Depressão em mulheres

Documentos relacionados
Depressão. Em nossa sociedade, ser feliz tornou-se uma obrigação. Quem não consegue é visto como um fracassado.

Depressão. Um distúrbio que tem solução.

DISTÚRBIO DA ANSIEDADE E DEPRESSÃO

TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR

Depressão e Exercício

Depressão Pós Parto. (NEJM, Dez 2016)

Profa. Ana Carolina Schmidt de Oliveira Psicóloga CRP 06/99198 Especialista em Dependência Química (UNIFESP) Doutoranda (UNIFESP)

Depressão: o que você precisa saber

Estresse: Teu Gênero é Feminino... Dr. Renato M.E. Sabbatini Faculdade de Ciências Médicas UNICAMP

SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA

GRAVE. DEPRESSAo O QUE É A DEPRESSAO GRAVE? A depressão grave é uma condição médica comum e afeta 121 MILHÕES de pessoas em todo o mundo.

O que acontece com o corpo da mulher quando entra na menopausa

PSICÓLOGO RAFAEL A. PRADO

Depressão, vamos virar este jogo?

Associação entre síndrome pré-menstrual e transtornos mentais Celene Maria Longo da Silva Gicele Costa Minten Rosângela de Leon Veleda de Souza

Patologias psiquiátricas mais prevalentes na atenção básica: Alguns sintomas físicos ocorrem sem nenhuma causa física e nesses casos,

Mente Sã Corpo São! Abanar o Esqueleto - Os factores que influenciam as doenças osteoarticulares. Workshop 1

Síndromes Psíquicas. Prof: Enfermeiro Diogo Jacintho

DUPLO DIAGNÓSTICO: Transtornos Mentais na Síndrome de Down

Faculdades Integradas de Taquara

Ansiedade Generalizada. Sintomas e Tratamentos

EBOOK SINTOMAS DEPRESSÃO DA DIEGO TINOCO

Raphael Frota Aguiar Gadelha

Como a Meditação Ajuda na Remissão da Ansiedade, Depressão, Pânico

3.15 As psicoses na criança e no adolescente

DEPRESSÃO, O QUE É? A

CARTILHA MUNICIPAL DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

A consequência da modernidade

SAÚDE MENTAL DOS MÉDICOS RESIDENTES. Luiz Antonio Nogueira Martins

Quando o medo foge ao controle

Residência Médica 2019

Insônia é a percepção ou queixa de sono inadequado, ou de baixa qualidade, por causa das seguintes razões:

Comunidade Pastoral ADOECIDOS PELA FÉ?

Podemos dizer que a Pediatria se preocupa com a prevenção, já na infância, de doenças do adulto.

Segundo OMS, o transtorno afetivo afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, sendo a primeira causa de incapacidade para o trabalho entre todos

AFFRON 30 cápsulas 13/11/2017

Todos os dados serão anónimos e confidenciais, pelo que não deverá identificar-se em parte alguma do questionário.

Perturbações Afectivas

GERENCIANDO O STRESS DO DIA-A-DIA GRAZIELA BARON VANNI

Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil Gabinete Nacional da Ordem DeMolay

2 Ansiedade / Insegurança Comportamento de busca de atenção, medo / ansiedade, roer unhas, fala excessiva

O diagnóstico da criança e a saúde mental de toda a família. Luciana Quintanilha, LCSW Assistente Social e Psicoterapeuta Clínica

DEPRESSÃO TRATAR É PRECISO

Palestrante: Caroline Perin Psicóloga CRP-18/01735

Depressão: Os Caminhos da Alma... (LÚCIA MARIA)

1. Trata dores de cabeça

l. Você notou algum padrão nessas reações (os momentos em que as coisas melhoram, horário do dia, semana, estação)?

