Ìndice 1. Introdução... 2

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Transcrição:

Ìndice 1. Introdução... 2 2. Realizações... 2 2.1. Produção e Distribuição de Mudas... 2 Tabela 1. Ponto de Situação da produção de mudas campanha 2015/16... 3 2.2. Distribuição de Mudas... 4 Tabela 2. Evolução da Distribuição de Mudas... 5 3. Comercialização da Castanha de Caju Campanha 2015/16... 5 Tabela 3. Evolução da Comercialização da Castanha de Caju 2015/16... 6 Tabela 5. Meta de Tratamento Quimico 2016.... 7 5. Investigação... 7 6. Exportação de Castanha Bruta... 7 7. A Indústria de processamento de castanha... 8 Tabela 3: Castanha adquirida pela indústria 2015/2016... 8 Tabela 4: Exportação de amêndoa... 9 8. Perspectivas para o II Trimestre... 9 Instituto de Fomento do Caju/ Relatório do PES I Trimestre 2016 1

BALANÇO DO PES I TRIMESTRE DE 2016 1. Introdução As principais actividades do Instituto de Fomento do Caju inseridas no PES 2016 consistem na (i) Produção e Distribuição de Mudas de Cajueiros (ii) Monitoria da Comercialização da Castanha de Caju e (iii) Tratamento Químico de Cajueiros. O maneio integrado de pragas e doenças de cajueiro tem como uma das suas componentes as limpezas e podas dos cajueiros com vista a diminuir o grau de infestação e de ataque das árvores por pragas e doenças que têm constituído a principal causa do declínio da produção e diminuição da qualidade do produto final (Castanha de Caju). O controlo químico de pragas e doenças é realizado em plantas com maior potencial produtivo, devido ao alto custo de insumos que até ao momento estão sob subvenção do Estado. 2. Realizações 2.1. Produção e Distribuição de Mudas No âmbito do Programa de Podução e Distribuição de Mudas de Cajueiros está prevista, para a campanha 2015/16, a produção de 4.000.000 mudas. Esta cifra representa um incrimento de 7% em relação à meta estabelecida na campanha anterior (3.750.000) e uma perspectiva de crescimento de 27% quando comparada com o realizado na campanha 2014/15 (3.138.308). Até ao final do primeiro trimestre foram produzidas 2.121.021 mudas de cajueiros, o que representa um nível de cumprimento de 53% em relação a meta prevista e um crescimento de 12% quando comparado a igual periodo da campanha 2014/15 (vide tabela 1). Da quantidade referida, 81.653 são mudas produzidas a partir de semente policlonal nas províncias de Inhambane e Nampula. Na componente de Produção de mudas a campanha tem sido marcada de forma positiva pela melhoria significativa de desempenho nas Províncias de Maputo, Inhambane e Cabo Delgado devido à consolidação das actividades no Viveiro de Michafutene, Marracuene-Maputo inaugurado em 2015, treinamento de extensionistas e viveiristas em gestão de viveiro nas províncias de Inhambane e Cabo Delgado. Por outro lado, e de forma negativa, o destaque vai para a paralisação das actividades de produção de mudas no Viveiro de Liúpo (Nampula) devido Instituto de Fomento do Caju/ Relatório do PES I Trimestre 2016 2

