Faculdade Pitágoras Curso: Enfermagem Mycobacterium Relações Ambiente Microorganismos Mycobacterium Prof a. Adriana Silva 1
MICOBACTÉRIAS Mycobacterium tuberculosis 1. Morfologia e Identificação 1.1.Microorganismos típicos Nos tecidos: bastonetes retos e finos. Em meios artificiais: formas cocóides e filamentosas, São bactérias álcool-ácido-resistentes. MICOBACTÉRIAS Mycobacterium tuberculosis Cultura Crescimento lento 3 a 6 semanas Meios sólidos semi-sintéticos (Middlebrook 7H10 e 7H11) Ovo (Löwestein-Jensen) Contêm sais, vitaminas, albumina, catalase, glicerol... Grandes inóculos 2
Crescimento de oito semanas em Löwenstein- Jensen Agar Mycobacterium tuberculosis São aeróbios obrigatórios. Obtêm energia a partir da oxidação de compostos de carbono. O aumento da tensão de CO2 intensifica o crescimento. O tempo de duplicação dos bacilos é cerca de 18 h. 3
Parede celular de composição típica com alto teor de lipídeos Via de Transmissão 4
lisossomo Resposta imune Diagrama de um Granuloma Macrófago micobacteria Macrófago infectado antígeno Macrófago Cél. Th1 Inibe fusão fagossoma / lisossoma ou resiste às enzimas Macrófago infectado ativado Ocorre o desenvolvimento de uma camada de fibrina ao redor do granuloma. A progressão típica (pulmonar) envolve: Necrose caseosa, calcificação e formação de cavidade. 5
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Coeficiente de Incidência de Tuberculose, Estados do Brasil, 2002. Coeficiente de Incidência por 100 000 habitantes Brasil => 44,57 É um teste que informa sobre o contágio com o bacilo da tuberculose. O PPD é aplicado na face anterior do braço esquerdo, e a reação local é medida com uma régua própria. Dele podemos esperar 3 resultados, de acordo com o tamanho da reação: - de 0 a 4 mm - NÃO REATOR - significa que não houve contágio com o bacilo de Koch, nem o BCG está protegendo a criança. - de 5 a 9 mm - REATOR FRACO - significa que não houve contágio com o bacilo de Koch, mas o BCGestá protegendo a criança. - acima de 10 mm - REATOR FORTE - significa que houve contágio com o bacilo, e que pode ser um contágio recente. PPD Teste PPD 7
Diagnóstico: Baciloscopia Diagnóstico Prevenção e Tratamento BCG: M. bovis atenuado. (Só em pessoas jovens Imunocompetentes) Reação cutânea cruzada, Não impede a disseminação dos MDR (AIDS) Tratamento: Isoniazida, rifampicina e pirazinamida (2 meses) Isoniazida e rifampicina (isoladamente por mais 04 meses) HIV (mais tempo) 8
Complexo de M. avium e M. intracellulare Sem AIDS Quase nunca ocorre a infecção Mycobacterium leprae Pacientes com AIDS Principais bactérias oportunistas multiple drug-resistance resistance 9
in vitro não cultivável Crescimento de M. leprae Prevalência no mundo Crescimento in vivo: Baixas temperaturas Tatu Pata de camundongo 10
Hanseníase Dois tipos Tuberculóide Imunidade mediada por células Aspectos epidemiológicos Doença infecto-contagiosa; Evolução lenta; Sinais e sintomas dermato-neurológicos; Lesões de pele e nervos periféricos; Olhos, mãos e pés. Lepromatosa imunosuppressão 11
Aspectos epidemiológicos Contexto biopsico-social Em 1985 11 a 12.000.000 de hansenianos no mundo; Em 1996 1.260.000 hansenianos no mundo; No Brasil tínhamos em 1990 280.000 doentes, e em 1996, este número reduziu-se para 98.000 pacientes. Redução trabalho e vida social Problemas psicológicos Estigma e preconceitos Comprometimento nervo periférico Deformidades e Incapacidades físicas 12
