Por que Geoprocessamento?

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Transcrição:

Um pouco sobre a NOSSA VISÃO Processamento Digital é um endereço da Web criado pelo geógrafo Jorge Santos com objetivo de compartilhar dicas sobre Geoprocessamento e Software Livre. A idéia surgiu no ano de 2009. O conteúdo do site é bem diversificado e os artigos procuram traduzir o conhecimento através de uma linguagem simples e objetiva, proporcionando aos visitantes um ganho significativo no aprendizado de Geoprocessamento e Processamento de imagens. Nosso logotipo é um satélite, pois amamos o conhecimento proveniente do Sensoriamento Remoto. Por que Geoprocessamento? Para auxiliar na comprensão das constantes transformações que ocorrem na natureza e na sociedade através da execução de complexos processos espaciais. Para dominar técnicas computacionais e produzir dados espaciais através dos Sistemas de Informação Geográfica (SIGs). Para dar uma rápida resposta às crescentes demandas da sociedade e fornecer resultados que podem apoiar a tomada de decisão. Por que utilizar o Sistema QGIS? Por se tratar de um aplicativo SIG de código aberto e de fácil utilização. Pela sua sólida integração com outras ferramentas SIG de código aberto (SAGA GIS, Orfeo Monteverdi, GRASS GIS, Sistema R, entre outros). Pelo suporte fornecido pela crescente comunidade de utilizadores do Sistema QGIS nas Redes Sociais, Fóruns Internacionais, Sites, Blogs e Listas de E-mail. Por que o Site Processamento Digital? Porque somos um dos principais utilizadores e divulgadores de software proprietário e de código aberto no Brasil. Pelo reconhecimento ao nosso trabalho desde o ano 2009. Porque somos especialistas em SIG e Processamento de Imagens. Porque nosso contato para solução de questões e dúvidas relacionadas ao uso da ferramenta se extende além do período de treinamento, consultoria ou mesmo uma atividade efetiva. 2

t Um pouco sobre o MEU PERFIL Jorge Santos jorgepsantos@outlook.com http://lattes.cnpq.br/1910845468254276 (21) 9 9821-5240 /ProcessamentoDigital jorgepsantos2002 Proprietário do site Processamento Digital, Jorge Santos é Geógrafo e atua na iniciativa privada como Técnico em Geoprocessamento há oito anos. Durante este tempo, desenvolveu competências em ambiente de produção de dados e prestou diversas consultorias em Geoprocessamento pelo Brasil. Atualmente, tem desenvolvido capacitação em aplicativos SIG através de treinamentos via Web. Experiências Perfil Social Considero-me um profissional sério e com visão social. Tenho plena convicção de que o conhecimento faz a diferença na vida de uma pessoa, por isso, procuro contribuir para um mundo melhor através do meu site Processamento Digital, um espaço da Web que utilizo para distribuir dicas para Geoprocessamento e Software Livre. Dentro das minhas possibilidades, costumo tirar dúvidas de amigos e visitantes do site nos finais de semana. Outras Competências Além do conhecimento em Geotecnologias, fui militar por seis anos e também fui instrutor no Exército. Já gerenciei equipes, atuei na construção de sites como WebDesigner, trabalhei em avaliação de software para Geoprocessamento, sou diagramador e fui expositor em Feiras e Eventos. Assuntos de Interesse do site Processamento Digital Dados Vetoriais Dados Matriciais Dados Cadastrais Representação discreta das feições ou formas presentes no espaço geográfico Representação contínua de fenômenos do espaço geográfico Registro de informações associadas a geometria de ponto, linha ou polígono Análises espaciais com geometrias de ponto, linha ou polígono Vetores representados por arquivos Shapefile, DXF e KML, entre outros. Estrutura formada por linhas e colunas Imagens de satélite, aerolevantamento, drone ou radar Nível de detalhes diretamente relacionado com o tamanho do pixel. Armazena o cálculo de comprimento, perímetro ou área geográfica das feições Base de dados dos arquivos vetorais utilizada para o cadastro de informações alfanuméricas. 3

