Introdução à Plataforma ARDUINO

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Arduino DUEMILANOVE Em italiano: 2009 Microprocessador: ATmega168 ATmega328 Site: http://www.arduino.cc

ATMEGA Linguagem de programação: C/C++ Diferencial: 1) Ferramenta Open-source. Desenvolvida e aperfeiçoada por uma comunidade que divulga os seus projetos e seus códigos. 2) Multiplataforma 3) Fácil entendimento, programação e aplicação.

ENTRADA: Sensores PROCESSAMENTO: Microcontrolador SAÍDA: Atuadores

Entrada (Sensores) Interpretação de Variáveis no ambiente Sinal elétrico Controle ou acionamento de elementos eletroeletrônicos Saída (Atuadores)

Componentes da placa: Possui 14 pinos de entrada/saída digital (dos quais 6 podem ser usados como saídas analógicas PWM) 6 entradas analógicas Um cristal oscilador de 16 MHz Uma conexão USB Uma entrada para alimentação Um cabeçalho ICSP Um botão de reset

Características:

1) USB 2) Externa: fonte ou bateria Teoricamente: 6 a 20V Recomendada: 7 a 12V Alimentação: VIN. Entrada de alimentação para a placa Arduino quando uma fonte externa for utilizada. 5V. A fonte de alimentação utilizada para o microcontrolador e para outros componentes da placa. Pode ser proveniente do pino Vin através de um regulador on-board ou ser fornecida pelo USB ou outra fonte de 5 volts. 3V3. Alimentação de 3,3 volts fornecida pelo chip FTDI. A corrente máxima é de 50 ma. GND. Pino terra.

Memória: 32 KB de memória FLASH para armazenar código: Preserva os dados armazenados por um longo tempo sem a presença de corrente elétrica 2 KB de SRAM: Static Random Access Memory, que significa memória estática de acesso aleatório: É um tipo de memória que mantém os dados armazenados desde que seja mantida sua alimentação. É apagada toda vez que o circuito é desligado. 1 KB de EEPROM: Pode ser programada e apagada várias vezes. Guarda dados permanentemente.

Entrada e Saída: Os pinos podem ser usados como entrada ou saída usando as funções: pinmode( ), digitalwrite( ) e digitalread( ) Serial: 0 (RX) e 1 (TX). Usados para receber (RX) e transmitir (TX) dados seriais TTL. Estes pinos são conectados aos pinos correspondentes do chip serial FTDI USB-to-TTL. PWM: 3, 5, 6, 9, 10, e 11. Fornecem uma saída analógica PWM de 8-bit com a função: analogwrite( ) LED: 13

ICSP significa In Circuit Serial Programming. É um método de gravação de dispositivos programáveis muito eficiente. O dispositivo programável pode ser programado "no circuito", quer dizer, você monta o seu circuito na placa e depois programa o dispositivo através de interface serial. Obs: compatível com o hardware mas não está incluída na linguagem do Arduino Por que é interessante? Imagine que você fabricou 1000 peças de um produto, e na fase final de comercialização alguem viu que precisava de mais alguma coisinha no software. Se o seu circuito não tiver soquete, você praticamente perdeu 1000 placas, mas, se você foi esperto e colocou o conector do ISP lá, é só conectar um cabo e reprogramar todos os seus 1000 aparelhos!

Tem 6 entradas analógicas, cada uma delas está ligada a um conversor analógico-digital de 10 bits, ou seja, transformam a leitura analógica em um valor dentre 1024 possibilidades. Medem de 0 a 5 V, embora seja possível mudar o limite superior usando o pino AREF e um pouco de código. AREF. Referência de tensão para entradas analógicas. Usados com analogreference( ). Reset

Programação: O ambiente de programação mais indicado é o do software Arduino, que pode ser baixado no site: http://www.arduino.cc/en/main/software Funções: são referências essenciais para o desenvolvimento de um projeto usando o Arduino. Essas funções já implementadas e disponíveis em bibliotecas direcionam e exemplificam as funcionalidades básicas.

Digital I/O: pinmode( ) digitalwrite( ) digitalread( ) Analogico I/O: analogreference( ) analogread( ) analogwrite( ) PWM Tempo: millis( ) micros( ) delay( ) delaymicroseconds( ) É bom citar que o software que vem no Arduino já provêm de várias funções constantes para facilitar a programação. setup( ) loop( ) Constantes (HIGH, LOW, INPUT, OUTPUT,...) Bibliotecas (Serial, Servo, Tone, etc.)

Exemplo 1

Exemplo 2

Exemplo 3

O que é um ServoMotor? É uma máquina, mecânica ou eletromecânica, que apresenta movimento proporcional a um comando. Em vez de girar ou se mover livremente sem um controle mais efetivo de posição como a maioria dos motores; servomotores são dispositivos de malha fechada, ou seja: recebem um sinal de controle; verificam a posição atual; atuam no sistema indo para a posição desejada

Aplicações: - Em náutica, é a máquina especial que carrega para um e outro bordo o leme do navio, obedecendo ao comando da roda do leme. - Em aeromodelismo, automodelismo, nautimodelismo, e afins, são pequenos motores com circuito eletrônico e caixa de redução cujo movimento final é proporcional ao comando exercido no transmissor de controle remoto.

Exemplo 4

Exemplo 5

Uso de umas das saídas PWM (Pulse- Width Modulation - Modulação por Largura de Pulso) do Arduino com um Mini Servomotor. Iremos utilizar a entrada manual comandada por um potenciômetro linear de 10 kohm

O que é PWM ou MLP? Tecnologia que permite controlar o período cíclico da frequência da alimentação.

Aplicações: - Industriais: controlar elevadores de carga; esteiras rolantes; guinchos. - Domésticas: controle de iluminação; portões; cortinas.