Universidade Estadual do Norte do Paraná UENP RELATÓRIO DE BOLSA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA FORMULÁRIO VII do Edital n o 005/2010 - CIC/UENP 1. IDENTIFICAÇÃO: 1.1 RELATÓRIO: (Assinalar) SEMESTRAL/PARCIAL ( ) 1.2 NOME DO BOLSISTA: Rafaella Stradiotto Bernardelli FINAL/CONCLUSÃO (X) 1.3 NOME DO ORIENTADOR/ÁREA DE CONHECIMENTO: Berlis Ribeiro dos Santos Menossi / Ciências da Saúde 1.4 TÍTULO DO PROJETO Influência da Aplicação de um Programa de Fisioterapia Preventiva, com Treinamento de Estabilização do Core em Jovens Atletas. 1.5 ANO/CURSO DO ACADÊMICO: 4 ano do curso de fisioterapia 2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS: Cronograma cumprido: - De agosto a dezembro de 2010 foi realizado um levantamento bibliográfico detalhado, através de busca de artigos científicos em sites, periódicos de impacto e livros que embasam principalmente a avaliação. - Em janeiro e fevereiro de 2011 foi realizado o planejamento, estruturação e treinamento dos caminhos metodológicos que foram realizados nas avaliação. - Em março de 2011 realizou-se a avaliação com os atletas pertencentes às escolas de treinamento de futebol do município de Jacarezinho, população pré estabelecida
para a pesquisa. Esta avaliação era composta de:. Medidas antropométricas: balança científica Plenna; fita métrica da marca Instituto São Paulo; estadiômetro (GUEDES & GUEDES, 2005); Teste de RM: mesa flexora, cadeira extensora, mesa de supino, barra de ferro de 3 quilos, anilhas de 10 e 5 quilos) (GUEDES & GUEDES, 2005); Teste de sentar e alcançar: banco de Wells (GUEDES & GUEDES, 2005); Testes de Salto horizontal e vertical: plataforma de força da marca AMTI (GUEDES & GUEDES, 2005); Teste de abdominais: Colchonetes e cronômetro da marca Tekcnos (GUEDES & GUEDES, 2005); Teste de velocidade (50 mts): cronômetro e cones (GUEDES & GUEDES, 2005); Teste de Shutle Run: cronômetro da marca Tekcnos e cones (GUEDES & GUEDES, 2005); Teste de Leger: cones, CD ROM com gravação do teste, frequencímetro da marca Polar (GUEDES & GUEDES, 2005); Teste de resistência estática de extensão do tronco (Lieberson, 2004); Teste de resistência estática de flexão do tronco (Lieberson, 2004); Teste de resistência estática de ponte lateral (Lieberson, 2004); Apoio Unipodal D e E: olhos abertos na minicama elástica (PRENTICE, 2002); Apoio Unipodal D e E: olhos fechados na minicama elástica (PRENTICE, 2002); Hop Test: teste de saltos (PRENTICE, 2002); Hop Side: teste de saltos laterais (PRENTICE, 2002); Questionário Fisioterapêutico; (STARKEY, 2001). - Em abril de 2011 iniciou-se a aplicação do protocolo de estabilização do CORE no grupo experimental. No fim do mês de abril o time todo parou de treinar por problemas que não diz respeito à aplicação da pesquisa. E com isso os atletas pararam de freqüentar as sessões de tratamento. Perdendo-se assim toda a população da pesquisa.
Diante deste incidente, ouve necessidade de recomeçar a pesquisa com uma nova população, que se encaixava nos critérios de inclusão pré-estabelecido no projeto inicial. O que levou a novas alterações no cronograma do ultimo semestre. - No começo de maio de 2011 a coleta foi reiniciada, com uma nova população de 20 atletas de futebol da categoria sub 17. Agora pertencentes a uma escola de futebol e a um clube de futebol do município de Jacarezinho. A avaliação, para esta população, foi reduzida, visto o reduzido tempo que se tinha para aplicá-la, alem da aplicação do protocolo de treinamento. Este novo protocolo de avaliação continha:. Medidas antropométricas: balança científica Plenna; fita métrica da marca Instituto São Paulo; estadiômetro (GUEDES & GUEDES, 2005); Protocolo de análise de estagio maturacional de Tanner: pranchas de Tanner. Teste de abdominais: Colchonetes e cronômetro da marca Tekcnos (GUEDES & GUEDES, 2005); Teste de Flexão de braço: colchonete (GUEDES & GUEDES, 2005); Teste de resistência estática de extensão do tronco (Lieberson, 2004); Teste de resistência estática de flexão do tronco (Lieberson, 2004); Teste de resistência estática de ponte lateral (Lieberson, 2004); Apoio Unipodal D e E: olhos abertos (PRENTICE, 2002); Apoio Unipodal D e E: olhos fechados (PRENTICE, 2002); Apoio Unipodal D e E: olhos abertos na minicama elástica (PRENTICE, 2002); Apoio Unipodal D e E: olhos fechados na minicama elástica (PRENTICE, 2002); Hop Test: teste de saltos (PRENTICE, 2002); Hop Side: teste de saltos laterais (PRENTICE, 2002); Questionário Fisioterapêutico; (STARKEY, 2001). - Durante os meses de maio e junho de 2011 foi aplicado o programa de treinamento de estabilização do CORE Estágio de conscientização de contração da musculatura profunda. Que seguiu com o segundo estágio de treinamento - Estágio de otimização da musculatura dinâmica. Completando 14 sessões de treinamento. - Em julho de 2011 os vinte atletas foram reavaliados e realizou-se a análise e
