REVOLUÇÃO INDUSTRIAL I E II

Documentos relacionados
Ou Primeira Revolução Industrial Ou Revolução Industrial Inglesa.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL I E II

IDADE CONTEMPORÂNEA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Origens Conceito e características Pioneirismo inglês Invenções Conseqüências:

Prof. Iair ARTESANATO MANUFACTURA PRODUÇÃO INDUSTRIAL FERRA- MENTAS MANUAIS DIVISÃO DO TRABALHO TRABALHO INDIVIDUAL

Revolução ou evolução?

Revolução Industrial

Preparatório EsPCEx História Geral. Aula 12 As Revoluções Industriais

Revolução Industrial. Prof. Thiago

INDUSTRIALIZAÇÃO E POTÊNCIAS MUNDIAIS

Revolução Industrial I e II

Revolução Industrial

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. Professor Rafael Magalhães Costa

Texto da questão. I. A primeira Revolução Industrial aconteceu na Grã-Bretanha, com o algodão.

Revolução Industrial Professor Fernando Benevides

Capitalismo Comercial (século XV XVIII) Expansão Marítima e Comercial. Expansão do modelo industrial Era do aço, petróleo e Eletricidade

Da produção manual à indústria

CEC- Centro Educacional Cianorte

1ª Revolução Industrial

Revolução Industrial

A Primeira Revolução Industrial XVIII

Revisão. Geografia - Thiago Rebouças

É a base do desenvolvimento econômico mundial. Ocorre quando há transformação em algum bem, acabado ou semiacabado;

Plano Didático Pedagógico Unidade I Conteúdos

DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO E FASES DO CAPITALISMO

Unidade 1. Respostas das sugestões de avaliação

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Onde Inglaterra Quando Nos séculos XVII e XVIII

Segunda Revolução Industrial. Um mundo cheio de mudanças

SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL IMPERIALISMO

Paulo Tumasz Junior. I e II Revolução Industrial

A Indústria como atividade Econômica

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E INDUSTRIALIZAÇÃO

Declínio do feudalismo:

A Segunda Revolução Industrial

6. Revolução industrial PÁGINAS 20 À 31.

MÓDULO 1 GEOGRAFIA II

O Desenvolvimento do sistema socioeconômico. As fases do capitalismo

9 Ano Lista de Exercícios

2ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Prof. Lincoln Marques

A atividade industrial

Considerando os milhares de anos da história da humanidade, faz pouco tempo que as pessoas trabalham o dia inteiro, têm horários rígidos e vivem com

O ESPAÇO MUNDIAL: INDUSTRIALIZAÇÃO E URBANIZAÇÃO 3 BIMESTRE PROFA. GABRIELA COUTO

A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO E A GLOBALIZAÇÃO. A Geografia Levada a Sério

- Avanço das técnicas 2 Revolução industrial Impulso para o comércio internacional. - Ideologia do desenvolvimento positivismo e liberalismo

A atividade industrial e os tipos de indústria R O C H A

Programa de Retomada de Conteúdo

Módulos 11 e 12: O modo de produção industrial e A indústria brasileira

*RÚSSIA E CHINA A FORMAÇÃO DE SUAS ECONOMIAS

Antecedentes Históricos da Administração. Professor Maurício Teixeira

ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL. Prof. Carla Hammes

O que é produção do espaço?

É a produção de bens materiais, além dos agrícolas, por empresas não artesanais. Este termo começou a ser utilizado a partir da 1ª Revolução

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E INDUSTRIALIZAÇÃO

Segunda revolucão industrial

História da América Latina

Desenvolvimento das cidades

Administração e suas perspectivas. Doutoranda Rafaela Carolina da Silva

AP02-ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO EVOLUÇÃO HISTÓRICA

O ESPAÇO GEOGRÁFICO MUNDIAL. Profª. Naiane Rocha GEOGRAFIA

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA INGLATERRA. Prof. Filipe Viana da Silva

13/8/2012. A Expansão do Movimento Operário e a Retração do Capital. Objetivos. Conteúdo

Países pioneiros no processo de industrialização. IFMG Campus Betim 2015

VIRGÍLIO, P.; LONTRINGER, S.. Guerra Pura: a Militarização do Cotidiano. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 39.

HISTÓRIA 2 ANO PROF. AMAURY PIO PROF. EDUARDO GOMES ENSINO MÉDIO

Imperialismo ou Neocolonialismo (XIX-XX)

A era do Imperialismo

A EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Aulas 05 e 06: Estrutura fundiária brasileira e industrialização. Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida (Platão)

AS QUESTÕES OBRIGATORIAMENTE DEVEM SER ENTREGUES EM UMA FOLHA À PARTE COM ESTA EM ANEXO.

Sistemas Industriais

Teorias Contemporâneas da

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE MERCADO E SISTEMA PRODUTIVO

Aula 2 Os Primórdios da Administração EPA

Revoluções Industriais REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A INDÚSTRIA. Formada sobre as bases de acumulação do capital através do mercantilismo.

