Lesão pápulo-nodular pardacenta no ângulo da mandíbula.
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- Regina Bentes Oliveira
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1 Lesão pápulo-nodular pardacenta no ângulo da mandíbula.
2 Duas pequenas placas, uma na região geniana e outra na mandibular, ambas bem delimitadas e de tonalidade eritêmato-pardacentas.
3 Placa no dorso da mão de tonalidade castanha, de 3 cm mais ou menos de tamanho, com contornos irregulares e de limites nítidos, pouco elevada e superfície recortada por pequenos sulcos que lhe conferem a aparência de múltiplas pápulas aplanadas, agrupadas.
4 Leishmanios e tegumentar lesão pápulonodular pardacenta em região malar. Não há distúrbio da sensibilidade. Leishmaniose tegumentar lesão pápulonodular pardacenta em região malar. Não há distúrbio da sensibilidade.
5 O grau de resistência ao bacilo é intermediário e espectral. Há casos que são muito semelhantes aos tuberculóides tanto do ponto de vista clínico corno imunológico. A baciloscopia é positiva, mas não intensa. A histopatologia apresenta pequenas diferenças e a reação de Mitsuda é positiva fraca. (5 mm ou menos). Outros casos dimorfos diferem muito pouco dos virchovianos. As lesões são polimorfas, os limites são imprecisos, a baciloscopia é positiva e a reação de Mitsuda é negativa, mas algumas lesões apresentam alguma delimitação que lembram os casos do pólo tuberculóide. Os casos do meio do espectro, ou dimorfos propriamente ditos, apresentam aspectos particulares corno são as lesões "esburacadas" ou foveoladas ou "em queijo suíço", com bordos limitando-se com porção central de maneira nítida e com a parte externa de maneira imprecisa. Esses casos apresentam a baciloscopia sempre positiva e a reação de Mitsuda é negativa. Nos dimorfos, a cor das lesões assume um tom ferruginoso característico e o comprometimento dos nervos periféricos, em geral, é grande, provocando incapacidades graves.
6 Numerosas placas pardacento-avermelhadas no tronco anterior. Umas são pequenas, circulares, de 2 a 3 cm de diâmetro, e outras grandes, figuradas, bordos levemente salientes, centro plano e pregueado, bem delimitadas, semelhantes às lesões tuberculóides. Distúrbios da sensibilidade presentes. Baciloscopia positiva. Reação de Mitsuda positiva 1+.
7 Placas nos braços, ante-braços e face anterior do tronco, extensas e de contornos irregulares. O centro delas é hipocrômico e o bordo é levemente saliente e de coloração marrom-ferruginosa. O limite interno do bordo é mais ou menos nítido e de tonalidade mais intensa e o externo vai esmaecendo-se e difundindo-se até se tornar imperceptível na pele, aparentemente sã, adjacente. Em algumas placas há laivos de infiltração também para o seu interior. Notar que o centro hipocrômico é seco, anidrótico. Há alterações sensitivas nas placas. Baciloscopia positiva. Reação de Mitsuda negativa.
8 Extensas placas de tom alaranjado, confluentes, limites imprecisos com alterações sensitivas. Baciloscopia positiva. Reação de Mitsuda negativa.
9 Sífilis terciária - Placas no tronco posterior, eritematosas, circinadas, de limites precisos; bordos formados pelo agregado de pápulas de tonalidade eritematosa mais acentuada, recobertos por escamas e centro plano hipocrômico, sem alterações sensitivas. Granuloma anular - placas anulares e policíclicas, confluentes, bordos de tonalidade eritêmato violácea e centro plano, eritêmatohipocrômico. Não há distúrbio da sensibilidade.
10 Na hanseníase virchoviana, o organismo não oferece resistência à multiplicação bacilar. Na pele, as lesões são polimorfas, numerosas, em geral de limites imprecisos; há comprometimento também das mucosas, nervos, articulações, ossos e de órgãos como fígado, baço, gânglios, testículos e olhos. A baciloscopia é sempre positiva, a histopatologia mostra infiltrados que contêm histiócitos repletos de bacilos e a reação de Mitsuda é negativa. Esses casos são progressivos. No tratamento em massa da hanseníase, esses casos e os dimorfos são denominados multibacilares.
11 Infiltração de toda a face mais acentuada nas regiões frontal, nasal, mentoniana e genianas, de tonalidade marrom-avermelhada, acentuando os sulcos normais da região e formando outros. Há infiltração mais discreta nas regiões malares, palpebrais, nos pavilhões auriculares e madarose supraciliar e ciliar. Todo esse conjunto e mais a conservação dos cabelos caracterizam a clássica "fácies leonina".
12 Infiltração difusa mal perceptível no tronco anterior, com grande número de lesões, desde pápulas de menos de 5 mm até lesões tuberosas de 1,5 cm ou mais, de tonalidade eritêmato-acastanhada, hemisféricas e de superfície lisa. Algumas pápulas formam pequenos agrupamentos.
13 Infiltração difusa com grande número de pápulas de superfície lisa, brilhante, de aspecto liquenóide e lesões tuberosas e modulares hemisféricas, de tom marrom-avermelhado, no tronco posterior e face posterior dos braços e cotovelos.
14 Eritema e infiltração difusa no tronco e membros superiores; e, nos antebraços, lesões lineares elevadas, do mesmo tom da pele. Uma delas, no antebraço direito, apresenta nódulos nas extremidades. Paciente virchoviano com as veias dos antebraços completamente envolvidas pelo processo específico.
15 O olho é comprometido secundariamente às lesões dos nervos facial e trigêmeo nas formas clínicas tuberculóide, dimorfa e virchoviana, quando ocorre o lagoftalmo e anestesia de córnea; e primariamente na forma virchoviana na qual ocorrem ceratites, hansenomas, irites e irido ciclites. Hansenoma/ Estafiloma escleral e congestão conjuntival. (Hanseníase virchoviana). Hiperemia anelar que contorna a córnea por inflamação da íris e do corpo ciliar (Eritema nodoso hansênico)
16 Lesões nodulares exuberantes na linha mediana do palato mole e duro. No palato mole, onde as lesões são mais freqüentes, há lesões papulares ao lado dos nódulos. Placa infiltrada extensa, acometendo palato mole e duro, superfície irregular constituída de pápulas.
17 Placa extensa que acomete toda porção mediana da língua, onde a superfície é lisa e sem papilas. Infiltração e lesões pápulo-nodulares no prepúcio, glande e região escrotal.
18
19 Hanseníase dimorfa Pápula e placas eritêmato-pigmentares na face posterior do pescoço; placas eritêmato-pigmentares cheias ou com centro hipocrômico, mal delimitadas nas regiões parietais.
20 Hanseníase virchoviana Placas ferruginosas com limites imprecisos na região occipital.
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