Projeto de Iluminação Luz e o tempo A luz como energia, arquitetura como algo ligado a energia. A luz artificial como herdeira do fogo, em torno do qual nossos ancestrais se reuniam. Luzes e sombras mutantes do fogo, exercem ainda fascinação, que a luz artificial produz, de transformar a realidade. Luz é a radiação eletromagnética capaz de produzir sensação visual.
Iluminação artificial: Exemplos Exemplos de iluminância: Luz solar em dia claro (exterior)... 100.000lux Sala com janelas amplas, à luz do dia... 1.000lux Sala bem iluminada por lâmpadas... 300-500lux Boas condições de visibilidade... 100lux Logradouro público bem iluminado... 10-20lux Luar de lua cheia, céu limpo... 0,5 lux
Grandezas Fotométricas Grandezas e Conceitos Fluxo Luminoso (Φ) unid.: lúmen (lm) É a quantidade total de luz emitida por uma fonte. Intensidade Luminosa (I) unid.: candela (cd) É o Fluxo Luminoso emitido por uma fonte numa determinada direção. Fluxo Luminoso Intensidade Luminosa
Grandezas Fotométricas Grandezas e Conceitos Curva de Distibuição Luminosa (CDL) unid.: candela (cd) É a representação da Intensidade Luminosa em todos os ângulos em que ela é direcionada num plano. Curva de Distribuição de Intensidades Luminosas para uma lâmpada fluorescente isolada (A) ou associada a um refletor (B)
Luz, brilho, luminância e contraste Brilho (contraste percebido) depende do background da image, ou seja o ser humano percebe o brilho do objeto em relação ao brilho do entorno. Luminância se refere ao brilho medido por um instrumento apropriado. Contraste é a diferença de brilho entre um objeto e seu entorno próximo.
Reflexão e Transmissão Há três aspectos quanto à reflexão da luz: a quantidade que se reflete ( fator de reflexão) a maneira que se reflete (especular ou difusa) a seleção espectral ( a cor) Sobre a transmissão: a quantidade que se transmite ( fator de transmissão) a maneira que se transmite (especular ou difusa) a difusão não afeta a quantidade de luz transmitida. a seleção espectral ( a cor)
Materiais Polidos Painéis ACM Painéis de Fibra de Vidro Painéis de GRC Painéis de Compostos de Alumínio
Materiais Pétreos Materiais Pétreos Naturais Granito Mármores Basalto Ardósia Mármore travertino
Materiais Pétreos Materiais Pétreos Naturais Granitos e Mármores Artificiais Granitina Piso Romano Lojas Disritmia
Texturas Alvenarias: Pedra natural Tijolos maciços Blocos cerâmicos Blocos de concreto Concreto celular Blocos de vidro Café em São Paulo
Grandezas Fotométricas e Método de Lúmens O que é luz? Luz Princípios Gerais Luz é a radiação eletromagnética capaz de produzir sensação visual. Fonte de luz radiação eletromagnética diferentes comprimentos de onda sensibilidade do olho espectro visível (380 a 780 nm)
Grandezas Fotométricas e Método de Lúmens Luz e cores Luz Princípios Gerais A aparência de um objeto é resultado da luz que incide sobre ele. LUZ BRANCA MAÇÃ VERMELHA REFLEXÃO porção vermelha do espectro ABSORÇÃO outros comprimentos de onda Composição das cores LUZ BRANCA 3 cores primárias VERMELHO VERDE AZUL
Grandezas Fotométricas Características das Lâmpadas e Acessórios Temperatura de Cor da Luz(T) unid.: Kelvin (K) Expressa a aparência de cor da luz emitida pela fonte. Quanto mais alta a temperatura de cor, mais clara é a tonalidade de cor da luz. Não tem vinculação com a eficiência energética da lâmpada, não sendo válida a impressão de que quanto mais clara a lâmpada, mais potente. Temperatura de Cor
Índice de Reprodução Cromática (IRC) Quantifica a fidelidade com que as cores são reproduzidas sob uma determinada fonte de luz. Grandezas Fotométricas Características das Lâmpadas e Acessórios IRC = 70 / 85 / 100 O IRC não tem relação com a Temperatura de Cor.
Projeto de Arquitetura de Iluminação reflexão sobre a concepção do edifício, da paisagem, do espaço urbano consideração da luz natural responde aos aspectos de conforto e desempenho das tarefas visuais fornece subsídios para os projetos de instalações elétricas e de ar condicionado.
Projeto de Arquitetura de Iluminação desempenho visual: aspectos físicos do ser humano e necessidades visuais. conforto emocional e estética dos ambientes: aspectos psicológicos do ser humano, suas emoções e sentimentos relativos ao ambiente. economia dos sistemas: aborda os aspectos decisórios do ser humano e invoca sua consciência.
O que influi no desempenho visual? aspectos físicos do ser humano (idade, cultura) e necessidades visuais. Iluminâncias necessárias Conexão com exterior (necessidade psicológica) Controle de ofuscamento Contrastes entre luminância da tarefa visual e fundo. Modelagem Evertical/Ehorizontal Cores das fontes de luz. (expectativa da cor)
Conforto emocional e estética dos ambientes: aborda o aspecto subjetivo da relação entre o usuário e o ambiente. Equilíbrio psicológico do usuário. Recursos psicológicos e emocionais : relação com a luz da natureza, diversidade de cores e contrastes. Interpretação psicológica do ambiente.
