PROJETO E CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS

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Transcrição:

57 PROJETO E CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS PROJETO GEOMÉTRICO DE IAS 8 TERRAPLENAGEM 8.1 - INTRODUÇÃO O projeto de uma estrada deve ser escolhido de forma a harmonizar os elementos geométricos da planta e do perfil, fornecendo uma estrada segura, confortável e adequada à região por ela percorrida e, de preferência, com baixo custo de construção. O custo do movimento de terra é significativo em relação ao custo total da estrada, por isso, sempre que possível deve ser feito o equilíbrio (desde que não crie prejuízos às características geométricas do projeto) entre volumes de cortes e aterros, evitando-se empréstimos e/ou bota-foras. A drenagem superficial da estrada é um fator preponderante. Outro fator importante é quanto as distâncias e condições de transportes dos materiais que serão escavados nos cortes e levados para os aterros. 8.2 - SEÇÕES TRANSERSAIS Podem ser de diferentes tipos: seções em cortes, em aterros e mistas. TERRENO EIXO DO TRAÇADO EIXO DO TRAÇADO PLATAFORMA TERRENO EIXO DO TRAÇADO PLATAFORMA TERRENO ATERRO PLATAFORMA CORTE MISTA 8.3 - CÁLCULO DE OLUMES Admite-se que o terreno varia de forma linear entre duas seções consecutivas, o que de certa forma para distância entre seções de 20 m não gera erros significativos. O processo consiste no levantamento das seções transversais em cada estaca inteira do traçado (estaca de 20 m). O volume de terra entre as seções consecutivas será calculado como: c = (Aci + Aci+1)xL/2 a = (Aai + Aai+1) xl/2 para L = 20 m c = (Aci + Aci+1) x10 a = (Aai + Aai+1)x10 c = volume de corte (m 3 ) a = volume de aterro (m 3 ) Ac = área de corte da seção i (m 2 ) Ac = área de corte da seção i (m 2 ) L = distância entre seções (m) 8.4 - PONTOS DE PASSAGEM (PP) Pontos onde terminam os cortes e começam os aterros e pontos onde terminam os aterros e começam os cortes.

58 8.5 - OLUMES DOS CORTES E ATERROS Os volumes geométricos totais dos cortes e/ou aterros podem ser obtidos pela somatória dos valores calculados entre as suas diversas seções. a) Quando o volume de corte é maior que o do aterro: c > a a = volume compensado lateralmente: esse volume será escavado no corte e depositado no aterro da própria seção, portanto não estando sujeito a transporte no sentido longitudinal, = a = c a = volume de corte do trecho entre seções que será escavado no corte e transportado para um aterro conveniente, estando, portanto, sujeito a transporte longitudinal. b) Quando o volume de aterro é maior que o do corte: a > c c = volume compensado lateralmente, = c = a c = volume de aterro do trecho com transporte longitudinal. Para os dois casos (1 e 2) o volume compensado lateralmente será sempre o menor dos volumes a ou c e o volume sujeito à transporte longitudinal será sempre a diferença entre o maior e o menor volume. 8.6 - COMPENSAÇÃO DE OLUMES O volume (volume compensado lateral) será transportado dos cortes para os aterros no próprio trecho e não será considerado na compensação longitudinal da estrada. Os demais volumes serão escavados nos cortes, transportados e aplicados nos aterros, quando os materiais de corte servirem para a execução dos aterros. Quando isso não ocorre os materiais de corte serão escavados e transportados para local conveniente, fora da estrada, em uma operação definida como bota-fora. A operação de transporte dos materiais dos cortes para os aterros será denominada compensação longitudinal de volumes ou simplesmente compensação de volumes. Quando não ocorre compensação total de volumes pode sobrar terra (bota-fora) ou faltar terra. O material faltante para os aterros deve ser escavado, em local conveniente, transportado e depositado nos aterros em uma operação denominada empréstimo. Podem ocorrer casos em que, mesmo os volumes de corte iguais aos de aterro, as distâncias de transportes dos cortes para os aterros seja muito grande, ou as condições de transporte desfavoráveis, gerando um custo de transporte (escavações e transporte de materiais escavados) muito alto. Custo de compensação dos volumes = custo de escavação + custo de transporte Custo de não compensação = custo de escavação + custo de transporte para bota-fora + custo de escavação do material de empréstimo + custo de transporte de empréstimo 8.7 - CÁLCULO DOS OLUMES ACUMULADOS Convenção para medida de volumes: positiva para medida dos volumes de corte (+ c ) negativa para os volumes de aterros ( a ) O volume de corte é a medida geométrica do volume natural de solo a ser escavado. Esse material transportado e aplicado nos aterros sofre um processo de compactação (garantir estabilidade dos aterros), que resulta em uma diminuição de volume denominada redução:

