Cicatrização
Cicatrização Normal e patológica
Cicatrização Tentativa biológica a que o organismo recorre para restaurar sua integridade
Ordem --- Desordem
Tratamento das feridas no passado Egípcios: Mel de abelhas Idade média: Óleo fervente, pús bom Ambroise Parré (1586): Mínima interferência
Ambroise Parré (1586) A natureza fará a cicatrização desde que o médico não atrapalhe sua evolução
Halsted e Carrel (1904) Limpeza e sutura da ferida
Lister, Pasteur e Samelweis: Assepsia e antissepsia
Camadas da pele: Epiderme Derme (anexos)
Funções da pele: Proteção contra traumas e meio ambiente Regulação térmica Função táctil
Fórmula do colágeno: Prolina glicina hidróxiprolina Lisina glicina - hidróxilisina
Colágeno humano: 80 % tipo I 20 % tipo III
Fisiologia da cicatrização Processos biológicos desenvolvidos nos primórdios da evolução
Fases da cicatrização Inflamatória (ou inicial) Proliferativa (ou de fibroplasia) Maturação
Fase inflamatória Limpeza da ferida. Aproximadamente até o 3 dia.
Fase inflamatória (2 etapas) Resposta vascular Resposta celular
Vascular (aprox. 30min.) Vasodilatação (Histamina, serotonina, leucotaxina, bradicinina, prostaglandínas e tromboxanas)
Celular (aprox. 3 dias) Limpeza (leucócitos)
Fase proliferativa Fechamento da ferida. Aproximadamente do 3 dia ao 7 dia.
Fase proliferativa Deposição de colágeno (tipo III) Tecido de granulação (miofibroblástos)
Fase de maturação Modela a cicatriz. Ocorre aproximadamente do 8 dia ao 8 mês ou para toda a vida.
Fase de maturação Reabsorção do colágeno. Epitelização (controlada pelas chalonas).
Alguns fatores que interferem na cicatrização: Infecção (destrói colágeno neoformado). Déf. Proteico (impede contração). Déf. Vit. C (baixa produção de colágeno). Cortizona (baixa produção de colágeno). Uréia, I.R. (quebra colágeno). Vit. A (favorece epitelização). O2 (favorece epitelização). Zinco (aumenta síntese de colágeno)
Graus de lesão: I grau II grau III grau Não confundir grau da lesão com gravidade do trauma.
I grau lesão na epiderme II grau lesão na epiderme e derme parcial III grau lesão na epiderme e derme total
Sinais característicos: I grau Vermelhidão II grau Bolhas III grau - Necrose
Mecanismos de cura: I grau Regeneração (3 a 4 dias). II grau Restauração (7 a 21 dias). III grau Cicatrização (retração de 1 a 2 cm/mês).
