POLÍMEROS Conceitos Gerais Ana Barros Timmons Departamento de Química Universidade de Aveiro Aveiro, 11 de Abril de 2006
Definições Gerais Classificação de Polímeros Síntese de Polímeros Impacto Ambiental Processamento de polímeros
Mer = unidade monómero oligomero Polímero massa molecular 10 3 a 10 6 polímero = sequência de monómeros ligados entre si Covalentemente
Ordens de grandeza das massas moleculares entre materiais poliméricos e materiais de baixa massa molecular
Relação entre as propriedades dos polímeros e MW
Comportamento mecânico de diferentes polímeros
Distribuição de tamanhos de cadeia
Grandes Famílias de Polímeros Polímeros Naturais Sintéticos Proteínas Polissacarídeos Gomas Elastómeros Fibras Plásticos
Breve Revisão Histórica Muito antes do termo polímero ter sido introduzido, o latex de borracha, a goma arábica, a celulose, etc. eram já utilizados. 1833 - introdução do termo polímero; vulcanização da borracha 1839 - poli(estireno) 1870 - celulóide 1927 - acetato de celulose e PVC 1930 - Carothers dá início a preparação de poli(ésteres) e poli(amidas); tem também início a produção industrial de poli(acetato de vinílo), de polímeros acrílicos, poli(estireno) poli(uretanos), melamina, resinas alquídicas e da borracha sintética poli(butadieno) Apesar do sucesso comercial destes materiais, ainda não se tinha uma ideia definida sobre a sua estrutura 1953 - O modelo proposto por Staudinger que descrevia os polímeros como cadeias lineares de moléculas ligadas covalentemente (1924) valeu-lhe finalmente o Prémio Nobel 1963 - Ziegler e Natta receberam o Prémio Nobel pelo desenvolvimento de catalisadores de coordenação e respectiva aplicação que permitiram a produção de polímeros estereoregulares 1974 - Flory recebeu o Prémio Nobel pelo desenvolvimento da teoria sobre o comportamento de polímeros em solução, bem como o desenvolvimento de métodos matemáticos capazes de descrever e compreender o mecanismo de policondensação. 1980 - Aparecimento dos cristais líquidos poliméricos 1990 - O interesse no uso destes materiais por parte das indústrias farmacêutica e das indústrias ligadas à opto e microelectrónica reforça o interesse nesta área científica. 2000 - Novos mecanismos de polimerização radical viva abriram um novo leque de aplicações.
Produção Anual e consumo de materials poliméricos e plásticos 3 1000 2 100 Log(Mt/a) 1 0 10 1 Production (Mt/a) -1 0.1-2 0.01 1900 1920 1940 1960 1980 2000 2020 Year
Lenhina
Massas Moleculares Médias e sua distribuição
Etileno Polietileno CH 2 = CH 2 [CH 2 -CH 2 ] n - Este troço de cadeia tem 200 unidades de repetição (mers) i.e. Mw = 5,600 Amostra de PE Comercial Mw= 1,000 000 Os polímeros sintéticos geralmente consistem numa mistura de várias cadeias com tamanhos diferentes Massas moleculares médias.
Distribuição de tamanhos de cadeia
Massas moleculares médias = x x x n N M N M ou = i i i n M W W M = x x x x w M N M N M 2 = i i i W W M Massa molecular média aritmética = M n Massa molecular média ponderal = M w
Exemplo: Conjunto: 1 Elefante (10,000 lb) + 4 mosquitos (1 lb cada) e M n = ( 4 1) + ( 1 10,000) 5 = 2,000 M w = ( 4 1) + ( 10,000 10,000) ( 4 + 10,000) = 10,000
Exemplo real: Considere uma amostra de polímero que contém: 1g de cadeias com massa molecular 10 6 2g de cadeias com massa molecular 10 5 3g de cadeias com massa molecular 10 4 M n = 1 10 6 + ( 1+ 2 + 3) 4 2 10 5 + 3 10 4 = 1,86 10 M w = ( 6 ) ( 5 ) ( 4 1 10 + 2 10 + 3 10 ) ( 1+ 2 + 3) = 4,10 10 5
Massa molecular média aritmética, M n Grau médio de polimerização, x n nº de unidades de repetição na cadeia polimérica x n = N N 0 Massa molecular média, Mn M n x = n M 0 M 0 - massa molecular da unidade de repetição
Polímeros Naturais Sintéticos A Proteínas Gomas Elastómeros Fibras Plásticos B Polissacarídeos A - síntese B - utilização final C- Processabilidade D - estrutura molecular E E - microestrutura C Termoplásticos Termoendurecíveis Moléculas Simples Reticuladas ramificadas lineares amorfos cristalinos D E
Processabilidade Termoplásticos -Tornam-se moles e fluídos por aquecimento, podendo assim ser transformados em qualquer forma que depois é estabilizada por arrefecimento. Termoplásticos PS, PP, PE, PET, PC Arrefecimento para solidificar e aquecimento para fundir; T processamento > T fusão > Tg Temoendurecíveis ou termofixos as suas cadeias encontramse ligadas covalentemente entre si através de pontos de reticulação. Estes são formados durante a polimerização ou durante o processamento. Temoendurecíveis ou Termosets resinas epóxidas e fenólicas Reacções químicas que levam à solidificação Não fundem T processamento Tg
Estrutura molecular linear ramificado reticulado
Estrutura da Bakelite
Tipos de co-polímeros Co-polímero alternado Co-polímero de bloco Co-polímero ao acaso ou aleatórios Co-polímero de enxerto
Polímeros estereoregulares
Reacções de polimerização
Tipos de Polimerização Polimerização por etapas - o monómero é consumido logo nos momentos iniciais, formando-se dímeros, trímereos etc. até que se obtêm cadeias poliméricas. Polimerização em cadeia - há formação de longas cadeias logo nos instantes iniciais. Ao longo do tempo o número de cadeias vai aumentando, porém o monómero nunca chega a ser completamente consumido.