Recursos psicológicos e emocionais : Interpretação psicológica do ambiente.
Luz e cor Ao trabalhar um cenário ou ambiente com sistema de iluminação em RGB, através da combinação de cores pode-se criar sensações e uma infinidade de jogos de luz. R 99% + G 99% + B 99% Branco homogeneo = Despertar com luz natural R 20% + G 50% + B 80% Azul e rosa = Relaxamento R 99% + G 40% + B 00% Rosa e alaranjado = Energia, Disposição para atividade R 60% + G 50% + B 50% Equilibrio das cores = Eficiência no trabalho R 40% + G 60% + B 00% Verde e Rosa = Favorece a criação e concentração R 40% + G 00% + B 99% Azul Indico = Harmonia e Equilibrio energético R 40% + G 99% + B 50% Verde = Convida ao entrosamente e comunicação R 99% + G00% + B 00% Rosa e amarelo = Favorece o entretenimento, lazer R 99% + G 00% + B 00% Vermelho total = Momentos de intimidade R 00% + G 00% + B 99% Azul e rosa = Descanso e bem-estar
aborda as necessidades psicológicas do ser humano. υdistribuição das luminâncias e cores nas superfícies υ Relação entre cor e intensidade da fonte luminosa.
Conforto Emocional Índice de reprodução de cores adequado à qualidade do ambiente. υ Cores e acabamentos de interiores adequados ao bem estar dos usuários.
Estética do ambiente / valorização da arquitetura. Estabelecimento de hierarquia. Percepção plena do espaço. Integração das luminárias ao desenho de interiores
Estética do ambiente υvalorização luminosa dos espaços, mediante o respeito à composição dos volumes, cores e acabamentos das superfícies. υ percepção plena do espaço, evitando porções desagradáveis escuras ou excessivamente iluminadas que podem alterar suas dimensões interiores.
Estética do ambiente υintegração das luminárias aos detalhes e mobiliários propostos pelo projeto de arquitetura e design de interiores. υ desenho harmonioso dos equipamentos e dos forrros, especialmente nas áreas que o ambiente é percebido através de longas perspectivas.
Economia do sistema: Escolha da lâmpada e da luminária mais adequada Cálculo da quantidade de iluminação Disposição das luminárias no recinto Cálculo de viabilidade econômica/ custo inicial x custo operacional.
Economia do sistema υviabilidade do empreendimento, mediante o respeito aos objetivos do investidor e aspectos subjetivos do projetista, contribuindo para a otimização do uso da energia elétrica aliados aos cuidados com o meio ambiente.
Aspectos mais específicos a serem considerados no Projeto de Iluminação a função do ambiente e o nível de iluminação necessário para realização das tarefas Quanto maior a exigência visual da tarefa a ser realizada, maior deve ser o nível de Iluminância Média (NBR 5413). Estabelecer uma lista específica de cada uma das tarefas que ocorrerão nos diferentes espaços.
exemplo: υé uma iluminação principalmente para superfícies horizontais ou verticais? υas cores são importantes? υtrata-se de uma tarefa de precisão? υse utiliza a luz natural?
Aspectos a serem considerados no Projeto de Iluminação a forma e as dimensões físicas do ambiente (ambiente regular? Diferenças de pé direito?) a disposição do mobiliário e da estrutura os materiais e cores empregados nos acabamentos e mobiliário ( tipos de reflexões) o índice de reprodução de cores as características e o posicionamento de lâmpadas e luminárias a limpeza e manutenção do ambiente
Para resumir: υ O quê iluminar υcomo iluminar υquando iluminar
Etapas do processo de projeto υ Conceber o tipo de iluminação υ projetar o sistema de iluminação υ acompanhar a implantação υ avaliar os resultados
υ Desenho da imagem lumínica. υtipos de Iluminação
Escolha do Sistema de Iluminação O projeto de sistema de iluminação pode ser concebido considerando alguns aspectos: υdistribuição υdirecionalidade υcor
Sistemas de Iluminação Sistemas de Iluminação quando a distribuição de luz; υiluminação geral υiluminação localizada. υiluminação mixta.
Iluminação geral υé a iluminação básica de um ambiente ou a principal. É a iluminação responsável para suprir a quantidade de luz necessária no ambiente com certo grau de uniformidade.
Iluminação localizada υé a iluminação produzida por uma fonte direcionada à tarefa visual, ou ao objeto ou superfície a ser iluminado. Este tipo de iluminação proporciona uma iluminância não uniforme.
Iluminação mixta υé o sistema de iluminação que combina o desenho de iluminação geral com fontes localizadas próximas às tarefas visuais.
comentários Em termos de imagem lumínica há que levar em conta que a iluminação natural deve ser o componente que dá o caráter ao ambiente durante o dia. A iluminação artificial deve ser projetada de modo a satisfazer o aspecto suplementar e atuar como principal sòmente nos horários em que a luz natural não esteja disponível.