Este documento foi elaborado sob a licença Atribuição - Não Comercial - Sem Trabalhos Derivados Brasil (CC BY-NC-ND 4.0) O documento Dez recomendações para utilização correta do programa QGIS produzido pelo site Processamento Digital foi elaborado sob uma Licença Creative Commons - Atribuição - Não Comercial - Sem Derivados 4.0 Brasil, com base no trabalho disponível em: http://geo.ideaplus.com.br/gvsig-processamento-em-lote-no-sextante-2/ Tem o direito de: Compartilhar - reproduzir, distribuir e transmitir o trabalho. De acordo com as seguintes condições: Atribuição - Você deve dar o crédito apropriado, mas sem sugerir o licenciante a apoiar você ou o seu uso do trabalho. Não Comercial - Você não pode usar este material para fins comerciais. Trabalhos Derivados Proibidos - Não pode alterar ou transformar este trabalho, nem criar outros trabalhos com base nele. No entendimento de que: Renúncia - Qualquer uma das condições acima pode ser renunciada pelo titular do direito de autor ou pelo titular dos direitos conexos, se obtiver deste uma autorização para usar o trabalho sem essa condição. 4

Conteúdo SUMÁRIO Saiba Mais Sobre o Modelador Gráfico 1.1. O Construtor de Modelos do QGIS 6 1.2. Problema Proposto 6 1.3. Dados Utilizados neste Documento 6 Primeiros Passos no Modelador do QGIS 2.1. Criação de um Novo Modelo 7 2.2. Configuração do Shapefile de Entrada 7 2.2.1. O Parâmetro Vetor de Entrada 7 2.2.2. Atributos para o Parâmetro Vetor de Entrada 8 2.3. Primeiro Algoritmo: Rasterize 8 2.3.1. Configuração do Algoritmo Rasterize 8 2.3.2. Parâmetros Principais do Algoritmo Rasterize 9 2.3.3. Parâmetros Opcionais do Algoritmo Rasterize 9 2.4. Salvar um Modelo criado 10 2.4.1. Nome do Modelo e Nome do Grupo 10 2.4.2. Local para armazenamento dos Modelos criados 10 2.5. Teste para Execução do Modelo Criado 10 2.5.1. Avaliação da Conversão de Raster para Polígono 11 2.5.2. Opções de Simbologia para o Raster 12 Configurações do Modelador do QGIS 3.1. Editar um Modelo criado 13 3.1.1. A Configuração do Algoritmo Rasterize 13 3.1.2. A Simbologia sem a Classe Nodata 13 3.2. Técnica para Substituição de Valores 14 3.2.1. Definição de pesos para os tipos de solo 14 3.2.2. O algoritmo r.recode 14 3.3. Configuração do Algoritmo r.recode 15 3.3.1. Configuração do Parâmetro Arquivo 15 3.3.2. Configuração do algoritmo r.recode 15 3.3.3. Visualização Final do Modelo criado 16 3.4. Execução do Modelo Final 16 3.4.1. Simbologia Final para o Raster criado 17 3.4.2. Avaliação do Processo para Substituição dos Pixels 17 5

