CÓDIGO DE ÉTICA NO JUDO 1/20.

Documentos relacionados
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HAPKIDO TRADICIONAL ANHT REGULAMENTO INTERNO

Sigilo. Coleguismo Honra. Justiça. Responsabilidade. Zelo. Honestidade. Igualdade. Respeito. Competência Liberdade. Solidariedade.

Pensamentos Ostensivos

ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA UFPB 2012

CONTABILIDADE GERAL. Noções Gerais. Código de Ética Profissional do Contabilista Parte 2. Prof. Cláudio Alves

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO UNIDADE ACADÊMICA DE GARANHUNS REGULAMENTO GERAL DOS JOGOS INTERCURSOS DA UAG/UFRPE 2013

ASSOCIAÇÃO KODOKAN. Projeto Kodokan


PROJETO SOCIAL DE KARATE 2017

REGULAMENTO DO PROGRAMA DO DESPORTO ESCOLAR (a que se refere o Despacho nº 9332-A/2013 de 16 de julho)

EM PROL DE NOSSAS CRIANÇAS! FORMANDO CIDADÃOS DE BEM APRESENTAÇÃO & PROPOSTA DE PARCERIA

CAMPEONATO GAÚCHO DE MUAYTHAI DIA 17 DE FEVEREIRO DE Convite. Mestre Jair Oliveira Presidente da LIGA GAT

Ética. 1 Ética e Moral: Origem da palavra Ética: Grego: ETHOS (modo de ser, comportamento, caráter (hábito), morada, costume).

FEDERAÇÃO PARAENSE DE JUDÔ ASSOCIAÇÃO MARABAENSE DE ARTES MARCIAIS BOLETIM OFICIAL COPA MARABÁ DE JUDÔ

REGULAMENTO GERAL JOGOS DE INTEGRAÇÃO IFRS 2016

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO MUSEÓLOGO DOS OBJETIVOS

Código Disciplinar - FMKI

ÉTICA PROFISSIONAL. Curso de Engenharia UNIP

37ª Copa Sesc. Regulamento Judô. Competição Anápolis

Ética aplicada: ética, moral, valores e virtudes. Professora Renata Lourdes.

Relações Interpessoais

Código de Conduta Ética da CBVL

COPA CEPEUSP DE VOLEIBOL / 2017 REGULAMENTO

XIV SEMANA DE INTEGRAÇÃO VIII GINCANA DE INTEGRAÇÃO REGULAMENTO IV FUTEBOL SOCIETY

EXAME DE GRADUAÇÃO PARA FAIXA-PRETA DE JUDÔ REGULAMENTO 2013

REGULAMENTO DO 4º CAMPEONATO MUNICPAL DE FUTEBOL AMADOR DE IBIRAÇU 1ª Divisão

REGULAMENTO GERAL I- ORGANIZAÇÃO

BASQUETEBOL.

8ª LIGA INTERNA DE FUTEBOL SOCIETY 2016

Interséries FEMA 2016

XIII SEMANA DE INTEGRAÇÃO VII GINCANA DE INTEGRAÇÃO

REGULAMENTO DO TORNEIO INTERNACIONAL DE FUTEBOL DE BASE. CIDADE TIBAU DO SUL RN. CAPÍTULO I CONSTITUIÇÃO

Assunto: Apresentação do Regimento Interno da Federação Sergipana de Badminton.

MANUAL DE CONTROLES INTERNOS CÓDIGOS DE ÉTICA E CONDUTA PROFISSIONAL

Escrito por GILBERTO Sáb, 09 de Abril de :00 - Última atualização Qua, 08 de Junho de :06

CAMPEONATO BRASILEIRO HANDEBOL DOS SURDOS a 21 de Junho Uberlândia/MG

CLUBE COMERCIAL DE LORENA

Responsabilidade Profissional

CÓDIGO DE ÉTICA CAFEBI INTERNATIONAL

CAMPEONATO BRASILEIRO DE VETERANOS REGULAMENTO

REGULAMENTO DO CAMPEONATO ESTADUAL DE KARATE 2018

Federação Catarinense de Judô

PROFESSORA: GEÓRGIA SOARES DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDO: PRATICANDO AULA - 01

(UNIVASF), de acordo com a legislação vigente e o Regulamento do Conselho Nacional de Graduação da Confederação Brasileira de Judô.

