PROGRAMA DE DISCIPLINA I. Curso: DIREITO II. Disciplina: TEORIA GERAL DO DIREITO PENAL (D-11) Área: Ciências Sociais Período: Segundo Turno: matutino/noturno Ano: 2013-1 Carga Horária: 72 H; Créd.: 04 III. Pré-Requisito: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO II (D-01) IV. Ementa: Introdução: Ciências penais. A Norma Penal. Aplicação da Lei Penal. Do Crime: conceito legal, material e formal do crime. Teoria do crime. Da Ação. Da Tipicidade. Da Consumação e da Tentativa. Da Antijuridicidade. Da Culpabilidade. Do Concurso de Pessoas. Das Penas: espécies, cominação, aplicação, suspensão condicional, livramento condicional, efeitos da condenação, reabilitação. Das Medidas de Segurança. Da Ação Penal. Da Extinção da Punibilidade. V. Objetivos: 1. Geral Habilitar o estudante de Direito a entender o caráter social do Direito Penal, os fundamentos do Direito Penal e sua função específica de tutela jurídica de bens e valores essenciais à convivência humana. Direito Penal como ramo do Direito Público e sua relação jurídica com o Estado-jus puniendi. Direito Penal como ciência cultural, normativa, valorativa e finalista. 0
2. Específicos - Oportunizar o estudo do Direito Penal, baseado em critérios metodológicos que permitam o perfeito entendimento dos princípios e normas do Direito Penal, sua interpelação e efetivação. - Desenvolver atividades para conhecimento, estudo e solução de problemas associados ao conteúdo das aulas, estimulando o raciocínio crítico do estudante e orientando-o ao trabalho de pesquisa, formulação de hipóteses, fundamentação e argumentação. - Desenvolver as habilidades essenciais para uma verdadeira formação profissional do Bacharel em Direito. VI. Conteúdo Programático: UNIDADE 1 O DIREITO PENAL 1.1. Conceito. 1.2. As Ciências Penais e Ciências Auxiliares do Direito Penal. 1.3. Evolução histórica do Direito Penal. As Escolas Penais. 1.4. O Direito Penal brasileiro, sua evolução histórica e influências. 1.5. Objetivos e finalidades do Direito Penal. 1.6. Fontes do Direito Penal. 1.7. Características das normas penais. 1.8. Classificação das normas penais. 1.9. Da norma penal em branco. 1.10. Integração da norma penal. UNIDADE 2 - PRINCÍPIOS INFORMADORES DO DIREITO PENAL 2.1. Conceito de princípio e importância. 2.2. Princípio da legalidade. 2.3. Princípio da reserva legal. 2.4. Princípio da anterioridade. 2.5. Princípio da irretroatividade. 2.6. Princípio da personalidade ou da responsabilidade pessoal. 2.7. Princípio da individualização da pena. 2.8. Princípio da humanidade. 2.9. Princípio da intervenção mínima. 2.10. Princípio da fragmentariedade. 2.11. Princípio da culpabilidade. 2.12. Princípio da taxatividade. 2.13. Princípio da proporcionalidade. 2.14. Princípio da lesividade. 2.15. Princípio da insignificância, da alteridade e da adequação social. 2.16. Vedação da dupla punição pelo mesmo fato (non bis in idem). UNIDADE 3 INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL 3.1. Conceito, Definição e natureza da Interpretação. 3.2. Espécies de Interpretação. 3.3. Critérios de Interpretação no Direito Penal. 1
3.4. Interpretação Analógica. 3.5. Emprego da Analogia no Direito Penal Brasileiro. 3.6. Interpretação analógica e Analogia Distinção. 3.7. Princípio in dubio pro reo no Direito Penal. 3.8. Espécies de Analogia e Analogia in bonam partem. 3.9. Outras Fontes Interpretativas. UNIDADE 4 - DA VIGÊNCIA DA LEI PENAL NO TEMPO 4.1. Nascimento e Revogação da Lei Penal. 4.2. Princípios que regem os conflitos de Leis Penais no tempo. 4.3. Hipóteses de Conflitos de Leis Penais no Tempo. 4.4. Irretroatividade da Lei Penal lex gravior e lex mitior e Abolitio criminis. 4.5. Tempo do Crime para a fixação da lei aplicável Teorias. 4.6. Novatio Legis incriminadora, Novatio Legis in mellius. 4.7. Lei intermediária e Combinação de Leis. 4.8. Eficácia das Leis Penais Temporárias e Excepcionais e Extra-atividade da Lei Penal. UNIDADE 5 DA VIGÊNCIA DA LEI PENAL NO ESPAÇO 5.1. Princípios da Territorialidade. 5.2. Princípio da Personalidade (ou nacionalidade). 5.3. Princípio da Defesa (ou real). 