interpretação dos resultados. Metodologia: A amostra é formada por 20 atletas de futebol da categoria sub 17, do sexo masculino, com idade média de 15,8 ± 0,7 e estagio maturacional G4, de acordo com o protocolo de Tunner A estatura media os atletas é de 172,5 ± 8,1cm e com média de peso de 63,5 ± 8,3 kg. Não apresentavam lesões e permaneceram em treinamento durante todo o período da pesquisa. Destes, 19 apresentavam o membro inferior direito como dominante. Todos os atletas foram submetidos à avaliação já citada anteriormente e depois divididos, igualmente em grupo controle e grupo experimental. O grupo experimental realizou 14 sessões de treinamento progressivo de estabilização do CORE. Ao final da aplicação do protocolo, os 20 atletas foram reavaliados. Resultados: A amostra apresenta distribuição normal de acordo com o teste de Shapiro-Wilk. Foram comparados os resultados de cada teste da avaliação inicial com os resultados do mesmo teste da avaliação final tanto para o grupo controle, quanto para o grupo experimental, através do teste T pareado, tendo valor de p 0,05. O grupo controle obteve uma melhora significativa de 16% no hop test tanto em apoio unipodal direito (p=0,01) quanto em esquerdo (p=0,04) e de 66% no hop side tanto para apoio unipodal direito (p=0,00) quanto para esquerdo (p=0,00). Em divergência, o teste que avalia resistência extensora de tronco, apresentou uma diminuição de 20% no tempo de manutenção da postura durante o teste (p=0,04). Os demais testes analisados não apresentaram diferenças significativas. O grupo experimental obteve uma melhora significativa de 24% no hop test com apoio unipodal direito (p=0,03) e de 21% no esquerdo (p=0,05). Já no hop side, a melhora para o apoio unipodal direito foi de 32%, (p=0,00) e de 27% em apoio esquerdo (p=0,00). Este grupo apresentou melhora de 14% no teste de abdominais em 60 segundo (p=0,01) e no teste de resistência em ponte lateral esquerda de 20% (p=0,00). Os demais testes analisados não apresentaram diferenças significativas entre as avaliações do mesmo grupo.
Também foi realizado, através da aplicação do teste T independente, uma comparação entre os dois grupos, utilizando os resultados da avaliação final. O grupo experimental apresentou melhores resultados. No teste de resistência extensora de tronco, o grupo experimental apresentou uma melhora de 35% maior que o grupo controle, com p=0,00. O teste de resistência em ponte lateral tanto do lado direito quanto do lado esquerdo, também apresentaram diferença significativa (p=0,00) entre os grupos. Evidenciando um maior desempenho do grupo experimental, de 31,2% para o teste do lado direito e de 34,2% para o teste do lado esquerdo. Os testes proprioceptivos em apoio unipodal com olhos abertos e fechados. Tanto no solo quanto na cama elástica não apresentaram diferenças significativa nas correlações intra grupos nem nas entre grupos. Evidenciando que os testes proprioceptivos em apoio unipodal com olhos abertos e fechados não se alteraram com treinamento de estabilização do CORE, nem com o treinamento físico. O teste de flexão de braço também não apresentou diferença significativa, provavelmente devido aos exercícios aplicados no protocolo de treinamento envolver mais a musculatura estabilizadora de tronco e cintura pélvica do que a de cintura escapular e membros superiores. Conclusão: A aplicação do programa de fisioterapia preventiva desportiva baseado no treinamento da estabilização do CORE, apresentou resultados positivos para teste de abdominais em 60 segundo, resistência extensora de tronco, resistência em ponte lateral tanto do lado direito quanto do lado esquerdo, ganhando uma maior estabilização do tronco para o grupo experimental. Mostrou também que o treinamento físico que os atletas recebem no time influenciam positivamente para algumas formas de propriocepção. Já que toda a amostra, grupo experimental e controle, apresentaram melhora significativa no hop test e no hop side na avaliação final. Porém, Os testes proprioceptivos em apoio unipodal com olhos abertos e fechados não se alteraram com treinamento de estabilização do CORE, nem com o treinamento físico. Sugere-se utilizar a eletromiografia para continuidade desta pesquisa e aumentar o número de sessões de aplicação do protocolo.