Retração Enxerto Retalho
CICATRIZES PATOLÓGICAS Hipercrômica Hipocrômica Estenótica Alteração do contorno Hipotrófica Hipertrófica Quelóide Brida Sinéquia Tumor-Marjolin
CICATRIZES ESTENÓTICAS E QUE ALTERAM O CONTORNO
Cicatrizes patológicas Transtornos da pigmentação Carotenóides (amarelo) Melanina (castanho) Oxiemoglobina (vermelho) Carboxiemoblobina (azul)
Cicatrizes patológicas Melanócitos Originários da crista neural do embrião, migram para a epiderme e bulbo capilar Células de características secretoras, secretando melanossomos Melanossomos: organelas elipsóides que contém melanina Localiza-se na camada basal da epiderme e projeta dendritos para os queratinócitos, formando a unidade melanínica epidérmica Envia melanossomos aos queratinócitos
Melanócito
Cicatrizes patológicas Melanina 2 tipos: eumelanina e feomelanina Derivadas da tirosina Protege a pele, absorvendo e dispersando radiações danosas Degradada durante a ascensão dos queratinócitos e descamação
Cicatrizes patológicas Pigmentação melânica Processo dinâmico, que varia conforme tamanho, forma, tipo, cor e distribuição dos melanossomos nos melanócitos e queratinócitos Essencial (programa genético celular) Facultativa (exposição à radiação UV, influências hormonais) Fitzpatrick, 1999
Cicatrizes patológicas Transtornos da pigmentação 1. Despigmentação perda de função dos melanócitos, alteração de número e tamanho de dendritos, diminuição de transferência de melanossomos e alterações da cor dos grânulos de melanina 2. Hiperpigmentação aumento na produção de melanossomos, aumento da melanina nos melanossomos, produção de melanossomos maiores, aumento da transferência e sobrevivência de melanossomos nos queratinócitos
Cicatrizes Patológicas Cicatriz hipertrófica Elevada Rósea Limitada as bordas Regride com o tempo
Cicatrizes Patológicas Quelóide Elevada Violácea Ultrapassa as bordas Crescimento gradual
Cicatrizes Patológicas Patogênese Deposição exagerada de fibras colágenas e elásticas Inflamação (prolongamento da fase inflamatória aumenta a atividade de citocinas fibrogênicas, TGF beta e IGF1) Deficiência de degradação e da remodelação da matriz extracelular Aumento na migração e proliferação de células Aumento do teor de água (cadeias de glícides hidrofílicos associados aos glicosaminoglicanos)
Cicatrizes Patológicas Histopatologia Fibras colágenas arranjadas em espiras ou nódulos Faixas espessas de colágeno hialinizado nos nódulos Quelóides: condensação nodular do colágeno persiste indefinidamente Cicatriz hipertrófica: Nódulos tornam-se gradualmente mais delgados, com orientação dos feixes das fibras paralela à superfície cutânea Imunohistoquímica Quelóides: ausência de fibroblastos alfa-sma fibras colágenas espessas Cicatrizes hipertróficas: presença de fibroblastos alfa-sma e fibrilas colágenas orientadas ao acaso
Cicatrizes Patológicas Fatores que influenciam 1. Pessoais: idade, raça, hereditariedade 2. Locais: deltóide, pré-esternal, orelhas 3. Lesionais: queimaduras, infecção 4. Fatores hormonais: intensamente na puberdade e gravidez
Cicatrizes Patológicas PREVENÇÃO Técnica cirúrgica atraumática Ausência de tensão Imobilização e compressão Corticóide intralesional Cirurgia e Betaterapia
Cicatrizes Patológicas Tratamento conservador Compressão Almofadas de silicone gel Tratamento intervencionista Corticoterapia intra-lesional Crioterapia Outras drogas (verapamil, trifluoperazina) Laser Radioterapia Cirurgia
Cicatrizes Patológicas Corticóide intralesional inibe a síntese de macroglobulina alfa 2, procolágeno, fibronectina, TGF-beta e outras citocinas Triancinolona 40 mg / ml Aplicação a cada 30 dias Total de 4 sessões Atrofias, discromias e telangectasias
Cicatrizes Patológicas Corticóide intralesional
Cicatrizes Patológicas Corticóide intralesional
Cicatrizes Patológicas Cirurgia e Betaterapia Betaterapia Exérese e reposicionamento da cicatriz Excisão intra-marginal βterapia iniciada 24 h após (10 sessões) Utiliza a radiação ionizante na prevenção do quelóide e das cicatrizes hipertróficas, por inibição da síntese de colágeno
Cicatrizes Patológicas Cirurgia e Betaterapia
Contração X Contratura Contração Processo biológico normal que visa cicatrizar uma ferida na qual houve perda de substância Contratura Encurtamento patológico do tecido cicatricial que resulta em deformidades, perda de função, resultado estético pobre e limitação de movimentos das articulações
Contração X Contratura
Contração X Contratura
Brida Bridge A B
a Sinéquia 2 planos b
Úlcera de Marjolin