Saiba mais sobre o Modelador Gráfico 1.1. O Construtor de Modelos do QGIS O processo em lote é uma atividade importante para o processamento de imagens e para a edição vetorial. Para processar uma grande quantidade de arquivos ou aplicar o mesmo procedimento para uma sequência de dados, os processos precisam ser automatizados. No QGIS, as tarefas repetitivas devem ser desempenhadas pelo Construtor de Modelos do Painel Processar. Um modelo é uma sequência lógica de ferramentas para Geoprocessamento e scripts que automatizam uma operação de SIG. Os modelos podem conter ferramentas do QGIS, GRASS GIS, SAGA GIS e outros provedores disponíveis no programa. Executar processos através dos modelos ajudam a otimizar o nosso trabalho. Neste primeiro exercício, vamos estudar as principais características do Construtor de Modelos do QGIS. Basicamente, este recurso funciona da seguinte forma: o algoritmo lê um dado e solicita a definição de parâmetros. Em seguida, entrega o resultado para a etapa seguinte e faz uma nova leitura dos dados até finalizar o processo. Na existência de parâmetros, é trabalho do utilizador definir essas informações que são obrigatórias para a execução de um modelo bem estruturado. Figura 1. Esferas representando interações no modelo. 1.2. Problema Proposto Utilizar o Modelador Gráfico do QGIS para conversão dos tipos de solo mapeados pela Embrapa para o município de Porto Velho-RO. As etapas são estas: Conversão de Raster para Polígono utilizando o campo VALOR da Tabela de Atributos; Reclassificar o Raster com r.recode e atribuir pesos para os tipos de solo mapeados. Nosso primeiro modelador gráfico possui duas tarefas: transformar um polígono em raster com base no atributo VALOR e substituir os valores dos pixels com o algoritmo r.recode do GRASS GIS. Esta é a Tabela de Atributos do arquivo shapefile que será utilizado: Figura 2. A Tabela de Atributos. O campo VALOR indica o valor do pixel que será gerado. 1.3. Dados Utilizados neste Documento Projeto QGIS versão 2.8.2 (arquivos vetoriais): http://www.processamentodigital.com.br/wp-content/uploads/2015/07/qgis28_construtor_de_modelos_modelador.zip Embrapa: Mapa de Solos para o Brasil (Escala 1:5.000.000): http://www.dpi.inpe.br/ambdata/mapa_solos.php Recorte dos Solos da Embrapa para o município de Porto Velho-RO: http://www.processamentodigital.com.br/wp-content/uploads/2015/07/portovelho_solos_utm20s.zip Modelo criado no QGIS: http://www.processamentodigital.com.br/wp-content/uploads/2015/07/modelar_solos.zip Arquivo de Texto REGRAS_SOLO.txt para Reclassificação de Raster: http://www.processamentodigital.com.br/wp-content/uploads/2015/07/regras_solo.zip 6

Primeiros passos no Modelador do QGIS 2.1. Criação de um Novo Modelo A primeira atividade consiste em clicar no Painel Processar e acessar os itens Modelos - Ferramentas - Criar Novo Modelo. Figura 3. Painel Processar: local para criação e execução dos modelos criados no QGIS. 2.2. Configuração do Shapefile de Entrada 2.2.1. O Parâmetro Vetor de Entrada Parâmetros são variáveis definidas pelo usuário para atribuir um recurso ou valor. No Modelador Gráfico do QGIS, o parâmetro Vetor de Entrada indica que, durante a execução do modelo, o usuário deve indicar um arquivo shapefile como entrada. Vamos utilizar este parâmetro para preparar o terreno para a conversão em raster. Para configurar este parâmetro, siga os passos abaixo: Na aba Entradas, selecione o parâmetro Vector Layer e arraste-o para o modelador gráfico; Na janela Definição de Parâmetros, digite o nome Input_Vector e selecione o tipo de geometria Polígono. Figura 4. Modelador Gráfico do QGIS. Criação do parâmetro Vetor de Entrada. 7

2.2.2. Atributos para o Parâmetro Vetor de Entrada Após definir parâmetro Vetor de Entrada, é preciso indicar um atributo para que o modelador seja capaz de selecionar uma coluna na Tabela de Atributos. Para configurar este parâmetro, siga os passos abaixo: Na aba Entradas, selecione o parâmetro Table Field e arraste-o para o modelador gráfico; Na janela Definição de Parâmetros, digite o nome Valor e selecione a camada Input_Vector. Figura 5. Modelador Gráfico do QGIS. Criação de um atributo para o seleção de uma coluna na Tabela de Atributos. 2.3. Primeiro Algoritmo: Rasterize 2.3.1. Configuração do Algoritmo Rasterize Permite converter um arquivo shapefile em raster. Para a atividade de cálculo em solos, deve-se priorizar uma camada vetorial com geometria de polígono. Não custa lembrar que os dados devem estar projetados no Sistema de Coordenadas Planas. A conversão para raster necessita de um campo numérico para associar valores aos pixels, portanto, antes de realizar a conversão, crie uma coluna do tipo Inteiro e associe números caso o seu arquivo shapefile não disponha deste recurso. Para configurar o algoritmo Rasterize, siga os passos abaixo: Na aba Algoritmos, clique em GDAL/OGR - [GDAL] Conversion - Rasterize e arraste-o para o modelador gráfico; Figura 6. Modelador Gráfico do QGIS. Algoritmo que faz a conversão de vetor para raster com base na Tabela de Atributos. 8

