Regras de voo visual nocturno (VFR Nocturno)



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CIRCULAR DE INFORMAÇÃO AERONÁUTICA PORTUGAL INSTITUTO NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL TELEFONE 218423502 INFORMAÇÃO AERONÁUTICA AFTN - LPPTYAYI AEROPORTO DA PORTELA, 4 19/02 TELEX 12120 - AERCIV P 1749-034 LISBOA 20 de Maio FAX 218473585 ais@inac.pt 1. Introdução Regras de voo visual nocturno (VFR Nocturno) O Voo Visual Nocturno (VFRN), isto é, um voo efectuado de acordo com as regras de voo visual entre o pôr do Sol mais 25 minutos e o nascer do Sol menos 25 minutos (SS+25 m/sr-25 m), só é permitido de/para os aeródromos e heliportos equipados para a operação visual nocturna, ou como voos locais nesses aeródromos/heliportos, nas condições a seguir prescritas. Os aeródromos e heliportos a utilizar na operação visual nocturna VFRN deverão estar certificados pelo INAC para VFR nocturno. Esta Circular não se aplica aos voos de Busca e Salvamento (SAR), Emergência Médica (EMH) e voos de aeronaves ao serviço do Estado. 1.1 Definições e abreviaturas - ARP: Ponto de referência do aeródromo - ATC: Controle de Tráfego Aéreo - ATS: Serviço de Tráfego Aéreo - HJ: do nascer ao pôr do Sol - PPL(H): Licença de Piloto Particular de Helicópteros - Voo VFR diurno (para efeitos da presente circular): Voo efectuado de acordo com as regras de voo visual entre o nascer do Sol menos 25 minutos e o pôr do Sol mais 25 minutos (SR-25 m /SS+25 m). - Voo IFR: Voo efectuado de acordo com as regras de voo por instrumentos. - VPI: Voo por Instrumentos Nota: O voo VFR diurno conforme definido na presente circular, só se poderá realizar para/de aeródromos cujo horário de funcionamento, constante das publicações de informação aeronáutica nacionais, permita a sua utilização a partir de 25 minutos antes do nascer do Sol e até 25 minutos depois do pôr do Sol. Nos aeródromos/heliportos cujo horário de serviço é HJ, os voos VFR diurnos de/para essas infra-estruturas só poderão efectuar-se entre o nascer e o pôr do Sol. 2. Regras de voo visual nocturno (VFRN) 2.1 Os voos VFRN devem ser efectuados de acordo com as regras de voo visual estabelecidas no Anexo 2 Regras do Ar, da OACI. 2.2 Os voos VFRN podem efectuar-se dentro do espaço aéreo controlado e não controlado onde seja permitido o voo VFR.

.../2 (CIA19/02) 2.3 Visibilidade e distância às nuvens O voo VFRN deverá realizar-se de forma a que a aeronave voe em condições de visibilidade e distância às nuvens iguais ou superiores às que a seguir se indicam: Tabela de condições de visibilidade e distancia ás nuvens para VFRN G Classe de Acima de 900 m (3 000 ft) A 900 m (3 000 ft) AMSL ou Espaço AMSL ou acima de 300 m abaixo, ou 300 m (1000 ft) acima C (1 000 ft) acima do Aéreo terreno, do terreno, conforme o que for conforme o que for mais mais elevado. elevado. Distancia às nuvens 1500 m na horizontal Livre de nuvens e com a 300 m (1 000 ft) na vertical superfície à vista Visibilidade 8 Km a e acima de 3 050 m (10 000 ft) AMSL 5 Km* 5 Km abaixo de 3 050 m (10 000 ft) AMSL - Abaixo de 3050 m (10 000 ft) AMSL não são permitidas velocidades superiores a 250 KIAS - Quando a altitude de transição for inferior a 3 050 m (10 000 ft) AMSL, deve ser usado FL 100 em vez de 10 000 ft. * Pode permitir-se aos HELICÓPTEROS a operação com uma visibilidade de voo inferior a 5 Km, se manobrados a uma velocidade que permita a observação de outro tráfego ou quaisquer obstáculos a tempo de evitar colisão. 2.4 Mínimos de utilização de aeródromo/heliporto Nos voos VFRN não são permitidas as aterragens, excepto em casos de emergência, e descolagens de nenhum aeródromo controlado ou não controlado se o tecto das nuvens for inferior a 1500 (450 m) e a visibilidade no solo for inferior a 5 km. 2.5 Altitudes 2.5.1 Nos voos locais, ou seja, voos em que a aeronave se mantém em contacto visual com o aeródromo/heliporto, não excedendo uma distância de 8 km em relação ao ARP, durante todas as fases do voo, as aeronaves devem manter a altura mínima de 1.000 pés acima do obstáculo mais alto num raio de 600m á sua volta. 2.5.2 Nos voos em rota, as aeronaves devem manter uma altura mínima de 2.000 pés acima do obstáculo mais alto situado a menos de 8 Km para cada lado da rota prevista no plano de voo, excepto em rotas que possam vir a ser eventualmente publicadas e que apresentem outras exigências de alturas/altitudes. 2.6 Cruzamento de fronteiras Não é autorizado o cruzamento de fronteiras internacionais em voo VFR nocturno a menos que o Estado que tenha jurisdição sobre o espaço aéreo adjacente permita o voo VFR nocturno no seu espaço aéreo. 2.7 Plano de voo É obrigatória a apresentação de Plano de Voo para todos os voos VFR nocturnos, à excepção dos voos locais onde poderá ser substituído por um aviso de voo.