59 geralmente os volumes de aterros devem ser corrigidos por um fator de redução, sendo denominado volume corrigido de aterros o produto entre o volume geométrico e fator de redução, fr = 1,05 a 1,30. valor acumulado de uma estrada: soma algébrica de seus cortes e aterros. Tabela de volumes acumulados Área olume Estaca Corte Aterro Corte Aterro Aterro corrigido Compensação Lateral Transp. Longitudinal Corte Aterro Acumulado + x (fr) + Σ (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (1) estacas nos pontos onde foram levantados as seções transversais (estacas inteiras) estacas fracionárias quando o terreno é muito irregular, estacas do PP (2) áreas de corte, medidas nas seções (m 2 ) (3) áreas de aterro, medidas nas seções (m 2 ) (4) = (A i(corte) + A i+1(corte) ) x10 (5) = (A i(aterro) + A i+1(aterro) ) x10 (6) produto da coluna (5) pelo fator de redução = (5) x (f r ) (7) volumes compensados lateralmente, que não estão sujeitos a transporte longitudinal = menor volume entre a(corrigido) e c (8) e (9) volumes sujeitos ao transporte longitudinal, compensação entre corte e aterro = ( c a(corrigido) ) ou ( a(corrigido) c ) (10) volume acumulado, resultado da soma algébrica acumulada dos volumes obtidos nas colunas (8) e (9) = ( i + i+1 ) 8.8 - DIAGRAMA DE MASSAS - MÉTODO DE RUCKNER Representação gráfica dos volumes acumulados estudo da compensação cortes-aterros programação de bota-foras e empréstimos programação dos equipamentos

60 olumes Acumulados ponto de máximo PROPRIEDADES DO DIAGRAMA: c = a. trecho ascendente: corte. trecho descendente: aterro A. grande inclinação: grandes volumes Cotas olumes Compensados C D Linha de ruckner ponto de mínimo. pontos de máximo e de mínimo: PP. diferença de ordenadas: volume de terra entre dois pontos Corte PP Aterro PP Corte Greide Perfil do Terreno. qualquer horizontal (A, por exemplo): determina trechos de volumes compensados (c). diagrama acima da linha de compensação: movimento no sentido do estaqueamento Estacas (e vice-versa). O diagrama é obtido partindo-se do princípio de que os cortes e aterros serão executados na direção longitudinal da estrada, enquanto que na realidade os cortes são executados de cima para baixo e os aterros de baixo para cima; as distâncias de transporte são consideradas lineares enquanto na realidade as estradas de serviço por onde o material é transportado são muitas vezes bastante sinuosas. Apesar disso, o diagrama de massas ainda é um processo bastante preciso e confiável. 8.9 - MOMENTO DE TRANSPORTE MT = área entre onda do diagrama de massas e linha de compensação minimizar área É o produto dos volumes transportados multiplicados pela distância de transportes. Geralmente é medido nas unidades m 3.dam ou m 3.km. A distância média de transporte d m deverá ser igual a distância entre os centros de massa dos trechos de corte e aterro compensados. M = x d m onde: M = momento de transporte do trecho (m 3.dam ou m 3.km) = volume natural de solo (m 3 ) d m = distância média de transporte (dam ou km)