à ruptura da respectiva represa e do Viveiro de Muxúngue-Chibabava (Sofala), devido à tensão político-militar. Outrossim a Província da Zambézia iniciou tardiamente a actividade de produção de mudas em virtude da mudança do mecanismo de contratação de trabalhadores sazonais para a produção de mudas. Apesar dos constrangimentos acima descritos e tendo em conta a quantidade de mudas existentes nos viveiros em observação, as metas de produção de mudas previstas para 2ª época (com inicio no mês de Abril) espera-se, no mínimo, que a cifra de 3.138.308 mudas alcançada na campanha 2014/15 seja superada. Tabela 1. Ponto de Situação da produção de mudas campanha 2015/16 Província Realizado 2014/15 (1) Planificado 2015/16 (2) Realizado (*) 2015/16 Grau de Realização Taxa de Crescimento C.Delgado 202,650 475.000 259.972 55 28 Nampula 892,617 1.579.000 973.498 62 9 Zambézia 216,886 595.000 252.372 42 16 Manica 119,785 190.000 107.765 57-10 Sofala 143,990 197.000 104.321 53-28 Inhambane 135,554 357.000 184.715 52 36 Gaza 155,077 452.000 150.433 33-3 Maputo 21,714 155.000 87.945 57 305 TOTAL 1,888,273 4.000.000 2.121.021 53 12 (*) Campanha em curso Constrangimentos: Dificuldades na contratação de trabalhadores sazonais para a produção de mudas devido as novas exigências em termos de requisitos de contratação, a titulo de exemplo, cite-se a Província da Zambézia que iníciou tardiamente a actividade de produção de mudas, devido a mudança no mecanismo de contratação de trabalhadores sazonais; Insuficiente infra-estrutura de rega. Paralisação das actividades no Viveiro de Liúpo (Nampula) devido a Ruptura da Represa; Paralização das actividades no Viveiro de Muxúngue, distrito de Chibabava (Sofala), devido a tensão político-militar; Escassez de material vegetativo (garfos) para produção de mudas principalmente nas Províncias de Inhambane e Sofala; Instituto de Fomento do Caju/ Relatório do PES I Trimestre 2016 3

Exiguidade de recursos financeiros para aquisição da semente da castanha de caju na província da Zambézia. 2.2. Distribuição de Mudas Na componente de distibuição de mudas durante o período em referência foram distribuidas 1.574.477 mudas, beneficiando 48.275 famílias produtoras, das quais 7.168 chefiadas por mulheres (tabela 2). A cifra registada representa um crescimento de 62% comparativamente as 949,445 mudas distribuídas em igual período da campanha 2014/15. Tem contribuido para o bom desempenho nesta componente, o reforço da capacidade de distribuição de mudas nas províncias de Cabo Delgado e Zambézia com a afectação de camiões para o transporte das mudas e,fundamentalmente, a prevalência de condições climatéricas favoráveis ao nível da região Norte, por sinal maior produtora e distribuidora de mudas, contrastando com chuvas e inundações que provocaram o isolamento de alguns distritos na campanha anterior. Não obstante, e apesar do crescimento registado ao nível global, a distribuição de mudas nas Regiões Centro e Sul do país tem sido afectada, de forma particularmente negativa, pela escassez das chuvas. Ainda na componente de distribuição de mudas e, subsequentemente de plantio e monitoria das mudas em campo definitivo, está a ser implementado na Província de Nampula, em fase piloto, o aplicativo CommCareHQ desenhado pela empresa Dimagi em parceria com a MOZACAJU. O CommCareHQ é um aplicativo móvel que permite o registo georreferenciado de dados e em tempo real, o que poderá contribuir para uma monitoria mais eficaz das actividades do Subsector. É de salientar que o processo de registo de dados no CommCareHQ iniciou no mês de Dezembro de 2015 e a meta é registar 200.000 mudas dentro do presente ano. Instituto de Fomento do Caju/ Relatório do PES I Trimestre 2016 4

