Direito Penal Emerson Castelo Branco
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- Alessandra Mendonça Bayer
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1 Direito Penal Emerson Castelo Branco 2014 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor.
2 DIREITO PENAL CONCEITO DE CRIME a) material: Todo fato humano que lesa ou expõe a perigo determinado bem jurídico. b) formal: É tudo aquilo que o legislador descrever como crime. c) analítica: É todo fato típico, ilícito e culpável (conceito tripartido). 1.ª Corrente: Conceito bipartido. 2.ª Corrente: Conceito tripartido. DIFERENÇA ENTRE CRIME E CONTRAVENÇÃO Teoria causalista (naturalista ou causal) Teoria finalista Outras teorias Teoria social da ação Teoria funcional (funcionalista) SUJEITO ATIVO DO DELITO SUJEITO PASSIVO DO DELITO OBJETO JURÍDICO E OBJETO MATERIAL ANÁLISE DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO CRIME Fato típico a) Nexo de causalidade b) Conduta dolosa ou culposa c) Resultado d) Tipicidade
3 Antijuridicidade (ilicitude) Culpabilidade DA RELAÇÃO DE CAUSALIDADE NEXO CAUSAL TEORIA DA EQUIVALÊNCIA DOS ANTECEDENTES CAUSAIS Art. 13. O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. - Teoria da equivalência dos antecedentes (conditio sine qua non) - Juízo de eliminação hipotética. OUTRAS TEORIAS DO NEXO CAUSAL: - Teoria da causalidade adequada - Teoria da imputação objetiva SUPERVENIÊNCIA CAUSAL 1.º, do art. 13 do Código Penal: A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. As causas podem ser de duas espécies: dependentes e independentes. Causa dependente é aquela que se origina da conduta e se insere na linha normal de desdobramento da mesma. Causa independente é aquela dita imprevisível, que não decorre do desdobramento causal da conduta, não sendo decorrência esperada da conduta anterior. Duas são as espécies de causas independentes: causa absolutamente independente: não se origina da conduta do agente. Causa o resultado sem relação alguma com a conduta. causa relativamente independente: origina-se da conduta do agente, mas é independente, uma vez que atua como se, isoladamente, tivesse produzido o resultado. Causas absolutamente independentes
4 a)preexistentes b)concomitantes c)supervenientes Causas relativamente independentes a) Preexistentes b) Concomitantes c) Supervenientes RELEVÂNCIA CAUSAL DA OMISSÃO Como determinar sua relevância da omissão? Dois são os critérios: Poder e dever. Primeiro, avalia-se a possibilidade de evitar o resultado. Depois, o dever de evitar o dano. No 2.º, do art. 13, estão elencadas as situações de dever de agir (fala-se posição de garantidor): a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância. b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. Teorias da omissão: Naturalística Normativa. ELEMENTO SUBJETIVO CRIME DOLOSO Conceito Elementos do dolo a) Consciência da conduta e do resultado (representação). b) Vontade de realizar a conduta e produzir o resultado. Espécies de dolo a)dolo direto.
5 b)dolo indireto. Teorias do dolo a)da vontade b)da representação c) Do assentimento ou consentimento Dolo natural e dolo normativo a)dolo natural (teoria finalista, adotada pelo CP brasileiro) b) Dolo normativo (teoria causalista ou clássica) CRIME CULPOSO Conceito O Código Penal prevê o crime culposo, sem, contudo, conceituá-lo, no art. 18, in verbis: II culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia. O crime culposo somente existe em caso de previsão expressa do tipo penal. No silêncio da lei, o crime só é punido como doloso. Elementos do crime culposo a)conduta humana voluntária de fazer (ação) ou não fazer (omissão). b)inobservância de dever de cuidado objetivo, por imprudência, negligência ou imperícia. c)ausência de previsão (previsibilidade). d)resultado involuntário. e)nexo causal. Espécies de crime culposo 1.ª Classificação: a)culpa inconsciente. Outra denominação: ex ignorantia. b)culpa consciente (ou com previsão). Outra denominação: ex lascívia. 2.ª Classificação:
6 a)culpa própria b)culpa imprópria. Modalidades de culpa a) Imprudência b) Negligência c) Imperícia PRETERDOLO FORMAS CONSUMADA E TENTADA DO CRIME FASES DO CRIME (ITER CRIMINIS) - Cogitação. - Preparação. - Execução - Consumação FORMA CONSUMADA (art. 14, inc. I) De acordo com o desenvolvimento da forma consumada, os crimes podem ser das seguintes espécies: a)materiais b)formais c)mera conduta FORMA TENTADA (art. 14, inc. II) Espécies de forma tentada: a)imperfeita (ou incompleta). b)tentativa perfeita (outras denominações) Teorias principais acerca da responsabilidade penal da forma tentada: - subjetiva. - objetiva (adotada no CP brasileiro)
7 DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA (art. 15, CP) ARREPENDIMENTO EFICAZ (art. 15, CP) ARREPENDIMENTO POSTERIOR (art. 16, cp) CRIME IMPOSSÍVEL (art. 17, cp) a)por ineficácia absoluta do meio. b)por impropriedade absoluta do objeto. ANTIJURIDICIDADE (ILICITUDE) CONCEITO DE ANTIJURIDICIDADE CAUSAS DE EXCLUSÃO DA ANTIJURIDICIDADE As denominadas causas genéricas de exclusão ou justificativas da antijuridicidade são a legítima defesa, o estado de necessidade, o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito. LEGÍTIMA DEFESA (art. 25, cp) Requisitos: a) Agressão injusta b) Atual ou iminente c) Direito seu ou de outrem d) Utilização dos meios necessários e) Moderação f) Elemento subjetivo A figura do excesso na legítima defesa enseja três hipóteses: 1.ª. Excesso doloso. 2.ª. Excesso culposo. 3.ª. Excesso exculpante. ESTADO DE NECESSIDADE Requisitos:
8 a)perigo atual. b)ameaça a bem jurídico próprio ou de terceiro. c)situação de perigo que não tenha sido causada voluntariamente pelo agente. d)inexistência de dever legal de enfrentar o perigo. e)exigibilidade (ou razoabilidade) de sacrifício do bem jurídico. f)elemento subjetivo do estado de necessidade. EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL
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