Uso de Substâncias e Dependência: Visão Geral

Profa. Ana Carolina Schmidt de Oliveira Psicóloga CRP 06/99198 Especialista em Dependência Química (UNIFESP) Doutoranda (UNIFESP)

-Anne Marrow Lindbergh, Presente do Mar, 1995

Rastreamento da depressão perinatal

Entenda sua ansiedade. Novembro

Proporcionam alívio que conduz à ansiedade até hipnose, anestesia, coma e morte.

COMPREENSÃO DAS EMOÇÕES E COMPORTAMENTOS DO SER HUMANO, SOB A ÓTICA DA PSIQUIATRIA. Dr Milton Commazzetto - Médico Psiquiatra

Farmacoterapia na Depressão

Estresse. O estresse tem sido considerado um problema cada vez mais comum, tanto no

TRANSTORNO BIPOLAR: SINTOMAS, TRATAMENTOS E CAUSAS

MATERIAL COMPLEMENTAR. Teste Seus Chakras

3.8 Tristeza e depressão na criança e no adolescente

DICAS DE SAÚDE. Quais as opções de tratamento disponíveis para depressão?

Profa. Ana Carolina Schmidt de Oliveira Psicóloga CRP 06/99198 Especialista em Dependência Química (UNIFESP) Doutoranda (UNIFESP)

Os Benefícios da Atividade Física no Tratamento do Transtorno no Uso de Drogas

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM DEPRESSÃO

7.2. ANEXO II G UIA DA ENTREVISTA ESTRUTURADA PARA A E SCALA PARA AVALIAÇÃO DE DEPRESSÃO DE H AMILTON. Moreno RA, Moreno DH.

Nosso objetivo: Exposição de casos clínicos, compartilhar conhecimentos e ampliar as possibilidades de atendimentos no seu dia a dia profissional.

Nosso objetivo: Exposição de casos clínicos, compartilhar conhecimentos e ampliar as possibilidades de atendimentos no seu dia a dia profissional.

DEPRESSÃO TEM CURA? SAIBA MAIS SOBRE ESSE MAL

Transtornos relacionados a alterações do HUMOR. Prof. Dr. Ana Karkow

Curiosidade. Vídeo. Teste. + Saúde. Porque você deve tomar café da manhã. O que você quer ser quando crescer? Qual o seu nível de ansiedade?

Patologia do Sono no Idoso: o que fazer? Prof. Doutor Mário Simões

BIOQUÍMICA DA DEPRESSÃO

O que é a Menopausa?

ANA SOUZA P S I C Ó L O G A

Plano da Intervenção

Estresse. Saiba identifi car o excesso de preocupação e nervosismo.

CLIMATÉRIO E AUMENTO DE PESO

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

Transtornos podem ser considerados como Psíquicos Psiquiátricos

A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM SAÚDE MENTAL

Os Benefícios da Atividade Física no Tratamento da Dependência Química. Benefícios Fisiológicos

TRANSTORNOS DE HUMOR

1. Identificação Nome: Está interessado(a) em receber as nossas Newsletters? ( ) Sim ( ) Não Como ficou a conhecer a nossa clínica?

Transcrição:

Depressão em mulheres Por que a depressão é maior em mulheres? O que é depressão? A depressão é um distúrbio de alteração do humor sério e por vezes incapacitante. Causa sentimentos de tristeza, desespero, desamparo e inutilidade. Ela pode ser leve a moderada com sintomas de apatia, falta de apetite, dificuldade para dormir, baixa auto-estima e fadiga. Ou pode ser uma depressão maior com sintomas de humor depressivo na maioria dos dias, falta de interesse nas atividades rotineiras que antes eram realizadas com satisfação, perda ou ganho de peso, insônia ou hipersonia, fadiga, sentimentos de culpa na maioria dos dias e pensamentos recorrentes de morte ou suicídio. Quais os sintomas de depressão na mulher? De início insidioso, a depressão evolui continuamente para quadros que variam de intensidade e duração se não for tratada. Geralmente, os sintomas duram pelo menos duas semanas provocando prejuízos na vida social, familiar e ocupacional. Os sintomas de depressão nas mulheres incluem: Sentimentos de tristeza persistente, ansiedade e vazio Perda de interesse ou prazer em atividades comuns Nervosismo, inquietação, irritabilidade, choro fácil Sentimentos de culpa, inutilidade, falta de esperança, pessimismo

