SHOPPING CENTERS Evolução Recente



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Transcrição:

ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 2 - AO2 GERÊNCIA SETORIAL DE COMÉRCIO E SERVIÇOS Data: Maio/98 N o 16 SHOPPING CENTERS Evolução Recente Este informe apresenta a evolução recente da indústria de shopping centers no Brasil no que se refere ao faturamento, aos indicadores físicos, a distribuição regional e ao emprego. As estatísticas utilizadas referem-se aos projetos registrados na Associação Brasileira de Shopping Center (Abrasce), a qual contabiliza 144 shoppings centers associados sendo 137 em operação e 7 em construção. FATURAMENTO Pelos dados globais, divulgados pela Abrasce, o faturamento dos shoppings centers brasileiros foi de US$ 13, bilhões em 1997, o que representou uma queda em relação as taxas de crescimento apresentadas nos anos anteriores mas, se comparada ao comércio como um todo, foi uma taxa de crescimento significativa. Faturamento Anual dos Shoppings - 1991-1997 Ano US$ Bilhões Crescimento (%) 1991 4, - 1992 4, - 1993 5,5 37,5 1994 7,8 41,8 1995 1, 28,2 1996 12, 12, 1997 13, 8,3.

- 2 - Faturamento Anual dos Shoppings - 1991-1997 14 12 US$ bilhões 1 8 6 4 2 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997. INDICADORES FÍSICOS No Brasil, o primeiro shopping center foi inaugurado em 1966 - o Iguatemi São Paulo - em funcionamento até hoje. Na década de 7, sete novos empreendimentos foram iniciados, mas foi a partir dos anos 8 que se presenciou o grande crescimento do número de shoppings. Na década de 9, este crescimento continuou. Entre 1991 e 1997 houve um aumento de 99% no número de unidades construídas. Construção anual de Shoppings Centers - 1991-1997 Ano Unidades ABL (m2) ABL Acumulada (m 2 ) 1991 1 246.32 1.949.152 1992 1 17.85 2.57.2 1993 9 218.513 2.376.644 1994 12 182.632 2.559.276 1995 12 161.429 2.72.75 1996 1 147.464 2.868.169 1997 15 248.69 3.116.778 Total - - 3.116.778

- 3 - Construção anualde Shoppings Centers -1981-1997 16 14 12 1 8 6 4 2 1981 1983 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 No que se refere à idade de construção, a distribuição dos shoppings centers apresenta o seguinte quadro: Número de Shoppings por idade de construção -1997 11 a 19 anos 18% Mais de 2 anos 5% 6 a 1 anos 26% a 5 anos 51% Quanto à distribuição por tipo de shopping, o de maior crescimento é o comunitário, confirmando tendência já apontada em trabalhos anteriores de voltar-se o shopping center cada vez mais para a comunidade local, ampliando inclusive suas atividades para além do comércio através da prestação de serviços. Distribuição por tipo de Shopping - 1996-1997

- 4 - (Unidades) Tipo de Shopping 1996 1997 Vizinhança 11 7 Comunitário 25 43 Regional 75 75 Especializado 7 6 Outlet Center 7 1 Festival Mall - 3 Total 125 144 No que se refere à distribuição por ABL dos shoppings centers, observa-se a concentração desses empreendimentos na faixa até 2. m 2 de ABL. Esses empreendimentos são os que apresentaram maior crescimento nos últimos anos. Os shoppings nessa faixa predominam em todas as regiões do país à exceção da Região Norte, onde predominam empreendimentos entre 2. m 2 de ABL e 5. m 2 de ABL. Distribuição dos Shoppings por ABL - 1997 3. a 5. m² 14% 5. ou mais 8% 2. a 3. m² 2% até 2. m² 58% Distribuição dos Shoppings por ABL 1994-1997 (%) 1994 1995 1996 1997

