitoral, ou seja, o TRE
7 Deputados estaduais. Tem a prerrogativa de ser julgado pelo mais alto tribunal do estado ao qual está vinculado; logo, se cometer um crime de competência da Justiça Comum Estadual, será julgado pelo Tribunal de Justiça. Em se tratando de crime de competência da Justiça Federal, será julgado no TRF; sendo crime eleitoral, será julgado no TRE. Foro prevalece sobre o Tribunal do Júri? Cuidado.... Ponto controverso (CR/88, art. 27, 1º?). STJ, CC : Apesar de não constar do artigo 27, parágrafo 1º, da Carta Magna, expressamente, a extensão do foro por prerrogativa de função aos deputados estaduais, tem-se que as Constituições locais, ao estabelecerem para os parlamentares do estado idêntica garantia prevista para os congressistas, refletem a própria Constituição Federal, não se podendo, portanto, afirmar que referida prerrogativa encontra-se prevista, exclusivamente, na Constituição Estadual
8 Prefeitos municipais. Aury Lopes Jr.: o tratamento dado pelo art. 29, X, da Constituição é pouco representativo do alcance da prerrogativa. Se o prefeito cometer um crime de competência da Justiça Comum Estadual, será julgado no Tribunal de Justiça, mesmo que se trate de um crime de competência do Tribunal do Júri. Contudo, se for um crime eleitoral, será julgado pelo TRE. Se o delito for de competência da Justiça Federal será julgado pelo TRF. STF, Súmula A competência do Tribunal de Justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de competência da Justiça Comum Estadual. (nos demais casos, a competência originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau)
9 Vereadores. Não foram contemplados com nenhuma prerrogativa de foro pela CR/88. Em caso de fixação de foro em Constituição estadual, não prevalece sobre a competência do Júri (STF, Súmula Vinculante 45)
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