2.3.2. Parâmetros Principais do Algoritmo Rasterize Para configurar os parâmetros do algoritmo Rasterize, siga os passos abaixo: No item Descrição, você pode modificar o nome da função ou manter o nome padrão. Aqui, optamos por manter o nome padrão; No item Camada de Entrada, selecione o parâmetro Input_Vector criado na etapa 2.2.1 deste artigo; No item Campo de Atributo, verifique se o atributo Valor criado na etapa 2.2.2 deste documento está selecionado; O item Definir o Tamanho do Raster de Saída deve ser utilizado para gerar a resolução do raster. Neste exercício, estamos utilizando uma poligonal que representa os tipos de solo para o município de Porto Velho, capital de Rondônia. Para um raster com representação municipal, vamos utilizar um tamanho de pixel de 30 metros. Selecione o item Output resolution in map units per pixel e digite 30 nos campos horizontal e vertical. 2.3.3. Parâmetros Opcionais do Algoritmo Rasterize Alguns parâmetros do algoritmo Rasterize são opcionais e devem ser utilizados em ocasiões específicas. Os principais são: Figura 7. Modelador Gráfico do QGIS. Algoritmo Rasterize: configuração dos parâmetros. Tipo do Raster: Define o Tipo de Dado do arquivo raster que será criado. Podemos definir como Byte (Inteiro Não Sinalizado de 8 Bit); Float32, Inteiro Não Sinalizado de 16 Bit e outros; Valor Nodata: Parâmetro que define um valor para a borda escura ao redor do raster (a área sem dados). Por padrão, o modelador considera o valor -9999 para a área Nodata; Opções de Compressão: Parâmetros que permitem compactar um arquivo raster. Para essa atividade, não vamos utilizar parâmetros de compressão; Compressão JPEG: Define a qualidade da imagem que será utilizada no processo de compactação; BigTIFF ou TIFF Clássico: Opção para selecionar o tipo de arquivo TIFF que será criado. O TIFF Clássico apresenta problemas se for gravado com tamanho físico superior a 2 GB, mas o formato BigTIFF não possui essa limitação; Forçar a Criação de Arquivo TFW: Esta opção está habilitada como Sim e significa que o processo Rasterize vai gerar um arquivo de referência externa TFW para o formato TIFF. Este arquivo armazena alguns parâmetros de posicionamento do TIFF original. O último parâmetro obrigatório para este algoritmo é o nome de saída do raster que será criado. Digite SolosRaster no item Rasterized <Output Raster> e clique no botão OK. Abaixo segue o panorama do nosso modelador gráfico para conversão de vetor para raster por intermédio do algoritmo Rasterize: Figura 8. Modelador Gráfico do QGIS. Algoritmo Rasterize utilizado para conversão de vetor para raster. 9

2.4. Salvar um Modelo criado 2.4.1. Nome do Modelo e Nome do Grupo É necessário digitar o Nome do Modelo (1) e o Grupo do Modelo (2). Em seguida, clique no botão Salvar (3) para gravar as mudanças. 3 1 2 Figura 9. Modelador Gráfico do QGIS. Opções para gravação do modelo criado. 2.4.2. Local para armazenamento dos Modelos criados Todos os modelos criados são armazenados no seguinte diretório: C:\Users\Jorge\.qgis2\processing\models Onde a palavra Jorge deve ser substituída pelo seu nome de usuário Windows. Figura 10. Modelador Gráfico do QGIS. Diretório para armazenamento do modelo criado. 2.5. Teste para Execução do Modelo Criado Após salvar seu modelo, feche a janela do Modelador Gráfico do QGIS. Estamos prontos para iniciar o nosso primeiro teste através do Construtor de Modelos do programa. Nosso objetivo é de ampliar o nosso conhecimento sobre análises espaciais e automação de tarefas e a prática de construir modelos pode viabilizar isso. No Painel Processar, localize o modelo no grupo criado e clique duas vezes sobre ele para executar o processo apropriado (conversão de vetor para raster). Figura 11. Painel Processar. Execução do modelo criado. 10