- 5 - até 2. m² 51 54 56 58 2. a 3. m² 21 21 21 2 3. a 5. m² 17 16 14 14 5. ou mais 11 1 9 8 DISTRIBUIÇÃO REGIONAL Quanto à distribuição por região, as regiões Sul e Sudeste respondem por 77% do número de shoppings e 74% do total de ABL. Os shoppings localizam-se sobretudo na Região Sudeste, representando 6% das unidades instaladas e 61% do total de ABL. O Estado de São Paulo responde por 59% e 64%, em termos de número de unidades e de ABL da Região Sudeste, respectivamente. Com relação ao país, São Paulo participa com 35% e 39% do total de unidades e de ABL, respectivamente. Comparando-se 1997 com os 2 anos anteriores, verifica-se que não houve mudança significativa quanto à sua distribuição regional permanecendo o Sudeste e o Sul como as principais regiões. Em 1983, somente 15% dos empreendimentos estavam no interior do país. Hoje, este percentual se elevou para 42%. Distribuição de Shoppings por Região - 1997 Região Unidade s % ABL (m²) Norte 3 2 85.514 3 Nordeste 17 12 452.163 14 Centro-Oeste 13 9 288.253 9 Sudeste 86 6 1.967.52 61 Sul 25 17 423.376 13 Total 144 1 3.345.474 1 %

- 6 - Número de Shoppings por Região - 1997 Sul 17% Norte 2% Nordeste 12% Centro- Oeste 9% Sudeste 6% Participação Regionalsegundo a ABL - 1997 Sul 13% Norte 3% Nordeste 14% Centro- Oeste 9% Sudeste 61% Fonte:Abrasce EMPREGO Quanto ao número de empregos efetivamente gerados pelos shopping centers, esse é um montante de difícil ponderação uma vez que o pessoal empregado pode variar em função dos tipos de lojas e atividades existentes (por exemplo áreas de alimentação e supermercados são maiores empregadores) e também do tipo de empreendimento (os shopping centers populares, em geral, exigem maior número de empregados do que os de luxo, por exemplo). Além desses fatores específicos, o emprego no setor de comércio e serviços é caracterizado por elevada rotatividade e sazonalidade em função de datas comemorativas. O setor é, ainda, altamente sensível às variações da atividade econômica e da renda de um país e o nível de empregos se expande ou se contrai em resposta às mudanças nesses fatores. Não obstante essa difícil ponderação, percebe-se com facilidade, seu importante papel na geração de empregos. Além disso, a construção e a operacionalização de shopping centers envolve muitas empresas

- 7 - como fornecedores e prestadores de serviços ligados às áreas de vídeo-comunicação, computação, paisagismo, decoração, equipamentos de segurança, estacio-namento, lazer, etc. Nesse sentido, o shopping center é gerador de empregos não só para a mão-de-obra com pouca qualificação profissional como também para aquela qualificada e especializada. O número apresentado em trabalho anteriormente realizado apontava uma relação média de que cada 1 metros quadrados de ABL geraria um emprego de loja e cada 1 metros quadrados, um emprego de administração. A partir de números obtidos através da análise de projetos efetuados pelo Banco, esses números indicam uma boa média para estimativa dos empregos gerados pelos diversos segmentos de shopping centers. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o número de empregos dos shoppings centers filiados àquela entidade são: Pelos gráficos a seguir pode-se notar que o emprego direto vem crescendo em paralelo ao aumento de faturamento porém o mesmo não se verifica em relação à Área Bruta Local. Explicações para tal fato, dentre outros, seriam a redução de mão-de-obra nas lojas de departamentos e aumento de áreas dedicadas a cinemas. Empregos Diretos Média Mensal (1994-1997) (mil) ANO EMPREGOS 1994 192 1995 28 1996 232 1997 24 Em prego direto x Faturam ento média mil pessoas mês 3 25 2 15 1 5 8 4 1994 1995 1996 1997 Emprego prego direto x ABL Faturamento 16 12 R$ bilhões 3 25 2 15 1 5 C:\Areatrab\PDF\conhecimento_setorial\GET2IS16.DOC - 7/2/2 média mil pessoas mês 1994 1995 1996 1997 3,2 3 2,8 2,6 2,4 2,2 milhões m2 Emprego ABL

- 8 - FICHA TÉCNICA: Angela Maria M. M. Santos - gerente Luiz Carlos P. Gimenez - Engenheiro Carolina Barbosa Matos - Estagiária de economia