Aula 24 Ética e Deontologia

GAZETA DE LIMEIRA 20 A. EDIÇÃO COPA GAZETA DE FUTEBOL SUB 11 I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

III COPA COLÉGIO JOSÉ AUGUSTO VIEIRA

ÉTICA e CONDUTA PROFISSIONAL

COPA CEPEUSP DE VOLEIBOL / 2016 REGULAMENTO

Regulamento geral e disciplinar

REGULAMENTO DO CAMPEONATO BAHIANO DE KARATE 2016

CAMPEONATO BRASILEIRO DE TÊNIS DE MESA DOS SURDOS JOINVILLE/SC

ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal - Decreto nº 1.

REGULAMENTO CIRCUITO SESC DE CÂMBIO

2º TORNEIO DE FUTSAL DO SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS REGULAMENTO

SINDICATO DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DO ESTADO DO PIAUI SINEPE/PI CÓDIGO DE ÉTICA DAS ESCOLAS PARTICULARES FILIADAS AO SINEPE/PI

SELETIVA ESTADUAL DA CLASSE SUB 18. Boletim Oficial 009/16 Rio de Janeiro, 20 de março de 2016.

CBI: SELETIVA NACIONAL SUB-21 OUTLINE

Ética. Ética profissional e sigilo profissional. Professor Fidel Ribeiro.

ANEXO. CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO IBAPE Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia Aprovado pela Resolução 1002 do CONFEA.

Transcrição:

CÓDIGO DE ÉTICA NO JUDO 1/20.

CONCEITO DE ÉTICA ETHOS : Modo de ser, caráter, costume. A ética é o abrigo que confere proteção e segurança aos indivíduoscidadãos, aqueles responsáveis pelos destinos da sociedade Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. 2/20.

COMPOSIÇÃO DA ÉTICA LEIS COSTUMES VIRTUDES HÁBITOS A ÉTICA SERIA PRODUTO DAS LEIS ERIGIDAS PELOS COSTUMES E DAS VIRTUDES E HÁBITOS GERADOS PELO CARÁTER DOS INDIVÍDUOS 3/20.

ÉTICA Instrumento fundamental para a instauração de um viver em conjunto Base para a construção do mundo político Condição necessária para a sobrevivência da espécie humana A ética trata do comportamento do homem, da relação entre sua vontade e a obrigação de seguir uma norma, do que é o bem e de onde vem o mal, do que é certo e errado, da liberdade e da necessidade de respeitar o próximo 4/20.

ÉTICA NO ESPORTE O esporte é um Instrumento de Educação. É o primeiro contato da criança a com a Ética. É onde o futuro cidadão moldará seu caráter para garantir a harmonia da sociedade. O esporte é uma metáfora da vida, onde o cidadão, em uma competição, aprenderá a perder e ganhar. Tal aprendizado será levado para a vida cotidiana, onde o mesmo irá lidar com frustrações e alegrias no decorrer de sua vida. O esporte não constrói o caráter, ele o revela. (Heywood Hale Broun) 5/20.

ÉTICA NO ESPORTE QUEM SÃO OS ATORES? Os que Competem Os que arbitram e interpretam os fatos Os que orientam e gerem (técnicos) Os que torcem ( amigos, parentes) Pontos positivos Companheirismo; honestidade; Lealdade; Moralidade; Pontos negativos Violência; Desonestidade (uso de doping); 6/20.

ÉTICA NO ESPORTE FILOSOFIA DO JUDÔ A competição serve apenas como um meio, e não como uma finalidade em si. A competição deve ser estimulada, mas não cobrada. Muitas pessoas desistem do judô por não conseguir um resultado satisfatório, ou após passar a sua fase de competição. Ser campeão é para poucos, é ilusório e passageiro, e as vezes prejudicial, por a pessoa se julgar melhor que as outras. Muitas vezes se aprende mais com a derrota do que com a vitória. A competição deve ser encarada apenas como uma etapa no cultivo do caminho, que uma vez passada, abrirá caminho para as etapas seguintes. A aprendizagem se estende até o final da vida, atuando como professor, arbitro e ajudando em eventos e praticando os diferentes katas, que são formas técnicas que permitem o praticante continuar a treinar o judô mesmo após passar a sua fase de lutador. 7/20.