Tabela 2. Evolução da Distribuição de Mudas Província Mudas Distribuidas (*) Benificiários Total Mulheres C. Delgado 537.174 9.999 2.718 Nampula 663.325 32.608 2.208 Zambézia 164.976 3.922 1.481 Manica 60.490 367 0 Sofala 39.065 92 11 Inhambane 77.146 319 128 Gaza 17.341 867 560 Maputo 14.960 101 62 TOTAL 1.574.477 48.275 7.168 (*) Campanha em curso Nota: Cerca de 1.180.000 mudas distribuidas transitaram da campanha 2014/15 Constrangimentos: Escassez de chuvas o que condicionou a distribuição de mudas particularmente nas Províncias de Zambézia, Manica, Sofala, Inhambane, Gaza e Maputo; Exiguidade de meios para o transporte e distribuição de mudas; Exiguidade de técnicos para garantir o acompanhamento permanente das mudas estabelecidas e a cobertura da totalidade dos Postos Administrativos nos distritos com potencial para a produção da castanha do caju; e Ocorrência de chuvas excessivas que dificultaram o processo de distribuição de mudas em algumas zonas da Província de Cabo Delgado. 3. Comercialização da Castanha de Caju Campanha 2015/16 A campanha de comercialização da castanha de caju 2015-16, decorreu sob o lema, AUMENTE A SUA RENDA PRODUZINDO E COMERCIALIZANDO MAIS CASTANHA DE CAJU e com a meta de comercializar 100.000 tons de castanha de caju em todo país. Até ao final do primeiro trimestre foram comercializadas 104.611 tons de castanha de caju, o que representa um grau de cumprimento de 105% em relação à meta fixada e um crescimento de cerca de 28% comparativamente a igual período da campanha anterior (tabela 4). Constituíram factores de sucesso na presente campanha o aumento da produção devido a prevalência de condições climatéricas favoráveis no período de floração, maturação e apanha da castanha (escassez de chuvas), particularmente nas Províncias das Zonas Centro e Sul do país, Instituto de Fomento do Caju/ Relatório do PES I Trimestre 2016 5

onde, nos últimos anos, focos de antracnose e queima-da- folha têm condicionado a produção do caju. Outrossim, é de se referir o preço alto de compra da castanha de caju ao produtor, cuja média fixou-se em 28.65 Mts/kg, muito acima dos 18.96 Mts da campanha 2014/15, impulsionado pela valorização do Dólar americano e pelo aumento da procura da castanha no mercado internacional. Tabela 3. Evolução da Comercialização da Castanha de Caju 2015/16 Província Meta (Tons) Realizado 2015/16 Realizado 2014/15 Grau de Realização (%) Taxa de Crescimento (%) C. Delgado 15.000 12.711 15.771 85-19 Nampula 47.000 44.917 38.177 96 18 Zambézia 14.000 10.425 9.940 74 5 Manica 2.000 4.661 2.674 223 74 Sofala 3.000 5.685 1.271 190 347 Ibane 10.000 13.378 6.004 134 123 Gaza 9.000 12.625 7.403 140 71 Maputo 209 Total 100.000 104.611 81.240 105 29 Constrangimentos: Exiguidade de técnicos para assegurar a eficiente monitoria da comercialização da castanha de caju; e Sonegação de informação por parte dos produtores e exportadores o que sugere a necessidade de revisão do Regulamento da Comercialização. 4. Tratamento Químico de Cajueiros - 2016 Tendo em vista o controle de pragas e doenças e a consequente aumento da produção dos cajueiros em termos quantitativos e qualitativos, está previsto para o II trimestre de 2016 o inicio da pulverização de cajueiros com uma meta de 5.000.000 cajueiros (tabela 5). Durante o I trimestre foram realizadas actividades preparatórias, nomeadamente, treinamento sobre maneio do cajual, incluindo o manuseamento de pesticidas e sensibilização de técnicos, provedores, produtores e demais actores ao nível distrital e provincial sobre a importância das podas e limpezas, arrolamento dos atomizadores existentes. Outrossim, foram iniciadas ao longo do trimestre as actividades de podas e limpezas visando, por um lado prevenir a ocorrência de Instituto de Fomento do Caju/ Relatório do PES I Trimestre 2016 6

