Universidade Federal do Maranhão MESTRADO: SAÚDE DO ADULTO E DA CRIANÇA DISCIPLINA: SAÚDE DA MULHER MÓDULO: MECANISMO DA CARCINOGÊNESE DO HPV NAS LESÕES CERVICO-VAGINAIS 3ª Etapa - CITOLOGIA HORMONAL Prof. Dr. José Eduardo Batista
COLPOPITOLOGIA HOMONAL É A CIÊNCIA DAS VARIAÇÕES MORFOLÓGICAS PURAMENTE HORMONAIS DA CÉLULAS ESFOLIADAS DO EPITÉLIO VAGINAL (PUNDEL 1968)
Sistema Endócrino 2) Principais glândulas endócrinas humanas VII) Gônadas (Testículos e Ovários) b) Ovários (mulher) localizados no interior da cavidade pélvica. Hormônios produzidos: Estrógeno e Progesterona Sofrem influência dos hormônios FSH e LH produzidos pela adenohipófise Tuba uterina FSH induz a formação dos folículos ovarianos (Graaf) e estes produzem estrógeno. Corpo lúteo Com o aumento do estrógeno, ocorre o aumento da liberação do hormônio LH, o qual promove a ovulação e a formação do corpo amerelo (lúteo) que irá produzir progesterona.
Sistema Endócrino 2) Principais glândulas endócrinas humanas VII) Gônadas (Testículos e Ovários) Estrógeno o Produzido pelos folículos ovarianos (folículos de Graaf); o determina o aparecimento das características sexuais secundárias femininas (mamas, pêlos pubianos, acúmulo de gordura em algumas regiões, etc.); o Estimula o desenvolvimento do endométrio para receber o embrião; o induz o amadurecimento dos órgãos genitais; o libido sexual. Progesterona o Produzida pelo corpo amarelo (corpo lúteo) que se origina do folículo ovariano rompido durante a ovulação. o Juntamente com o estrógeno, a progesterona atua preparando a parede do endométrio uterino para receber o embrião. o Estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias.
Ciclo Menstrual 1) O ciclo menstrual tem início no primeiro dia da menstruação. 2) No início do ciclo o FSH induz o desenvolvimento dos folículos ovarianos. 3) Os folículos ovarianos produzem estrógeno e induzem a liberação do hormônio LH pela adenohipófise. 3) O estrógeno inicia o desenvolvimento do endométrio para receber o blastocisto (embrião). 4) No 14º dia do ciclo menstrual o hormônio LH atinge níveis máximos e ocorre a ovulação (liberação do ovócito II ou óvulo). 5) O folículo rompido origina o corpo lúteo (amarelo) que produz progesterona.
Ciclo Menstrual 6) A progesterona produzida pelo corpo lúteo atua em conjunto com o estrógeno no desenvolvimento do endométrio, aumentando sua espessura e vascularidade para uma eventual gravidez. 7) As altas taxas de estrógeno e progesterona inibem a liberação de FSH e LH e, por conseqüência, ocorre o atrofiamento do corpo lúteo. 8) Dessa maneira, os níveis de progesterona caem de forma acentuada e a redução brusca na taxa desse hormônio faz com que a mucosa uterina sofra descamação e ocorre a menstruação. 9) Se ocorrer gravidez, o embrião implantado na parede uterina produzirá o hormônio HCG Gonadotrofina coriônica humana o qual estimulará o corpo lúteo a manter a produção de progesterona e estrógeno.
Ciclo Menstrual 10) Por volta do 4º mês de gestação o corpo lúteo degenera-se e a placenta passa a produzir estrógeno e progesterona, mantendo a mucosa em contínua proliferação.