Eng. Nunziante Graziano, Ph. D. INDÚSTRIA 4.0 E AS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

UNIDADE E DIVERSIDADE NA SOCIEDADE OITOCENTISTA. A condição operária. Condições de trabalho e modos de vida

ENERGIA E HISTÓRIA Dominando o conhecimento sobre energia

Qual é o ponto de humor da charge abaixo? SOCIALISMO

Marx e as Relações de Trabalho

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. Do trabalho artesanal às máquinas

10/03/2010 CAPITALISMO NEOLIBERALISMO SOCIALISMO

Primeira Revolução Industrial

Dia dos Pais Lembrancinhas de papel para imprimir

Resumo das aulas de Filosofia 2ª série do Ensino Médio/ 1 trimestre / 2 avaliação

INDUSTRIALIZAÇÃO GEOGRAFIA. O que é indústria? SETORES DA ECONOMIA SETOR PRIMÁRIO SETOR SECUNDÁRIO SETOR TERCIÁRIO. Agricultura Pecuária extrativismo

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O LIBERALISMO ECONÔMICO

Revolução Industrial e Socialismo

DA PAISAGEM RURAL À PAISAGEM URBANA INDUSTRIAL: o exemplo de Manchester em 1820 e 1840

MATERIALISMO HISTÓRICO (Marx e Engels)

TRABALHO E SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

Transcrição:

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL I E II

Por volta do século XVIII a ciência entrou em um processo estável de evolução, que desatou uma sequência de outras tecnologias que de forma rápida transformaram a vida do ser humano, em principal gerar mercadorias. Nesse último caso, serviu principalmente para o setor industrial, o que causou o aceleramento o desenvolvimento do sistema capitalista. Essa rápida transformação no setor de produção industrial é chamada historicamente de Revolução industrial. Para que consigamos ter uma aproximação sistemática melhor podemos destacar três momentos: Primeira, Segunda e Terceira Revolução Industrial. Essa revolução teve como caracterização duas invenções importantes que insinuavam uma reviravolta no setor de produção e transportes: cientistas descobriram a utilidade do carvão como fonte de energia, a partir disso, inventaram simultaneamente a máquina a vapor e a locomotiva.

Ambas foram a causa para dar propriedade dinâmica ao transporte de matéria prima, pessoas e distribuição de mercadorias, oferecendo um novo método para se locomover e produzir. Um dos primeiros ramos a desfrutar da nova tecnologia da máquina a vapor foi à produção têxtil, que antes disso, era executada de forma artesanal. A utilização de máquinas nas indústrias, que possuíam grande força e agilidade, movida a energia do carvão, que proporcionou uma produtividade muito dinâmica, com isso a indústria se tornou uma alternativa de trabalho, a partir desse momento muitas pessoas deixaram o campo para irem às grandes cidades. O aceleramento do êxodo rural gerou um grande crescimento dos centros urbanos em grande parte das nações europeias que faziam parte da revolução. Em algumas cidades europeias o aumento foi de três vezes o número das suas populações em meio século. A partir desse aumento populacional os centros urbanos ficaram acumulados mudando de maneira drástica a configuração da paisagem urbana, as cidades não absorveram o fluxo de pessoas de forma adequada, e com isso surgiram os bairros marginalizados com trabalhadores pobres. No desenrolar da Revolução Industrial, a grande necessidade por novas tecnologias se tornou uma disputa comum em qualquer nação ou dono de uma indústria que quisesse aumentar seus lucros. O modelo industrial estabelecido no século XVIII sofreu várias modificações e aperfeiçoamentos que marcaram essa busca estável por novidades. Pode-se ver que, a partir de 1870, uma

nova onda de tecnologias depositou a chamada Segunda Revolução Industrial. Nessa nova etapa, o emprego da energia elétrica, o uso de motor a explosão, os corantes sintéticos e a invenção do telégrafo ajustaram a exploração de novos mercados e a aceleração dó ritmo industrial. Vários cientistas passaram a se debruçar na elaboração de teorias e maquinas capazes de diminuir os custos e o tempo de fabricação de produtos que pudessem ser consumidos em escalas cada vez maiores. A eletricidade já era conhecida um pouco antes dessa época, porem tinha seu uso autorizado somente para pesquisas de laboratório. Passou a ser usada como um tipo de energia que poderia ser comunicado em longas distâncias e geraria um custo bem menor se compactado ao vapor. No ano de 1879 foi estabelecido um grande marco nos sistemas de iluminação dos grandes centros urbanos e industriais com a criação da lâmpada incandescente.