ÉTICA NO ESPORTE FILOSOFIA DO JUDÔ Portanto cultive a humildade, pois você não é e nunca será nada, fuja da arrogância, da vaidade e do egoísmo, pois elas denigrem a pessoas por mais forte que ela seja ou por mais conhecimento técnico que possua.procure no seu professor, um pai, no seu Dojo sua casa, e nos seus colegas uma família. Ajuda a termos um judô forte dentro dos seus valores originais. Antigamente ao convidarmos alguém para treinar, usávamos sempre a expressão ONEGAI SHIMASSU (Por favor, é uma honra), e ao terminarmos o treino ARIGATÔ GOZAIMASHITA (Muito obrigado). 8/20.

ÉTICA NO ESPORTE FILOSOFIA DO JUDÔ Se realizássemos uma projeção imperfeita, que dificultasse o adversário de realizar a queda, pedíamos sempre desculpas GOMEM (Desculpa, perdão). Vamos pensar seriamente em tudo o que aqui foi escrito, a assim conseguiremos resgatar o JUDO como era antigamente. O importante não é ser melhor do que os outros, mas sim melhor do que já somos. Prof. Durval Alfredo Rente ( 7º Dan ) 9/20.

BUSHIDO A classe guerreira do Japão feudal conhecida como samurai (ou bushi), conseguiu fama por sua bravura, técnicas marciais, honra e por seu espírito inabalável diante da morte. Essa reputação se deve à um código de ética e conduta, seguido e vivido pelos guerreiros, conhecido como bushido. Preceitos do Bushido: GI - Justiça e Moralidade Atitude direta, razão correta, decidir sem hesitar; YU - Coragem Bravura heróica; JIN - Compaixão Benevolência, simpatia, amor incondicional para com a humanidade; 10/20.

BUSHIDO REI - Polidez e Cortesia Amabilidade; MAKOTO - Sinceridade Veracidade total, nunca mentir MEIYO - Honra Glória; CHUGO - Dever e Lealdade Devoção, Lealdade. 11/20.

CÓDIGO DE ÉTICA E MORAL DO JUDOÍSTA - CBJ Artigo 1º - São preceitos de cada judoísta cadastrado na confederação brasileira de judô: I Respeitar a integridade moral e física do seu próximo, jamais utilizando seus conhecimentos técnicos para subjugar ou humilhar outrem. II Exercer sua atividade com dignidade e consciência, observando no ambiente de judô e fora dele as normas e éticas prescritas neste código e na legislação vigente, pautando seus atos em princípios morais, de modo a ser aceito e respeitado. III Respeitar a todos com consideração, apreço e solidariedade, transmitindo harmonia para o grupo ou pessoa, aumentando o conceito público. IV Não ser conivente com e erro e combater atos que firam os postulados éticos ou as disposições gerais que regem o exercício de qualquer atividade. Críticas e tais atos poderão ser feitos, respeitandose a honra e a dignidade da pessoa ou da instituição; 12/20.

CÓDIGO DE ÉTICA E MORAL DO JUDOÍSTA - CBJ V Utilizar conhecimentos técnicos e/ou científicos, a seu alcance em favor da evolução do judô; VI Não fazer publicidade imoderada. De modo a informar ou formar um conceito que não exprima a realidade; VII Não usar título ou anunciar especialidade para a qual não esteja habilitado; VIII Não participar de plano de trabalho com pessoa física ou entidade em que não haja o respeito aos princípios éticos e morais estabelecidos; IX Não integrar entidade que não seja reconhecida pela Confederação Brasileira de Judô; 13/20.