Excesso de sono ou ausência de sono Perda de energia, fadiga Baixa auto-estima Perda da libido Pensamentos recorrentes em morte ou suicídio ou tentativas de suicídio Dificuldade de concentração, de memorização ou para tomar decisões Sintomas físicos persistentes que não respondem ao tratamento, como dores de cabeça, desordens digestivas, dores crônicas Por que a depressão é mais comum em mulheres do que nos homens? Antes da adolescência, a prevalência de depressão é a mesma em meninas e meninos. Entretanto, com a chegada desta fase da vida, o risco das garotas desenvolverem depressão aumenta duas vezes mais que o dos garotos. Alguns especialistas acreditam que mudanças hormonais estão relacionadas a este risco aumentado. Estas mudanças são evidentes durante a puberdade, gravidez e menopausa assim como no pós-parto, histerectomia ou aborto. Além disso, as flutuações hormonais que ocorrem a cada ciclo menstrual provavelmente contribuem para a síndrome pré-menstrual ou TPM. Há também a doença disfórica pré-menstrual ou DDPM, um tipo severo de TPM especialmente reconhecido por depressão, ansiedade, mudanças de humor cíclicas e letargia. O que aumenta as chances de uma mulher ter depressão? De acordo com o National Institutes of Health os fatores que aumentam o risco de uma mulher ter depressão incluem fatores genéticos, biológicos, reprodutivos, interpessoais e características psicológicas e de personalidade. Além disso, as mulheres que intercalam o trabalho com o cuidado com seus filhos ou as mães solteiras sofrem mais de

estresse que pode desencadear a depressão. Outros fatores incluem: História familiar de alterações do humor História de desordens do humor na adolescência Perda de um dos pais antes dos 10 anos de idade Perda de apoio social ou ameaça de tal perda Estresse psicológico ou social, como perda de emprego, relacionamento estressante, separação ou divórcio Abuso sexual ou físico durante a infância Uso de certos tratamentos para infertilidade Uso de alguns contraceptivos orais Mulheres podem apresentar depressão logo após terem um bebê, a chamada depressão pós-parto Certas alterações afetivas sazonais, mais comuns no inverno Transtorno bipolar, pois a depressão é uma parte da doença bipolar A depressão pode ser familiar? Sim. A depressão pode estar presente nas famílias. Quando isso acontece, ela geralmente começa nas idades entre 15 e 30 anos. Um traço familiar de depressão é muito mais comum em mulheres do que nos homens. Qual a diferença da depressão em mulheres e homens? A depressão feminina difere da masculina de várias maneiras: Depressão em mulheres pode ocorrer cedo, durar mais tempo, apresentar mais recorrência, ser mais associada a eventos estressantes da vida e ser mais sensível a mudanças sazonais. As mulheres experimentam mais os sentimentos de culpa e têm mais tendência ao suicídio, embora atualmente elas cometam menos suicídio que os homens. A depressão feminina é mais associada a desordens de ansiedade, como sintomas de pânico ou fobias e desordens