5.4. Princípio da Universalidade (ou da Justiça Universal). 5.5. Lugar do Crime Teorias. 5.6. Eficácia da sentença penal estrangeira. UNIDADE 6 TEORIA DO CRIME 6.1.Conceito. 6.2. Aspecto material, formal ou analítico. 6.3. Teoria causal ou naturalista da ação. 6.4. Teoria finalista da ação. 6.5. Teoria social da ação. 6.6. Fato Típico (ou Injusto Típico). 6.7. Elementos do fato típico. 6.8. Conduta humana de interesse penal (conceitos e teorias). 6.9. Formas de Conduta (ação e omissão). 6.10. Caso fortuito e força maior. 6.11. Relação de Causalidade Teoria da equivalência dos antecedentes causais. 6.12. Tipicidade 6.12.1. Do tipo penal nos crimes dolosos 6.12.2. Do tipo penal nos crimes culposos 6.12.3. Do tipo penal nos crimes preterdolosos 6.13. Crime consumado e crime tentado 6.14. Desistência voluntária, arrependimento eficaz, arrependimento posterior e crime impossível 6.15. Erro de tipo e erro de proibição 2
UNIDADE 7 - EXCLUDENTES DE ILICITUDE 7.1. Estado de Necessidade: conceito natureza jurídica, requisitos, excesso punível. 7.2. Legítima Defesa: natureza jurídica, conceito e requisitos, moderação e excesso punível. 7.3. Estrito cumprimento do dever legal e Exercício regular de direito: conceito, natureza jurídica. 7.4. Descriminantes putativas UNIDADE 8 - DA CULPABILIDADE PENAL 8.1. Conceito de Culpabilidade. 8.2. Culpabilidade como pressuposto da pena. 8.3. Teorias e elementos da culpabilidade. 8.4. Imputabilidade penal (causas de inimputabilidade penal). 8.5. Potencial consciência da ilicitude (erro de proibição). 8.6. Exigibilidade de conduta diversa (coação moral irresistível e obediência hierárquica à ordem não manifestamente ilegal). UNIDADE 9 - DO CONCURSO DE PESSOAS 9.1. Do Concurso necessário e eventual. 9.2. Formas do concurso de agentes: co-autoria e participação. Teoria restritiva e teoria do domínio do fato. 9.3. Teorias do concurso de pessoas (unitária, dualista e pluralística). 9.4. Requisitos do concurso de agentes. Pluralidade de condutas. Relevância causal das condutas. Liame subjetivo. Identidade de infração. 9.5. Autoria colateral; autoria incerta e autoria mediata. 9.6. Da Comunicabilidade e da incomunicabilidade das elementares e circunstâncias. UNIDADE 10 TEORIA GERAL DA PENA 10.1. Conceito, finalidades e características da pena. 10.2. Teorias extremadas da pena. 10.3. Princípios da pena. 10.4. Das espécies de pena (privativa de liberdade, restritiva de direitos e multa). 10.5. Regimes de cumprimento da pena privativa de liberdade (fechado, semiaberto e aberto). Direitos do preso. Trabalho do preso. Superveniência de doença mental. Detração. 10.6. Das penas restritivas de direitos. 10.7. Da pena de multa 10.8. Da cominação das penas e sua conversão. 10.9. Da aplicação da pena. O sistema Trifásico: circunstâncias judiciais; circunstâncias agravantes e atenuantes; causas de aumento e de diminuição de pena. 10.10. Concurso de crimes (material; formal e crime continuado). 10.11. Limite de penas e unificação. 10.12. Da suspensão condicional da pena (sursis). 10.13. Do livramento condicional. 10.14. Dos efeitos da condenação. 10.15. Da reabilitação. 10.16. Medidas de Segurança: conceito, pressupostos, espécies e substituição. 3
10.17. Da ação penal 10.18. Da extinção da punibilidade VII. Bibliografia: 1. Básica: CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. (Parte Especial). vol. 2, Ed. Saraiva, 2006. MIRABETE, Júlio Fabrini. Manual de Direito Penal. (Parte Especial). vol. 2. São Paulo: Atlas, 2005. JESUS, Damásio E. de. Direito Penal. (Parte Especial). vol. 2, São Paulo: Saraiva, 2003. CÓDIGO PENAL. São Paulo: Saraiva, 2005. 2. Complementar: NORONHA, E. Magalhães. Direito Penal. vol 2. São Paulo: Saraiva, 2001. PRADO, Luiz Régis. Curso de Direito Penal Brasileiro. (Parte Especial). vol. 2. São Paulo: Saraiva, 2005. DELMANTO, Celso. Código Penal Comentado. Ed. Renovar, 2000. BITENCOURT, Cézar Roberto. Código Penal Comentado. Ed. Saraiva. MIRABETE, Júlio Fabrini. Código Penal Interpretado. Ed. Atlas, 2000. 3. Recomendada: REALE JR, Miguel. Teoria do Delito. São Paulo: RT. São Paulo. TELES, Ney M. Direito Penal Parte Geral. vol. I e II, São Paulo: Atlas. BECCARIA, Cesare. Dos Delitos e das Penas. São Paulo: RT. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, de 1948. BITENCOURT, Cezar Roberto. Manual de Direito Penal. vols. I e II., São Paulo: Saraiva, 2001. JESUS, Damásio E. de. Código Penal Anotado. São Paulo: Saraiva, 2004. JESUS, Damásio E. de. Lei das Contravenções Penais Anotadas. São Paulo: Saraiva. JESUS, Damásio E. de. Penas Alternativas. São Paulo: Saraiva, 2002. DELMANDO, Celso. Código Penal Comentado. São Paulo:Renovar, 2004. LEI DE EXECUÇÃO PENAL (legislação). São Paulo:Saraiva. MIRABETE, Júlio Fabrini. Código Penal Interpretado. São Paulo: Atlas, 2003. TOLEDO, Francisco de Assis. Princípios Básicos de Direito Penal. São Paulo: Saraiva, 2002. PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro Parte Geral. vol. 1. São Paulo: RT. 2001 VIII. Metodologia: - Aulas expositivas participadas; - Estudos de Casos; - Dinâmica de grupo: leitura, interpretação e discussão de texto; - Pesquisas individuais e em grupo; - Produção de textos; - Seminários orientados; - Outros métodos didático-pedagógicos. 4
IX. Recursos Metodológicos: - Quadro; pincel; retro-projetor; textos digitados; data show; fitas de vídeo; - Exposição de trabalhos de pesquisa; - Entrevista (Rádio e TV); - Outras técnicas didático-pedagógicas adequadas a cada disciplina. X. Avaliação: 1. Avaliação qualitativa - A avaliação deve ser mais um momento no processo de ensino-aprendizagem destinado à formação do aluno, à pesquisa e ao questionamento, e não simplesmente para verificação do nível de apreensão dos conteúdos, o que, todavia, também deve ser aferido, utilizando-se para tanto dos critérios e métodos pedagógicos conhecidos para aferição do aprendizado (critério subjetivo). - A avaliação envolverá, além do aproveitamento de cada aluno nas provas (critério objetivo), também os seguintes requisitos: assiduidade, pontualidade, dedicação, participação, interesse, uso da interdisciplinaridade, capacidade de interpretação e crítica, bem como a postura ética e compromissada na condução das atividades acadêmicas relacionadas a cada disciplina (critério subjetivo). 2. Avaliação quantitativa - Dentro dessa perspectiva, poderão ser aplicadas provas (escritas e/ou orais), questionários (inopinados ou previamente marcados), trabalhos escritos, fichamentos de livros, dissertações sobre temas relacionados a cada disciplina, trabalhos de pesquisa (individual ou em grupo), seminários e outros métodos didático-pedagógicos de avaliação mais adequados a cada disciplina, ressaltando sempre a importância do domínio do vernáculo pátrio como importante instrumento na atividade profissional do futuro jurista/operador do direito, que será objeto de avaliação obrigatória em todas as atividades acadêmicas (critério objetivo). 3. Atribuição de nota ao aluno - As 2 (duas) notas atribuídas ao aluno serão obtidas através da avaliação feita pelo professor da disciplina, mediante análise dos critérios objetivos e subjetivos acima descritos. O aluno que obtiver o somatório mínimo de 14,0 (quatorze vírgula zero) pontos nas duas notas será considerado aprovado por média; entre 10,0 (dez vírgula zero) pontos e 13,9 (treze vírgula zero) pontos será submetido à prova final, necessitando de nota mínima, que será obtida através da diferença de 10,0 (dez vírgula zero) pontos e da média das duas notas atribuídas ao aluno; e, finalmente, caso obtenha de 0,0 (zero vírgula zero) a 9,9 (nove vírgula nove) pontos nas duas notas será considerado reprovado, sem direito à realização de prova final. As notas atribuídas aos alunos em cada avaliação terão como parâmetro de 0,0 (zero vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero). 4. Condições de aprovação na disciplina - Será considerado aprovado na disciplina o aluno que atender, sucessivamente, aos seguintes requisitos: a) aprovado por média (média acima de 7,0) ou submetido à prova final e que obtenha a nota mínima necessária (média final 5,0); e, b) não ultrapassar a 25% (vinte e cinco por cento) de faltas não justificadas da carga-horária total na respectiva disciplina. 5