CÓDIGO DE ÉTICA E MORAL DO JUDOÍSTA - CBJ Artigo 2º - Ferir qualquer preceito deste código, estatuto da confederação Brasileira de Judô, regulamento para promoção e controle geral faixas, Atos e normas da CBJ, implica responder pelo ato cometido Junto ao tribunal Superior de Justiça e Disciplina Desportiva da Confederação Brasileira de Judô. 14/20.

CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DA LIGA SUL MINEIRA DE JUDÔ São deveres do professor de Judô: a. Tratar aos colegas de profissão, alunos, pais e pessoas com urbanidade, baseando-se nos princípios do Judô; b. É proibido oferecer serviços profissionais por preços menores que os de outro profissional da mesma localidade, evitando, desta forma, a concorrência desleal respeitada as situações já existentes, os convênios e parcerias; c. É considerada conduta antiética, cooptar ou aliciar atletas de outras filiadas, sob qualquer pretexto, ainda que na forma tentada; d. Convidar atletas de outras filiadas para treinar em seu Dojô sem a expressa autorização do professor desse atleta; e. Manter conduta moral e ética após resultados competitivos, assumindoos, mesmo que desfavoráveis, jamais tendo conduta que desabone atleta, árbitros ou dirigentes da Liga Sul Mineira de Judô; 15/20.

CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DA LIGA SUL MINEIRA DE JUDÔ f. Ser responsável, em nome da filiada, por comportamento de atletas, pais, torcedores e afins em eventos esportivos; g. Vestir-se de maneira condigna, sem o uso de bonés, roupas chamativas, em eventos esportivos da Liga Sul Mineira de Judô; h. Estar em dia com suas obrigações perante a Liga Sul Mineira de Judô; i. Usar crachá de identificação nos eventos oficiais, constando o nome do clube a que é responsável, o nome do professor e sua graduação. 16/20.

CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DA LIGA SUL MINEIRA DE JUDÔ São direitos do professor de Judô: a. Receber remuneração digna, de acordo com o Conselho Federal de Educação Física, pelo seu trabalho; b. Trabalhar, voluntária e graciosamente, mediante assinatura de termo de trabalho voluntário, em projetos de cunho social, visando à formação de atletas carentes; c. Receber todas as informações pertinentes aos eventos desportivos da Liga Sul Mineira de Judô, antes e durante os mesmos, desde que tenha atletas inscritos (no último caso); d. Aplicar punição a atleta de sua filiada que descumprir o disposto neste Código, com conhecimento prévio da Liga Sul Mineira de Judô e posterior aprovação; e. Participar dos cursos técnicos da Liga Sul Mineira de Judô, mediante pagamento dos valores devidos; 17/20.

CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DA LIGA SUL MINEIRA DE JUDÔ f. Utilizar em seu quimono e de seus atletas o símbolo da Liga Sul Mineira de Judô, o qual somente poderá ser adquirido através desta; g. Fazer valer nos Dojôs onde ministra aulas à disciplina e hierarquia do Judô; h. Utilizar a cadeira de técnico, nos eventos oficiais, quando for permitido, auxiliando seus atletas; i. Possuir monitores faixas marrons e em projetos de cunho social, tudo em conformidade com o Conselho Federal de Educação Física. 18/20.

CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DA LIGA SUL MINEIRA DE JUDÔ É proibido a todo praticante de Judô em eventos oficiais: a. Utilizar-se de gestos ou palavras de baixo calão ou ofensivas a moral de colegas, de árbitros, dirigentes ou técnicos; b. Receber qualquer tipo de vantagem, econômica ou não, para perder luta em evento oficial; c. Praticar brincadeiras do tipo trote de calouros em viagens que a Liga Sul Mineira de Judô esteja representando o estado, salvo quando consentidas pelos demais; d. Utilizar quimono com inscrições de Jiu-Jitsu ou afins, devendo tapar a costura ou inscrição; e. Utilizar quimono sujo em cursos técnicos promovidos pela Liga Sul Mineira de Judô ou pela Liga Nacional de Judô; f. Permanecer na área de luta após o fim dos combates de sua categoria, salvo se estiver exercendo função no campeonato. 19/20.

CONCLUSÃO Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, sabedoria e sobretudo, humildade Jigorô Kano 20/20.