61 d d Momento de Transporte MT = Σ Mi = Σd. d =.dm Simplificação corte d PP CG (corte) CG (aterro) greide /2 Senóide aterro dm MT = área sob o diagrama área do retângulo 8.10 - LINHA DE COMPENSAÇÃO F 4 A 3 E 2 G C D 1 H I É toda linha horizontal traçada sobre o diagrama de massas que corte pelo menos uma onda, sendo que todas as ondas deverão ser cortadas ou tangenciadas por apenas uma linha de compensação. Para escolha das linhas de compensação mais adequadas deve ser determinada a máxima distância econômica de transporte, isto é, a distância a partir da qual é mais econômico fazer empréstimos e bota-fora, do que transportar o solo dos cortes para os aterros. A distância econômica será função dos custos de escavação e transporte.

62 Momento de Transporte Mínimo: (A + CD + EF = C + DE) (segmentos com onda positiva = segmentos com onda negativa) A C D E F E (empréstimo) (bota-fora) Linha de Compensação ONDA MAIOR CONTENDO ONDAS MENORES /2 /2 E d m F G EFG: quando d m < d et A C D ACD: quando d m > d et Sempre que uma linha de compensação corta várias ondas consecutivas, a posição mais econômica é que acarreta somatória dos seguimentos da linha com onda positiva igual a somatória dos seguimentos da linha com onda negativa. Quando existem várias linhas de compensação, em ordenadas diferentes, a diferença de ordenadas entre duas linhas corresponde a um volume de bota-fora ou empréstimo conforme a linha de compensação situe-se acima ou abaixo da linha inferior. 8.11 CUSTOS 8.11.1 - CUSTO DE COMPENSAÇÃO CORTE-ATERRO (C 1 ) Transporte de material dos cortes para os aterros C 1 = C e. + C t.σ(.d m ) 8.11.2 - CUSTO DE OTA-FORA E EMPRÉSTIMO (C 2 ) C 2 = C e. ( bf+emp) + C t. bf.d bf + C t. emp.d emp 8.11.3 - CUSTO TOTAL DE TERRAPLENAGEM (CT) CT = [(Ce. + Ct..dm +.C comp ) + (Ce.bf + Ct.bf. dbf + bf.c comp ) + (Ce. emp + Ct. emp.d emp + emp.c comp )] ou CT = C1 + C2 + C comp. (Σ + Σ bf + Σ emp ) onde: e = escavação t = transporte : volume compensado longitudinalmente bf = bota-fora emp = empréstimo C e = custo de escavação C comp = custo de compactação C t = custo de transporte

63 bf = volume de bota-fora emp = volume de empréstimo d m = distância média de transporte d emp = distância de empréstimo d et = distância econômica de transporte EXEMPLO 1: ESTACA ÁREA (m 2 ) OLUME (m 3 ) Corte Aterro Corte Aterro Aterro corrigido ( ) Lateral Corte (+) Aterro Compensação Transp. Longitudinal (+) ( ) ( ) Acumulado (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) 0 10,15 17,15 1 27,50 6,00 2 78,98-3 63,10-4 36,65 3,25 4+8,60 9,10 12,95 5-65,10 6-65,50 7-104,44 8-48,02 9 6,25 25,65 9+5,43 2,62 2,80 (2) áreas de corte, medidas nas seções (m 2 ) (3) áreas de aterro, medidas nas seções (m 2 ) (4) = (A i(corte) + A i+1 (corte) ) x (L/2) (5) = (A i (aterro) + A i+1(aterro) ) x (L/2) (6) = (5) x (f r ) (7) = o menor entre a(corrigido) e c (8) e (9) = ( c a (corrigido) ) ou ( a(corrigido) c ) (10) = ( i + i+1 )