Modifique os parâmetros do modelo de acordo com as informações abaixo: No item Input_Vector, selecione a camada vetorial que contém os tipos de solo. No item Valor, selecione a coluna da Tabela de Atributos que contém o valor numérico que será associado aos pixels do raster (campo Valor). No item SolosRaster, selecione a opção para salvar o dado em arquivo (evite gerar processos temporários no Painel Processar). Figura 12. Opções para execução do modelo criado. Selecione a pasta para salvar o novo arquivo TIFF e clique no botão Run. O processo para conversão de raster será executado. Figura 13 e 14. Execução do processo para conversão de raster a partir de um polígono. 2.5.1. Avaliação da Conversão de Raster para Polígono A conversão de raster para polígono gerada pelo Construtor de Modelos do QGIS foi executada com êxito e o arquivo foi gerado corretamente, porém, alguns apontamentos sobre a área sem dados devem ser realizados para que o nosso conhecimento sobre a natureza dos dados raster seja completo. Figura 15. Rasterização realizada com sucesso no QGIS. Observações sobre a área sem dados devem ser ponderadas. 11

2.5.2. Opções de Simbologia para o Raster A rampa de cores é um recurso do QGIS para exibição temática das classes a partir de intervalos específicos. Para o raster criado, vamos definir nove classes. Acesse as Propriedades do Raster e clique na categoria Estilo. siga a sequência abaixo para configurar as cores. Modifique o item Tipo de Renderização para Banda Simples Falsa Cor (1); Em seguida, no item Gerar Novo Mapa de Cores, selecione a rampa Greys (2); 1 2 5 Troque a amostragem para Min/Max (3) e carregue os valores reais dos pixels (4); No item Modo, selecione o indicador Intervalo Igual e digite o valor 9 no item Classes (5); Clique no botão Classificar para exibir as cores e verificar os intervalos definidos no item Rótulo. Técnica de Reamostragem: pode aplicar uma suavização nos pixels para otimizar a visualização do raster. Selecione as opções de reamostragem Bilinear e Média para aplicar este efeito de suavização (6). 3 4 Clique no botão OK para validar as mudanças. 6 Figura 16. Opções de simbologia para definição de uma rampa de cores. Com a rampa de cores, podemos observar nove classes sendo representadas por nove tons de cinza com intervalos de 0 a 8. A representação de simbologia está correta, porém temos apenas oito valores indicando oito tipos de solo em Porto Velho-RO. Isso ocorre porque a área nula do raster (valor zero) está associada como uma classe. O ideal seria a transformação de todos os pixels de valor zero em valores nulos para impedir que este valor não venha atrapalhar as análises posteriores. Figura 17. Opções de simbologia para representação dos tipos de solo com uma classe excedente. No algoritmo Rasterize, o processo que atribuiu o valor zero para a área sem dados é uma combinação dos parâmetros Tipo de Dado e a Área sem Dados. Dados do tipo Byte não podem abrigar uma área sem dados no valor -9999 e, por esta razão, o algoritmo escreveu o valor zero em todas as células Nodata. Logo, devemos modificar o modelo criado e editar os parâmetros do algoritmo Rasterize e gravar o valor -9999 para todas as células da área nula. Para garantir este resultado, devemos trocar o tipo de dado para Ponto Flutuante 32 Bit (Float32) e a área sem dados será ocultada automaticamente na visualização. 12