Pioneirismo inglês O pioneirismo inglês na industrialização ocorreu por uma série de motivos: O primeiro motivo seria o acúmulo de capitais que a Inglaterra havia alcançado pelo monopólio comercial durante a Expansão Marítima europeia. Os cercamentos se constituíram como o segundo motivo. Os grandes proprietários rurais através de decretos reais puderam incorporar as terras comunais, antes pertencentes à igreja católica e camponeses. Esses últimos foram expulsos das terras e se deslocaram para as cidades para trabalhar nas indústrias. O terceiro motivo foi a presença de fontes de energia natural na Inglaterra, como o carvão e o ferro. O território inglês era constituído por Minas inglesas onde tinha ferro, minério, carvão, etc, que posteriormente se tornou o principal combustível, das máquinas a vapor que substituíram as máquinas movidas à força humana, pela força mecânica, ampliando a produção de mercadorias. A principal inovação técnica no século XVIII foi a máquina a vapor, a criação desta ferramenta para as fábricas foi o quarto motivo do pioneirismo inglês no processo industrial. A máquina a vapor revolucionou o processo de produção de mercadorias, a substituição da energia humana pela energia a vapor mineral levou ao aumento da produção de mercadorias e a crescente industrialização e urbanização da Inglaterra no século XVIII. Todos os quatro motivos proporcionando grandes mudanças sociais e econômicas no mundo com o desenvolvimento do sistema capitalista.

As novas relações de trabalho A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, expandiu-se para o mundo a partir do século XIX. A substituição da manufatura pela maquino fatura provocou um intenso deslocamento rural para a cidade, gerando enormes concentrações populacionais, excesso de mão-de-obra e desemprego. Os operários, desprovidos de equipamento de segurança, sofriam com constantes explosões e mutilações e não recebiam nenhum suporte de assistência médica, nem seguridade social. Neste contexto, começaram a surgir os primeiros protestos por mudança nas jornadas de trabalho. Apontada como a primeira lei trabalhista, o Moral and Health Act foi promulgado na Inglaterra por iniciativa do então primeiro-ministro, de Robert Peel, em 1802. Ele fixou medidas importantes, mas inadmissíveis hoje em dia: duração máxima da jornada de trabalho infantil em 12 horas, além de proibir o trabalho noturno. Conscientes das condições precárias de trabalho, em 1848, Karl Marx e Friedrich Engels publicaram o Manifesto Comunista, primeiro documento histórico a discutir os direitos do trabalhador. Temendo adesões às causas socialistas, o chanceler alemão Otto Von Bismarck impulsionou, em 1881, a criação de uma legislação social voltada para a segurança do trabalhador. Ele foi o primeiro a obrigar empresas a subscreverem apólices de seguros contra acidentes de trabalho, incapacidade, velhice e doenças, além de reconhecer sindicatos. A

iniciativa abriu um precedente para a criação da responsabilidade social de Estado, que foi seguida por muitos países ao longo do século XX. Por todo o mundo, a luta pelos direitos sociais começava a dar resultados. Na América, não foi diferente: a Constituição do México, promulgada em 1917, foi a primeira da História a prever a limitação da jornada de trabalho para oito horas, a regulamentação do trabalho da mulher e do menor de idade, férias renumeradas e proteção do direito da maternidade. Logo depois, a partir de 1919, as Constituições dos países europeus consagravam esses mesmos direitos. Curiosidades sobre a Revolução Industrial Os fiandeiros de uma fábrica próxima de Manchester trabalhavam 14 horas por dia numa temperatura de 26 a 29 C, sem terem permissão de mandar buscar água para beber. Surgiu uma nova classe social: a classe operária. Marcou também a exploração do trabalho infantil. Consolidou o capitalismo como sistema econômico dominante.

Primeiro de maio foi a data escolhida na maioria dos países industrializados para comemorar o Dia do Trabalho e celebrar a figura do trabalhador. A data tem origem em uma manifestação operária por melhores condições de trabalho iniciada no dia 1º de maio de 1886, em Chicago, nos EUA. No dia 4, vários trabalhadores são mortos em conflitos com as forças policiais. Em conseqüência, a polícia prende oito anarquistas e os acusa pelos distúrbios. Quatro deles são enforcados, um suicida-se e três, posteriormente, são perdoados. Por essa razão, desde 1894, o Dia do Trabalho, nos Estados Unidos, é comemorado na primeira segunda-feira de setembro. Algumas invenções da primeira resolução industrial: A máquina de fiar inventada em 1767 por James Hargreaves e batizada com o nome de Spinning Jens;

O bastidor hidráulico construído em 1769 por Richard Arkwright e conhecido como Walter Machine A máquina de fiar híbrida combinação da máquina de fiar com o bastidor hidráulico, realizada em 1779 por Samuel Compton e que recebeu a denominação de mula machine O tear mecânico, patenteado em 1785 pelo reverendo Edmund Cartwright;

A máquina a vapor aperfeiçoada em 1769 por James Watt e que assinalou o início da Revolução Industrial, com a substituição da energia física pela energia mecânica no processo de produção de mercadorias. A industrialização revolucionou também o setor de transportes com duas grandes invenções: o barco a vapor, inventado em 1807 pelo norteamericano I Robert Fóton.

Algumas invenções da segunda revolução industrial: Motor de combustão interna (Nikolaas August Otto) Rádio (Nébula Tesla) Altifalante (Ernst Siemens, 1877)

Telefone (Antonio Médici, 1856) Automóvel (Karl Benz, 1885)

Lâmpada elétrica (Humphry Davy, 1802) Avião (Wilbur e Orville Wright, 1903)

Máquina de escrever (Carlos Thuber, 1843) Petróleo (por volta de 1850)