06. REFORMAS RELIGIOSAS
O clero e a Igreja Católica Igreja Católica instituição mais poderosa na Baixa Idade Média (séc. XI ao XV) única autoridade espiritual líder religioso único maior poder do que os senhores feudais normas e determinações Membros do clero pregava a salvação apenas daqueles que a seguissem Papa determinava a conduta religiosa e a moral das pessoas forte domínio sobre a política e a economia vistos como autoridades responsáveis pela boa conduta dos fiéis Fortemente impactada pelas mudanças ocorridas a partir do século XIV sofrimento de fortes críticas
O papa, a mais poderosa força da Idade Média
Leitura Textos da página 5
Causas da Reforma Políticas conflito entre os papas e os monarcas pelo controle e poder político desenvolvimento de uma consciência nacional intervenção da Igreja como um entrave ao desenvolvimento Econômicas concentração de bens e riquezas nas mãos da Igreja esperança de reis e nobres em confiscá-los com a Reforma Burguesia oportunidade de não pagar mais impostos para a Igreja fuga da condenação pela usura Morais e religiosas dinheiro recolhido em forma de dízimo usado para sustentar a igreja paroquial finalidade de construir a Igreja de São Pedro, em Roma novos impostos venda de cargos eclesiásticos, indulgências e supostas relíquias vida escandalosa de certos papas Mudança de consciência e inovações técnicas aperfeiçoamento da imprensa difusão de obras escritas tradução da Bíblia para outros idiomas interpretação livre entendimento das contradições críticas ao luxo entre os representantes da Igreja
Imprensa de Gutenberg
Precursores da Reforma Insatisfação com a Igreja desejo de mudanças e reformas por parte dos membros da própria Igreja tentativa de conscientização sem êxito Baixa Idade Média John Wycliffe (1329-1384) criticou os tributos cobrados e o poder dos papas sobre os reis e governantes condenou a riqueza do clero, a cobrança de indulgências e o culto aos santos e relíquias traduziu a Bíblia para a língua inglesa afirmação da salvação somente pela fé Jan Huss (1369-1415) influenciado pelas ideias de Wycliffe traduziu a Bíblia para o tcheco críticas semelhantes ao Wycliffe excomungado pelo Papa Alexandre V morto na fogueira como herege sua execução provocou sangrentas guerras religiosas na Boêmia
John Wycliffe
Jan Huss
Reforma na Alemanha Preparada pelos movimentos na Inglaterra e na Boêmia Alemanha no século XVI formada por pequenos estados independentes Governada por Carlos V de Habsburgo unidades governadas pro príncipes locais estrutura social atrasada imperador consagrado pelo Papa unidade política bastante frágil parte do Sacro Império Romano-Germânico 30% das terras pertencentes à Igreja cobiçada pelos príncipes locais comércio de cargos eclesiásticos e venda de indulgências estopim para a Reforma na Alemanha
Imperador Carlos V, da Alemanha
Martinho Lutero (1483-1546) Monge da ordem católica dos agostinianos Estudioso do pensamento de Santo Agostinho professor de teologia Admirador das ideias de Jan Huss Debatia o sentimento do pecado Respostas às suas angústias doutrina da salvação pela fé não por meio de indulgências Passou a se opor aos ensinamentos da Igreja Católica produção das 95 teses início da reforma protestantes
Martinho Lutero
Parte da publicação das 95 teses de Lutero
Lutero fixa as 95 teses para o público
Princípios básicos da Reforma Protestantes Livre interpretação da Bíblia única fonte da verdade divina Salvação por meio da fé Aceitação de apenas dois sacramentos: batismo e eucaristia Fim do celibato clerical Proibição ao culto de santos, venda de indulgências e veneração de imagens Cerimônias religiosas realizadas em idiomas locais
Altar de Igreja Luterana
Reforma na França e na Suíça Ideias de Lutero ganha força na Europa tentativas de reforma na França sem êxito forte catolicismo no Estado João Calvino (1509-1564) aderiu ao movimento reformista de Lutero perseguido refúgio na Suiça ideias radicais salvação dependia da vontade de Deus Teoria da Predestinação destino traçado desde o nascimento predestinado á salvação ou condenação demonstração por meio do acúmulo de riquezas
João Calvino
Reforma na Inglaterra Rei Henrique VIII casado com Catarina de Aragão solicitou a anulação de seu casamento junto à Igreja Católica deu ao rei apenas uma filha negada pelo Papa Clemente VII Ato de Supremacia separação entre a Igreja da Inglaterra e a de Roma Fundação da religião Anglicana seguiu a doutrina de Lutero deu a Henrique VIII o cargo de supremo chefe da religião
Rei Henrique VIII
Contrarreforma: Reforma da Igreja Católica Reação Católica ao movimento protestante tentativa de evitar a perda de fiéis e diminuição da autoridade papal Paulo III convocação de um concílio (1535) avaliação das críticas determinar novas estratégias iniciativas continuadas pelo papa Paulo IV
Concílio de Trento
Papa Paulo III
Papa Paulo IV
Instrumentos da Contrarreforma Concílio de Trento convocado pelo papa Paulo III (1545) reafirmação dos dogmas da religião ameaçados pelos protestantes estabelecimento de disciplina rígida aos integrantes do clero manutenção dos sete sacramentos, da crença e do culto dos santos, da veneração de imagens e da autoridade incontestável do papa e do celibato clerical fim da venda de indulgências proibição da livre interpretação da Bíblia Companhia de Jesus ordem criada em 1539 por Inácio de Loyola integrantes denominados jesuítas soldados de cristo objetivo de evangelizar povos pagãos Inquisição Papa Inocêncio III determinou a criação do Tribunal do Santo Ofício perseguição e punição aos hereges mais atuante na Península Ibérica
Inácio de Loyola, criador da Companhia de Jesus
Padre jesuíta atuando na conversão dos índios
Guerras religiosas Mapa religioso ao final do séc. XVI Igreja Católica sem o total domínio que tinha antes continente dividido em várias religiões Diferenças religiosas clima de intolerância desencadeamento de conflitos religiosos norteou os interesses de reis e nobres políticos e econômicos França Noite de São Bartolomeu (1527) massacre que durou semanas morte de mais de 10 mil protestantes Tentativa de acabar com as disputas conversão do herdeiro do trono ao catolicismo motivada por interesses políticos Edito de Nantes (1598) reconhedimento da liberdade religiosa
Massacre de São Bartolomeu
Mapa religioso da Europa, Século XVI