pragas e doenças e por outro, garantir que o tratamento químico seja feito num ambiente ideal de forma a maximizar os seus efeitos. Tabela 5. Meta de Tratamento Químico 2016. PROVÍNCIA NR. DE CAJUEIROS Cabo Delgado 1.550.000 Nampula 2.500.000 Zambézia 255.000 Manica 45.000 Sofala 56.000 Inhambane 350.000 Gaza 200.000 Maputo 44.000 Total 5.000.000 5. Investigação No âmbito da componente de investigação do caju, foram realizadas durante o I Trimestre de 2016 as seguintes actividades: (i) Inquérito sobre o desempenho da nova norma técnica no controlo de doenças do cajueiro em Nampula e Zambézia; (ii) Elaboração de proposta de ensaio para a avaliação da eficiência biológica de pesticidas no controlo de pragas e doenças do cajueiro; (iii) Elaboração do projecto de desenvolvimento baseado no caju; e (iv) Elaboração da proposta de projecto de intensificação do plantio e maneio integrado de cajueiros. 6. Exportação de Castanha Bruta Da campanha 2015/16, foram exportadas em bruto 16.894,55 Toneladas de Castanha, que resultaram numa receita bruta de cerca de 23.652,370 milhões de dólares americanos, sendo a Índia, o maior comprador. Instituto de Fomento do Caju/ Relatório do PES I Trimestre 2016 7

Tabela 6: Exportação de castanha bruta 2015/2016 Campanhas 2014/15 (1) 2015/16 (2) Taxa de crescimento (3) =[(2)-(1)]/(1) Qtd (Ton) 6.493,00 16.894,55 160% Preço Médio (USD/Ton) 1.200,00 1.400,00 17% Receita bruta (USD) 7.791.600,00 23.652.370,00 204% Fonte: INCAJU 7. A Indústria de processamento de castanha Com a emergência da indústria nacional de processamento em resultado da introdução de incentivos para a sua reorganização, assiste-se a estabilização das unidades de processamento cuja gestão técnica, financeira, comercial e humana, se adequa às exigências do mercado, nomeadamente a localização próxima da fonte de matéria-prima, o uso de mão-de-obra intensiva, tecnologia semi-mecanizada e de pequeno ou médio porte, estando neste momento em funcionamento 12 unidades, empregando cerca de 10.000 trabalhadores. É de salientar que maior parte das fábricas estão localizadas na região norte dos Pais, zona com maior potencial de produção. Na presente campanha, a indústria nacional adquiriu até ao momento cerca de 32.000 toneladas para o processamento. Este volume de castanha adquirida equivale a 31% do volume da castanha comercializada até ao mês de Março. Comparativamente à campanha anterior, houve um crescimento de 9% a nível de absorção da castanha de caju pela indústria nacional. Tabela 3: Castanha adquirida pela indústria 2015/2016 Campanhas 2014/15 (1) 2015/16 (2) Taxa de crescimento (3) = [ (2)-(1)]/(1) Qtd (Ton) 29.351 32.000 9 Fonte: INCAJU Em resultado do processamento interno, foram exportadas até ao momento 374.44 Toneladas de amêndoa para os EUA e Europa, principalmente, tendo resultado numa receita bruta de cerca 3 Instituto de Fomento do Caju/ Relatório do PES I Trimestre 2016 8

milhões de USD. Pequenas quantidades de amêndoa foram para os países vizinhos e para o consumo interno. Tabela 4: Exportação de amêndoa Período Quant. (Kg) Preço (Usd) Valor (Usd) 2014 3.396.910 6.63 22.505.160 2015 3.080.000 7.02 21.621.600 2016 374.440 9.01 3.375.840 Fonte: INCAJU Finalmente, importa destacar que volumes consideráveis de castanha tem vindo a ser processados informalmente (de forma artesanal a nível doméstico) para alimentar o mercado local urbano e até para exportação para os países vizinhos. 8. Perspectivas para o II Trimestre Continuar com a produção, distribuição e plantio de mudas de cajueiros tendo em vista alcançar a meta estabelecida; Sensibilizar e assistir os produtores na realização das podas e limpezas dos cajueiros; Alocar os produtos químicos para se garantir o inicio da pulverização de cajueiros; Dar continuidades as actividades de pesquisa do caju. Instituto de Fomento do Caju/ Relatório do PES I Trimestre 2016 9