VARIAÇÕES HORMONAIS NO CICLO OVARIANO Hipófi se ovário ovulação Fase menstrual
VARIAÇÕES HORMONAIS NO CICLO OVARIANO Hipófi se ovário ovulação Fase menstrual Fase folicular
VARIAÇÕES HORMONAIS NO CICLO OVARIANO Hipófi se ovário ovulação Fase menstrual Fase folicular
VARIAÇÕES HORMONAIS NO CICLO OVARIANO Hipófi se ovário Ovulação Fase menstrual Fase folicular
VARIAÇÕES HORMONAIS NO CICLO OVARIANO Hipófi se ovário Ovulação Fase menstrual Fase luteínica
VARIAÇÕES HORMONAIS NO CICLO OVARIANO Hipófi se ovário Tº basal do corpo ovulação Fase menstrual Fase luteínica
Citologia Hormonal O grau de maturação do epitelio escamoso do trato genital feminino e hormônio dependente. Portanto, a variação no grau de maturação destas células, serve com índice para avaliar a situação endócrina da mulher. Na tentativa de reproduzir numericamente a avaliação hormonal dos esfregaços, aplica-se (quando solicitado) o "indice de Frost", que expressa a relação percentual entre as células profundas, intermediarias e superficiais. Principais aplicações clinicas: O exame visa avaliar alterações do ciclo menstrual; estudar ciclos anovulatórios ou ovulatórios, Acompanhar tratamentos hormonais.
Método: Avaliação direta ao microscópio após coloração de Papanicolaou. ÍNDICES: Há vários índices para classificar as influências hormonais no epitélio vaginal e urinário. Os mais utilizados são: Índice de maturação celular ou de Frost, Índice de cariopicnose Índice de eosinofilia. O Índice de Frost (Índice de Maturação) parece ser o mais informativo de todos e consiste na determinação de células profundas (parabasais), intermediárias e superficiais (P/I/S), expressas em percentagem.
Avaliação do Índice de Frost O Índice de Frost (Índice de Maturação) parece ser o mais informativo de todos e consiste na determinação de células profundas (parabasais), intermediárias e superficiais (P/I/S), expressas em percentagem. Exemplo: um resultado apresentado como (IM) = 80/20/0 significa: 80 % de células profundas (parabasais), 20 % de células intermediárias 0 % de células superficiais.
Classificação do Esfregaço Citológico PADRÃO Predominio Celular P % I % S % HIPOTRÓFICO I > S 0 70 a 100 0 a 30 NORMOTRÓFICO I = S 0 30 a 70 30 a 70 HIPERTRÓFICO I < S 0 0 a 30 70 a 100 ATRÓFICO LEVE I > p 5 a 30 70 a 95 < 1 ATRÓFICO MODERADO ATRÓFICO ACENTUADO I > P 30 a 70 70 a 30 0 I < P 70 a 100 0 a 30 0
Ação dos Hormônios sobre o Epitélio Vaginal Ação dos Estrogênios O epitélio atrófico : ausência de cel superficiais eosinófilicas e % variável de cel profundas, com numerosos leucócitos e muco aspecto sujo. Sintomas vaginal: prurido vulvar, vagina seca, dispareunia. Urinário: disúria, polaciúria e incontinência Administração de estrogênios conjugados, 1,25 mg/dia, em poucos dias observa-se modificações no esfregaço e surgimento das células superficiais.
Ação dos Hormônios sobre o Epitélio Vaginal Ação da Progesterona O epitélio atrófico : ausência de cel superficiais eosinófilicas e % variável de cel profundas, com numerosos leucócitos e muco aspecto sujo. Estimulação da Progesterona cel intermediarias Conclusão: Prolifera o epitélio vaginal, porém de maneira mais tênue que os estrogênio
Quadro Clinico pela diminuição dos níveis de hormônios - Atrofia da mucosa vaginal - Secura vaginal e da pele - Osteoporose com risco de fratura - Perda do lipido com alteração da função sexual - Disturbios do sono - Hipertrigliceridemia - Alteração do perfil LDL/HDL - Ondas de calor - Irregularidade menstrual - Irritabilidade
Quais os benefícios que a TRH pode trazer? Alívio dos sintomas do climatério ondas de calor, transtornos do humor, insônia. Melhora dos problemas urogenitais melhora da umidade e elasticidade vaginal, da incontinência urinária e dos distúrbios da micção. Prevenção da osteoporose e redução das taxas de fraturas. Conservação da pele preservação do colágeno e hidratação da pele. Redução do colesterol fração LDL, responsável pelo depósito de gordura dentro dos vasos sanguíneos, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares. Melhora da sexualidade ou por aumento da libido ou por melhora das condições do epitélio vaginal ( secura vaginal ).
Tratamento Reposição Hormonal Sistêmico Creme vaginal 1% uso tópico (Premestrine Colpotrofine) aplicar 1g do creme ou 1 capsula 1 X por dia, por 20 dias. Premarin creme vaginal 25g Uso de lubrificante à base de água (Vagisil gel)