Polimerização por etapas Utilizando dois monómeros homofuncionais H 2 N-(-CH 2 -) 6 -NH 2 + Cl O C (CH 2 ) 4 O C Cl (Policondensação) O O [ C (C H 2 ) 4 C N (C H 2 ) 6 N ] H H n + HCl (nylon) Utilizando um monómero heterofuncional O HO C (CH 2 )n N H H ex. Amino-ácidos Proteínas
Polimerização por etapas CH 3 HO (CH 2 ) 2 OH+ O C N N C O (Policondensação) O CH 3 O H H O(CH 2 ) 2 O[ C N N C O(CH 2 ) 2 O] C n N N C H H O CH 3 O Preparação de um poliuretano
Polimerização por adição (radicalar) Preparação de Poliestireno
A polimerização em cadeia é caracterizada por 3 passos:
Tipos de Iniciação: decomposição térmica (peróxidos orgânicos ou compostos azo) CH 3 CH 3 CH 3 CH 3 -C-N =N-C-CH 3 2 CH 3 -C + N 2 CN CN CN azobisisobutironitrilo (AIBN) O O C-O-O C- 2 C O 2 + 2 CO 2 O peróxido de benzoílo reacções redox e radiação tempo de meia vida (t 1/2 )- geralmente usam-se iniciadores t 1/2 entre 1 e 100 horas. atmosfera inerte
Iniciação Polimerização radicalar Propagação
Terminação Terminação por combinação
Terminação por dismutação
Polimerização por Etapas versus Polimerização em Cadeia Em Cadeia - crescimento da cadeia só se dá no centro activo - o monómero é consumido uniformemente durante a reacção e nunca se consome totalmente. - o Mw varia pouco durante a reacção (formam-se cadeias de elevado Mw rápidamente) -tempos de reacção longos não afectam o Mw - o tempo de vida da cadeia ( ~1s) é << tempo de polimerização Por Etapas - qualquer espécie molecular pode reagir - o monómero é consumido rápidamente no início da reacção - Mw varia linearmente com o tempo - necessidade de tempos de reacção longos para se obter Mw elevados. - o tempo de vida da cadeia = tempo de polimerização
IMPACTO AMBIENTAL Gestão de Polímeros no Meio Ambiente Longevidade das aplicações Reutilização Reciclagem Degradação (Biodegradação)
Código de reciclagem para os plásticos de embalagem mais comuns
Processamento de Polímeros Matérias Primas Materiais auxiliares Termoplásticos Termofixos Compósitos Produto Desperdícios + energia Necessidade de: Eliminar / reduzir os desperdícios, os poluentes e melhorar a eficiência
Processamento de polímeros Esquema clássico de uma extrusora http://pslc.ws/mactest/level6.htm
Produção primária Despolimerização Mistura compounding Aparas Fusão Processamento Utilização Fim de vida reutilização
http://pslc.ws/portug/index.htm Primeiro Piso: Os Polímeros Estão em Toda Parte Neste piso você pode passear em nossas diversas lojas para descobrir onde os Polímeros são encontrados no mundo real. Segundo Piso: Polímeros na Intimidade Se você deseja se aventurar um pouco mais, pode ir direto ao Segundo Piso. Lá você pode ir directamente à fonte e saber todos os detalhes sobre tudo o que você puder imaginar sobre polímeros. Terceiro Piso: Como Eles Funcionam Agora, para os aventureiros reais, nós temos o Terceiro Piso, onde você encontrará todos os detalhes e segredos dos polímeros, os "comos" e os "porquês". Clique no tópico que parece interessante para você e, a partir daí, sinta-se livre para passear a vontade. Quarto Piso: Fazendo Polímeros Para que haja polímeros, alguém tem de fazer polímeros, e este piso mostrará a você como isto é feito. Aqui você aprenderá como tornar qualquer coisa polimérica. Quinto Piso: Fazendo os Polímeros Falar Como nós estudamos polímeros? Como nós fazemos com que eles revelem seus segredos? Este piso contará a você tudo sobre como nós estudamos um polímero assim que ele se encontre feito.
Grata pela vossa atenção.