Agente etiológico. Hanseníase é doença curável. O diagnóstico e tratamento precoce mais rapidamente curam os doentes. Mycobacterium leprae ou Bacilo de Hansen; Parasita intracelular obrigatório; Multiplicação celular lento (11 a 16 dias); Alta infectividade e baixa patogenicidade; Fonte de infecção: homem. 13
Modo de transmissão Via de eliminação: vias aéreas superiores; Período de incubação: longo (2 a 7 anos); Todas as idades (menos comum nas crianças); Ambos os sexos (homem>mulheres). Risco de doença é influenciado por: Condições individuais, níveis de endemia, condições socioeconômicas e condições precárias de vida (agrupamentos populacionais). Aspectos clínicos Sinais e sintomas dermatológicos: Manchas pigmentares ou discromias; Placa. Infiltração. Tubérculo. Nódulo. Localizadas principalmente na face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas (áreas frias da pele). 14
Slide clínico Caso clínico 15
Caso clínico As lesões de hanseníase sempre apresentam alteração da sensibilidade: 16
Hanseníase - anestesia Aspectos clínicos Sinais e sintomas neurológicos: Neurites: processos inflamatórios dos nervos periféricos; Dor e espessamento dos nervos periféricos; Perda da sensibilidade (olhos, mãos e pés); Perda da força muscular (pálpebras, membros superiores e inferiores); 17
Sintomas neurológicos. Alguns casos, porém, apresentam alterações da sensibilidade e alterações motoras (perda da força muscular) sem sintomas agudos de neurite. Estes casos são conhecidos como NEURITE SILENCIOSA. DIAGNÓSTICO Um caso de hanseníase é uma pessoa que apresenta uma ou mais das seguintes caracteríosticas: Lesão (ões) de pele com alteração da sensibilidade; Acometimento de nervo(s) com espessamento neural; Baciloscopia positiva. 18
DIAGNÓSTICO CLÍNICO Anamnese história clínica e epidemiológica; As pessoas que tem hanseníase queixam-se de manchas dormentes, cãimbras, formigamento, dormência e fraqueza das mãos e pés; Investigação epidemiológica importante para descobrir a fonte da infecção e diagnosticar novos casos entre os contatos. DIAGNÓSTICO CLÍNICO Avaliação dermatológica: pesquisa da sensibilidade térmica, dolorosa e táctil. A pesquisa de sensibilidade nas lesões de pele, ou em áreas suspeitas, é um recurso muito importante no diagnóstico da hanseníase e deve ser executado com paciência e precisão. 19
DIAGNÓSTICO CLÍNICO Caso clínico CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA: Hanseníase indeterminada; Hanseníase tuberculóide; Hanseníase dimorfa ou bordeline; Hanseníase virchowiana. 20
Caso clínico DIAGNÓSTICO CLÍNICO Avaliação neurológica: Espessamento nervos periféricos; Incapacidades e deformidades. Avaliações neurológicas periódicas. 21
Mal Perfurante Plantar 22
DIAGNÓSTICO CLÍNICO Principais nervos periféricos: Face: trigêmio e facial (olhos e nariz); Braços: radial, ulnar e mediano (mãos); Pernas: fibular comum e tibial posterior (pés). Inspeção dos olhos, nariz, mãos e pés; Palpação de troncos nervosos (dor e choque); Avaliação da força muscular. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Baciloscopia: lóbulos auriculares, cotovelos e lesão; Utilidade diagnóstica inicial ou de recidiva; Casos negativos não afastam o diagnóstico paucibacilares; Histopatologia: recurso mais trabalhoso e honeroso, mas bastante útil quando disponível para estabelecer o diagnóstico definitivo. 23
TRATAMENTO HANSENÍASE TEM CURA E DEVE SER TRATADA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE. Etapas do tratamento: Tratamento quimioterápico específico ; Acompanhamento: tratamento das intercorrências e complicações; Prevenção e tratamento das incapacidades. 24