.../3 (CIA 19/02) 2.8 Mudança de VFRN para IFR Toda a aeronave que esteja a voar em condições VFRN e pretenda passar a IFR deve: submeter as alterações de plano de voo ao ATS apropriado e, se pretender continuar ou entrar em espaço aéreo controlado, obter autorização do ATC antes de prosseguir em IFR 2.9 Mudança de IFR para VFRN Toda a aeronave que esteja a voar em condições IFR que pretenda passar a VFRN deve submeter as alterações de plano de voo ao ATS apropriado e, se pretender continuar ou entrar em espaço aéreo controlado, obter autorização do ATC antes de prosseguir em VFRN 3. Comunicações 3.1 É obrigatório o uso de comunicações rádio bilaterais entre uma aeronave que esteja a efectuar VFRN e o orgão ATS competente, assim como a escuta permanente na frequência apropriada durante todo o voo. 3.2 Se no aeródromo/heliporto de partida ou chegada não existir orgão ATS, as intenções devem ser transmitidas na frequência do aeródromo/heliporto, e todas as aeronaves á escuta nessa frequência, e que façam parte do tráfego desse aeródromo/heliporto, devem responder á primeira comunicação de qualquer aeronave que entre na frequência, transmitindo a sua posição, altitude e intenções. A aterragem final deve ser comunicada logo que possível para o órgão de controle. 3.3 No caso de falha de comunicações deve ser accionado o transponder em Modo A, Código 7600, e prosseguir o voo de acordo o plano de voo em vigor. 4. Tripulações - qualificações necessárias 4.1 Aviões: 4.1.1 Ser titular de qualificação de VPI válida; ou 4.1.2 Se não for titular de qualificação de VPI, deve ser possuidor de Qualificação de Voo Nocturno, emitida pelo INAC, após ter efectuado um treino que inclua, no mínimo, 5 horas de voo nocturno, compreendendo pelo menos 3 horas de instrução em duplo comando, 1 hora de navegação nocturna (cross - country) e 5 descolagens e aterragens finais em voo solo, de acordo com o JAR-FCL 1.125 (c) e 1.165 (b).