Configurações do Modelador do QGIS 3.1. Editar um Modelo criado 3.1.1. A Configuração do Algoritmo Rasterize Os modelos criados noi QGIS podem ser editados para revisar parâmetros ou incluir novas ferramentas. Para configurar um modelo, siga os passos abaixo: No Painel Processar, clique com o botão direito sobre o arquivo Modelar_Solos e selecione a opção Editar Modelo; No algoritmo Rasterize, clique na caneta para editar os parâmetros deste programa e alterar opções; No item Tipo de Raster, selecione o formato Float32 para suportar o Nodata valor -9999. Finalize com o botão OK. Figura 18. Painel Processar: opções para a edição do modelo com possibilidade de inclusão de novas ferramentas. 3.1.2. A Simbologia sem a Classe Nodata Salve as alterações e feche a janela do Modelador Gráfico. Execute novamente o programa Modelar_Solos da forma que está documentada no item 2.5 e adicione o arquivo gerado no QGIS. Acesse as propriedades e configure a simbologia levando em consideração apenas oito classes. A partir de agora, a classe valor zero que estava associada à área Nodata não será exibida. Isso aconteceu porque o valor -9999 configurado para o Nodata não pode ser alocado na escala Byte (0 a 255). Figura 19. Opções de simbologia para definição de uma rampa de cores. A classe valor zero não faz parte dos intervalos do novo raster. 13

No formato Float32, os temas serão exibidos em oito classes e a área sem dados não será considerada nos cálculos futuros. Figura 20. QGIS 2.8. Conversão de vetor para raster com o tipo e dado Float32 para armazenamento da área Nodata valor -9999. 3.2. Técnica para Substituição de Valores 3.2.1. Definição de pesos para os tipos de solo Para este trabalho, cada tipo de solo receberá um valor ponderado. O objetivo é substituir os pixels pelo valor estabelecido na coluna PESO. Veja a tabela abaixo: TIPO DE SOLO VALOR PESO Neossolo Flúvico 1 0,4 Neossolo Litólico 2 0,5 Plintossolo Háplico 3 0,6 Argilossolo Vermelho-Amarelo 4 0,3 Massa d'água* 5 0,1 Gleissolo Háplico 6 0,2 Latossolo Amarelo 7 0,8 Latossolo Vermelho-Amarelo 8 1 *A hidrografia não é um tipo de solo, mas foi considerada como classe importante pela Embrapa. Para essa classe, o menor peso foi atribuído. 3.2.2. O algoritmo r.recode Função: algoritmo do GRASS GIS utilizado para reclassificar os valores de um raster a partir de um documento de texto. Os tipos de solo devem ser definidos de acordo com a tabela acima, sempre respeitando os intervalos. No arquivo REGRAS_SOLO.txt, temos todas as regras definidas para os oito tipos de solo no formato que o programa r.recode possa compreender e realizar a substituição dos pixels. Figura 21. O arquivo de texto com as regras. 1:1:0.4 ---> Significa que todos os valores das células no intervalo de 1 até 1 serão substituídos pelo valor 0.4 2:2:0.5 ---> Significa que todos os valores das células no intervalo de 2 até 2 serão substituídos pelo valor 0.5 3:3:0.6 ---> Significa que todos os valores das células no intervalo de 3 até 3 serão substituídos pelo valor 0.6 4:4:0.3 ---> Significa que todos os valores das células no intervalo de 4 até 4 serão substituídos pelo valor 0.3 5:5:0.1 ---> Significa que todos os valores das células no intervalo de 5 até 5 serão substituídos pelo valor 0.1 6:6:0.2 ---> Significa que todos os valores das células no intervalo de 6 até 6 serão substituídos pelo valor 0.2 7:7:0.8 ---> Significa que todos os valores das células no intervalo de 7 até 7 serão substituídos pelo valor 0.8 8:8:1 -----> Significa que todos os valores das células no intervalo de 8 até 8 serão substituídos pelo valor 1.0 14