3 - ADEQUAÇÕES/ALTERAÇÕES OCORRIDAS: - Ouve alteração da população descrita inicialmente, devido à equipe parar de treinar (perda da amostra inicial), sendo assim substituída por uma população análoga. - Avaliação da nova população de grupo experimental e controle. - Mudança do protocolo de avaliação, que teve que ser reduzida devido ao curto tempo para a realização da pesquisa de campo, já que a população inicial foi perdida no fim de abril de 2011 e a coleta teve que ser iniciada nesta data. - Foi reduzido também o numero de sessões de aplicação do programa de treinamento de estabilização do CORE, devido á intercorrência já citada no item anterior. 4 - DIFICULDADES ENCONTRADAS/CRÍTICAS OU SUGESTÕES: Como em varias outras pesquisas já realizadas a maior dificuldade é de encontrar a população correta para a pesquisa. De caracterizar amostras homogenias e de dar continuidade até o final da pesquisa com o mesmo numero da amostragem afim de aplicação estatística correta. Justificando mais especificamente, encontrou-se a dificuldade no cumprimento do cronograma inicial, pela dificuldade de encontrar a população para a aplicação da pesquisa, principalmente no período de férias letivas (do começo de novembro de 2010 ao final de fevereiro de 2011), já que a população sugerida inicialmente seria de acadêmicos do curso de fisioterapia da UENP e de atletas pertencentes às escolas de treinamento de futebol do município de Jacarezinho que também cumprem calendário escolar. A coleta de dados, avaliação e a aplicação do protocolo de tratamento, foi iniciada com os atletas pertencentes às escolas de treinamento de futebol do município de Jacarezinho. Como previsto inicialmente e cumprindo o cronograma enviado no relatório parcial. Estas avaliações continham todos os itens citados no protocolo de avaliação do projeto. Porém, já durante a quarta semana de aplicação do protocolo de tratamento no grupo experimental da população analisada, o time todo parou de treinar por problemas que não diz respeito a aplicação da pesquisa. E com isso os atletas pararam de freqüentar as sessões de tratamento. Perdendo-se assim toda a população da pesquisa.
Diante deste incidente, ouve necessidade de recomeçar a pesquisa com uma nova população, que se encaixaram nos critérios de inclusão pré-estabelecido no projeto de pesquisa. O que levou a novas alterações no cronograma do ultimo semestre. Restando assim menos tempo para a aplicação dos protocolos de avaliação e tratamento. Por isso optou-se por reduzir o protocolo de avaliação, mantendo apenas testes funcionais de estabilização lombo-pelvica e testes de propriocepção. E reduzir para 14 o numero de sessões de tratamento. 5 - PARECERES DO ORIENTADOR: 5.1 QUANTO AO DESEMPENHO DO BOLSISTA NO PROJETO A bolsista apresentou um desempenho exemplar, dedicada e esforçada sobre tudo diante dos problemas com a amostra, necessitando iniciar novamente toda a coleta. Não apresentou nenhum problema que viesse desabonar sua conduta acadêmica ou profissional. 5.2. QUANTO AO RELATÓRIO DO BOLSISTA Todas as alterações necessárias foram discutidas e expostas entre a bolsista e a orientadora conforme as necessidades surgiam a cada passo do projeto e dentro das possibilidades científicas. 6 PARTICIPAÇÃO DO BOLSISTA EM DIVULGAÇÕES CIENTÍFICAS: - Apresentação de trabalho oral no VIII CONGRESSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E FISIOTERAPIA DO NORTE PIONEIRO, realizado nos dias 15 a 18 de setembro de 2010. Título do trabalho: TRATAMENTO PARA ROTAÇÃO INTERNA BILATERAL DE COXO-FEMURAL EM ATLETAS DE BASE DE FUTEBOL ESTUDO DE CASO - Apresentação de trabalho oral 26 CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA FIEP 2011, realizado no período de 15 a 19 de janeiro de 2011.
Titulo do trabalho: COMPORTAMENTO DE RISCO ENTRE UNIVERSITÁRIOS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE DO PARANÁ, BRASIL SUICIDIO. - Apresentação de pôster na I Jornada de Iniciação Científica da UENP, realizada no dia 03 de junho de 2011. Titulo do trabalho: COMPARAÇÃO DE TESTES DE FLEXÃO DE BRAÇO E ABDOMINAL EM ATLETAS DE FUTEBOL, ADULTOS E SUB-17, DE JACAREZINHO-PR. - Envio de resumo, para apresentação oral no 34 SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS DO ESPORTE, que será realizado de 6 à 8 de outubro de 2011. Titulo do trabalho: COMPARAÇÃO ISOCINÉTICA DA RELAÇÃO QUADRÍCEPS/ISQUIOSTIBIAIS ENTRE MEMBRO DOMINANTE E NÃO DOMINANTE EM ATLETAS DE FUTEBOL Atenção: o preenchimento do próximo item é obrigatório somente quando tratar-se de Relatório Final/Conclusão 7 INFORMAR O DESTINO DO BOLSISTA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA APÓS A CONCLUSÃO DO ÁREA DE GRADUAÇÃO OU ATUAÇÃO COMO BOLSISTA: 7.1. Pós-Graduação: Especialização (X) Mestrado(X) Doutorado ( ) 7.2. Mercado de Trabalho: Público ( ) Privado ( ) 7.3. Outros (citar): 7.4. Sem atividade futura ( ) 8. DATA E ASSINATURAS: / / Assinatura do Acadêmico Assinatura do Orientador