alimentares. Mulheres deprimidas tem maior tendência a abusar do álcool e outras drogas. Como a tensão pré-menstrual (TPM) e a desordem disfórica prémenstrual (DDPM) se relacionam com a depressão? Três em cada quatro mulheres que menstruam têm TPM. Ela é caracterizada por sintomas emocionais e físicos que variam de intensidade de um ciclo menstrual para o outro. Mulheres com 20 a 30 anos são usualmente afetadas pela TPM. Cerca de 3 a 5% das mulheres que menstruam têm DDPM, um tipo severo de TPM, marcada por sintomas emocionais e físicos muito fortes que antecedem em cerca de 10 dias o início da menstruação. Na última década, estas condições foram reconhecidas como importante causa de desconforto e mudanças de comportamento em mulheres. Enquanto a relação entre TPM, DDPM e depressão permanece sem ser esclarecida, acredita-se que mudanças químicas no cérebro e flutuação dos níveis hormonais sejam fatores que contribuem para tal associação. Muitas mulheres que sofrem de depressão associada à TPM ou DDPM melhoram com exercícios físicos e meditação. Para aquelas com sintomas severos, psicoterapia individual ou de grupo, medicamentos e manejo do estresse podem ajudar. A prevalência de depressão aumenta na meia-idade? A perimenopausa é o estágio da vida reprodutiva da mulher que começa oito a dez anos antes da menopausa e dura até o início desta. Neste período, os ovários começam a produzir gradualmente menos estrogênio e, na menopausa, param de produzir óvulos. A menopausa é o período que a mulher para de menstruar e

aparecem os sintomas decorrentes da queda de estrogênio. Por definição, uma mulher está na menopausa quando para de menstruar por um ano. Isto é uma parte normal da vida e marca o fim da vida reprodutiva da mulher. Tipicamente ela ocorre em mulheres na 4 ou 5 década de vida. Entretanto, aquelas mulheres que tiveram os ovários removidos cirurgicamente passam por uma menopausa repentina. Esta queda de estrogênio desencadeia mudanças físicas e emocionais como depressão, ansiedade e alterações de memória. Como em qualquer outra fase da vida da mulher, há uma relação entre os níveis hormonais e os sintomas físicos e emocionais. Algumas mudanças físicas incluem ciclos menstruais irregulares, ciclos mais intensos ou mais leves e ondas de calor. Como lidar melhor com os sintomas da depressão? Evite tranquilizantes. Use-os se for extremamente necessário e somente com a prescrição de um médico. Mantenha uma dieta saudável. Faça exercícios regularmente. Engaje-se em algum projeto ou hobby que promova um sentido de realização à sua vida. Encontre uma prática de auto-controle como ioga, meditação, técnicas de relaxamento por respiração lenta e profunda. Tenha boas noites de sono, mantenha seu quarto arejado e confortável. Procure apoio emocional com familiares, amigos ou profissionais. Mantenha-se conectado com sua família. Consolide seus laços de amizade. Participe de algum trabalho comunitário. Tome medicamentos, vitaminas e minerais como prescritos pelo seu médico.

Caso você não consiga fazer isto sozinha, procure a ajuda de familiares, amigos ou profissionais especializados nos cuidados de saúde mental. Como a depressão é tratada em mulheres? Há uma variedade de métodos usados para tratar a depressão, incluindo medicações como antidepressivos e psicoterapia. A terapia familiar pode ajudar caso o estresse vivenciado na família contribua para a depressão. O seu psicólogo, psiquiatra ou psicanalista pode determinar qual é o melhor tratamento a ser seguido. Qual profissional pode me ajudar no manejo da minha depressão? Os mais procurados são os especialistas em saúde mental como psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e psicanalistas. Mas outros profissionais podem orientá-la como clínicos gerais ou médicos de família. Existem centros comunitários que auxiliam pessoas com depressão, serviços universitários, programas de saúde mental em escolas médicas e clínicas particulares que podem ajudar pessoas deprimidas ou seus familiares. Conheça o nosso Tratamento Espiritual para a depressão que pode servir como auxiliar no seu Tratamento médico. Não deixe de consultar um médico se estiver sentindo os sintomas acima descritos ou desconfiar de depressão. Fontes consultadas: National Institute of Mental Health National Institutes of Health ABC.MED.BR, 2009. Depressão em mulheres. Disponível em:. Acesso em: 18 mar. 2012.