3.3. Configuração do Algoritmo r.recode 3.3.1. Configuração do Parâmetro Arquivo Vamos ampliar o potencial do nosso modelo expandindo algoritmos e parâmetros para reclassificação dos valores de um raster. Para atualizar o modelo atual com o algoritmo r.recode, precisamos definir um parâmetro de arquivo. Siga os passos abaixo: No Painel Processar, clique com o botão direito sobre o arquivo Modelar_Solos e selecione a opção Editar Modelo; Na aba Entradas, selecione o parâmetro File e arraste-o para o modelador gráfico; Na janela Definição de Parâmetros, digite o nome Regras e selecione o tipo Arquivo. Finalize com o botão OK. Figura 22. Modelador Gráfico. Definição do parâmetro Arquivo para importação de um documento durante a execução do modelo. O programa r.recode depende da leitura de um arquivo de texto externo para aplicar as regras. Por este motivo, para importar o arquivo REGRAS_SOLO.txt, temos que definir o parâmetro File para viabilizar a leitura deste documento. 3.3.2. Configuração do algoritmo r.recode Siga os passos abaixo: Na aba Algoritmos, utilize a caixa de pesquisa e localize o programa r.recode (há uma versão para o GRASS 7, mas utilize a versão do GRASS clássico); Arraste o algoritmo para o Modelador Gráfico. 2 1 3 Figura 23. Modelador Gráfico. Localização do algoritmo r.recode. 15

Modifique os parâmetros do algoritmo r.recode de acordo com as informações abaixo: No item Input Layer, selecione o arquivo Rasterized resultante do processo de conversão de vetor para raster; No item File containing recode rules, selecione o parâmetro Regras que foi configurado para esta finalidade; No item Output Raster Layer, digite o nome SolosReclass para configurar o parâmetro de saída e clique no botão OK. 3.3.3. Visualização Final do Modelo criado Figura 24. Modelador Gráfico. Configuração do algoritmo r.recode. Estes são o principais parâmetros para configuração do programa r.recode. Salve as modificações e prepare-se para executar o modelo final. O desenho para ligação entre os blocos do Modelador Gráfico do QGIS é bem flexível: eu tentei organizar este modelo considerando as caixas entrada/algoritmo/saída. Veja abaixo: 3.4. Execução do Modelo Final Figura 25. Modelador Gráfico. Desenho do modelo para execução dos algoritmos Rasterize e r.recode. Acesse o item Modelar_Solos no Painel Processar e modifique os parâmetros do modelo de acordo com as informações abaixo: No item Input_Vector, selecione a camada vetorial que contém os tipos de solo. No item Valor, selecione a coluna da Tabela de Atributos que contém o valor numérico que será associado aos pixels do raster (campo Valor). No item Regras, selecione o arquivo de texto REGRAS_SOLO.txt que contém os intervalos para substituição dos pixels. No item Valor, selecione a coluna da Tabela de Atributos que contém o valor numérico que será associado aos pixels do raster (campo Valor). No item SolosReclass, selecione um local do computador para salvar o arquivo SolosReclass.tif (evite processos temporários). No item SolosRaster, selecione um local do computador para salvar o arquivo SolosRaster.tif (evite processos temporários). Clique no botão Run para executar o processo. 16

3.4.1. Simbologia Final para o Raster criado Figura 26. Opções do processo Modelar_Solos para execução do modelo final. Nas propriedades do raster, selecione uma rampa de cores e modifique as opções de simbologia para organizar cada classe com base no indicador Min/Max. O mecanismo para seleção de simbologia do QGIS possui uma limitação para representar a rampa de cores com os novos intervalos, mas você pode editar manualmente cada tema e salvar o estilo para aplicação futura. Figura 27. Simbologia definida para o arquivo reclassificado pelo processamento com modelos. 3.4.2. Avaliação do Processo para Substituição dos Pixels Finalmente, chegamos à conclusão do trabalho. Com a camada raster SolosReclass.tif selecionada, use a ferramenta Identificar Feições e clique sobre qualquer porção do raster para analisar os novos valores dos pixels. Este foi um procedimento detalhado sobre o Construtor de Modelos do QGIS e agora que temos conhecimento sobre o funcionamento da ferramenta, podemos ampliar este campo de estudo e construir centenas de modelos para otimizar tarefas rotineiras. A prioridade agora é colocar o modelo dentro de uma repetição para processamento de dados em lote. 1 2 3 Figura 28. Resultado final: arquivo shapefile convertido para raster e reclassificado pelo modelador do QGIS. 17

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