.../4 (CIA 19/02) 4.1.3 Aviões envolvidos em voos de Transporte Aéreo Comercial Composição das tripulações: - A tripulação mínima necessária para efectuar VFRN é a estipulada no JAR-OPS 1.940 (b)(1)e(2). - Para a operação Single-Pilot VFRN, é necessário o cumprimento dos requisitos estabelecidos no Apêndice 2 ao JAR-OPS 1.940. 4.2 Helicópteros: 4.2.1 Ser titular de qualificação de VPI válida; ou 4.2.2 Se não for titular de qualificação de VPI, deve ser possuidor de qualificação de Voo Nocturno, emitida pelo INAC, após ter efectuado um treino, que inclua no mínimo, 5 horas de voo nocturno de acordo com o Curso de Qualificação de Voo Nocturno descrito no Apêndice 4 ao JAR-FCL 2.125. 4.2.3 Se for titular de um PPL(H) e não possuir qualificação de VPI, deve obter a qualificação de Voo Nocturno, de acordo com JAR-FCL 2.125 (c)(1) e Apêndice 4 ao JAR-FCL 2.125. 4.2.4 No caso de o candidato ser titular de qualificação de VPI (Aviões) deve efectuar um treino de acordo com o estipulado em JAR-FCL 2.125(c)(2) e Apêndice 4 ao JAR-FCL 2.125. 4.2.5 Helicópteros envolvidos em voos de Transporte Aéreo Comercial Composição das tripulações: - A tripulação mínima para efectuar VFRN é a mesma que é exigida para os voos IFR e constante no JAR-OPS 3.940(b) - Operações Single-Pilot VFRN são permitidas se satisfizerem os requisitos estabelecidos no JAR-OPS 3.940 (c) e Apêndice 1 ao JAR-OPS 3.940 (c). 5. Aeronaves autorizadas a efectuar Voo Visual Nocturno (VFRN) 5.1 Todas as aeronaves empenhadas em voos privados ou comerciais, que cumpram com o JAR-OPS 1.640, 1.652, 1.670, 1.675, JAR-OPS 3.640, 3.647, 3.652, 3.660, 3.670 e 3.675, e que, para além disso, possuam o seguinte equipamento : - Transponder Modos A e C - Equipamento COMM. e NAV. adequado á missão; 5.1.2 Aeronaves envolvidas em voos de transporte aéreo comercial/trabalho aéreo 5.1.2.1 Aviões 5.1.2.1.1. Transporte de passageiros/passageiros e carga Só são autorizados aviões multimotores que, para além de cumprir com os requisitos estabelecidos em 5.1, possam operar em Performance Classe A, B ou C.

.../5 (CIA 19/02) 5.1.2.1.2 Transporte de carga Para além das aeronaves autorizadas em 5.1.2.1.1, são autorizados a efectuar transporte de carga os aviões monomotores turbo-hélice, de modelos a aprovar pelo INAC. 5.1.2.2 Helicópteros Só são autorizados helicópteros multimotores que, para além de cumprir com os requisitos estabelecidos em 5.1, possam operar em Performance Classe 1 ou Classe 2. Nota 1: Os voos VFRN em missões de trabalho aéreo por aviões/helicópteros monomotores carecem de autorização prévia, caso a caso, do INAC. Nota 2: Os Operadores que pretendam efectuar voos VFRN devem incluir nos seus Manuais de Operação de Voo (MOV) um suplemento referente a este tipo de operação para aprovação pelo INAC. Nota 3: Os helicópteros empenhados em voos privados e de instrução estão dispensados do cumprimento do JAR-OPS 3-640 (b) (5), sendo contudo obrigados a estar equipados com uma luz de aterragem. 6. Aeródromos/heliportos a utilizar em operações VFRN 6.1 A aterragem, descolagem e os voos locais em operação visual nocturna (VFRN) só são autorizados nas seguintes infra-estruturas: aeródromos e heliportos não controlados equipados para a operação visual nocturna; e aeródromos/heliportos controlados e equipados para a operação nocturna onde seja permitido o voo VFRN. 6.2 Os aeródromos e heliportos a utilizar na operação visual nocturna VFRN deverão estar certificados pelo INAC. Para o efeito, deverão dispor de todos os equipamentos, serviços, procedimentos de saída e chegada e meios a determinar pelo INAC. 6.3 No caso do Aeródromo/Heliporto não possuir Serviço de Controle de Aeródromo ou AFIS, a activação do sistema de iluminação deve ficar a cargo de uma pessoa responsável, nomeada pelo director do Aeródromo/Heliporto, e perfeitamente identificada perante o INAC, que se encarregará de activar a iluminação conforme solicitado. Neste caso o aeródromo deverá estar certificado para VFR nocturno com limitações. O director do aeródromo fixará as regras de utilização do aeródromo. O VOGAL DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Francisco Balacó